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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Brasil Foods se associou a um grupo argentino e passou a deter participação acionária na Avex.

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Empresa passa a controlar Grupo Dánica e deter participação na Avex. Negócio também prevê a incorporação das atividades da Sadia Argentina.

A Brasil Foods se associou a um grupo argentino e passou a deter participação acionária na Avex, uma das principais produtoras e exportadoras de frango da Argentina, além de adquirir o controle do Grupo Dánica.

O negócio, avaliado em cerca de US$ 150 milhões, também prevê a incorporação das atividades da Sadia Argentina, segundo comunicado divulgado pela empresa nesta segunda-feira (3).

O grupo argentino é liderado pela família Miguens.

O Grupo Dánica, formado pelas empresas Flora Dánica, Flora San Luis e GB Dan, opera no mercado de consumo de massa com uma linha de produtos que engloba margarinas, maioneses e molhos, entre outros.

De acordo com a nota da BRF, o plano de investimentos prevê o aumento da capacidade de produção da Avex e da Dánica.

O objetivo é ampliar a presença de ambas as empresas no mercado local, além de incrementar seu potencial de exportações.

Para alcançar esses objetivos, também está previsto o aumento da capacidade de distribuição.

“Essa decisão representa uma oportunidade única para cooperar, somar esforços e criar uma grande base exportadora de alimentos na Argentina”, afirmou, em nota, o presidente da BRF, José Antonio Fay.

A expectativa da empresa é que o incremento da produção amplie o número de empregos diretos e indiretos gerados pelas duas companhias.

Atualmente, a Avex e a Dánica contam com cerca de 1.100 funcionários no total.

“Todos sabemos que a demanda global de alimentos seguirá crescendo e que a América Latina tem vantagens competitivas cruciais para atendê-la.

Integrar plataformas de produção e exportação é o nosso desafio”, afirmou Fay.

Banco Central intervêm e dólar ainda continua em alta.

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Depois de fechar setembro com valorização de 18%, o dólar comercial voltou a subir no primeiro pregão de outubro, engatando a quarta alta seguida, num dia em que o Banco Central (BC) ofereceu contratos de swap cambial para frear a valorização da moeda.

Depois de um pregão de extrema volatilidade, a moeda norte-americana fechou vendida a R$ 1,892 nesta segunda-feira (3), alta de 0,56%.

No acumulado do ano, a divisa dos EUA tem alta de 13,57%.


Swap cambial

O dólar chegou a cair ante o real nesta segunda, após o Banco Central (BC) anunciar um leilão de swap cambial (que equivale a uma venda de dólares no mercado futuro), contendo assim o ímpeto da moeda norte-americana.

Mas, pouco antes do fechamento, já subia novamente.

Mais cedo, o BC ofereceu até 106.975 contratos em quatro vencimentos diferentes.

Tal operação equivale a uma oferta de US$ 5,348 bilhões.

Dos 106.975 contratos ofertados, 34.150 foram tomados. Com isso, a operação movimentou US$ 1,695 bilhão.

A operação teve forte impacto na formação de preço do câmbio.

O dólar, que avançou cerca de 2%, rapidamente zerou os ganhos, com a cotação à vista passando para o terreno negativo.

Mas, após o anúncio do resultado, os preços voltaram a subir.

Há dez dias, o BC voltou a ofertar esses swaps tentando conter a volatilidade extremada do mercado de câmbio.

Essas operações não ocorriam desde meados de 2009 e denotam uma reversão na estratégia do BC, que até então vinha comprando dólares no mercado à vista e no futuro (via swap cambial reverso).


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Guido Mantega e sua Gosplan! Até quando sera figura carimbada em nosso governo.

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Qualquer cidadão que utilize unicamente a mídia para se informar poderia jurar que a era das economias centralmente planejadas por burocratas é algo do passado, e que a simples ideia de planejamento central é algo já universalmente desacreditado.

Isso pode ser verdade para vários países do mundo, principalmente para os do Leste Europeu, que vivenciaram a plenitude desta magnífica ideia. Aqui no Brasil, no entanto, a lógica funciona de maneira peculiar.

Aliás, funciona de maneira inversa. Ideias que comprovadamente deram errado onde quer que foram aplicadas exercem um fascínio quase erótico sobre os burocratas que vivem na Candangolândia. Parodiando Roberto Campos, tais ideias são como as damas balzaquianas, de vida airada: rejuvenescem à medida que se esquecem as experiências passadas.

Em Brasília, trabalha-se em postura dinâmica e extenuante. Os burocratas têm duas preocupações que lhes atormentam continuamente, e eles passam seus dias fazendo a si próprios as duas seguintes perguntas:

1) O que vou inventar hoje para atrapalhar ainda mais a vida daqueles idiotas que me puseram aqui e que me sustentam?

