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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Bovespa e seu modo de lidar no mercado financeiro.

Botão compacto
Em um dia marcado pela forte volatilidade, o Ibovespa contrariou as direções das principais bolsas internacionais e encerrou o dia em alta de 2,90%, atingindo mínima aos 54.121 pontos e máxima de 56.676 pontos, totalizando um volume financeiro de R$ 6,04 bilhões.

A espera pela divulgação do livro Bege e de uma agenda carregada de indicadores referentes a empregos e empréstimos hipotecários nos EUA previstos para amanhã (07/09), o índice brasileiro saiu da lona e recuperou as perdas registradas no dia anterior.

A publicação do ISM de serviços referentes ao mês de agosto do mercado americano acima das expectativas, ofuscou a divulgação do aumento da inflação no mercado doméstico e as preocupações quanto ao andamento das negociações das medidas de austeridades na Itália, renovando temporariamente o ânimo dos investidores quanto à situação da economia americana e provocando a valorização do mercado acionário do Brasil.

As principais blue chips da bolsa Vale PN e Petrobrás PN, encerraram o dia na direção oposta das cotações das principais commodities nos mercados internacionais, apresentando forte alta de 2,46% e 2,19% respectivamente.

Fluxo Bovespa

Os investidores estrangeiros ingressaram no dia 02 de setembro, sexta-feira, R$ 586,96 milhões na Bovespa, quando o índice fechou em queda de 2,73%. Neste mês, o saldo dos investimentos estrangeiros está positivo em 586,96 milhões na Bovespa. Já no acumulado do ano, após este ingresso, os investimentos estrangeiros alcançaram superávit de R$ 476,49 milhões. Já os investidores Pessoa Física ingressaram R$ 88,24 milhões na Bovespa no dia 02 de setembro. No mês de setembro, o saldo dos investimentos de pessoas físicas apresentam déficit de R$ 530,17 milhões na Bovespa. No acumulado do ano, o saldo de pessoa apresenta déficit de 5.765 bilhões.

Mercados Hoje

Mercado local deverá se ajustar das fortes altas ocorridas ontem nos mercados internacionais, e bastante influenciados pelos diversos eventos, dados e discursos econômicos. Localmente os investidores reagirão também a ATA da última decisão do Banco Central, que surpreendentemente reduziu os juros em 0,5 pp para 12%. Após o encerramento dos mercados é esperado o discurso do Obama sobre empregos, e também os dados sobre inflação e atividade na China, ambos com efeitos sobre o nosso mercado amanhã.

Banco do Brasil e Setor Financeiro – De acordo com o jornal "Valor Econômico", o Banco Central criticou a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de investigar os contratos de exclusividade na concessão de crédito consignado oferecidos pelos bancos. De acordo com o procurador-geral do Banco Central, Isaac Sidney Menezes Ferreira, o Judiciário já definiu que a competência para a análise de fusões bancárias é do Banco Central e não do Cade, se referindo ao julgamento da compra do BCN pelo Bradesco em agosto de 2010, quando o Superior Tribunal da Justiça priorizou a visão do BC. Já o procurador-geral do Cade, Gilvrando Araújo, acredita que os órgãos são complementares, defendendo uma aproximação com o BC.

A afirmação do procurador-geral do BC é uma resposta ao processo do Cade contra o Banco do Brasil no último dia 31/08, quando o órgão anti-truste condenou a cláusula de exclusividade entre o Banco do Brasil e funcionários públicos, presente nos contratos de crédito consignado com prefeituras e governos estaduais. Apesar da notícia ser de cunho informativo, a mesma tem impacto marginalmente positivo sobre as ações do Banco do Brasil, ao passo que o BC estaria sendo contra a decisão do CADE sobre a cláusula de exclusividade.

CSN e Usiminas – De acordo com notícia vinculada ao jornal O Estado de S. Paulo, após ter adquirido 15,15% das ações preferências e mais 11,29% das ações ordinárias da Usiminas, Benjamin Steinbruch, dono da CSN, teria realizado uma oferta, semanas atrás, para obter os 26% da companhia detidos pela Camargo Corrêa e Votorantim – os valores não foram informados. De acordo com o jornal, tanto a Camargo Corrêa quanto a Votorantim ainda não definiram se vão levar adiante a negociação, mas notificaram a Nippon Steel, integrante do bloco de controle da companhia (com 27,8% das ações) e que teria preferência na compra da participação de outros controladores, sobre o interesse da CSN. Nippon seria contra a entrada da CSN (tentaram até um entendimento com o grupo Gerdau, mas que não foi adiante), em função de desentendimentos no caso da Namisa, onde a CSN era parceira do grupo japonês. Porém o imbróglio é ainda mais complexo; o governo brasileiro já interferiu uma vez (via BNDES, integrante do bloco e controle da CSN) sobre a participação que a Nippon adquiriu da Vale em 2009, quando forçou a venda de parte dessa participação justamente para Camargo Corrêa e Votorantim, ou seja, mesmo com o direito de preferência de compra o governo pode novamente intervir na operação. Nada está definido até o presente momento, porém a notícia é positiva para as ações da Usiminas, ao passo que uma outra companhia do setor tem a percepção de que os ativos da Usiminas estão relativamente baratos e tenta adentrar em seu bloco de controle.

