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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Energia elétrica no país aumentou 4,1% em agosto.

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Os brasileiros consumiram 4,1% mais energia elétrica em agosto deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado.

De acordo com a Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgada nesta segunda-feira, 26, pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o volume energético consumido no país passou dos 34,6 mil gigawatts-hora (GWh) para 36,1 mil GWh.

A EPE aponta que os consumidores comerciais foram os grandes impulsionadores desse incremento.

Eles respondem por pouco mais de 16% do volume total de energia consumida no Brasil.

A demanda energética do setor cresceu 8% em agosto deste ano na comparação com o mesmo mês de 2010.

Os consumidores comerciais passaram a consumir 5,88 mil GWh.

“A expansão significativa do volume de vendas do comércio ao longo de 2011 tem alimentado as estatísticas do setor.

O volume de vendas do comércio ampliado, que inclui segmento de veículos e material de construção cresceu 9% face o mesmo período de 2010”, destaca o documento.

O reflexo do ritmo dessa relação, entre vendas e consumo de energia, teve destaque principalmente no Centro-Oeste do país. Em Mato Grosso, por exemplo, a demanda por energia elétrica entre agosto de 2010 e agosto de 2011 cresceu 21,2%.

A EPE associa o incremento ao fato de o comércio no estado ter revelado grande expansão, registrando, por exemplo, incremento de 40% no volume de empregos criados este ano.

Já os consumidores residenciais aumentaram o consumo de energia elétrica em 4,8%, o que representa uma demanda total de 9,23 mil GWh.

Para esses consumidores, a EPE relaciona o aumento do consumo à maior intensidade de uso por residência e à migração de consumidores de baixa renda para a categoria convencional, que tradicionalmente revela um consumo superior de energia elétrica.

De acordo com a empresa, a Região Nordeste teve um grande destaque no consumo, neste período de comparação, apresentando um aumento de 8,3%, principalmente em função do maior uso de aparelhos eletrônicos e iluminação.

No Sudeste, a expansão da demanda dos clientes residenciais foi calculada em 3,6%.

Apesar de o Rio de Janeiro contribuir com a maior parcela, o Espírito Santo apresentou o maior incremento, equivalente a 15,7% mais de consumo.

O consumo industrial, que responde pela maior parcela do consumo de energia elétrica total no país, cresceu 2,5% no período.

Apesar de ter atingido uma demanda de 15,8 mil GWh, pouco maior que o volume registrado em agosto de 2010, que ficou em 15,45 mil GWh, a empresa destaca que “a combinação dos resultados regionais revela uma desaceleração no ritmo de crescimento do consumo em nível nacional, em conformidade com a trajetória de evolução da atividade industrial”.

No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento do consumo de energia elétrica no país ficou em 4,3%, equivalente a 425,55 mil GWh.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Economia Brasileira - Decifra-a e conheça como Dilma tenta negociar Mundialmente.

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O Brasil tem um mercado livre e uma economia exportadora. Medido por paridade de poder de compra, seu produto interno bruto ultrapassa 1.6 trilhão de dólares, fazendo-lhe a oitava maior economia do mundo e a maior da América Latina em 2006. [1]

O Brasil possui uma economia sólida, construída nos últimos anos, após a crise de confiança que o país sofreu em 2002, a inflação é controlada, as exportações sobem e a economia cresce em ritmo moderado. Em 2007, o PIB brasileiro demonstrou um crescimento superior ao que se pensava, mostrando uma economia muito mais saudável e pronta para estrelar junto às outras economias BRICs.

O Brasil é considerado uma das futuras potências do mundo junto à Rússia, Índia e China.

Desde a crise em 2002 os fundamentos macro-econômicos do país melhoraram. O real vem se valorizando fortemente frente ao dólar desde 2004, o risco país também vem renovando suas mínimas históricas desde o começo de 2007, e a Bovespa bate recordes de pontos a cada dia.

Apesar de sua estabilidade macro-econômica que reduziu as taxas de inflação e de juros e aumentou a renda per capita, diferenças remanescem ainda entre a população urbana e rural, os estados do norte e do sul, os pobres e os ricos. [2] Alguns dos desafios dos governos incluem a necessidade de promover melhor infra-estrutura, modernizar o sistema de impostos, as leis de trabalho e reduzir a desigualdade de renda.

