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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Imposto de Renda 2012 - Comece a entender o novo modelo da declaração de seus impostos.

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O Imposto de Renda 2012 se for igual ao de 2011 deverá ser declarado por todos os brasileiros que ganham acima de R$ 1.500 mensais, quem ganha um valor menor que esse deverá fazer a declaração de isento no IR 2012.

A Tabela de Imposto de Renda 2012 pode ser igual a essa que vamos postar logo abaixo, porém você pode consultar a tabela de IR no site oficial da Receita Federal.

Com a tabela você pode calcular o valor que terá que pagar na hora de fazer a Declaração IR 2012, você deverá fazer o Download Programa IRPF 2012 no site oficial da Receita Federal.

Uma dica muito importante, é fazer a sua declaração do IR 2012 com antecedência para não ter os tradicionais problemas de última hora, pois brasileiro é assim mesmo, acaba deixando tudo para a última hora o que pode fazer o sobrecarregamento do servidor do site da Receita Federal, e causar transtornos na hora da declaração do IR.

Veja a Tabela de Imposto de Renda 2011 (Não é a Tabela IRPF 2012)

Cálculo mensal em R$ Alíquota % Parcela imposto em R$
Até 1.499,15 - -
De 1.499,16 até 2.246,75 7,5 112,43
De 2.246,76 até 2.995,70 15,0 280,94
De 2.995,71 até 3.743,19 22,5 505,62
Acima de 3.743,19 27,5 692,78

Guido Mantega e sua Gosplan! Até quando sera figura carimbada em nosso governo.

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Qualquer cidadão que utilize unicamente a mídia para se informar poderia jurar que a era das economias centralmente planejadas por burocratas é algo do passado, e que a simples ideia de planejamento central é algo já universalmente desacreditado.

Isso pode ser verdade para vários países do mundo, principalmente para os do Leste Europeu, que vivenciaram a plenitude desta magnífica ideia. Aqui no Brasil, no entanto, a lógica funciona de maneira peculiar.

Aliás, funciona de maneira inversa. Ideias que comprovadamente deram errado onde quer que foram aplicadas exercem um fascínio quase erótico sobre os burocratas que vivem na Candangolândia. Parodiando Roberto Campos, tais ideias são como as damas balzaquianas, de vida airada: rejuvenescem à medida que se esquecem as experiências passadas.

Em Brasília, trabalha-se em postura dinâmica e extenuante. Os burocratas têm duas preocupações que lhes atormentam continuamente, e eles passam seus dias fazendo a si próprios as duas seguintes perguntas:

1) O que vou inventar hoje para atrapalhar ainda mais a vida daqueles idiotas que me puseram aqui e que me sustentam?

2) O que devo fazer para mostrar aos lobistas que financiam minhas mordomias que sou muito ativo (e que os brasileiros são os passivos)?

Estou me referindo, obviamente, à mais recente e asinina ideia do governo: a elevação de 30 pontos porcentuais do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de automóveis e caminhões para as montadores que não cumprirem os seguintes requisitos:

1) Utilizar no mínimo 65% de conteúdo nacional ou regional (Mercosul);

2) investirem em pesquisa e desenvolvimento, e (acha que são só três requisitos?)

3) preencherem pelo menos 6 dentre outros 11 outros requisitos de investimentos.

E quais seriam alguns desses outros 11 requisitos?

De acordo com o inexaurível Guido Mantega -- cuja fisiologia, cor da tez e corte de cabelo cada vez mais se assemelham às de um apparatchik do terceiro escalão soviético da era Brejnev --, dentre estes outros requisitos há a exigência de que os veículos sejam montados e estampados no Brasil, bem como seus motores, embreagens e câmbio.

Ou seja: temos agora um burocrata determinando especificidades sobre como se deve fabricar carros no Brasil. Se isso não é um exemplo explícito de planejamento central, então o conceito deve ser urgentemente reinventado.

O mais incrível é ver um sujeito como Mantega, que não saberia gerir uma concessionária de Yugo na Mongólia, pontificando sobre questões automotivas, falando com pretensa desenvoltura e segurança sobre embreagens, motores e câmbio. Mais um pouquinho e ele começaria a determinar especificações para relações de marcha, diferencial, injeção eletrônica e comando de válvulas.

Após apresentar essa sua lista de exigências, que seriam consideradas retrógradas até mesmo pelo Goplan, nosso Nikolai Baibakov tranquilizou a todos, com seu sorriso triunfante: "Para as empresas que já preenchem esses requisitos, não muda nada." Muito fofo! Vai me dizer que, após essa impecável lógica de jardim de infância, você também não ficou com vontade de comprar pra ele um Chicabon?

E o intrépido prosseguiu: "É uma medida que garante a expansão dos investimentos no Brasil, o desenvolvimento tecnológico e a expansão da capacidade produtiva no Brasil".

Entendeu a lógica? Impedir que as montadoras possam escolher a origem e a qualidade das peças a serem colocadas em seus produtos -- algo que afeta diretamente suas planilhas de custos -- é uma medida que miraculosamente vai "garantir a expansão dos investimentos no Brasil, o desenvolvimento tecnológico e a expansão da capacidade produtiva no Brasil".

Realmente, empreendedores ficam ávidos para ampliar seus investimentos em uma economia em que é o governo, e não os consumidores, quem determina as peças que ele deve utilizar. Da mesma forma, o desenvolvimento tecnológico dá um salto olímpico quando se impede a concorrência.

É assim que um país prospera, como bem mostram os exemplos auspiciosos da Coréia do Norte, de Cuba, da Venezuela e do próprio Brasil na década de 1980, com nossos potentes computadores fabricados sob a vigência da Lei da Informática.

Faça o leitor um esforço mental para tentar raciocinar como Guido Mantega (mas faça isso só uma vez, para evitar danos irreversíveis). Qual a consequência lógica do cumprimento destes requisitos? Como eles funcionariam caso realmente fossem levados a sério? É simples. Quer vender uma BMW M3 no Brasil? Sem problema, mas troque a embreagem original por outra gentilmente fornecida pela indústria nacional.

É simples e seguro. Experimente essa embreagem do Gol, ficará ótima no seu carango! Não quer trocar a embreagem? Sem problemas, você tem liberdade. Basta então trocar o motor. Recomendo este 1.0 da Fiat. A sua BMW será uma parada!

Pode parecer uma piada sem graça, mas o que foi dito acima é exatamente o que ocorreria caso os requisitos do ministro fossem de fato levados a sério por algumas montadoras.

Logo, é claro que a intenção principal do governo não é realmente impor tais restrições às montadoras (não pode ser; não é possível tamanha ignorância, mesmo para os padrões do governo). O objetivo único é o velho e imortal protecionismo a favor das montadoras, só que apenas daquelas montadoras que são politicamente mais convenientes defender.

A novidade, no entanto, é que agora a medida vem travestida com uma novilíngua, um exemplo típico do duplipensar orwelliano. 'Protecionismo' agora tem um novo rótulo: protecionismo significa "garantir a expansão dos investimentos, do desenvolvimento tecnológico e da expansão da capacidade produtiva".

É realmente difícil saber o que é pior: a política protecionista em si ou o fato do governo nos tratar como exímios idiotas, achando que ao adotar novos eufemismos seremos mais passivamente ludibriados. Mas governo é isso mesmo: mentiras, desrespeito à nossa inteligência, deturpação da linguagem e, claro, confisco de riqueza em prol de seus protegidos (nesse caso específico, empresas cujos sindicatos são poderosos e que representam uma mina de votos).

Para se proteger os interesses e a renda desse oligopólio, a solução é blindá-lo de todo e qualquer tipo de concorrência estrangeira, seja de carros chineses e indianos, seja de carros alemães, japoneses, italianos e ingleses. Para que se submeter às exigências do mercado quando se pode simplesmente proibir os consumidores de exercerem livremente seus direitos?

Montadoras nacionais e seus sindicatos têm um direito natural a uma renda garantida, ao mesmo tempo em que oferecem produtos que, na mais benevolente das hipóteses, podem ser considerados apenas satisfatórios. Para que se estressar e se esforçar muito para agradar aos consumidores? Muito mais eficaz é apenas fechar os portos.

Nada de dar aos pobres a chance de comprar um Tata indiano ou um QQ chinês. Se pobre quiser andar de carro, que compre um Gol, um Uno ou um Palio. Nada de dar aos ricos o prazer de comprar facilmente um Maserati. Eles que se contentem com um Vectra. Se quiserem o Maserati, até pode. Mas vão ter de deixar uma contribuição para a caixinha do governo, pois há uma enormidade de funcionários públicos em greve querendo aumentos -- e essa é uma base eleitoral que não pode ser desapontada.