Marfrig – Em um artigo publicado no jornal "Valor Econômico", o diretor de marketing da companhia, Antonio Zambelli, informou que pretende ampliar a participação de produtos industrializados no mix de vendas da Marfrig ainda em 2011 com o objetivo de acompanhar a tendência de crescimento no mercado de alimentos congelados, o qual, segundo o executivo, apresentou um crescimento de 40% nos últimos doze meses. De acordo com Zambelli, a Marfrig deverá lançar até o final de setembro uma nova linha de hambúrgueres congelados de 200 gramas, denominado "Mega Hit Yankee Burger", pelo qual terá como foco um público-alvo formado por adolescentes e adultos com até 35 anos. A notícia é marginalmente positiva para as ações da companhia, a medida que reforçam a atuação da empresa no segmento de produtos industrializados, da qual correspondeu por aproximadamente 50% do faturamento da Marfrig em 2010 (R$ 2,6 bilhões) e uma participação de 50,4% na receita de vendas das operações no Brasil no 2T11, grande parte explicado pela sinergia trazida pela integração das marcas "Keystone Foods"e "O´Kane Poultry" no período.

OGX – Segundo a Agência Estado, o Ibama emitiu, nesta quarta-feira (6/9), a licença prévia para a produção de petróleo no campo de Waimea, na Bacia de Campos, e a realização do Teste de Longa Duração (TLD) pela OGX. De acordo com o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), o volume recuperável é de aproximadamente 14 milhões de metros cúbicos do óleo, gerando uma produção diária de 40 mil barris por dia com início previsto para 2012. A companhia agora deve cumprir as condições estipuladas na licença prévia para adquirir a licença definitiva, autorizando o início das atividades no campo. A notícia é marginalmente positiva para os ativos da companhia.

Setor de Alimentos – De acordo com um relatório publicado pela Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec) do qual o jornal Valor Econômico teve o acesso, o volume de carne bovina exportada pelo Brasil apresentou uma forte queda 23,7% no mês de agosto em comparação com o mesmo período do ano passado. Os principais motivos apontados pelo estudo para a retração das vendas em agosto foi a redução na demanda dos principais países compradores do produto, como Egito, Rússia e Irã, dos quais apresentaram uma queda no volume importado de 48,62% , 32,26% e 24,9% respectivamente se comparado a agosto/2010.

Segundo o diretor executivo da Abiec, Fernando Sampaio, o período do Ramadã nos países muçulmanos e os embargos russos à carne brasileira foram os principais responsáveis pela desaceleração do volume exportado da carne bovina brasileira em agosto desse ano. A notícia é marginalmente negativa para as empresas do setor, porém acreditamos que o conteúdo da notícia já foi precificado nas cotações dos papéis das companhias.

Bovespa e seu modo de lidar no mercado financeiro.

Botão compacto
Em um dia marcado pela forte volatilidade, o Ibovespa contrariou as direções das principais bolsas internacionais e encerrou o dia em alta de 2,90%, atingindo mínima aos 54.121 pontos e máxima de 56.676 pontos, totalizando um volume financeiro de R$ 6,04 bilhões.

A espera pela divulgação do livro Bege e de uma agenda carregada de indicadores referentes a empregos e empréstimos hipotecários nos EUA previstos para amanhã (07/09), o índice brasileiro saiu da lona e recuperou as perdas registradas no dia anterior.

A publicação do ISM de serviços referentes ao mês de agosto do mercado americano acima das expectativas, ofuscou a divulgação do aumento da inflação no mercado doméstico e as preocupações quanto ao andamento das negociações das medidas de austeridades na Itália, renovando temporariamente o ânimo dos investidores quanto à situação da economia americana e provocando a valorização do mercado acionário do Brasil.

As principais blue chips da bolsa Vale PN e Petrobrás PN, encerraram o dia na direção oposta das cotações das principais commodities nos mercados internacionais, apresentando forte alta de 2,46% e 2,19% respectivamente.

Fluxo Bovespa

Os investidores estrangeiros ingressaram no dia 02 de setembro, sexta-feira, R$ 586,96 milhões na Bovespa, quando o índice fechou em queda de 2,73%. Neste mês, o saldo dos investimentos estrangeiros está positivo em 586,96 milhões na Bovespa. Já no acumulado do ano, após este ingresso, os investimentos estrangeiros alcançaram superávit de R$ 476,49 milhões. Já os investidores Pessoa Física ingressaram R$ 88,24 milhões na Bovespa no dia 02 de setembro. No mês de setembro, o saldo dos investimentos de pessoas físicas apresentam déficit de R$ 530,17 milhões na Bovespa. No acumulado do ano, o saldo de pessoa apresenta déficit de 5.765 bilhões.

Mercados Hoje

Mercado local deverá se ajustar das fortes altas ocorridas ontem nos mercados internacionais, e bastante influenciados pelos diversos eventos, dados e discursos econômicos. Localmente os investidores reagirão também a ATA da última decisão do Banco Central, que surpreendentemente reduziu os juros em 0,5 pp para 12%. Após o encerramento dos mercados é esperado o discurso do Obama sobre empregos, e também os dados sobre inflação e atividade na China, ambos com efeitos sobre o nosso mercado amanhã.

Banco do Brasil e Setor Financeiro – De acordo com o jornal "Valor Econômico", o Banco Central criticou a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de investigar os contratos de exclusividade na concessão de crédito consignado oferecidos pelos bancos. De acordo com o procurador-geral do Banco Central, Isaac Sidney Menezes Ferreira, o Judiciário já definiu que a competência para a análise de fusões bancárias é do Banco Central e não do Cade, se referindo ao julgamento da compra do BCN pelo Bradesco em agosto de 2010, quando o Superior Tribunal da Justiça priorizou a visão do BC. Já o procurador-geral do Cade, Gilvrando Araújo, acredita que os órgãos são complementares, defendendo uma aproximação com o BC.

A afirmação do procurador-geral do BC é uma resposta ao processo do Cade contra o Banco do Brasil no último dia 31/08, quando o órgão anti-truste condenou a cláusula de exclusividade entre o Banco do Brasil e funcionários públicos, presente nos contratos de crédito consignado com prefeituras e governos estaduais. Apesar da notícia ser de cunho informativo, a mesma tem impacto marginalmente positivo sobre as ações do Banco do Brasil, ao passo que o BC estaria sendo contra a decisão do CADE sobre a cláusula de exclusividade.