A economia contém uma indústria e agricultura mista, que são cada vez mais dominadas pelo setor de serviços. As recentes administrações expandiram a competição em portos marítimos, estradas de ferro, em telecomunicações, em geração de eletricidade, em distribuição do gás natural e em aeroportos (embora a crise área tenha atormentado o país) com o alvo de promover o melhoramento da infra-estrutura.

O Brasil começou à voltar-se para as exportações em 2004, atingindo em 2006 exportações de US$ 137.5 bilhões, importações de US$ 91.4 bilhões e um saldo comercial de quase US$ 46 bilhões.

História

A economia brasileira viveu vários ciclos ao longo da História do Brasil. Em cada ciclo, um setor foi privilegiado em detrimento de outros, e provocou sucessivas mudanças sociais, populacionais, políticas e culturais dentro da sociedade brasileira.

O primeiro ciclo econômico do Brasil foi a extração do pau-brasil, madeira avermelhada utilizada na tinturaria de tecidos na Europa, e abundante em grande parte do litoral brasileiro na época do descobrimento (do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Norte). Os portugueses instalaram feitorias e sesmarias e contratavam o trabalho de índios para o corte e carregamento da madeira por meio de um sistema de trocas conhecido como escambo. Além do pau-brasil, outras atividades de modelo extrativista predominaram nessa época, como a coleta de drogas do sertão na Amazônia.

O segundo ciclo econômico brasileiro foi o plantio de cana-de-açúcar, utilizada na Europa para a manufatura de açúcar em substituição à beterraba. O processo era centrado em torno do engenho, composto por uma moenda de tração animal (bois, jumentos) ou humana. O plantio de cana adotou o latifúndio como estrutura fundiária e a monocultura como método agrícola. A agricultura da cana introduziu a modo de produção escravista, baseado na importação e escravização de africanos. Esta atividade gerou todo um setor paralelo chamado de tráfico negreiro. A pecuária extensiva ajudou a expandir a ocupação do Brasil pelos portugueses, levando o povoamento do litoral para o interior.

Durante todo o século XVII, expedições chamadas entradas e bandeiras vasculharam o interior do território em busca de metais valiosos (ouro, prata, cobre) e pedras preciosas (diamantes, esmeraldas). Afinal, já no início do século XVIII (entre 1709 e 1720) estas foram achadas no interior da Capitania de São Paulo (Planato Central e Montanhas Alterosas), nas áreas que depois foram desmembradas como Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, dando início ao ciclo do ouro. Outra importante atividade impulsionada pela mineração foi o comércio interno entre as diferentes vilas e cidades da colônia, propicionada pelos tropeiros.

O café foi o produto que impulsionou a economia brasileira desde o início do século XIX até a década de 1930. Concentrado a princípio no Vale do Paraíba (entre Rio de Janeiro e São Paulo) e depois nas zonas de terra roxa do interior de São Paulo e do Paraná, o grão foi o principal produto de exportação do país durante quase 100 anos. Foi introduzida por Francisco de Melo Palheta ainda no século XVIII, a partir de sementes contrabandeadas da Guiana Francesa.

Em meados do século XIX, foi descoberta que a seiva da seringueira, uma árvore nativa da Amazônia, servia para a fabricação de borracha, material que começava então a ser utilizado industrialmente na Europa e na América do Norte. Com isso, teve início o ciclo da borracha no Amazonas (então Província do Rio Negro) e na região que viria a ser o Acre brasileiro (então parte da Bolívia e do Peru).

O chamado desenvolvimentismo (ou nacional-desenvolvimentismo) foi a corrente econômica que prevaleceu nos anos 1950, do segundo governo de Getúlio Vargas até o Regime Militar, com especial ênfase na gestão de Juscelino Kubitschek.

Valendo-se de políticas econômicas desenvolvimentista desde a Era Vargas, na década de 1930, o Brasil desenvolveu grande parte de sua infra-estrutura em pouco tempo e alcançou elevadas taxas de crescimento econômico. Todavia, o governo muitas vezes manteve suas contas em desequilíbrio, multiplicando a dívida externa e desencadeando uma grande onda inflacionária. O modelo de transporte adotado foi o rodoviário, em detrimento de todos os demais (ferroviário, hidroviário, naval, aéreo).