Assim, o governo resolve dois problemas de uma só vez. Agrada a base sindical e as montadoras, e ainda consegue uma grana extra pra tentar apaziguar os ânimos dos funcionários públicos. Consumidores que se estrepem. Afinal, eles estão aí é pra isso mesmo: sustentar a mordomia da patota.

A desculpa oficial é que o câmbio está sobrevalorizado e as importações aumentaram, sendo necessário barrá-las para proteger a indústria nacional. Em primeiro lugar, não existe isso de câmbio sobrevalorizado. É impossível um câmbio ficar sobrevalorizado em um regime de câmbio flexível. Câmbio sobrevalorizado só ocorre quando há um regime de paridade cambial, como quando um país adota uma âncora cambial.

Em segundo lugar, as pessoas estão preferindo importar simplesmente porque a inflação de preços no Brasil -- por obra e graça do próprio governo -- está assustando. Seres racionais não querem pagar por carros ruins cujos preços aumentaram a uma taxa maior do que a taxa de aumento da renda. Não é difícil de entender.

Em terceiro lugar, indústria que só se sustenta com protecionismo não merece existir. Na prática, comporta-se como uma estatal. E estatais devem ser vendidas e submetidas à concorrência do livre mercado.

Mas assim como milicianos de favela, o governo só deixa você comprar os produtos que ele autoriza. "Você tem toda a liberdade para comprar carros. Desde que sejam aqueles fabricados por nossos amigos."

E o pior é ver a imprensa tratando tudo isso como uma mera "política industrial". Em um país genuinamente livre, o termo 'política industrial' ficaria restrito exclusivamente ao Manifesto Comunista. Perguntar qual é a política industrial de um governo seria equivalente a perguntar qual é a política de distribuição de celulares, computadores e TVs. A política industrial de um país livre é aquela decidida exclusivamente pelo mercado.

E quem é esse tal mercado? Somos nós. Você, eu e todos os cidadãos. Nós é que decidimos, por meio de nossas decisões de comprar e de se abster de comprar, qual indústria sobrevive, qual deve ser extinta e qual deve trocar de gerência. Não é nada complicado. Se houver alguma política mais eficaz e mais ética do que essa, estou muito interessado em saber dessa revolucionária descoberta.

Até quando vamos tolerar esse Politburo nos dando ordens, ditando e especificando nosso estilo de vida? O senhor Mantega ainda não foi informado de que a parte oriental da Europa é muito mais próspera e rica hoje, com seus habitantes agora munidos de liberdade de escolha, do que era naquela época do muro protecionista cuja ausência -- ao que tudo indica -- lhe provoca tanta nostalgia?


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Receita Federal prorroga prazo para dedução do Imposto sobre empregado doméstico.

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A Receita Federal decidiu prorrogar o prazo para que pessoas físicas deduzam no Imposto de Renda a contribuição paga à Previdência Social referente à remuneração do empregado doméstico.

A decisão foi publicada nesta quarta-feira (28) no "Diário Oficial da União".

A medida foi publicada com uma alteração na Instrução Normativa RFB nº 1.131.

O texto muda o artigo 50 da instrução.

Agora, a pessoa física que é empregador doméstico poderá deduzir do imposto apurado até o exercício de 2015, ano calendário de 2014, a contribuição patronal paga à Previdência Social incidente sobre o valor da remuneração do empregado.

Pela regra anterior, os valores pagos neste ano Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a título de contribuição patronal, poderiam ser abatidos no IR de 2012, que se refere ao ano-base 2011, e não nos próximos anos.

A medida foi tomada após a Câmara dos Deputados aprovar o benefício em julho deste ano.

Para poder fazer a dedução do empregado doméstico, o contribuinte deve optar pela declaração completa do IR. A alíquota, de 12%, não foi alterada.


Renúncia fiscal

Para 2011, a estimativa é de que o Fisco tivesse uma renúncia de cerca de R$ 500 milhões com a dedução da contribuição patronal do empregado doméstico - em recursos que deverâo ser restituídos aos contribuintes, ou abatidos no imposto a pagar.

De acordo com as regras do IR 2011, ano-base 2010, os empregadores poderiam deduzir até R$ 810,60 a título de contribuição patronal do Imposto de Renda dos empregados domésticos. Segundo a Receita Federal, esse valor corresponde à alíquota de 12% aplicada sobre o salário mínimo de R$ 510 do ano passado.

Caso o empregador pague mais de um salário mínimo, ele não pode abater todo o valor gasto com a contribuição patronal do INSS. Para a declaração do IR de 2012, que tem por base o ano de 2011 (o último do benefício), o limite de abatimento da contribuição patronal do INSS deve subir para cerca de R$ 850.


Menos INSS e abatimento integral no IR

O Ministério do Trabalho informou recentemente que vai apresentar à presidente da República, Dilma Rousseff, para instituir o Simples das Domésticas. Por este sistema, segundo a proposta do titular da pasta, Carlos Lupi, haveria redução da alíquota do INSS, que atualmente é de 20%, sendo 12% para os patrões e 8% para as empregadas, para 7% para o empregador e outros 7% para o empregado doméstico (14% ao todo).

Além disso, o ministro também quer a manutenção do abatimento da contribuição patronal do INSS do empregado doméstico, cuja alíquota seria reduzida para 7%, no Imposto de Renda (IR).

Ele propõe, entretanto, que o abatimento possa ser feito de forma integral, e não mais limitado ao valor do salário mínimo como ocorre atualmente. Sem a prorrogação, este benefício acaba neste ano, com abatimento no IR de 2012 - relativo ao ano-base 2011.

Lupi afirmou, porém, que a alíquota do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) terá de ser mantida em 8% sobre o total dos rendimentos do empregado. Segundo ele, essa alteração dependeria de uma emenda constitucional. Sobre as horas extras, o ministro afirmou que isso deve ser estabelecido por "livre negociação". "A maior dificuldade é para as diaristas, que vão ter que negociar com vários empregadores", declarou recentemente.


Aumento da formalização

O objetivo da medida é aumentar o índice de formalização do setor. Atualmente, de acordo com dados do Ministério do Trabalho, há no Brasil cerca de sete milhões de empregados domésticos, dos quais somente de 700 mil a 800 mil têm carteira assinada.

A proposta do Simples das Domésticas surgiu por conta da decisão da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que aprovou, em Genebra, uma nova convenção dando às trabalhadoras domésticas o mesmo direito dos demais trabalhadores, inclusive com o voto do Brasil.


Tire dúvidas sobre deduções com empregados domésticos no IR 2011


A consultoria Declare Certo IOB respondeu questões dos internautas do Economia Nacional e Mundial sobre dedução de gastos com empregados domésticos na restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2011.

Veja os principais temas:

1) Temos uma empregada doméstica, com recibos das mensalidades, porém sem carteira assinada. Podemos informar o pagamento feito a ela em 2010? Em caso afirmativo, onde informamos estes pagamentos? (Valdeúdes Nóbrega de Araújo)
Resposta:
Não é permitida a dedução desses valores, não havendo campo para a informação.


2) Tenho uma empregada doméstica, mas ela não está com carteira assinada. Posso abater no Imposto de Renda? (Júnior)
Resposta:
Não.


3) Pago o INSS da minha empregada integralmente, não descontando a parte dela do salário. Como faço para calcular a dedução, qual percentual é a minha parte? (Marcos Villela)
Resposta:
A parcela dedutível do imposto de renda corresponde a 12% do salário mínimo. O teto permitido para dedução relativo ao ano-calendário de 2010 é de R$ 810,60.


4) Tenho empregada doméstica registrada e efetuo regularmente o recolhimento do INSS. Como posso declarar no Imposto de Renda 2011? (Elmar Luís Maidl)
Resposta:
Informe o pagamento da Contribuição Patronal Previdenciária na ficha “Pagamentos e Doações” código 50.

Selecionamos orientações de economistas, astrólogos e psicólogos para dar dicas para cuidar do seu dinheiro na crise.

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Acertar nas decisões financeiras em época de turbulência econômica exige mais cuidado por parte do investidor.

O Economia Nacional e Mundial ouviu uma série de especialistas que serão palestrantes na Expomoney, evento sobre educação financeira e investimentos que começa nesta quinta-feira (29) e vai até sábado (01) em São Paulo.

E pedimos que cada um deles respondesse à pergunta: o que o pequeno investidor precisa saber para não perder dinheiro durante a crise? Confira as respostas.

Pedro Carrilho, autor português do livro 'Descubra o milionário que há em você'. (Foto: Divulgação)
O escritor português Pedro Queiroga Carrilho.
(Foto: Divulgação)

1) Pedro Carrilho, autor português do livro 'Descubra o milionário que há em você'

"As pessoas no Brasil devem buscar proteção financeira, que é a diversificação do dinheiro e procurar produtos que protejam seu dinheiro. Uma pessoa que tenha 10%, 20% do dinheiro em ações não se deve preocupar (com a volatilidade do mercado).

