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terça-feira, 20 de setembro de 2011

A presidente Dilma Rousseff disse ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama que ajudara a Europa.

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A presidente Dilma Rousseff disse ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nesta terça-feira que o Brasil está trabalhando com outros mercados emergentes para oferecer ajuda às economias europeias, afirmou uma autoridade à Reuters.

Dilma não deu detalhes no rápido encontro que aconteceu em Nova York entre os dois presidentes, acrescentou a fonte, sob condição de anonimato.

Os comentários de Dilma destacam a vontade do Brasil e de outros países em desenvolvimento para tentar aliviar a crise da dívida na zona do euro antes que os problemas se espalhem pelo mundo.

O Brasil já comprou título de dívida europeu e irá tentar coordenar outra ajuda com seus parceiros do Brics, grupo formado por mercados emergentes, em reunião separada em Washington ainda esta semana.

O grupo dos Brics também inclui Rússia, Índia, China e África do Sul.

Dilma e Obama concordaram ainda que a Europa precisa mostrar que tem recursos e vontade política para lidar com seus problemas, disse a fonte.

O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, devem se reunir em Washington nos próximos dias para continuar a discutir a crise europeia.

Obama e Dilma "sentiram que as discussões mais aprofundadas sobre esses desafios ... são necessárias antes da reunião do G20 em novembro, e eles concordaram que o momento mais apropriado (para essas discussões) será o encontro entre o secretário do Tesouro Geithner e o ministro Mantega em Washington", disse o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, a jornalistas.

Um dos assuntos que pode estar na agenda dessa reunião é a ideia do Brasil de que os grandes países emergentes disponibilizem bilhões de dólares em novos fundos disponíveis ao Fundo Monetário Internacional, como uma forma de ajudar a aliviar a crise na zona euro.

Mantega deverá fazer uma proposta nesse sentido na reunião dos Brics em Washington esta semana, disseram fontes do governo brasileiro à Reuters na segunda-feira.

O encontro entre Dilma e Obama em Nova York durou pouco menos de meia hora, disse Patriota.

A presidente parabenizou Obama por seu plano para criar empregos e foi convidada por Obama para visitar os Estados Unidos no início do próximo ano, segundo o chanceler.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Entrevistamos o especialista em cartões de crédito, José Eduardo Manier sobre as novas normas do cartão de crédito.

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Desde o início desse mês estão valendo as novas regras para o uso dos cartões de crédito no Brasil.

As normas foram elaboradas pelo Banco Central com o objetivo de estimular o uso racional do cartão e diminuir o endividamento das famílias brasileiras.

Além de determinar o valor mínimo da fatura a ser pago mensalmente pelos consumidores, as regras também limitam o número de tarifas cobradas pelas empresas. Apenas cinco taxas poderão ser cobradas de todos os cartões emitidos a partir do dia 1º de junho desse ano.

Antes disso, de acordo com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, existiam cerca de 80 tarifas diferentes cobradas pelo uso do cartão de crédito. Uma cartilha elaborada pelo BC que compila e explica as mudanças está disponível em nosso canal no SlideShare.

Para avaliar o impacto dessas modificações, O Economista entrevistou o especialista em cartões de crédito, José Eduardo Manier. Manier tem longa experiência nas operações de cartões de várias empresas, como Losango e Finivest. Atualmente, ele é diretor de cartões da Lecca Financeira.


Porque o cartão de crédito é um dos maiores vilões do endividamento da população?

Não encaro o cartão como um vilão e sim como uma nova experiência de crédito, que como tal devemos observar as suas melhores práticas de uso. O cartão agrega algumas vantagens, como facilidade de pagamento, parcelamentos maiores, programas de recompensas e principalmente segurança.

O cartão hoje é um dos principais veículos de inclusão das classes C, D e E na oferta de produtos financeiros.

Podemos falar que no Brasil a experiência com cartão tem 30 anos, porém, somente nos últimos 15 anos o cenário macro econômico do país permitiu que negócios e parcerias com o varejo fossem feitas de modo a substituir o antigo crediário pela segurança do cartão.

Para assumir o risco dessa mudança, os emissores viram nas taxas e tarifas a grande fonte de receita desse produto.

Durante esses 15 anos os emissores realmente ganharam muito com esse tipo de negócio, porém, quando ele é mal administrado, a perda também pode ser muito grande.

Essa perda fez com que alguns players começassem a reparar que o grande segredo desse negócio é a permanência de uso pelo cliente e que para isso era necessário ensiná-lo a usar o produto.

Acho que o movimento natural é esse. Hoje em dia você já vê faturas auto explicativas, campanhas de uso consciente do crédito e a própria interferência do governo na tentativa de conter o uso irrestrito do crédito.

A conclusão que tiro é que se o consumidor não tiver disciplina o vilão pode ser qualquer meio de pagamento, seja cartão de crédito, carnê, cheques pré-datados, etc.


Quais medidas a população pode adotar para se prevenir desse endividamento?