CSN e Usiminas – De acordo com notícia vinculada ao jornal O Estado de S. Paulo, após ter adquirido 15,15% das ações preferências e mais 11,29% das ações ordinárias da Usiminas, Benjamin Steinbruch, dono da CSN, teria realizado uma oferta, semanas atrás, para obter os 26% da companhia detidos pela Camargo Corrêa e Votorantim – os valores não foram informados. De acordo com o jornal, tanto a Camargo Corrêa quanto a Votorantim ainda não definiram se vão levar adiante a negociação, mas notificaram a Nippon Steel, integrante do bloco de controle da companhia (com 27,8% das ações) e que teria preferência na compra da participação de outros controladores, sobre o interesse da CSN. Nippon seria contra a entrada da CSN (tentaram até um entendimento com o grupo Gerdau, mas que não foi adiante), em função de desentendimentos no caso da Namisa, onde a CSN era parceira do grupo japonês. Porém o imbróglio é ainda mais complexo; o governo brasileiro já interferiu uma vez (via BNDES, integrante do bloco e controle da CSN) sobre a participação que a Nippon adquiriu da Vale em 2009, quando forçou a venda de parte dessa participação justamente para Camargo Corrêa e Votorantim, ou seja, mesmo com o direito de preferência de compra o governo pode novamente intervir na operação. Nada está definido até o presente momento, porém a notícia é positiva para as ações da Usiminas, ao passo que uma outra companhia do setor tem a percepção de que os ativos da Usiminas estão relativamente baratos e tenta adentrar em seu bloco de controle.

Marfrig – Em um artigo publicado no jornal "Valor Econômico", o diretor de marketing da companhia, Antonio Zambelli, informou que pretende ampliar a participação de produtos industrializados no mix de vendas da Marfrig ainda em 2011 com o objetivo de acompanhar a tendência de crescimento no mercado de alimentos congelados, o qual, segundo o executivo, apresentou um crescimento de 40% nos últimos doze meses. De acordo com Zambelli, a Marfrig deverá lançar até o final de setembro uma nova linha de hambúrgueres congelados de 200 gramas, denominado "Mega Hit Yankee Burger", pelo qual terá como foco um público-alvo formado por adolescentes e adultos com até 35 anos. A notícia é marginalmente positiva para as ações da companhia, a medida que reforçam a atuação da empresa no segmento de produtos industrializados, da qual correspondeu por aproximadamente 50% do faturamento da Marfrig em 2010 (R$ 2,6 bilhões) e uma participação de 50,4% na receita de vendas das operações no Brasil no 2T11, grande parte explicado pela sinergia trazida pela integração das marcas "Keystone Foods"e "O´Kane Poultry" no período.

OGX – Segundo a Agência Estado, o Ibama emitiu, nesta quarta-feira (6/9), a licença prévia para a produção de petróleo no campo de Waimea, na Bacia de Campos, e a realização do Teste de Longa Duração (TLD) pela OGX. De acordo com o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), o volume recuperável é de aproximadamente 14 milhões de metros cúbicos do óleo, gerando uma produção diária de 40 mil barris por dia com início previsto para 2012. A companhia agora deve cumprir as condições estipuladas na licença prévia para adquirir a licença definitiva, autorizando o início das atividades no campo. A notícia é marginalmente positiva para os ativos da companhia.

Setor de Alimentos – De acordo com um relatório publicado pela Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec) do qual o jornal Valor Econômico teve o acesso, o volume de carne bovina exportada pelo Brasil apresentou uma forte queda 23,7% no mês de agosto em comparação com o mesmo período do ano passado. Os principais motivos apontados pelo estudo para a retração das vendas em agosto foi a redução na demanda dos principais países compradores do produto, como Egito, Rússia e Irã, dos quais apresentaram uma queda no volume importado de 48,62% , 32,26% e 24,9% respectivamente se comparado a agosto/2010.

Segundo o diretor executivo da Abiec, Fernando Sampaio, o período do Ramadã nos países muçulmanos e os embargos russos à carne brasileira foram os principais responsáveis pela desaceleração do volume exportado da carne bovina brasileira em agosto desse ano. A notícia é marginalmente negativa para as empresas do setor, porém acreditamos que o conteúdo da notícia já foi precificado nas cotações dos papéis das companhias.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Explicamos como esta a Taxa Selic e o lobby dos juros altos no Brasil.

Botão compacto
Para os caros leitores do site Economia Nacional e Mundial, o artigo de hoje irá tratar de um assunto bastante polêmico: os juros altos no Brasil e a quem eles interessam.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM), para surpresa de boa parte dos analistas e mídia especializada, a taxa básica de juros (também conhecida como Taxa Selic) foi reduzida em 0,50 ponto percentual, saindo de 12,5% para 12% ao ano.

A surpresa geral se deu pelo discurso tradicional de que a inflação está fora do centro da meta – a visão era a de que a manutenção dos juros mais altos seria indispensável para que os preços pudessem recuar.

O discurso do mercado seguiu feroz, especialmente no sentido de considerar a baixa dos juros como interferência da equipe econômica do governo na chamada independência do Banco Central.

Hiperinflação: uma década de dificuldade.

Convido você a rever um pouco da história dos juros e da inflação. Todo brasileiro com pouco mais de 30 anos deve se recordar de um dos períodos mais tristes de nossa história.

A década de 80 e seus diversos planos econômicos podem ser traduzidos como um período de hiperinflação, desemprego e falta de esperanças. O Brasil era refém dos altos preços e da pouca competitividade de sua indústria.

Em 27 de fevereiro de 1994, com a publicação no Diário Oficial da medida provisória número 434 - MP 434/94 -, teve inicio o Plano Real, um marco divisor desse triste período e um dos alicerces mais importantes para a caminhada rumo à estabilização econômica.