Desde a década de 1970, o novo produto que impulsionou a economia de exportação foi a soja, introduzida a partir de sementes trazidas da Ásia e dos Estados Unidos. O modelo adotado para o plantio de soja foi a monocultura extensiva e mecanizada, provocando desemprego no campo e alta lucratividade para um novo setor chamado de "agro-negócio". O crescimento da cultura da soja se deu às custas da "expansão da fronteira agrícola" na direção da Amazônia, o que por sua vez vem provocando desmatamentos em larga escala. A crise da agricultura familiar e o desalojamento em massa de lavradores e o surgimento dos movimentos de sem-terra (MST, Via Campesina).

Entre 1969 e 1973, o Brasil viveu o chamado Milagre Econômico, quando um crescimento acelerado da indústria gerou empregos não-qualificados e ampliou a concentração de renda. Em paralelo, na política, o regime militar endureceu e a repressão à oposição (tanto institucional quanto revolucionária/subversiva) viveu o seu auge. A industrialização, no entanto, continuou concentrada no eixo Rio de Janeiro-São Paulo e atraiu para esta região uma imigração em massa das regiões mais pobres do país, principalmente o Nordeste.

Da Crise do Petróleo até o início dos anos 1990, o Brasil viveu um período prolongado de instabilidade monetária e de recessão, com altíssimos índices de inflação (hiperinflação) combinados com arrocho salarial, crescimento da dívida externa e crescimento pífio.

Já na década de 80, o governo brasileiro desenvolveu vários planos econômicos que visavam o controle da inflação, sem nenhum sucesso. O resultado foi o não pagamento de dívidas com credores internacionais (moratória), o que resultou em graves problemas econômicos que perdurariam por anos. Não foi por acaso que os anos 80, na economia brasileira, ganharam o apelido de "década perdida".

No governo Itamar Franco o cenário começa a mudar. Com um plano que ganhou o nome de Plano Real a economia começa a se recuperar. Pelas mãos do então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, que elegeria-se presidente nas eleições seguintes por causa disso, alija o crescimento econômico do país em nome do fortalecimento das instituições nacionais com o propósito de controlar a inflação e atrair investidores internacionais.

Reconhecendo os ganhos dessa estratégia, o governo do presidente Lula, que tanto o havia criticado quando na oposição, mantém suas linhas gerais, adaptando apenas alguns conceitos ao raciocínio esquerdista moderado do Partido dos Trabalhadores.

Indicadores macro-econômicos e financeiros

Principais indicadores

O Produto interno bruto (PIB) do Brasil (GDP) medido por Paridade de poder de compra (PPC) foi estimado em 1.616 trilhões de doláres em 2006, e em 943.6 bilhões em termos nominais. [1] Seu padrão de vida, medido no PIB per capita (PPC) era de 8.600 doláres. O Banco Mundial relatou que renda nacional bruta do país era a segunda maior da América Latina e renda per capita em termos nominais de mercado era a oitava maior, sendo US$ 644.133 bilhões [4] e US$ 3.460 [5] respectivamente, com isso, o Brasil é estabelecido como um país de classe média. Depois da desaceleração de 2002 o país se recuperou e cresceu 5.7, 2.9 e 3.7 por cento em 2004, em 2005 e em 2006, [6] mesmo que se considere estar bem abaixo do crescimento potencial do Brasil.

A moeda corrente brasileira é o real (ISO 4217: BRL; símbolo: R$). Um real é dividido em 100 centavos. O real substituiu o cruzeiro real em 1994 em uma taxa de 2.750 cruzeiros por 1 real. A taxa trocada remanesceu estável, oscilando entre 1 e 2.50 R$ por US$. As taxas de juros em 2007 situam-se em torno 13%, [7]. As taxas de inflação estão em baixos níveis também, a registrada em 2006 foi de 3.1%] e as taxas de desemprego de 9.6 por cento. [1] O Índice de desenvolvimento humano (IDH) do país foi relatado em 0.792, considerado médio, mas bem próximo do nível elevado.