Proteção financeira em Portugal, que está em forte crise nesse momento, é quase tirar o dinheiro do país, para mercados que estão mais estáveis. Para o brasileiro é mais simples, é não se expor demasiado aos riscos do mercado neste momento, mas viver com calma o dia a dia porque há bom dinheiro para se ganhar, inclusive em ações. (...) Renda fixa e matérias-primas são boas opções para esperar passar a turbulência. Neste momento, quando há incerteza, deve-se ter três a seis meses de despesas mensais poupadas. Se você gasta R$ 2.500 com casa transporte e estudos, tem que ter R$ 7.500 em uma conta só para emergências, que dê para sacar de uma hora para outra".


2) Márcia Tolotti, psicanalista e autora do livro 'As armadilhas do consumo'


"É importante as pessoas encararem que este é um momento em que, no mínimo, eu tenho que me prevenir e ser moderno o suficiente para rever minhas escolhas quando a situação exige. Seria racionalmente importante que a gente pudesse rever e conter o hábito do consumo exacerbado, exagerado, o que é difícil das pessoas fazerem. Se eu preciso agora ter um compasso mais lento porque a economia está mais lenta, como vou querer impor o meu ritmo?

É como um voo livre: se está chovendo e ventando eu não tenho muito o que fazer diante disso. Agora no meu microcosmos eu tenho o que fazer: naquele dia, decido não voar. Diante da macroeconomia a gente não tem muito poder, mas dentro da minha conta bancária eu tenho. Hoje eu vou decidir não consumir aquilo que não seja estritamente necessário, de verdade. Eu tenho que saber que estou diante de uma turbulência. Deixa eu exercer a liberdade que me cabe".

Luiz Carlos Ewald. (Foto: Divulgação)
Luiz Carlos Ewald. (Foto: Divulgação)


3) Luiz Carlos Ewald, o 'Sr. Dinheiro', do 'Fantástico'

"É um momento em que a pessoa tem que parar para pensar. E principalmente não se endividar e nem deixar dívidas pendentes. Adiar compras e qualquer compra de compromisso. Tome muito cuidado que os imóveis estão muito caros.

Viver de aluguel é muito mais barato do que comprar. Se aluguel é jogar dinheiro fora, juro é muito mais dinheiro fora, porque é mais de duas vezes o valor do aluguel. O esforço para fazer sobrar dinheiro tem que ser maior. Tomar cuidado com compras por impulso, ver ofertas e pesquisar bastante".

Maurício Bernis, astrólogo e consultor empresarial. (Foto: Divulgação)
Maurício Bernis, astrólogo financeiro.


4) Maurício Bernis, astrólogo e consultor empresarial


"Do ponto de vista astrológico, existe uma configuração do céu que determina que até 2015 estejamos com uma instabilidade econômica forte. O pequeno investidor tem que navegar por mares seguros, investir em coisas de menor risco, tesouro direto, coisas com ganho menor.

Para as pessoas que têm perfil e traquejo para bolsa, o day trade (compra e venda de ações em um mesmo dia) é o lado positivo".

O consultor Gustavo Cerbasi. (Foto: Divulgação.)
O consultor Gustavo Cerbasi. (Foto: Divulgação.)

5) Gustavo Cerbasi, consultor e autor do livro 'Casais inteligentes enriquecem juntos'


"A melhor estratégia para lidar com a crise é a tradicional: pequena parcela (das economias) alocada no mercado de ações e predominando em renda fixa. Sempre uma postura consciente, bem informada. Por mais que queira manter 20% em renda variável, no momento em que se abre uma janela de oportunidade em renda variável, como um imóvel ou uma ação muito barata, é importante ter o dinheiro em renda fixa para poder aproveitar.

Quem tem alguma parcela em renda variável se sente incomodada e vai atrás de informação. Ter o dinheiro na bolsa é importante para que a pessoa se mantenha informada. E nesse caso jamais colocar todo o dinheiro da renda fixa na bolsa, mas uma parcela. A crise vai impactar o preço do pãozinho e dos importados, mas também vai trazer um bom cardápio de oportunidades para os investidores".


6) Leandro Martins, analista de investimentos

"Todo investidor que começa a investir na bolsa comete erros repetitivos, também na crise. Somos acostumados a usar o emocional nas operações financeiras, mas podemos reformular nosso cérebro com informação e aprender a usar o racional. Um erro comum é esperar o preço da ação ficar mais caro para comprar, e aí assim que a pessoa compra ela já começa a cair. Outro erro é, quando o preço da ação começa a cair, esperar o máximo de tempo e vender quando o prejuízo já está grande.

O certo é vender assim que ela começa a cair e já comprar outra com potencial de alta. Ter pressa para decidir e investir ou ter ganância e fazer operações arriscadas com mais dinheiro que você tem também é um risco. Comprar ou vender ações cada vez por um motivo ou dica diferente também é errado: a falta de metodologia de compra e venda é um grande erro. A falta de humildade, de achar que só porque acertou uma compra o mercado de ações já é fácil, também pode levar a muitas perdas".


7) Henrique Kleine, analista da corretora Magliano

"Mesmo em épocas de crise é possível comprar papéis no mercado de ações nos quais o investidor consiga ter algum tipo de rentabilidade ou não ter perdas muito grandes.

É importante analisar características da empresa: os múltiplos da companhia, preço em relação ao valor patrimonial da companhia, o retorno sobre patrimônio, que mostra a taxa de retorno da companhia. Buscar informações, relatórios de analistas em corretoras e bancos de investimentos de confiança.

Em época de crise global há empresas que são mais expostas e outras menos; selecionar empresas que não tenham tanta exposição ao risco externo, como empresas voltadas para o mercado interno, brasileiro. Dá para ganhar dinheiro mesmo em época de crise.

Há casos de ganhos consideráveis em alguns papéis de 2008 até hoje, como a Hering, que subiu cerca de 1.100%. Quem olha para índices como o Ibovespa, que é um composto de ações, pensa que a bolsa está ruim. Mas se você sai do índice e analisa papéis cuidadosamente, encontra rentabilidade".

Conheça e entenda o PIB do Brasil.

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As Contas Nacionais Trimestrais apresentam os valores correntes e os índices de volume para o PIB (Produto Interno Bruto) a preços de mercado, consumo do governo, formação bruta de capital fixo, valor adicionado a preços básicos, exportações e importações de bens e serviços, impostos sobre produtos, variação de estoques, consumo pessoal. Duas séries de números-índices são calculadas:
  1. Base no ano anterior e,
  2. A encadeada com referência em 2000 (1995 = 100), que é ajustada pelo X12-ARIMA possibilitando o cálculo das taxas de variação em relação ao trimestre imediatamente anterior.

A pesquisa no IBGE foi iniciada em 1988 e reestruturada a partir de 1998, quando os resultados foram integrados ao Sistema de Contas Nacionais, de periodicidade anual.

O PIB do Brasil é próximo de 2,5 trilhões de dólares (R$ 3, 674 964 trilhões), constituindo a sétima maior economia do mundo no ano 2010 segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), e o Banco Mundial.


Setor de atividade1º Trim 20101º Trim 2011
Agropecuária173,8179,3
Indústria127,1131,5
Extrativa mineral187,1194,7
Transformação117,6120,5
Construção civil130,5137,3
Prod. e distrib.de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana149,4156,8
Serviços154,8161
Comércio144,9153
Transporte, armazenagem e correio148,5155,5
Serviços de informação245,5258
Interm. financ, seguros, prev. complem. e serviços relacionados180,1191,6
Outros serviços148,3153,6
Atividades imobiliárias e aluguéis158,2161,1
Adm., saúde e educação públicas145,1149,2
Valor adicionado a preços básicos147,7153,3
Impostos líquidos sobre produtos163,7174,4
PIB a preços de mercado150156,2
Despesa de consumo das familias154,8164
Despesa de consumo da administração pública136,5139,3
Formação bruta de capital fixo154,8168,5
Exportação de bens e serviços223,2232,8
Importação de bens e serviços (-)212,2239,9

Imagem e dados do IGBE

Conheça o Custo do agravamento da crise internacional.

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O Banco Central pode dizer, como fez ontem o presidente Alexandre Tombini, que previu o agravamento da crise internacional.

Mas ele ainda não pode garantir que isso vai provocar “pressão deflacionista” na economia brasileira.

Na apresentação feita por Tombini no Senado um número chamou a atenção: a destruição de riqueza foi de quase US$ 10 trilhões no mundo.

Esse é o tamanho da desvalorização das ações listadas em bolsa nos últimos quatro meses. É mais do que dois terços do PIB americano.