Metas de inflação, o poder supremo do Banco Central.

Em Junho de 1999, após um período de crises financeiras, o Brasil adotou o regime de metas de inflação como forma de ancorar a subida dos preços, tendo o Banco Central a responsabilidade de conduzir todos os esforços (monetários e fiscais) para cumprir tais metas.

Os anos foram passando e a inflação foi, na maior parte das vezes, obedecendo ora o topo da meta de inflação definida para o período, ora o centro da meta.

De 1994 para cá, a taxa de juros no Brasil atingiu, em seu pico, inacreditáveis 45% ao ano. É verdade que, se observado o gráfico de todo o período, saímos de números expressivos para uma queda também significativa.

Brasil, a maior taxa de juros do mundo.

A queda na Taxa Selic é importante, mas tem que sinalizar uma tendência de baixa. A grande pergunta (e o ponto principal desse artigo) que fica é: há necessidade de juros tão altos? Ou ainda: quais os reais motivos que nos fazem o país com maior taxa de juros do mundo?

Mesmo após a contenção da inflação, o Brasil passou por alguns períodos de pico inflacionário. As commodities aumentavam de preços, os serviços ficavam mais caros e a primeira ação era o aumento das taxas de juros para conter o consumo e esfriar a economia. Parece que os juros são a única arma para “segurar” a economia. Será?

Durante esse tempo, o discurso era de que esse expediente se justificava porque o país tinha problemas de infraestrutura – e por isso nossos produtos e serviços eram caros, mesmo sem ter grande qualidade.

O que dizer dos crescentes gastos com a máquina pública, razão também de grande influência na economia?

Com o passar dos anos, a realidade dos juros altos presenteou muitos investidores com altas taxas de retorno sobre seus investimentos em renda fixa, especialmente nos títulos públicos. Do lado do país, presenciamos a dívida pública crescer cada vez mais, o que, aos poucos, foi se tornando um dos nossos grandes problemas.

A independência do Banco Central e os oito anos de Henrique Meirelles.

Durante os dois mandatos do Presidente Lula, quando o engenheiro civil Henrique Meirelles esteve à frente do Banco Central, a política econômica seguiu a linha do expediente conservador, ou seja, cada solavanco inflacionário vinha acompanhado de uma martelada de juros.

Mas, se os nossos juros já eram os maiores do mundo, por que a necessidade de aumentá-los ainda mais? Ficava claro que o remédio dos juros atacava o efeito e não a verdadeira causa do problema.

O mais triste é que ninguém parecia disposto a enfrentar, de fato, os verdadeiros problemas, mesmo sendo as soluções de conhecimento geral.

O artigo "Por que taxa de juros tão alta e um crescimento tão baixo?", do Prof. Vladimir K. Teles, é muito interessante. Se compararmos os países que cresceram tanto ou mais do que o Brasil nos últimos anos, vamos nos surpreender ainda mais.

O discurso dos economistas (ou seriam “mercadistas”?) perde ainda mais o sentido:

  • A China, por exemplo, está com os juros em 4,9% ao ano e o crescimento médio do PIB chinês nos últimos anos ficou próximo de 10%. Mas a China é um caso a parte, dirão muitos;
  • Outro bom exemplo, a Coréia do Sul tem taxa de juros de 3,25% ao ano;
  • Mesmo Cingapura, que possui dados pouco confiáveis, tem taxa de juros de 6% ao ano.

O lobby dos juros altos.

O que parece existir é culto à política de juros altos, quando ela não garante, de forma inteligente e sustentável, inflação baixa.

A necessidade de manutenção efetiva de controle dos gastos públicos e as reformas fiscal e tributária, itens que poderiam nos colocar em outro patamar, são decisões adiadas e que não surgem na pauta econômica do país.

Esse discurso, ou lobby para que os juros se mantenham altos, não se justifica mais. Desde 1998, o país apresenta sucessivos superávits primários (atualmente conseguimos economizar 4% do PIB para pagamento dos juros da dívida), mas mesmo com toda essa economia os juros (da dívida) continuam sendo enormes e a dívida pública chega a patamares alarmantes.

O fato é que o governo precisa conter despesas e gastar melhor. Nós, cidadãos, precisamos encarar a realidade de que os juros altos são vilões tão danosos para o crescimento e desenvolvimento sustentável da nação quanto a inflação. O Brasil não pode mais concordar em ser o país com maior taxa de juros do mundo.

É hora de mudar e encontrar o verdadeiro equilíbrio entre o necessário crescimento e a inflação, mas com decisões duras, talvez impopulares e de longo prazo.

Para usar um jargão bem batido, será que haverá “vontade política” para fazer o que é preciso?


Explicamos como esta a Taxa Selic e o lobby dos juros altos no Brasil.

Botão compacto
Para os caros leitores do site Economia Nacional e Mundial, o artigo de hoje irá tratar de um assunto bastante polêmico: os juros altos no Brasil e a quem eles interessam.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM), para surpresa de boa parte dos analistas e mídia especializada, a taxa básica de juros (também conhecida como Taxa Selic) foi reduzida em 0,50 ponto percentual, saindo de 12,5% para 12% ao ano.

A surpresa geral se deu pelo discurso tradicional de que a inflação está fora do centro da meta – a visão era a de que a manutenção dos juros mais altos seria indispensável para que os preços pudessem recuar.

O discurso do mercado seguiu feroz, especialmente no sentido de considerar a baixa dos juros como interferência da equipe econômica do governo na chamada independência do Banco Central.

Hiperinflação: uma década de dificuldade.

Convido você a rever um pouco da história dos juros e da inflação. Todo brasileiro com pouco mais de 30 anos deve se recordar de um dos períodos mais tristes de nossa história.