Economias regionais

As disparidades e as desigualdades regionais continuam a ser um problema no Brasil. Retirando a região Nordeste, todos os estados do Brasil possuem um índice de desenvolvimento humano (IDH) superior a 0.80 (elevado), lembrado que os dados são relativos ao ano 2000. As desigualdades regionais do Brasil se dividem simplesmente em: sul rico e norte pobre. A região Sul sempre se destaca quando o assunto é qualidade de vida, os padrões da região são similares aos europeus, enquanto o nordeste possui qualidade de vida muito inferior, similar à países como Índia e África do Sul. [22]

Em nível municipal, as disparidades são maiores: Campinas em São Paulo tem um IDH similar ao da Alemanha, enquanto, Manari em Pernambuco, teria um IDH similar ao do Haiti. A maioria das unidades federais com desenvolvimento elevado (superior a 0.80) está situada na região sul. Os estados menos desenvolvidos (com desenvolvimento médio nos termos de IDH) são situados no nordeste.

Comércio exterior

Os maiores parceiros do Brasil no comércio exterior são a União Européia, os Estados Unidos da América, o Mercosul e a República Popular da China.

O Brasil é a 10° maior economia mundial, de acordo com os critérios de Produto Interno Bruto diretamente convertido a dólares estadunidenses, e está entre as 10 maiores economias mundiais em critérios de "purchasing power parity", sendo a maior da América Latina, e está na 63° posição no ranking do IDH (Índice de desenvolvimento humano).

O primeiro produto que moveu a economia do Brasil foi o açúcar, durante o período de colônia, seguindo pelo ouro na região de Minas Gerais. Já independente, um novo ciclo econômico surgiu, agora com o café. Esse momento foi fundamental para o desenvolvimento do Estado de São Paulo, que acabou por tornar-se o mais rico do país.

Apesar de ter, ao longo da década de 90, um salto qualitativo na produção de bens agrícolas, alcançando a liderança mundial em diversos insumos, com reformas comandadas pelo governo federal, a pauta de exportação brasileira foi diversificada, com uma enorme inclusão de bens de alto valor agregado como jóias, aviões, automóveis e peças de vestuário.

Atualmente o país está entre os 20 maiores exportadores do mundo, com US$ 137,6 bilhões (em 2006) vendidos entre produtos e serviços a outros países. Mas com um crescimento vegetativo de dois dígitos ao ano desde o governo Fernando Henrique, em poucos anos a expectativa é que o Brasil esteja entre as principais plataformas de exportação do mundo.

Em 2004 o Brasil começou a crescer, acompanhando a economia mundial. O governo diz que isto se deve a política adotada pelo presidente Lula, grande parte da imprensa reclama das altas taxas de juros adotadas pelo governo. No final de 2004 o PIB cresceu 5,7%, a industria cresceu na faixa de 8% e as exportações superaram todas as expectativas.

O Brasil é visto pelo mundo como um país com muito potencial assim como a Índia, Rússia e China. A política externa adotada pelo Brasil prioriza a aliança entre países sub-desenvolvidos para negociar com os países ricos. O Brasil, assim como a Argentina e a Venezuela vêm mantendo o projeto da ALCA em discussão, apesar das pressões dos EUA. Existem também iniciativas de integração na América do Sul, cooperação na economia e nas áreas sociais.

Setores

No Brasil, o setor primário (agricultura, exploração mineral e vegetal) ainda é muito importante, mas se observa um lento crescimento proporcional do setor secundário (indústria) em relação aos demais. Cabe observar, no entanto, que a desvalorização da moeda nacional, ocorrida em 1999, estimulou bastante as exportações e, consequentemente, o setor agrícola.

Mercado financeiro

Na base do sistema financeiro basileiro está o Conselho Monetário Nacional, que é controlado pelo governo federal. O mais importante agente é o Banco Central do Brasil, que define a taxa de juros e pode influenciar o câmbio por ações de open market. A principal bolsa de valores do Brasil é a Bovespa que movimenta títulos e outros papéis das 316 empresas brasileiras de capital aberto. O maior banco do Brasil é o do governo federal Banco do Brasil. O maior banco privado é o Bradesco.

Economia por região

Centro-Oeste

Baseia-se principalmente na agroindústria.

Nordeste

Baseia-se normalmente em indústrias, petróleo e agronegócio. Políticas de incentivos fiscais levaram várias indústrias para a região. O turismo é bastante forte.

Norte

Baseia-se principalmente em extrativismo vegetal e mineral. Merece destaque também a Zona Franca de Manaus, pólo industrial.

Sudeste

Possui parque industrial diversificado e sofisticado com comércio e serviços bem desenvolvidos. Destacam-se as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte como os principais centros econômicos do Brasil.