Em qualquer medida é muito maior a perda que houve desde que a crise começou, em 2008.

O PIB dos Estados Unidos saiu de um crescimento médio de 2,6% entre 2000 e 2007 para uma média de -0,3% no período 2008-2010; a Zona do Euro foi de 2,2% para -0,7%.

Os emergentes perderam, mas bem menos: de 6,6% para 5,4%. O Brasil, apesar de emergente, ficou com crescimento menor do que o do seu grupo.

Impressionante é o custo social desta crise, que levou o desemprego de menos de 5% nos Estados Unidos para 11% e aos atuais 9%. Na Zona do Euro, o desemprego é hoje de 10%.

A crise elevou o endividamento de todos os países que Tombini definiu como “de economias maduras” e que alguns definem como “economias avançadas”. Hoje essa classificação fica estranha.

Na Zona do Euro há países como Grécia, Portugal, Eslovênia, Eslováquia, que não são exatamente maduras ou avançadas. Mas na falta de melhor nome, fica este.

O mais importante é que na apresentação de Tombini ele explicou que a dívida desses países continuará crescendo, com raras exceções, nos próximos anos.

Isso pelo efeito do déficit que os governos acumularam.

Essas economias estão prisioneiras de um círculo vicioso porque a alta da dívida aumenta o risco soberano, isso reduz o valor dos títulos emitidos pelos governos, e a baixa perspectiva de crescimento econômico eleva a relação dívida/PIB.

Essa percepção de risco elevada não afetou apenas as economias menores da Europa.

A falta de uma solução rápida para a crise está fazendo com que piore até a avaliação sobre as duas maiores economias da região, principalmente da França, que se descolou da Alemanha, como se pode ver no gráfico abaixo.

Como os bancos da Europa são os que carregam os títulos dos países da região, a percepção de risco dos bancos também subiu fortemente, principalmente dos italianos. Resultado: mais um círculo vicioso.

Com a desconfiança em alta, os empresários investem menos, os consumidores consomem menos. Nada disso é novo, tudo vem acontecendo desde 2008.

O que Tombini pôde dizer é que o agravamento recente da crise não o pegou de surpresa, porque a ata da última reunião veio repleta de alertas.

O que continua destoando é sua conclusão sobre a economia brasileira. Ele garante que tudo isso levará a inflação a cair, ficar dentro do intervalo de flutuação no fim do ano e convergir para o centro da meta no ano que vem.

Não há qualquer garantia disso. E o problema é que o Banco Central tem como principal tarefa no regime de metas de inflação garantir que as taxas ficam na meta.

Ele está apostando que a inflação cairá um pouco a cada mês até maio do ano que vem. Hoje, ela está em 7,3%. Cairia dois pontos percentuais nesse período.

Não considera que a alta do dólar — ainda que tenha parado — anulou o efeito da queda das commodities. Que alguns alimentos não cairão por problemas de safra.

Que o salário mínimo elevará custos de serviços e demanda.

De fato, o acumulado em 12 meses tem chance de cair a partir de outubro. Mas quanto ao ano que vem não há ainda qualquer garantia de que a queda continuará e será dessa dimensão.

Tombini garantiu aos senadores que apesar de toda a confusão do mundo está tudo dominado: hoje o BC tem R$ 186 bilhões a mais de compulsório do que em 2008, tem US$ 147 bilhões de reservas a mais, e tomou medidas que impediram o superendividamento das empresas.

Disse que o BC tomou medidas que moderaram o ritmo de crescimento do PIB de 7,8% em 12 meses, em janeiro, para 4,4%.

Tudo isso para explicar por que derrubou — e pelo visto continuará derrubando — os juros mesmo com a inflação acima do teto da meta.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Se começou a investir, este é o momento ideal para aprender e nós ensinamos economicamente.

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Hoje eu mesmo, Gilmar Andrade, fundador e diretor do site Economia Nacional e Mundial venho relatar e explicar de modo facil e de linguajar fácil sobre o mercado financeiro após o susto do início de agosto, com a crise americana e europeia.

Venho explicar uma análise do que vai acontecer a curto prazo, e como o Brasil vai passar pela turbulência.

Economia Nacional e Mundial: No início de agosto, as Bolsas de todo o mundo sofreram grandes quedas.

Quais são as expectativas agora? Elas devem voltar a subir? Qual a avaliação do cenário a curto prazo?

Gilmar Andrade: O cenário é de grande volatilidade, no entanto, quem está disposto a investir visando o longo prazo pode começar a ir às compras aos poucos, nunca tentando adivinhar o "fundo do poço".

Muitos papéis de empresas sólidas já estão sendo negociados a preços atrativos, mas não podemos esquecer que em momentos de crise prevalece a irracionalidade no mercado. Já está barato, sim, mas ainda pode ficar mais.

Perguntas do Site: Por que a Bovespa apresentava quedas mais acentuadas que o índice Dow Jones ou o Nasdaq?

Gilmar Andrade: Nossa bolsa ainda depende muito do capital estrangeiro. Quando vivemos momentos de incerteza, como agora, os investidores estrangeiros necessitam do capital investido aqui e em outras economias emergentes para honrarem seus compromissos lá fora. Mesmo que não estejamos no epicentro do furacão, acabamos sofrendo mais que os países desenvolvidos diante de cenários desfavoráveis.

É por isso que papéis ligados ao consumo interno são boas opções nestas horas, já que dependem muito menos do cenário internacional. Como exemplo, podemos citar as empresas de energia elétrica, que em momentos de crise não têm sua demanda afetada consideravelmente, pois não deixamos de acender as luzes de casa diante de momentos adversos.

Perguntas do Site: A Bovespa acumula prejuízo de mais de 20% em 2011. Com as ações em baixa, é o momento de comprar?

Gilmar Andrade: Enxergamos este momento como uma grande oportunidade. Os investidores que estão bem assessorados e têm uma estratégia definida podem aproveitar momentos como este para fazer grandes negócios. Quando a tempestade passa vem a bonança.

Perguntas do Site: Sobre a crise nos EUA e na Europa. O Brasil é o 4º maior detentor de títulos do Tesouro americano, com US$217 bilhões. É viável continuar comprando títulos dos EUA? O risco de calote foi afastado por enquanto, mas existem outros riscos para o Brasil?

Gilmar Andrade: Quanto à possibilidade de calote por parte dos EUA, a chance é remota e o mercado não cogita esta possibilidade. Porém, neste momento a atenção dos investidores está voltada a crise fiscal na Zona do Euro. Este fato repercute diretamente no Brasil e no resto do mundo.

Perguntas do Site: Com a crise internacional, a possibilidade dos países emergentes se desenvolverem é maior ou eles não conseguirão se proteger?

Gilmar Andrade: Em momentos de crise internacional, com a economia globalizada, não conseguimos estar imunes, pois muitos de nossos parceiros comerciais vivem situações preocupantes e, consequentemente, alguns negócios são prejudicados. No entanto, aqueles que estão mais bem preparados, como é o caso do Brasil, com uma boa reserva internacional e a economia interna aquecida, tendem a sair destes momentos muito mais fortes do que eram anteriormente.

Perguntas do Site: O Ministro Guido Mantega afirmou que por causa da recessão global será necessário estimular a economia, para isso, a reação deverá ser mais monetária (redução dos juros) do que fiscal (expansão do gasto). Qual a avaliação do senhor sobre essa posição?

Gilmar Andrade: É comum nestas horas o governo optar por uma política monetária expansionista, que consiste na redução das taxas de juros e o conseqüente aumento de circulação de moeda na economia.

Esta medida estimula o investimento no setor privado. Além disso, nossa taxa de juros ainda tem muito espaço para cair, estamos ainda destoando em relação ao resto do mundo. É difícil investir no setor produtivo enquanto é possível remunerar o capital no mercado financeiro a uma taxa de 12,5% ao ano.

Perguntas do Site: E em Santa Catarina? Como a crise tem influenciado empresas catarinenses com ações na Bolsa? O senhor poderia dar exemplos?

Gilmar Andrade: A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) tem manifestado grande preocupação quanto à desindustrialização, por conta, sobretudo da valorização do Real. Esse status favorece a importação de produtos. As empresas catarinenses voltadas à exportação são as que mais têm sofrido.

Perguntas do Site: Para quem não quer arriscar, quais são as outras opções de investimentos? É aconselhável investir no Tesouro Direto, por exemplo?

Gilmar Andrade: Temos excelentes alternativas no Brasil devido a nossa taxa básica de juros, hoje em 12,5% a.a.. Portanto para investidores com um perfil mais conservador, ou aqueles que continuam a espera de uma melhora no cenário externo, existem alternativas muito atrativas, como as aplicações via Tesouro Direto, onde é possível aplicar em títulos públicos a partir de 100,00 reais.