A década de 80 e seus diversos planos econômicos podem ser traduzidos como um período de hiperinflação, desemprego e falta de esperanças. O Brasil era refém dos altos preços e da pouca competitividade de sua indústria.

Em 27 de fevereiro de 1994, com a publicação no Diário Oficial da medida provisória número 434 - MP 434/94 -, teve inicio o Plano Real, um marco divisor desse triste período e um dos alicerces mais importantes para a caminhada rumo à estabilização econômica.

Metas de inflação, o poder supremo do Banco Central.

Em Junho de 1999, após um período de crises financeiras, o Brasil adotou o regime de metas de inflação como forma de ancorar a subida dos preços, tendo o Banco Central a responsabilidade de conduzir todos os esforços (monetários e fiscais) para cumprir tais metas.

Os anos foram passando e a inflação foi, na maior parte das vezes, obedecendo ora o topo da meta de inflação definida para o período, ora o centro da meta.

De 1994 para cá, a taxa de juros no Brasil atingiu, em seu pico, inacreditáveis 45% ao ano. É verdade que, se observado o gráfico de todo o período, saímos de números expressivos para uma queda também significativa.

Brasil, a maior taxa de juros do mundo.

A queda na Taxa Selic é importante, mas tem que sinalizar uma tendência de baixa. A grande pergunta (e o ponto principal desse artigo) que fica é: há necessidade de juros tão altos? Ou ainda: quais os reais motivos que nos fazem o país com maior taxa de juros do mundo?

Mesmo após a contenção da inflação, o Brasil passou por alguns períodos de pico inflacionário. As commodities aumentavam de preços, os serviços ficavam mais caros e a primeira ação era o aumento das taxas de juros para conter o consumo e esfriar a economia. Parece que os juros são a única arma para “segurar” a economia. Será?

Durante esse tempo, o discurso era de que esse expediente se justificava porque o país tinha problemas de infraestrutura – e por isso nossos produtos e serviços eram caros, mesmo sem ter grande qualidade.

O que dizer dos crescentes gastos com a máquina pública, razão também de grande influência na economia?

Com o passar dos anos, a realidade dos juros altos presenteou muitos investidores com altas taxas de retorno sobre seus investimentos em renda fixa, especialmente nos títulos públicos. Do lado do país, presenciamos a dívida pública crescer cada vez mais, o que, aos poucos, foi se tornando um dos nossos grandes problemas.

A independência do Banco Central e os oito anos de Henrique Meirelles.

Durante os dois mandatos do Presidente Lula, quando o engenheiro civil Henrique Meirelles esteve à frente do Banco Central, a política econômica seguiu a linha do expediente conservador, ou seja, cada solavanco inflacionário vinha acompanhado de uma martelada de juros.

Mas, se os nossos juros já eram os maiores do mundo, por que a necessidade de aumentá-los ainda mais? Ficava claro que o remédio dos juros atacava o efeito e não a verdadeira causa do problema.

O mais triste é que ninguém parecia disposto a enfrentar, de fato, os verdadeiros problemas, mesmo sendo as soluções de conhecimento geral.

O artigo "Por que taxa de juros tão alta e um crescimento tão baixo?", do Prof. Vladimir K. Teles, é muito interessante. Se compararmos os países que cresceram tanto ou mais do que o Brasil nos últimos anos, vamos nos surpreender ainda mais.

O discurso dos economistas (ou seriam “mercadistas”?) perde ainda mais o sentido:

  • A China, por exemplo, está com os juros em 4,9% ao ano e o crescimento médio do PIB chinês nos últimos anos ficou próximo de 10%. Mas a China é um caso a parte, dirão muitos;
  • Outro bom exemplo, a Coréia do Sul tem taxa de juros de 3,25% ao ano;
  • Mesmo Cingapura, que possui dados pouco confiáveis, tem taxa de juros de 6% ao ano.

O lobby dos juros altos.

O que parece existir é culto à política de juros altos, quando ela não garante, de forma inteligente e sustentável, inflação baixa.

A necessidade de manutenção efetiva de controle dos gastos públicos e as reformas fiscal e tributária, itens que poderiam nos colocar em outro patamar, são decisões adiadas e que não surgem na pauta econômica do país.

Esse discurso, ou lobby para que os juros se mantenham altos, não se justifica mais. Desde 1998, o país apresenta sucessivos superávits primários (atualmente conseguimos economizar 4% do PIB para pagamento dos juros da dívida), mas mesmo com toda essa economia os juros (da dívida) continuam sendo enormes e a dívida pública chega a patamares alarmantes.

O fato é que o governo precisa conter despesas e gastar melhor. Nós, cidadãos, precisamos encarar a realidade de que os juros altos são vilões tão danosos para o crescimento e desenvolvimento sustentável da nação quanto a inflação. O Brasil não pode mais concordar em ser o país com maior taxa de juros do mundo.

É hora de mudar e encontrar o verdadeiro equilíbrio entre o necessário crescimento e a inflação, mas com decisões duras, talvez impopulares e de longo prazo.

Para usar um jargão bem batido, será que haverá “vontade política” para fazer o que é preciso?


A LG Eletronics e o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté negociam a recontratação dos 200 trabalhadores demitidos nesta terça-feira.

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A LG Eletronics e o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté negociam a recontratação dos 200 trabalhadores demitidos nesta terça-feira, na unidade de celulares da fábrica localizada no Vale do Paraíba.

Segundo o presidente do Sindicato, Isaac do Carmo, a empresa estuda a proposta de que, em caso de contratações futuras, os demitidos sejam priorizados e recontratados.

Esta teria sido uma das questões discutidas na segunda-feira, antes do anúncio das demissões. "Conseguimos evitar um corte ainda maior e esse compromisso da empresa , de priorizar estas pessoas atingidas pelas demissões desta semana em caso de recontratação", disse Carmo.