Há 15 anos o cartão era utilizado pontualmente e tornou-se um produto concorrente ao crediário. Hoje em dia está substituindo o dinheiro para uso no dia a dia. Então, a minha dica é fazer uma programação de uso. Se você não tem dinheiro e não é usuário de cartão, você vai ao supermercado?

Se a ideia é substituir o dinheiro pelo dinheiro de plástico o princípio deve ser o mesmo. Só gaste aquilo que se programou para pagar.

Outra dica é não pagar o mínimo por mais de um mês consecutivo. Realmente pode virar uma bola de neve e a saída vai exigir certa disciplina nos gastos.


Qual é a avaliação das mudanças propostas pelo Banco Central em relação às novas regras para os cartões de crédito? Quais serão os principais impactos?

Acho que está em linha com o meu comentário sobre experiência de crédito. Enquanto o BC não focou na regulamentação e fiscalização do produto, os emissores aproveitaram a oportunidade para rever seus investimentos e riscos nas múltiplas tarifas e altas taxas.

Acho que a mudança vem em boa hora para simplificar e ajudar no uso consciente do crédito.

É claro que as tarifas e as taxas continuam sendo a grande fonte de receita do produto e por isso acho que ainda haverá uma queda de braço entre os emissores e o BC sobre valores máximos e mínimos permitidos, mas o fato de diminuírem as quantidades de tarifas é um sinal de que as coisas estão mudando. Agora o cliente passará a ter mais consciência do que está pagando.


Como o consumidor deverá reagir a essa mudanças?

Acho que como em qualquer mudança, devemos esperar um tempo de observação. Mas acredito que o cliente terá mais facilidade para compreender o que está comprando. É uma demanda antiga do consumidor que poderá comparar taxas e tarifas com maior facilidade agora.

A previsão do Banco Central é de que essas medidas estimulem a população a contrair menos dívidas e a usar o cartão de forma mais racional. Acredita que seja essa a tendência?

Tudo está convergindo para isso. Mas é preciso prestar atenção no crédito e não somente no cartão. O cenário econômico é positivo, mas exige cuidados para conter outros bichos de sete cabeças como a inflação.

A forma como o BC está atuando elevando a taxa de juros básicos está deixando os empréstimos mais caros, porém, como o poder aquisitivo também está crescendo, existe uma tendência natural de um maior endividamento da população.

Acho que o BC está fazendo o papel dele de atuar em todas as frentes.

O cartão é apenas mais um meio de concessão de crédito.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Explicamos como podem funcionar os títulos que a zona do euro discute emitir.

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O megainvestidor George Soros, por exemplo, disse que os chamados eurobonds seriam uma boa forma de reduzir os custos de empréstimos tomados por nações altamente endividadas; o ministro das Finanças da Itália, Giulio Tremonti, descreveu a ideia como a "solução mestre" para a crise da dívida no continente.

Agora, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, disse que proporá formalmente a ideia do eurobond para os chefes de governo europeus.

Mas o projeto também enfrenta uma oposição de peso.

O governo alemão disse que os eurobonds "não fazem sentido" no momento, dado o fato de que os países-membros da zona do euro conduzirem suas políticas econômicas individualmente, e não em conjunto.

Berlim também alega que a introdução de títulos europeus no mercado poderia diminuir o esforço de países altamente endividados em controlar seus orçamentos.

Mas o que seriam os eurobonds, bem como os títulos governamentais em que eles seriam baseados?

O que são títulos da dívida do governo?

Os governos obtêm dinheiro emprestado vendendo títulos aos investidores. Em troca do dinheiro, os governos prometem pagar uma taxa fixa de juros durante um período específico – por exemplo, 4% ao ano durante dez anos.

Ao final desse período, o investidor recebe o dinheiro emprestado, cancelando esse montante específico da dívida governamental.

Os títulos dos governos são geralmente vistos como investimentos ultrasseguros e de longo prazo, muitas vezes adquiridos por fundos de pensão, companhias de seguro e bancos, além de investidores privados. Esses títulos são uma maneira crucial para os países levantarem dinheiro.

O que é, então, um eurobond?

Esses títulos – bonds – europeus ainda não existem, mas operariam da mesma forma que um título governamental. Exceto pelo fato de que todos os 17 países-membros da zona do euro seriam coletivamente os garantidores da dívida emitida.

O que é um mercado de títulos?

Uma vez que o título é emitido – e o governo obtém dinheiro –, o investidor tem a opção de resgatar o dinheiro investido ao final do período.

Mas o investidor também pode vender seu título nos mercados financeiros, por um preço que flutuará de acordo com o panorama para as taxas de juros. Por exemplo, se o mercado previr que as taxas de juros se elevarão drasticamente, então cairá o valor de um título que paga uma taxa fixa de 4% pelos próximos dez anos.

Os preços dos títulos também cairão se os investidores acreditarem que há um risco de o governo emissor do título não ser capaz de cumprir com o pagamento anual dos juros ou mesmo de pagar o papel na ocasião de seu vencimento – são esses temores que estão jogando para baixo o valor dos títulos irlandeses.

O que é o "yield do título"?