Os investimentos têm como finalidade captar recursos para financiar a dívida pública e outras atividades do governo. É um investimento seguro com boa rentabilidade. Além dos títulos do governo existem outras aplicações no mercado de Renda Fixa que podem ser uma boa opção para diversificar a carteira, como as Letras de Crédito Imobiliário e Agrícola, Debêntures, CRIs. São aplicações que envolvem mais risco, mas geralmente apresentam melhor rentabilidade.


Perguntas do Site: Os investimentos Private Equity estão batendo recordes no Brasil. Eles são uma opção para a pessoa física? Como funcionam?

Gilmar Andrade: Os investimentos em Fundos de Private Equity são uma boa opção para quem quer apostar em empresas promissoras de capital fechado, ou seja, que não têm papéis negociados em bolsas de valores e principalmente aqueles que não têm pressa para colher os rendimentos. É importante ficar atento no tamanho da aplicação inicial neste tipo de investimento, que geralmente costuma ser alta.


Perguntas do Site: Quem está começando no mercado, como se preparar para começar a investir na Bolsa de Valores?

Gilmar Andrade: O investimento inicial deve ser em educação financeira. Quem está começando a investir deve aproveitar o momento atual para aprender muito. Entender o funcionamento do mercado antes de começar a atuar. Procurar cursos, simuladores e estar sempre atento aos acontecimentos ao redor do mundo.

Portal Economia SC: Qual a relevância em ter um apoio técnico, um consultor financeiro neste momento?

Gilmar Andrade: Recorrer ao auxílio de um profissional é importante não só em momentos de crise. Aqueles que estão bem assessorados transformam estes momentos em grandes oportunidades. O mais importante é que investidor entenda a relevância de planejar seu futuro financeiro e também a necessidade de cuidar do patrimônio que já adquiriu.

O papel do consultor é minimizar os riscos e maximizar os ganhos, diversificando a carteira dos clientes, de modo que as aplicações estejam sempre de acordo com o perfil de cada investidor.

Depois de toda esta entrevista sobre economia, gostaria de indicar aos interessados em fazer um Planejamento Financeiro!

O Planejamento Financeiro é o grande aliado da construção de grandes fortunas e quem entender a sua importância vai estar sempre à frente.

Nunca é tarde para começar a planejar as finanças. Tomo a liberdade de citar uma frase do grande investidor Warren Buffet que mostra a essência do Planejamento Financeiro: "Se alguém está sentado na sombra hoje, é porque alguém plantou uma árvore há muito tempo".

Este é o governo de “maior desmando da história da República”.

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O Economia Nacional e Mundial consultou o pós-doutor em Direito, Alexandre Coutinho Pagliarini, sobre a corrupção do sistema político no país e o papel da imprensa e da sociedade civil na frente contra a impunidade.

Alexandre não acredita na “faxina ética” da presidente Dilma. Para ele, a realidade política atual é refletida pelo “governo com o maior desmando da história da República”.

O especialista apontou a necessidade de uma reforma constitucional para que a governabilidade não seja sustentada à base de troca de favores e interesses: “Na constituição de 1988, os nossos constituintes puseram elementos de presidencialismo e elementos de parlamentarismo na ordem política.

A decisão final foi pelo presidencialismo, entretanto, foram deixados alguns elementos parlamentaristas na Constituição. Isso faz com que o poder executivo tenha que resolver – em governos desonestos – questões políticas a base do troca-troca, ou seja, conseguir sustentabilidade nas votações parlamentares. Há esse defeito constitucional”, apontou.

Na conversa com o Imil, Pagliarini comentou as demissões ministeriais, a postura de Dilma Rousseff e o papel da imprensa e da sociedade civil. Leia:


DEMISSÕES MINISTERIAIS

Pagliarini nega que a corrupção no Brasil venha sendo combatida pela presidente já que, segundo ele, “as cinco demissões de ministros se deram por conchavos partidários”. Em crítica ao governo, disse: “Especificamente nos governos do PT, a corrupção se alastrou de modo assustador.

Prova disto é que em nove meses tivemos a queda de cinco ministros, algo inédito. Chegam a ser jocosas as razões que levam as quedas. Peguemos o exemplo do Pedro Novais: ele está cobrando da Câmara dos Deputados a devolução de R$ 2.156 reais que gastou em um motel no Maranhão, além de ter posto o motorista da Câmara pra ser motorista particular da mulher dele.

Como se não bastasse, o secretario executivo dele foi preso pela Operação Voucher da Polícia Federal por repasses ilegais que eram feitos a ONG”.


A POSTURA DA PRESIDENTE

Questionado sobre qual seria a postura ideal de um presidente frente à corrupção, o especialista do Instituto Millenium apontou o ex-presidente Itamar Franco como exemplo. Pagliarini lembrou o caso do ex-ministro Henrique Agrives, afastado do cargo por denúncias durante o governo Itamar: “No governo dele fizeram denúncia contra o ministro Henrique Agrives, que foi imediatamente exonerado do cargo.

Após investigação a justiça apurou que não havia nada de errado com o ministro. Essa é a atitude que o presidente deve ter. Quando houver a mínima denúncia, deve haver o afastamento. O cargo de ministro não dá ao ocupante estabilidade trabalhista.

Ele pode ser demitido a qualquer momento, mesmo sem motivos. O presidente é absolutamente autorizado constitucionalmente a nomear e a exonerar seus ministros escolhidos”, afirmou.

Alexandre acredita que esta deveria ter sido a reação da presidente frente às inúmeras denúncias contra alguns de seus ministros, e a acusa de omissão: “Não faz sentindo – juridicamente falando – a omissão da presidente Dilma.

O sitema presidencialista abriga o princípio da responsabilidade dos chefes do poderes executivos, que respondem pessoalmente pelo ato de seus ministérios. Deveriam abrir uma CPI para apurar diretamente o crime de responsabilidade da presidente Dilma Rousseff, por permitir que no governo haja tanta corrupção.

Consequentemente, se houver um relatório decisivo da CPI, se ela for aberta, esse relatório deveria ficar a disposição de qualquer um da sociedade para que fosse apresentada denúncia contra ela ao Senado Federal. Sendo assim, o Senado teria o prévio juízo de admissibilidade da denúncia na câmara dos deputados.

Aceita a denúncia pela câmara, os senadores julgariam o caso sob a presidência do presidente do Supremo Tribunal Federal, como ocorreu com o presidente Collor. Eu creio que já existam provas que possibilitam a abertura da CPI. Este seria o primeiro passo”, acredita.


O PAPEL DA SOCIEDADE CIVIL E DA IMPRENSA

Pagliarini exaltou o papel da imprensa e da sociedade na luta contra a corrupção. De acordo com o advogado, a imprensa deve ter seu papel oficializado, não apenas divulgando as denúncias, mas apresentando-as com suas devidas provas de forma oficial ao Ministério Público. Esse ofícios sim, “para fechar o cerco”, deveriam ser divulgados.

Em relação à população, o especialista defendeu a institucionalização do “recall” no país: ”Devemos exigir uma reforma constitucional para que tenhamos um instituto democrático que se chama “recall”, já existente na Suíça e na Alemanha.

No Brasil, os nossos mandatários só perdem o cargo em 4 hipóteses: morte, renúncia, condenação por crime comum e condenação por crime de responsabilidade. O “recall” permite a perda do mandato por falta de preparo político, não cumprimento de promessas eleitorais e ineficiência no cargo”, explicou.

O advogado defendeu outras mudanças: “Os ministros do STF e o Procurador Geral da República devem ser eleitos por juízes membros do Ministério Público, defensores públicos e advogados, que formariam um colégio eleitoral qualificado.

Feito isso, o mais votado seria submetido a uma investigação pelo Senado e pela Câmara, aí sim, poderia receber o cargo, mas com um mandato limitado. O minitro do STF tem cargo vitalício, isso é absurdo.

Para concluir, Alexandre lembrou que a reforma política, parada no Congresso Nacional, deveria ser aprovada e submetida a referendo popular, para que o povo se responsabilize e tenha mais consciência de democracia e de cidadania.

“O povo brasileiro, mal educado num dos piores sistemas educacionais do mundo, não tem participado da política. Existem problemas históricos de falta de investimento governamental em educação, além do povo sempre ter sido deixado a parte do processo decisório. Poucos foram os momentos de democracia no nosso país”, concluiu.

domingo, 25 de setembro de 2011

A lei trabalhista que prevê mudança no aviso prévio para 60 dias fora aprovada e mudança á vista na Economia Dilma.

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A lei trabalhista que prevê mudança no aviso prévio foi aprovada nesta quarta-feira, 21, pela Câmara dos Deputados e segue, agora, à sanção presidencial.