Segundo ele, pelo menos 300 demissões teriam sido revertidas durante a negociação com a empresa.

A LG Eletronics tem 2,4 mil funcionários em sua unidade de Taubaté, onde fabrica também monitores. No setor de celulares, a produção mensal é de cerca de 700 mil aparelhos.

A empresa alega estar com estoque de 1 milhão de aparelhos, o que exige uma readequação da produção.

"A LG trabalha com um produto cujo mercado pode oscilar, mas estamos próximos do final do ano, quando o consumo deve aumentar novamente", disse Carmo. Entre 2007 e 2008, os trabalhadores entraram em férias coletivas por três vezes, com o objetivo de reajustar a produção de monitores de acordo com a demanda do mercado.

Autopeças

Os trabalhadores das empresas do setor de autopeças localizadas em Taubaté realizam assembléia no próximo domingo, dia 11 de setembro para discutir a proposta de reajuste salarial da bancada patronal para a Campanha Salarial 2011.

Segundo Carmo, a proposta inicial de 8,3% não contempla a expectativa da categoria e por isso nem foi submetida à apreciação dos trabalhadores.

A LG Eletronics e o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté negociam a recontratação dos 200 trabalhadores demitidos nesta terça-feira.

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A LG Eletronics e o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté negociam a recontratação dos 200 trabalhadores demitidos nesta terça-feira, na unidade de celulares da fábrica localizada no Vale do Paraíba.

Segundo o presidente do Sindicato, Isaac do Carmo, a empresa estuda a proposta de que, em caso de contratações futuras, os demitidos sejam priorizados e recontratados.

Esta teria sido uma das questões discutidas na segunda-feira, antes do anúncio das demissões. "Conseguimos evitar um corte ainda maior e esse compromisso da empresa , de priorizar estas pessoas atingidas pelas demissões desta semana em caso de recontratação", disse Carmo.

Segundo ele, pelo menos 300 demissões teriam sido revertidas durante a negociação com a empresa.

A LG Eletronics tem 2,4 mil funcionários em sua unidade de Taubaté, onde fabrica também monitores. No setor de celulares, a produção mensal é de cerca de 700 mil aparelhos.

A empresa alega estar com estoque de 1 milhão de aparelhos, o que exige uma readequação da produção.

"A LG trabalha com um produto cujo mercado pode oscilar, mas estamos próximos do final do ano, quando o consumo deve aumentar novamente", disse Carmo. Entre 2007 e 2008, os trabalhadores entraram em férias coletivas por três vezes, com o objetivo de reajustar a produção de monitores de acordo com a demanda do mercado.

Autopeças

Os trabalhadores das empresas do setor de autopeças localizadas em Taubaté realizam assembléia no próximo domingo, dia 11 de setembro para discutir a proposta de reajuste salarial da bancada patronal para a Campanha Salarial 2011.

Segundo Carmo, a proposta inicial de 8,3% não contempla a expectativa da categoria e por isso nem foi submetida à apreciação dos trabalhadores.

Sete produtos foram incluídos para reduzir ou aumentar o Imposto de importação do produto que vem de fora.

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Sete produtos foram incluídos na noite de hoje (7) na lista de exceção à Tarifa Externa Comum (TEC), pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Entre os produtos incluídos, estão aparelhos de ar-condicionado, bicicletas comuns e pneus de bicicleta.

A inclusão na lista de exceção pode ser feita para reduzir ou aumentar o Imposto de importação do produto que vem de fora. Desta vez, os impostos de todos os produtos incluídos na lista foram elevados, conforme destacou o secretário executivo da Camex, Emílio Garófalo.

“Com a valorização cambial e a crise econômica, houve aumento de importações. Isso traz a necessidade de fazer essa elevação temporária das alíquotas. Isso não é garantia que as alíquotas ficarão a esse nível”, disse. A revisão da lista de exceção ocorre a cada seis meses.

Para a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, a medida mostra a preocupação do governo em assegurar a competitividade internacional. “A TEC brasileira é geralmente utilizada para reduzir o Imposto de Importação.

Hoje, foi utilizada para aumentar. Isso é reflexo da preocupação do governo com importações crescentes e setores específicos da indústria afetados por essa importação”, acrescentou.

O Imposto de importação das bicicletas passou de 20% para 35%. As bicicletas de competição ficam isentas da nova alíquota. No caso dos aparelhos de ar-condicionado, a alíquota também foi fixada em 35%, antes era 18%.

Também passa a ser taxada em 35% a importação de pneus de borracha de bicicletas, porcelanatos, partes referentes a unidades condensadoras ou evaporadoras para fabricação de aparelhos de ar-condicionado, barcos a motor e rodas e eixos ferroviários.

Sete produtos foram incluídos para reduzir ou aumentar o Imposto de importação do produto que vem de fora.

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Sete produtos foram incluídos na noite de hoje (7) na lista de exceção à Tarifa Externa Comum (TEC), pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Entre os produtos incluídos, estão aparelhos de ar-condicionado, bicicletas comuns e pneus de bicicleta.

A inclusão na lista de exceção pode ser feita para reduzir ou aumentar o Imposto de importação do produto que vem de fora. Desta vez, os impostos de todos os produtos incluídos na lista foram elevados, conforme destacou o secretário executivo da Camex, Emílio Garófalo.

“Com a valorização cambial e a crise econômica, houve aumento de importações. Isso traz a necessidade de fazer essa elevação temporária das alíquotas. Isso não é garantia que as alíquotas ficarão a esse nível”, disse. A revisão da lista de exceção ocorre a cada seis meses.

Para a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, a medida mostra a preocupação do governo em assegurar a competitividade internacional. “A TEC brasileira é geralmente utilizada para reduzir o Imposto de Importação.