Sul

A maior parte das riquezas provém do setor de serviços, mas possui também indústria e agropecuária bem desenvolvidas. Destacam-se as regiões metropolitanas de Curitiba e Porto Alegre.

Parceiros comerciais

Principais importadores de mercadorias brasileiras

Principais exportadores de produtos para o Brasil

Se começou a investir, este é o momento ideal para aprender e nós ensinamos economicamente.

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Hoje eu mesmo, Gilmar Andrade, fundador e diretor do site Economia Nacional e Mundial venho relatar e explicar de modo facil e de linguajar fácil sobre o mercado financeiro após o susto do início de agosto, com a crise americana e europeia.

Venho explicar uma análise do que vai acontecer a curto prazo, e como o Brasil vai passar pela turbulência.

Economia Nacional e Mundial: No início de agosto, as Bolsas de todo o mundo sofreram grandes quedas.

Quais são as expectativas agora? Elas devem voltar a subir? Qual a avaliação do cenário a curto prazo?

Gilmar Andrade: O cenário é de grande volatilidade, no entanto, quem está disposto a investir visando o longo prazo pode começar a ir às compras aos poucos, nunca tentando adivinhar o "fundo do poço".

Muitos papéis de empresas sólidas já estão sendo negociados a preços atrativos, mas não podemos esquecer que em momentos de crise prevalece a irracionalidade no mercado. Já está barato, sim, mas ainda pode ficar mais.

Perguntas do Site: Por que a Bovespa apresentava quedas mais acentuadas que o índice Dow Jones ou o Nasdaq?

Gilmar Andrade: Nossa bolsa ainda depende muito do capital estrangeiro. Quando vivemos momentos de incerteza, como agora, os investidores estrangeiros necessitam do capital investido aqui e em outras economias emergentes para honrarem seus compromissos lá fora. Mesmo que não estejamos no epicentro do furacão, acabamos sofrendo mais que os países desenvolvidos diante de cenários desfavoráveis.

É por isso que papéis ligados ao consumo interno são boas opções nestas horas, já que dependem muito menos do cenário internacional. Como exemplo, podemos citar as empresas de energia elétrica, que em momentos de crise não têm sua demanda afetada consideravelmente, pois não deixamos de acender as luzes de casa diante de momentos adversos.

Perguntas do Site: A Bovespa acumula prejuízo de mais de 20% em 2011. Com as ações em baixa, é o momento de comprar?

Gilmar Andrade: Enxergamos este momento como uma grande oportunidade. Os investidores que estão bem assessorados e têm uma estratégia definida podem aproveitar momentos como este para fazer grandes negócios. Quando a tempestade passa vem a bonança.

Perguntas do Site: Sobre a crise nos EUA e na Europa. O Brasil é o 4º maior detentor de títulos do Tesouro americano, com US$217 bilhões. É viável continuar comprando títulos dos EUA? O risco de calote foi afastado por enquanto, mas existem outros riscos para o Brasil?

Gilmar Andrade: Quanto à possibilidade de calote por parte dos EUA, a chance é remota e o mercado não cogita esta possibilidade. Porém, neste momento a atenção dos investidores está voltada a crise fiscal na Zona do Euro. Este fato repercute diretamente no Brasil e no resto do mundo.

Perguntas do Site: Com a crise internacional, a possibilidade dos países emergentes se desenvolverem é maior ou eles não conseguirão se proteger?

Gilmar Andrade: Em momentos de crise internacional, com a economia globalizada, não conseguimos estar imunes, pois muitos de nossos parceiros comerciais vivem situações preocupantes e, consequentemente, alguns negócios são prejudicados. No entanto, aqueles que estão mais bem preparados, como é o caso do Brasil, com uma boa reserva internacional e a economia interna aquecida, tendem a sair destes momentos muito mais fortes do que eram anteriormente.

Perguntas do Site: O Ministro Guido Mantega afirmou que por causa da recessão global será necessário estimular a economia, para isso, a reação deverá ser mais monetária (redução dos juros) do que fiscal (expansão do gasto). Qual a avaliação do senhor sobre essa posição?

Gilmar Andrade: É comum nestas horas o governo optar por uma política monetária expansionista, que consiste na redução das taxas de juros e o conseqüente aumento de circulação de moeda na economia.