De acordo com a nova lei, no caso dos trabalhadores que tiverem até um ano de trabalho na mesma empresa, o aviso prévio terá 30 dias, direito já garantido pela Constituição.

Para aqueles que trabalham por um período maior do que um ano na mesma empresa, devem ser acrescentados três dias para cada ano de serviço, acréscimo limitado a 60 dias. Assim, o aviso prévio pode chegar a 90 dias. Hoje, o aviso prévio que os trabalhadores cumprem depois da demissão tem 30 dias independentemente do tempo de serviço do empregado.

A alteração na lei trabalhista deve ter maior impacto para os setores onde há uma menor rotatividade de mão de obra, disse, nesta quinta-feira, 22, o gerente executivo da Área Jurídica da Confederação Nacional da Industria (CNI), Cássio Borges.

“Num setor como o da construção civil, no qual há uma rotatividade grande no primeiro ano, essa nova legislação vai ter um impacto menor. No caso do setor financeiro, no qual há uma menor rotatividade, a norma vai ter um impacto maior, pois as recisões de contrato ocorrem com mais de um ano de trabalho.”

Borges disse ainda que essa proporcionalidade pode aumentar os custos para a empresa, caso o aviso seja convertido em indenização, o que pode ocorrer quando o empregador não cumprir o aviso prévio para demissão do empregado.

Atualmente, o empregador tem que pagar um salário ao empregado. Com a lei entrando em vigor, o patrão poderá ter que pagar o equivalente a até três salários, dependendo da proporcionalidade dos anos trabalhados pelo empregado.

O secretário executivo da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Quintino Severo, acredita que a norma não vai conseguir reduzir a alta rotatividade que há no mercado de trabalho brasileiro.

“Seria importante que houvesse mecanismos mais fortes para evitar a rotatividade. É claro que é uma penalização maior do que se tem hoje. Mas não é suficiente para evitar o grande número de demissões”, disse.

Para Severo, um dos instrumentos que deveriam ser adotados para evitar a alta rotatividade é a Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que diz que o trabalhador só pode ser demitido se for comprovada a necessidade da dispensa.

“A convenção da OIT diz que o empregador tem que comprovar que há essa necessidade. Hoje, não há prova nenhuma. O empregador pode demitir a qualquer momento.”

A convenção data de 1982, mas o Brasil ainda não ratificou o texto. Segundo a norma, um empregado só pode ser desligado por dificuldade econômica da empresa, mudança tecnológica ou por ineficiência do próprio empregado.

Mas, para que a demissão ocorra, o empregador tem de explicar por escrito os motivos do desligamento.

O empregado tem o direito de discordar das razões expostas e pode fazê-lo, com ajuda do sindicato, por meio de reuniões com o empregador, por exemplo.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Economia Nacional e Mundial - Dólar subiu cerca de 3% nesta quarta-feira, superando R$ 1,85.

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O dólar subiu cerca de 3% nesta quarta-feira, superando R$ 1,85 e levando o Banco Central (BC) a anunciar uma mudança de estratégia em sua atuação no mercado futuro.

A moeda americana disparou 3,75%, a R$ 1,858 para venda.

É a maior valorização diária do dólar desde 13 de novembro de 2008, quando a moeda havia subido 3,8% em meio à crise financeira global.

É também a maior cotação de fechamento do dólar desde 8 de junho de 2010, quando a moeda estava a R$ 1,860.

A alta do dólar tem sido alimentada pelo comportamento dos investidores no mercado futuro de câmbio. Os estrangeiros, que no primeiro semestre tinham apostas recordes na queda do dólar e ajudaram a moeda a cair às mínimas desde 1999, perto de R$ 1,50, agora inverteram a atuação e apostam cada vez mais na alta da moeda americana diante da crise da dívida na Europa.

Após o fechamento do mercado à vista, o contrato futuro com maior liquidez continuou a subir e chegou a atingir R$ 1,90, indicando que a moeda deve se aproximar desse nível na quinta-feira.

O mercado futuro fecha às 18h.De acordo com dados da BM&FBovespa, os estrangeiros tinham posição comprada de 97.287 contratos futuros de dólar na terça-feira, inversa à posição vendida de 102.577 contratos desses agentes no começo de agosto.

É por isso que o dólar sobe com tanta força mesmo com a manutenção de um fluxo "vigoroso" de capitais para o País, afirmou à Reuters uma fonte da equipe econômica. O fluxo cambial em setembro é positivo em US$ 8,515 bilhões até o dia 16.


Sem renovação de swap

Diante desse cenário, o BC anunciou nesta quarta que não fará a rolagem de US$ 1,98 bilhão em contratos de swap cambial reverso com vencimento na virada do mês.

O contrato de swap reverso funciona como uma compra de dólares no mercado futuro pelo BC.

O real não foi a única moeda a despencar nesta quarta-feira, embora tenha tido queda mais intensa que outras divisas.

O peso chileno, por exemplo, despencou mais de 2%, com o maior volume da história, e o rand sul-africano chegou a ter baixa de 4% ante o dólar.

Na opinião do tesoureiro de um banco dealer de câmbio, o anúncio do BC sobre swap reverso é um sinal de que a autoridade monetária está preocupada com o nível da cotação ou com a volatilidade da taxa de câmbio.

Entre outros, esse movimento pode afetar a inflação.A taxa Ptax, calculada pelo BC e usada como referência para os ajustes de contratos futuros e outros derivativos de câmbio, fechou a R$ 1,8280 para venda, em alta de 2,29% ante terça-feira.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Dividendos estão liderando lucros financeiros vantajosos em boas ações na Bolsa de Investimentos.

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Dividendo é o lucro que uma empresa gera e que é distribuído a seus acionistas.

Em épocas de turbulência na Bolsa de Valores, muitos analistas recomendam que os investidores devem focar nas empresas que são boas pagadoras de dividendos.


Segundo os analistas da corretora Planner, os melhores exemplos são as empresas dos setores de energia elétrica, saneamento básico e de telecomunicações.

Esses segmentos são consenso entre os especialistas. Isso porque essas empresas são geradoras de caixa e não precisam fazer grandes investimentos para expansão.

O que entra é distribuído entre os sócios.

Mas existem também empresas fora desses setores que são boas pagadoras de dividendos. "Souza Cruz, Eternit e Ambev elegeram a distribuição de lucro como prioridade", afirma Ricardo Binelli, sócio da Petra Corretora.

Há até um jargão para definir uma ação que paga dividendos.

"São as ações da viúva", diz Cláudia Augelli, estrategista de investimentos e sócia da Eugênio Invest.

São ações que vão ficar para a viúva, quando o investidor morrer.

E os ganhos ainda são isentos de Imposto de Renda.


Bovespa tem índice para medir desempenho de dividendos

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) desenvolveu um índice para medir o desempenho das melhores pagadoras de dividendos.

É o Índice Dividendos (Idiv), que apresenta os melhores retornos aos acionistas nos últimos dois anos.

Segundo Augelli, as empresas do setor praticamente independem de crises econômicas.

"As pessoas continuam consumindo energia elétrica, a usar o telefone, a beber água, a tomar banho e a utilizar a rede de esgoto."

São papéis que têm tudo o que um investidor moderado gosta. "Distribuem lucro cinco vezes por ano e têm previsibilidade", diz Marcelo Coutinho, da YouTrade.

E é fácil encontrar compradores para essas ações, ou seja, elas têm boa liquidez? "Sim, normalmente essas empresas têm boa liquidez", diz Clodoir Vieira, economista-chefe da corretora Souza Barros.

Se essas ações atraem investidores em momento de crise, por outro lado, elas não conquistam investidores mais agressivos.

"Quando o mercado voltar a subir o ideal é migrar para papéis que tenham potencial para acompanhar o movimento de retomada", afirma Cláudia Augelli.


Entenda como Bancos no Brasil estão preparados para cenario de crise do Banco Central.

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Problemas recentes enfrentados por alguns bancos brasileiros são pontuais e não refletem questões de baixa liquidez nem falhas do sistema financeiro.

As instituições financeira seguem "robustas" e preparadas para uma eventual piora do cenário macroeconômico.

As considerações foram feitas pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira.

Submetidos pelo BC a testes de estresse que consideraram cenários extremos, com o dólar valendo até 4,7 reais e queda do Produto Interno Bruto (PIB) de até 4,7 por cento, os bancos mostraram ter resiliência, com níveis satisfatórios de provisão, liquidez e capital.

"Estamos seguros e tranquilos porque o sistema encontra-se em uma situação bastante satisfatória e segura para enfrentar cenários adversos", afirmou a jornalistas o diretor de Fiscalização do BC, Anthero Meirelles.

O diretor disse que a economia mundial vive "situação perigosa", mas frisou que a alta recente do dólar "não representa nada" para os bancos brasileiros, em termos de estabilidade, e que as instituições têm uma exposição "desprezível" aos países europeus hoje em dificuldade.