Soa complicado, mas não é. O "yield" é o retorno recebido por um investidor que compra o título ao preço de hoje do mercado.

Por exemplo: um título foi vendido por um determinado governo por 100 euros, pagando uma taxa anual de juros de 4%, ou seja, 4 euros por ano. Esse yield (retorno) é de 4%. Mas, então, digamos que o preço do título caia para 50 euros. O pagamento de juros ainda é de 4 euros por ano. Sendo assim, para um investimento de 50 euros, o investidor passa a receber um yield de 8%.

A importância dos mercados é que eles determinam o quanto custará para um governo se endividar

Comentaristas do mercado de títulos geralmente citam os yields do título, em vez dos preços. O conceito-chave a ser lembrado é que as más notícias derrubam os preços dos títulos, o que por sua vez faz elevar os yields (retornos) desses títulos.

Qual a importância dos mercados de títulos?

Eles são importantes porque determinam o quanto custará para um governo obter dinheiro emprestado.

Quando um país precisa de dinheiro, ele emite novos títulos. Mas esses títulos têm de pagar taxas de juros anuais, que são próximas ao retorno atual para títulos emitidos anteriormente e que agora estão sendo negociados no mercado.

Sendo assim, se uma crise de confiança em um governo derruba o preço dos títulos e eleva os yields, esse governo terá de pagar mais por novos empréstimos – provavelmente muito mais. (Mas lembre-se de que isso não afeta o custo do pagamento das taxas anuais de juros dos títulos emitidos previamente, porque essas taxas são fixas para a vida útil do título).

domingo, 11 de setembro de 2011

Cartão de crédito, dificuldades com gastos e excesso de compras.

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Pois é, galera. Fui realizar uma enquete com alguns amigos e percebi que a grande dificuldade é com o cartão de crédito e percebi o relato a seguir de um amigo ao qul não citarei o nome e muitos se enquadraram nestes relato.

Este amigo tinha mania de prometer e não cumprir, estamos aqui para uma exceção à regra e tentar ajudar por meio do site Economia Nacional e Mundial: acho que estou me curando daquele probleminha com meu cartão de crédito.

Segue a entrevista para ser analisada:

Cheguei praticamente a quitar toda a minha fatura. Só não quitei porque eu coloco crédito no meu celular pelo cartão (porque é mais prático, pelo telefone mesmo, e talz), então é considerada uma das minhas despesas fixas, e não consumo.

Considerando-me curada, pedi uma nova via ao banco. Acho que dessa vez vou me controlar mais. Será?

Para os problemáticos com o cartão de crédito como eu, vou dar algumas dicas de como não perder o controle:

  • Tenha pleno controle do valor da sua próxima fatura. Na ideia de que vou comprar tudo agora e só vou pagar no mês que vem OU de que o que eu comprei era caro, mas dividi em várias parcelas pequenininhas, acabamos perdendo o controle. Daí, a fatura chega em um valor surpresa, tão alto que não conseguiremos arcar. E aí, como faz? Ou quebra todas as finanças do mês, ou fica devendo no cartão, ou paga o mínimo, ou tira do limite. As possibilidades de lambanças são várias.
  • Nunca pague o mínimo. Essa dica é antiga, mas é importante. Observe que em sua fatura, o pagamento mínimo vem em tamanho maior que o valor total da fatura e qualquer outro número impresso. Não se engane: o mínimo não é seu amigo. Pagá-lo significa adiar o pagamento dos outros 90% da sua fatura atual, que se somarão ao 100% da fatura do próximo mês acrescido de juros. É furada! Se vire nos trinta, mas evite ao máximo pagar somente o mínimo.
  • A mesma dica vale para o parcelamento da fatura. Sim, sua operadora vai “sugerir” que você parcele sempre, mas os juros que você paga nesse parcelamento são altos. É algo desnecessário se você tem um bom planejamento.
  • Encare o cartão de crédito como um organizador. Você abastece o carro várias vezes no mês ou na semana? Ele é ideal para pagar o posto de gasolina porque a cobrança virá toda de uma vez e você, como bom menino ou boa menina já terá separado o dinheiro referente ao combustível no seu planejamento mensal e o usará na fatura.
  • Use o cartão para coisas importantes, tenha-o como ferramenta para emergências, não para comprar pãozinho na padaria. A chance de perder a noção dos gastos é bem menor.
  • Saiba quando é a data de fechamento da fatura. Isso é imprescindível na hora de fazer uma compra: saber se ela virá cobrada já na próxima fatura ou apenas na outra. Há um dia certo para o fechamento, geralmente dez dias antes da fatura chegar à sua casa.
  • Isso pode fazer a diferença entre encrencar todas as suas finanças deste mês para pagar o cartão de crédito ou ficar tranquilo, com tempo de se planejar para o próximo mês. Ligue para a operadora do cartão para perguntar a data.

As dicas são muitas, essas são as mais básicas, que é para EVITAR os dor de cabeça com o cartão de crédito – coisa que todos nós podemos ter se não ficarmos atentos.