Esta medida estimula o investimento no setor privado. Além disso, nossa taxa de juros ainda tem muito espaço para cair, estamos ainda destoando em relação ao resto do mundo. É difícil investir no setor produtivo enquanto é possível remunerar o capital no mercado financeiro a uma taxa de 12,5% ao ano.

Perguntas do Site: E em Santa Catarina? Como a crise tem influenciado empresas catarinenses com ações na Bolsa? O senhor poderia dar exemplos?

Gilmar Andrade: A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) tem manifestado grande preocupação quanto à desindustrialização, por conta, sobretudo da valorização do Real. Esse status favorece a importação de produtos. As empresas catarinenses voltadas à exportação são as que mais têm sofrido.

Perguntas do Site: Para quem não quer arriscar, quais são as outras opções de investimentos? É aconselhável investir no Tesouro Direto, por exemplo?

Gilmar Andrade: Temos excelentes alternativas no Brasil devido a nossa taxa básica de juros, hoje em 12,5% a.a.. Portanto para investidores com um perfil mais conservador, ou aqueles que continuam a espera de uma melhora no cenário externo, existem alternativas muito atrativas, como as aplicações via Tesouro Direto, onde é possível aplicar em títulos públicos a partir de 100,00 reais.

Os investimentos têm como finalidade captar recursos para financiar a dívida pública e outras atividades do governo. É um investimento seguro com boa rentabilidade. Além dos títulos do governo existem outras aplicações no mercado de Renda Fixa que podem ser uma boa opção para diversificar a carteira, como as Letras de Crédito Imobiliário e Agrícola, Debêntures, CRIs. São aplicações que envolvem mais risco, mas geralmente apresentam melhor rentabilidade.


Perguntas do Site: Os investimentos Private Equity estão batendo recordes no Brasil. Eles são uma opção para a pessoa física? Como funcionam?

Gilmar Andrade: Os investimentos em Fundos de Private Equity são uma boa opção para quem quer apostar em empresas promissoras de capital fechado, ou seja, que não têm papéis negociados em bolsas de valores e principalmente aqueles que não têm pressa para colher os rendimentos. É importante ficar atento no tamanho da aplicação inicial neste tipo de investimento, que geralmente costuma ser alta.


Perguntas do Site: Quem está começando no mercado, como se preparar para começar a investir na Bolsa de Valores?

Gilmar Andrade: O investimento inicial deve ser em educação financeira. Quem está começando a investir deve aproveitar o momento atual para aprender muito. Entender o funcionamento do mercado antes de começar a atuar. Procurar cursos, simuladores e estar sempre atento aos acontecimentos ao redor do mundo.

Portal Economia SC: Qual a relevância em ter um apoio técnico, um consultor financeiro neste momento?

Gilmar Andrade: Recorrer ao auxílio de um profissional é importante não só em momentos de crise. Aqueles que estão bem assessorados transformam estes momentos em grandes oportunidades. O mais importante é que investidor entenda a relevância de planejar seu futuro financeiro e também a necessidade de cuidar do patrimônio que já adquiriu.

O papel do consultor é minimizar os riscos e maximizar os ganhos, diversificando a carteira dos clientes, de modo que as aplicações estejam sempre de acordo com o perfil de cada investidor.

Depois de toda esta entrevista sobre economia, gostaria de indicar aos interessados em fazer um Planejamento Financeiro!

O Planejamento Financeiro é o grande aliado da construção de grandes fortunas e quem entender a sua importância vai estar sempre à frente.

Nunca é tarde para começar a planejar as finanças. Tomo a liberdade de citar uma frase do grande investidor Warren Buffet que mostra a essência do Planejamento Financeiro: "Se alguém está sentado na sombra hoje, é porque alguém plantou uma árvore há muito tempo".

Absolvição de Roriz revela a grande distância entre a sociedade e a classe política.

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A recente absolvição de Jaqueline Roriz pelo plenário da Câmara dos Deputados indignou a opinião pública brasileira.

A deputada se livrou do processo que pedia a cassação de seu mandato, após a revelação de um vídeo em que Jaqueline aparecia recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM.

A decisão dos deputados mais uma vez colocou a questão da falta de ética no centro do debate.

Qual é o reflexo dessa decisão na sociedade? Á classe política brasileira se distancia cada vez mais dos eleitores? Qual é o papel do indivíduo na defesa de seu interesse?

O Economia Nacional e Mundial entrou em contato com Paulo Kramer, cientista político, que falou sobre corrupção, ética e o que chama de “as duas heranças malditas do governo Lula”.