Ele citou os casos das instituições Morada, Scahin, Matone e Oboé, que foram vendidas ou sofreram intervenção no período recente, dizendo que elas não enfrentaram problemas de liquidez, mas de rentabilidade e sustentabilidade.

"No Brasil o mercado não tem nenhuma disfuncionalidade. Nem nos dias mais complicados de agosto isso se refletiu no Brasil", afirmou.

Relatório de Estabilidade Financeira do BC relativo ao primeiro semestre, e divulgado nesta terça-feira, mostrou que os bancos aumentaram sua exposição a risco no período, por conta do crescimento dos seus ativos.

Mas o BC argumentou que a evolução foi devidamente acompanhada por uma expansão da base de capital, sobretudo por causa da incorporação de lucros.

Em junho, o índice de Basileia do sistema ficou em 16,9 por cento, bem acima do mínimo exigido para o país que é de 11 por cento --ou seja, para cada 100 reais emprestados, os bancos têm de ter 11 reais em capitais. Meirelles disse ainda que o atual repique da taxa de câmbio não tem efeito nas instituições financeiras.

SEM BOLHAS

O crescimento do crédito desacelerou nos primeiros seis meses deste ano, e a participação do crédito imobiliário no total da carteira aumentou, mas Meirelles frisou que esse mercado não vive uma bolha.

"O crescimento do crédito imobiliário acompanha o aumento de renda e a bancarização da população", afirmou.

"Não há movimentos que sugerem a formação de uma bolha". Ele citou ainda que a população registrou crescimento da renda e do nível de emprego, graças ao momento de expansão da atividade econômica.

Meireles apontou que as famílias financiam em média 65 por cento do valor das moradias.


TAXA PREFERENCIAL

O BC também divulgou nesta terça-feira pela primeira vez dados da Taxa Preferencial Brasileira (TPB), que reflete os custos de financiamentos das grandes empresas junto aos bancos.

A TPB estava em 17,5 por cento ao ano em julho e 16,9 por cento em junho, segundo uma média móvel trimestral.

Os dados passarão a ser divulgados mensalmente e o objetivo é estimular a concorrência entre os bancos.

De janeiro de 2005 a abril de 2011, a taxa preferencial média foi de 16,2 por cento anuais.

O custo é o mais elevado de uma relação de seis países divulgada pelo BC, que inclui os países do Brics --além de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul-- e os Estados Unidos.

O BC destacou, contudo, que o spread médio da taxa nesse período, de 3,2 por cento, é similar aos dos demais países.


A presidente Dilma Rousseff disse ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama que ajudara a Europa.

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A presidente Dilma Rousseff disse ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nesta terça-feira que o Brasil está trabalhando com outros mercados emergentes para oferecer ajuda às economias europeias, afirmou uma autoridade à Reuters.

Dilma não deu detalhes no rápido encontro que aconteceu em Nova York entre os dois presidentes, acrescentou a fonte, sob condição de anonimato.

Os comentários de Dilma destacam a vontade do Brasil e de outros países em desenvolvimento para tentar aliviar a crise da dívida na zona do euro antes que os problemas se espalhem pelo mundo.

O Brasil já comprou título de dívida europeu e irá tentar coordenar outra ajuda com seus parceiros do Brics, grupo formado por mercados emergentes, em reunião separada em Washington ainda esta semana.

O grupo dos Brics também inclui Rússia, Índia, China e África do Sul.

Dilma e Obama concordaram ainda que a Europa precisa mostrar que tem recursos e vontade política para lidar com seus problemas, disse a fonte.

O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, devem se reunir em Washington nos próximos dias para continuar a discutir a crise europeia.

Obama e Dilma "sentiram que as discussões mais aprofundadas sobre esses desafios ... são necessárias antes da reunião do G20 em novembro, e eles concordaram que o momento mais apropriado (para essas discussões) será o encontro entre o secretário do Tesouro Geithner e o ministro Mantega em Washington", disse o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, a jornalistas.

Um dos assuntos que pode estar na agenda dessa reunião é a ideia do Brasil de que os grandes países emergentes disponibilizem bilhões de dólares em novos fundos disponíveis ao Fundo Monetário Internacional, como uma forma de ajudar a aliviar a crise na zona euro.

Mantega deverá fazer uma proposta nesse sentido na reunião dos Brics em Washington esta semana, disseram fontes do governo brasileiro à Reuters na segunda-feira.

O encontro entre Dilma e Obama em Nova York durou pouco menos de meia hora, disse Patriota.

A presidente parabenizou Obama por seu plano para criar empregos e foi convidada por Obama para visitar os Estados Unidos no início do próximo ano, segundo o chanceler.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Procuradoria Regional da República da 1ª Região tenta derrubar super salários da Câmara dos Deputados.

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A Procuradoria Regional da República da 1ª Região (PRR1) entrou com um recurso na Justiça Federal para tentar derrubar decisão que liberou o pagamento de salários acima do teto constitucional na Câmara dos Deputados.

Na semana passada, decisão do presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), Olindo Menezes, derrubou entendimento anterior que suspendia o pagamento.

De acordo com o procurador Marcus da Penha Souza Lima, o desembargador distorceu o conceito de ordem pública e “enveredou por trilhas que não parecem as mais adequadas”.

No entendimento de Menezes, a suspensão do pagamento poderia gerar danos à ordem pública e a paralisação do trabalho na Casa legislativa, o que foi contestado pelo procurador, para quem não há indícios de que isso ocorreria.

“O que se observa, portanto, é que o debate sobre eventuais danos pelo corte de horas extras é impossível, à míngua de elementos que atestem o prejuízo à continuidade do serviço público”, afirmou o procurador.

Ele acredita que, para impedir a realização de horas extras, basta fazer o remanejamento de funcionários.

O procurador também lembra que a incidência do limite constitucional, de R$ 26,7 mil, não impede horas extras, apenas coloca um limite de pagamento.

Ele alega ainda que o juiz de primeiro grau que suspendeu o pagamento embasou seu entendimento em diretrizes firmadas pelo Supremo Tribunal Federal.

“Também é importante registrar o paradoxo que advém de considerar que o cumprimento do teto remuneratório pelos servidores atenta contra a ordem administrativa, uma vez que o preceito normativo que impõe o limite remuneratório partiu justamente do Poder Legislativo”.

No final de agosto, a PRR1 também entrou com recurso contra decisão semelhante que liberou pagamento de supersalários no Senado Federal.

Aumentar os investimentos para atender com qualidade é obrigatório para as empresas que oferecem serviços de internet.

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Aumentar os investimentos para atender com qualidade é obrigatório para as empresas que oferecem serviços de internet fixa e móvel no país.

A avaliação é do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, para quem a questão da qualidade da internet virou um “problema nacional”.

“Todo mundo acha que tem que melhorar a qualidade, está cobrando e zangado com a internet, precisamos melhorar”, disse à Economia Nacional e Mundial.

Ele lembrou que, até outubro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deverá aprovar as novas regras de qualidade para o setor, que devem começar a vigorar no início do ano que vem. O regulamento estabelece que as empresas com mais de 50 mil assinantes deverão entregar aos consumidores pelo menos 60% da velocidade de internet que foi contratada, em uma média mensal.

“As empresas estão reclamando porque vão ter que fazer mais investimentos para atender com essa qualidade. Acho que isso é obrigatório, as empresas estão vendendo muito, em alguns casos vendem e depois não conseguem nem sequer atender o serviço com a qualidade que é exigida hoje”, reclamou o ministro.

Para incentivar a qualidade dos serviços de banda larga, o governo deve lançar em breve o Regime Especial de Tributação do Programa Nacional de Banda Larga, que deve resultar em uma renúncia fiscal de R$ 4 bilhões até 2016. A expectativa é que as desonerações gerem um aumento de R$ 20 bilhões nos investimentos em redes de alta velocidade nos próximos quatro anos.

Segundo o ministro, a proposta deve ser encaminhada ao Congresso Nacional por meio de uma medida provisória. Os ajustes técnicos entre os ministérios das Comunicações e da Fazenda já foram feitos, agora só falta a última palavra da presidenta Dilma Rousseff, que deverá revisar o projeto assim que chegar da viagem à Nova York.

Paulo Bernardo também comentou a nova legislação para TV por assinatura, que foi sancionada na semana passada pela presidenta Dilma Rousseff. Para ele, as novas regras vão possibilitar o aumento no número de licenças, especialmente de pequenas empresas interessadas em oferecer o serviço.

Segundo o ministro, a Anatel recebeu cerca de 700 pedidos de licença e a tendência é de que mais de 300 novas pequenas empresas entrem no negócio, além das empresas de telecomunicações. “Vai aumentar a oferta de serviços, acirrar a concorrência e o consumidor vai ter muito mais opções para escolher, além da diminuição de preços”.