Hoje, foi utilizada para aumentar. Isso é reflexo da preocupação do governo com importações crescentes e setores específicos da indústria afetados por essa importação”, acrescentou.

O Imposto de importação das bicicletas passou de 20% para 35%. As bicicletas de competição ficam isentas da nova alíquota. No caso dos aparelhos de ar-condicionado, a alíquota também foi fixada em 35%, antes era 18%.

Também passa a ser taxada em 35% a importação de pneus de borracha de bicicletas, porcelanatos, partes referentes a unidades condensadoras ou evaporadoras para fabricação de aparelhos de ar-condicionado, barcos a motor e rodas e eixos ferroviários.

A varejista online chinesa Jingdong Mall está pronta para começar um processo de abertura de capital de US$ 5 bilhões.

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A varejista online chinesa Jingdong Mall está pronta para começar um processo de abertura de capital na próxima semana e que pode representar um desafio para o apetite de investidores nos Estados Unidos por ações de companhias chinesas.

A empresa, também conhecida como 360buy.com, planeja levantar entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões em uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), possivelmente na primeira metade de 2012, segundo o IRF, um serviço de notícias da Thomson Reuters.

Um IPO deste tamanho superaria o do Google em 2004, quando a empresa levantou US$ 1,9 bilhão na maior oferta pública de ações de uma empresa de Internet já realizado nos Estados Unidos, segundo dados da Thomson Reuters.

A Jingdong deve realizar um roadshow na próxima semana em Pequim para escolher agentes subscritores para o IPO, informou o IFR nesta quarta-feira, citando fontes familiares com o negócio.

Uma das fontes disse que o IPO pode ultrapassar US$ 5 bilhões, dependendo de quando for realizada.

A notícia do IPO da Jingdong Mall vem em meio a dificuldades para o mercado norte-americano de IPOs, que tem derrapado por causa da alta volatilidade desencadeada pela crise da dívida na Europa e pela fraca recuperação economica norte-americana. Diversos IPOs já foram cancelados mês passado.

A varejista online chinesa Jingdong Mall está pronta para começar um processo de abertura de capital de US$ 5 bilhões.

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A varejista online chinesa Jingdong Mall está pronta para começar um processo de abertura de capital na próxima semana e que pode representar um desafio para o apetite de investidores nos Estados Unidos por ações de companhias chinesas.

A empresa, também conhecida como 360buy.com, planeja levantar entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões em uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), possivelmente na primeira metade de 2012, segundo o IRF, um serviço de notícias da Thomson Reuters.

Um IPO deste tamanho superaria o do Google em 2004, quando a empresa levantou US$ 1,9 bilhão na maior oferta pública de ações de uma empresa de Internet já realizado nos Estados Unidos, segundo dados da Thomson Reuters.

A Jingdong deve realizar um roadshow na próxima semana em Pequim para escolher agentes subscritores para o IPO, informou o IFR nesta quarta-feira, citando fontes familiares com o negócio.

Uma das fontes disse que o IPO pode ultrapassar US$ 5 bilhões, dependendo de quando for realizada.

A notícia do IPO da Jingdong Mall vem em meio a dificuldades para o mercado norte-americano de IPOs, que tem derrapado por causa da alta volatilidade desencadeada pela crise da dívida na Europa e pela fraca recuperação economica norte-americana. Diversos IPOs já foram cancelados mês passado.

A presidente Dilma Rousseff que o País passará por um grande periodo de estagnação.

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A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que a atual crise econômica internacional é mais grave que a de 2008, que os países desenvolvidos se preparam para um longo período de estagnação, mas que os efeitos não devem amedrontar os brasileiros, que devem enfrentar as turbulências consumindo.

"A crise atual é mais complexa que aquela de 2008, da qual nós nos saímos muito bem. Os países ricos se preparam para um longo período de estagnação e até de recessão. Mas a crise não nos ameaça fortemente", disse Dilma em seu pronunciamento de 7 de setembro, transmitido em rádio e TV na noite desta terça-feira.

Em uma fala de cerca de 11 minutos, Dilma focou em economia e na atual crise mundial. Destacou, como em seus recentes discursos, a capacidade do Brasil de enfrentar as recentes turbulências, reafirmou que o governo está atento e pediu aos brasileiros que sigam consumindo.

"Estaremos bem atentos para evitar qualquer efeito mais grave da crise internacional. Estar atento não significa ficar com medo, ou ficar paralisado. Ao contrário, vamos continuar trabalhando , consumindo, abrindo e ampliando empresas, plantando e colhendo os frutos da nossa agricultura."

Dilma citou ainda que a "estabilidade da economia está garantida", que a "inflação está sob controle" --apesar do acumulado nos últimos 12 meses ter superado o teto da meta, de 6,5 por cento-- e que "os juros voltaram a baixar", numa referência ao corte da taxa básica anunciada pelo Banco Central na semana passada.

Ainda sobre a crise, Dilma reafirmou que a defesa e a ampliação do mercado interno são suas principais armas do país para reagir aos efeitos externos.

"Quero deixar bem claro que meu governo não irá permitir ataques às nossas indústrias e aos nossos empregos. Não vai permitir jamais que artigos estrangeiros venham concorrer de forma desleal com os nossos produtos."

Por fim, numa rápida menção às denúncias de corrupção que atingem seu governo, disse que o Brasil é "um país que com malfeito não se acomplicia jamais e que tem a defesa da moralidade no combate à corrupção uma ação permanente e inquebrantável".


A presidente Dilma Rousseff que o País passará por um grande periodo de estagnação.

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A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que a atual crise econômica internacional é mais grave que a de 2008, que os países desenvolvidos se preparam para um longo período de estagnação, mas que os efeitos não devem amedrontar os brasileiros, que devem enfrentar as turbulências consumindo.