Economia Nacional e Mundial: Como você analisa a decisão do plenário em absolver a deputada Jaqueline Roriz?

Paulo Kramer: A grande diferença de votos que a absolveu simboliza a magnitude da distância que existe entre a sociedade e a classe política no Brasil.

O país está avançando, está se modernizando em várias áreas, temos 90 milhões de novos membros da classe média, tentamos tirar o atraso em áreas tecnológicas, somos uma potência do agronegócio e mesmo assim, infelizmente, a nossa classe política e o nosso sistema eleitoral e partidário estão completamente obsoletos.

O que causa indignação social é tratado com deboche pelos políticos. Enquanto não houver uma reforma política que modernize o sistema, nós não vamos avançar.

O dilema da reforma é que quem as faz são os próprios políticos, que se beneficiam dos vícios atuais dos sistemas partidário e eleitoral.

Economia Nacional e Mundial: Qual é o efeito da impunidade sobre a população? Parece que no Brasil o crime compensa…

Kramer: O presidente Lula deixou duas heranças malditas. Ele não teve coragem de usar a grande popularidade que tinha para fazer reformas estruturais básicas, como a tributária, trabalhista, sindical e previdenciária, das quais o Brasil tanto precisa pra modernizar as instituições e reduzir o Custo Brasil.

A outra herança maldita é a desfaçatez que ele demonstrou diante do mal feito e da corrupção, passando a mão sobre a cabeça de seus amigos mensaleiros. Tudo isso mandou sinais muito ruins para o sistema ético da sociedade.

Lula, pela sua atitude, pelo deboche com que tratou a questão da ética, acendeu um sinal verde para todo tipo de malfeitoria que os políticos podem fazer contra a sociedade. Infelizmente vivemos as frequências dessa herança.

A sujeira que Lula deixou é tanta, que não vai ser uma faxina comum que vai limpar. Vai demorar muito tempo.

Economia Nacional e Mundial: O que a população pode fazer para combater a corrupção?

Kramer: A sociedade deve usar as redes sociais, um novo instrumento de mobilização da vontade coletiva, para consolidar as indignações comuns como um dado universal.

As pessoas precisam estabelecer ligações entre as malfeitorias políticas e a educação precária, a saúde ineficiente, toda a decadência das áreas sociais.

Precisamos acordar e perceber que a roubalheira de dinheiro público no Brasil não é como em outros países, onde isso é tratado como um acidente. Aqui a corrupção é constitutiva do sistema político.

Os consumidores de energia que estão classificados nos critérios de baixa renda têm até sabado para cadastro de recebimento do beneficio.

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Os consumidores de energia que estão classificados nos critérios de baixa renda e que têm consumo entre 30 quilowatts-hora (kWh) e 40 kWh por mês têm até o dia 1º de outubro para se inscrever no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e garantir a manutenção do recebimento dos descontos previstos na Tarifa Social de Energia Elétrica.

A inscrição deve ser feita na secretaria de Assistência Social do município do consumidor ou no Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome pelo número 0800-707-2003.

Após a inscrição, o consumidor deve procurar a distribuidora de energia elétrica de sua cidade para comprovar o cadastramento e continuar a ter direito às tarifas diferenciadas.

O prazo para quem gasta mais energia já venceu e os consumidores que gastam menos de 30 kWh mensais têm até o dia 1º de novembro para se cadastrar. Até o fim do ano, todas as famílias que têm direito ao benefício devem estar com a situação regularizada.

Com o desconto da Tarifa Social, a redução na conta de luz pode chegar a 65% para quem consome até 30 kWh por mês, a 40% para aqueles com consumo entre 31 kWh e 100 kWh por mês e a 10% para famílias que gastam de 101 kWh a 220 kWh mensalmente.

O desconto chega a 100% para o consumo de até 50 kWh por mês para famílias indígenas e quilombolas que atendam a uma das duas condições básicas para obter o benefício.

No ano passado, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mudou as regras para conceder os descontos na tarifa de energia. Antes, o benefício era dado automaticamente para as unidades que consumiam até 80 quilowatts-hora por mês, independentemente da renda familiar.

Com as novas regras, a tarifa só será concedida para quem estiver inscrito no CadÚnico, que inclui as famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa ou de três salários mínimos no total.