Os investimentos públicos e privados programados para o Rio de Janeiro passam de R$ 181,4 bilhões até 2013.

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Os investimentos públicos e privados programados para o Rio de Janeiro, nos próximos três anos, atingem R$ 181,4 bilhões, os dados constam do documento Decisão Rio, divulgado hoje (19) pela Federação das Indústrias do Estado (Firjan).

A economista Julia Nicolau, especialista em competitividade industrial e investimentos do Sistema Firjan, disse ao Economia Nacional e Mundial que foi registrado um crescimento de 44% no total de investimentos projetados para 2011-2013, em relação ao levantamento, referente ao período 2010-2012.

Na indústria de transformação, que receberá R$ 29,5 bilhões, a expansão alcançou 45,2%, “sendo que no setor naval, o aumento foi expressivo: 254% maior em relação ao triênio anterior”, disse .

Ela explicou que o crescimento é impulsionado pela construção de embarcações para a exploração do petróleo na camada pré-sal. “Muitos estaleiros foram reativados e outros estão em construção para a fabricação e manutenção de embarcações, mostrando uma recuperação e consolidação com força total do setor naval no estado”.

No setor de infraestrutura, deverão ser investidos R$ 36,3 bilhões, enquanto o turismo receberá R$ 1 bilhão. Na área de petróleo e gás, os investimentos da Petrobras e empresas parceiras somam cerca de R$ 107,9 bilhões.

Excluindo-se os investimentos da Petrobras, verifica-se que dos R$ 73,5 bilhões restantes, 67,3% serão empregados na construção de indústrias; 24,3% em expansão e modernização; e 8,4% na construção de embarcações. Julia Nicolau destacou ainda as áreas de petroquímica, de energia e de pesquisa e tecnologia entre aquelas que também receberão grandes volumes de investimentos.

Os investimentos relacionados à Copa de 2014 e aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 totalizam R$ 11,5 bilhões.

A economista observou que embora a capital fluminense concentre ainda a maior parte do valor dos recursos programados até 2013 (11,7%), o movimento de interiorização começa a ganhar força. “Se a gente olhar o Decisão Rio, que se referia aos anos de 2006-2008, a capital respondia por 20% dos investimentos. Ela agora responde por 11,7%.

Ou seja, mesmo com um volume grandes de investimentos associados à Copa e às Olimpíadas, a cidade diminuiu a sua participação relativa no total de investimentos. Isso mostra que o crescimento e o desenvolvimento econômico estão avançando para o interior do estado”.

Para a cidade do Rio, os investimentos projetados nos próximos três anos são R$ 21,2 bilhões. Para o norte fluminense, são previstos R$ 14 bilhões, enquanto o leste do estado deverá receber R$ 13,2 bilhões e o sul R$ 11,4 bilhões. “Sem falar em cerca de R$ 108 bilhões que cruzam várias regiões do estado. São obras de recuperação rodoviária ou de saneamento básico que passam por municípios de diversas regiões”.

Os investimentos terão impacto positivo na criação de novos postos de trabalho no estado. Um dos principais motores de geração de emprego nos próximos anos é o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A expectativa é gerar, entre a fase de construção e a entrada em operação, mais de cem mil postos de trabalho, salientou a economista da Firjan.

O cronograma prevê o início de funcionamento da primeira refinaria do Comperj em 2013. A unidade petroquímica deverá entrar em operação em 2017 e a segunda refinaria, em 2018.

A instalação de centros de pesquisa no Parque Tecnológico do Fundão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também resultará na geração de cinco mil empregos especializados, no final de 2013.

domingo, 18 de setembro de 2011

Saiba como a economia pode acarretar o colapso na Web.

Botão compacto
O mundo está diante de um novo risco de colapso. Agora, de suas comunicações de banda larga e, em especial, da internet.

Esse apocalipse pode ser resultado da convergência de mídias e do crescimento explosivo e desordenado dos diversos tipos de conteúdos, em especial de vídeo.

Vejam estes fatos: a cada minuto são postadas 36 horas de vídeo apenas no YouTube.

O que mais preocupa os especialistas é o crescimento exponencial dos dispositivos de comunicação móvel, cujo total poderá chegar a 55 bilhões em 2020, ou seja, quase 6 vezes a população do planeta, no final da década, aí incluídos aqueles utilizados para conexão entre pessoas, bem como entre máquinas.

No final de 2011, o mundo quebrará a barreira dos 6 bilhões de usuários de celular. A expansão dos smartphones e tablets cresce a mais de 20% ao ano.

Não se trata de sensacionalismo. A advertência é de ninguém menos que o secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações (UIT), Hamadoun Touré. Na semana passada, durante o evento Futurecom, em São Paulo, ele declarou que “as redes mundiais de banda larga poderão entrar em congestionamento incontrolável e até em colapso, até 2015, se governos, agências reguladoras, operadoras de telecomunicações, provedores de serviço e produtores de conteúdo não estabelecerem novos padrões de regulamentação”.


Apelo aos surdos

Touré diz que seu apelo até aqui não tem sensibilizado os responsáveis pelas soluções. Ele recorda, também, que, no passado, todas as formas de telecomunicações eram fortemente reguladas – do ponto de vista puramente técnico.

E exemplifica: “Imaginem o caos que o mundo enfrentaria hoje se o espectro de frequências radioelétricas fosse utilizado sem os cuidados impostos pelos regulamentos nacionais e internacionais”.

Mesmo na atualidade, raros são os serviços de telecomunicações não licenciados ou livres de fiscalização, como Wi-Fi ou Bluetooth. Não se trata de nenhum controle político ou ideológico sobre a internet ou sobre os meios de comunicação de massa em geral.

“A questão – explica Hamadoun Touré – se assemelha à do congestionamento de uma estrada que, a cada dia, recebe milhares de novos veículos sem ser ampliada para dar vazão ao tráfego. Não é difícil prever que, sem o devido alargamento, a velocidade dos veículos tenderá a zero.”


O grande acordo

É claro a solução não se resume na simples ampliação das redes de banda larga, mas, também, em formas de regulação do próprio processo de convergência de serviços. Para o secretário-geral da UIT “é preciso que as empresas de telecomunicações, de um lado, e os produtores de conteúdo, de outro – incluindo aí os grandes provedores de internet, as grandes redes sociais e as empresas de comunicação de massa – cheguem a um acordo sobre o uso da infraestrutura comum”.

Que fazer diante desse risco? Touré diz que sua esperança está numa reunião mundial que será realizada em Dubai, em novembro de 2012: “Desejo intensamente que nessa reunião mundial dos 193 países associados da UIT consigamos convencer a todos ou, pelo menos, à maioria, da gravidade dos riscos que nos ameaçam a todos e das providências que devem ser tomadas”.

O último regulamento internacional do uso de redes é de 1988 e já se tornou totalmente obsoleto, com a chegada da internet, a digitalização da telefonia, a explosão da comunicação sem fio e da mobilidade e, em especial, da expansão da banda larga.

Como agência especializada das Nações Unidas, responsável pelas regras do uso das telecomunicações, regulação de frequências e de serviços para todos os países, a UIT não tem poder impositivo ou mandatório sobre os países-membros. Sua atuação tem que buscar adesão puramente consensual e atuar com recomendações essencialmente técnicas.

O risco de colapso das redes e as dificuldades de convencer o mundo da gravidade desse perigo se parecem de alguma forma com as previsões de líderes como Al Gore, que há anos vêm pregando sobre os problemas do aquecimento global, de mudanças climáticas, da poluição e da escassez de recursos naturais como a água doce.

A UIT tem tido a mesma dificuldade em sensibilizar os muitos atores envolvidos nesse processo de convergência tecnológica e de serviços.


Bug do milênio?

Lembram-se do “bug do milênio” – anunciado aos quatro ventos como o risco de colapso de todos os computadores do planeta exatamente na passagem do último dia de 1999 para o primeiro do ano 2000? É provável que o risco fosse verdadeiro, mas a maioria das empresas investiu na atualização de seus programas de segurança e nada aconteceu, praticamente.

Isso levou muita gente a supor que as previsões catastróficas fossem um grande trote ou golpe para vender soluções, sistemas e equipamentos de segurança. O que surpreende agora é a reação de muitas pessoas que se irritam com a simples advertência dos líderes.

E, para contestá-los, criam teorias conspiratórias, como se as advertências sobre o risco do colapso escondessem apenas interesses em provocar intencionalmente o pânico entre empresas e pessoas, para vender soluções ou mudar as relações de poder.

A questão não é prever o colapso, mas conscientizar o mundo de que, se as medidas certas não forem adotadas, o colapso pode ocorrer.