"A crise atual é mais complexa que aquela de 2008, da qual nós nos saímos muito bem. Os países ricos se preparam para um longo período de estagnação e até de recessão. Mas a crise não nos ameaça fortemente", disse Dilma em seu pronunciamento de 7 de setembro, transmitido em rádio e TV na noite desta terça-feira.

Em uma fala de cerca de 11 minutos, Dilma focou em economia e na atual crise mundial. Destacou, como em seus recentes discursos, a capacidade do Brasil de enfrentar as recentes turbulências, reafirmou que o governo está atento e pediu aos brasileiros que sigam consumindo.

"Estaremos bem atentos para evitar qualquer efeito mais grave da crise internacional. Estar atento não significa ficar com medo, ou ficar paralisado. Ao contrário, vamos continuar trabalhando , consumindo, abrindo e ampliando empresas, plantando e colhendo os frutos da nossa agricultura."

Dilma citou ainda que a "estabilidade da economia está garantida", que a "inflação está sob controle" --apesar do acumulado nos últimos 12 meses ter superado o teto da meta, de 6,5 por cento-- e que "os juros voltaram a baixar", numa referência ao corte da taxa básica anunciada pelo Banco Central na semana passada.

Ainda sobre a crise, Dilma reafirmou que a defesa e a ampliação do mercado interno são suas principais armas do país para reagir aos efeitos externos.

"Quero deixar bem claro que meu governo não irá permitir ataques às nossas indústrias e aos nossos empregos. Não vai permitir jamais que artigos estrangeiros venham concorrer de forma desleal com os nossos produtos."

Por fim, numa rápida menção às denúncias de corrupção que atingem seu governo, disse que o Brasil é "um país que com malfeito não se acomplicia jamais e que tem a defesa da moralidade no combate à corrupção uma ação permanente e inquebrantável".


Presidente Americano Obama tenta elevar a alta de empregos e aumentar a economia Norte-Americana.

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Cerca de dez senadores republicanos pediram na quarta-feira ao presidente Barack Obama que envie ao Congresso três protelados acordos internacionais de comércio que, segundo eles, contribuiriam para a geração de empregos nos EUA.

"Se o presidente realmente se importa com os empregos, ele irá submeter os acordos imediatamente", disse o senador Rob Portman a jornalistas, referindo-se aos acordos com Coreia do Sul, Panamá e Colômbia, que foram assinados há mais de quatro anos, mas não receberam ratificação parlamentar.

Na noite de quinta-feira, Obama fará um discurso no qual apresentará propostas para a geração de empregos. Os senadores criticaram o presidente por repetidamente pedir ao Congresso que aprove os acordos comerciais, mas sem enviá-los formalmente.

"Não podemos aprová-los se ele não os envia", disse o senador Roy Blunt, lembrando que os tratados estão sobre a mesa de Obama desde sua posse, em janeiro de 2009.

O governo estima que os acordos irão ampliar em cerca de 13 bilhões de dólares as exportações norte-americanas, contribuindo para a criação ou preservação de cerca de 70 mil postos de trabalho.

A Casa Branca ainda não submeteu os textos ao Congresso porque sua prioridade é renovar o programa de Assistência do Ajuste Comercial (TAA, na sigla em inglês), destinado a ajudar na requalificação de trabalhadores que perderam seus empregos devido à concorrência internacional.

Em outra entrevista coletiva, o líder da maioria republicana no Senado, Harry Reid, disse que só colocará os tratados comerciais na pauta se a Câmara antes aprovar o TAA.

De acordo com Reid, o presidente da Câmara, John Boehner, "já disse que vai providenciar isso, mas não acho que tenhamos garantias de que as coisas não vão desandar". Ele acrescentou que pretende discutir o assunto na noite de quarta-feira com o chefe de gabinete da Casa Branca, Bill Daley.

Presidente Americano Obama tenta elevar a alta de empregos e aumentar a economia Norte-Americana.

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Cerca de dez senadores republicanos pediram na quarta-feira ao presidente Barack Obama que envie ao Congresso três protelados acordos internacionais de comércio que, segundo eles, contribuiriam para a geração de empregos nos EUA.

"Se o presidente realmente se importa com os empregos, ele irá submeter os acordos imediatamente", disse o senador Rob Portman a jornalistas, referindo-se aos acordos com Coreia do Sul, Panamá e Colômbia, que foram assinados há mais de quatro anos, mas não receberam ratificação parlamentar.

Na noite de quinta-feira, Obama fará um discurso no qual apresentará propostas para a geração de empregos. Os senadores criticaram o presidente por repetidamente pedir ao Congresso que aprove os acordos comerciais, mas sem enviá-los formalmente.

"Não podemos aprová-los se ele não os envia", disse o senador Roy Blunt, lembrando que os tratados estão sobre a mesa de Obama desde sua posse, em janeiro de 2009.

O governo estima que os acordos irão ampliar em cerca de 13 bilhões de dólares as exportações norte-americanas, contribuindo para a criação ou preservação de cerca de 70 mil postos de trabalho.

A Casa Branca ainda não submeteu os textos ao Congresso porque sua prioridade é renovar o programa de Assistência do Ajuste Comercial (TAA, na sigla em inglês), destinado a ajudar na requalificação de trabalhadores que perderam seus empregos devido à concorrência internacional.

Em outra entrevista coletiva, o líder da maioria republicana no Senado, Harry Reid, disse que só colocará os tratados comerciais na pauta se a Câmara antes aprovar o TAA.

De acordo com Reid, o presidente da Câmara, John Boehner, "já disse que vai providenciar isso, mas não acho que tenhamos garantias de que as coisas não vão desandar". Ele acrescentou que pretende discutir o assunto na noite de quarta-feira com o chefe de gabinete da Casa Branca, Bill Daley.