2) O que devo fazer para mostrar aos lobistas que financiam minhas mordomias que sou muito ativo (e que os brasileiros são os passivos)?

Estou me referindo, obviamente, à mais recente e asinina ideia do governo: a elevação de 30 pontos porcentuais do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de automóveis e caminhões para as montadores que não cumprirem os seguintes requisitos:

1) Utilizar no mínimo 65% de conteúdo nacional ou regional (Mercosul);

2) investirem em pesquisa e desenvolvimento, e (acha que são só três requisitos?)

3) preencherem pelo menos 6 dentre outros 11 outros requisitos de investimentos.

E quais seriam alguns desses outros 11 requisitos?

De acordo com o inexaurível Guido Mantega -- cuja fisiologia, cor da tez e corte de cabelo cada vez mais se assemelham às de um apparatchik do terceiro escalão soviético da era Brejnev --, dentre estes outros requisitos há a exigência de que os veículos sejam montados e estampados no Brasil, bem como seus motores, embreagens e câmbio.

Ou seja: temos agora um burocrata determinando especificidades sobre como se deve fabricar carros no Brasil. Se isso não é um exemplo explícito de planejamento central, então o conceito deve ser urgentemente reinventado.

O mais incrível é ver um sujeito como Mantega, que não saberia gerir uma concessionária de Yugo na Mongólia, pontificando sobre questões automotivas, falando com pretensa desenvoltura e segurança sobre embreagens, motores e câmbio. Mais um pouquinho e ele começaria a determinar especificações para relações de marcha, diferencial, injeção eletrônica e comando de válvulas.

Após apresentar essa sua lista de exigências, que seriam consideradas retrógradas até mesmo pelo Goplan, nosso Nikolai Baibakov tranquilizou a todos, com seu sorriso triunfante: "Para as empresas que já preenchem esses requisitos, não muda nada." Muito fofo! Vai me dizer que, após essa impecável lógica de jardim de infância, você também não ficou com vontade de comprar pra ele um Chicabon?

E o intrépido prosseguiu: "É uma medida que garante a expansão dos investimentos no Brasil, o desenvolvimento tecnológico e a expansão da capacidade produtiva no Brasil".

Entendeu a lógica? Impedir que as montadoras possam escolher a origem e a qualidade das peças a serem colocadas em seus produtos -- algo que afeta diretamente suas planilhas de custos -- é uma medida que miraculosamente vai "garantir a expansão dos investimentos no Brasil, o desenvolvimento tecnológico e a expansão da capacidade produtiva no Brasil".

Realmente, empreendedores ficam ávidos para ampliar seus investimentos em uma economia em que é o governo, e não os consumidores, quem determina as peças que ele deve utilizar. Da mesma forma, o desenvolvimento tecnológico dá um salto olímpico quando se impede a concorrência.

É assim que um país prospera, como bem mostram os exemplos auspiciosos da Coréia do Norte, de Cuba, da Venezuela e do próprio Brasil na década de 1980, com nossos potentes computadores fabricados sob a vigência da Lei da Informática.

Faça o leitor um esforço mental para tentar raciocinar como Guido Mantega (mas faça isso só uma vez, para evitar danos irreversíveis). Qual a consequência lógica do cumprimento destes requisitos? Como eles funcionariam caso realmente fossem levados a sério? É simples. Quer vender uma BMW M3 no Brasil? Sem problema, mas troque a embreagem original por outra gentilmente fornecida pela indústria nacional.

É simples e seguro. Experimente essa embreagem do Gol, ficará ótima no seu carango! Não quer trocar a embreagem? Sem problemas, você tem liberdade. Basta então trocar o motor. Recomendo este 1.0 da Fiat. A sua BMW será uma parada!

Pode parecer uma piada sem graça, mas o que foi dito acima é exatamente o que ocorreria caso os requisitos do ministro fossem de fato levados a sério por algumas montadoras.

Logo, é claro que a intenção principal do governo não é realmente impor tais restrições às montadoras (não pode ser; não é possível tamanha ignorância, mesmo para os padrões do governo). O objetivo único é o velho e imortal protecionismo a favor das montadoras, só que apenas daquelas montadoras que são politicamente mais convenientes defender.

A novidade, no entanto, é que agora a medida vem travestida com uma novilíngua, um exemplo típico do duplipensar orwelliano. 'Protecionismo' agora tem um novo rótulo: protecionismo significa "garantir a expansão dos investimentos, do desenvolvimento tecnológico e da expansão da capacidade produtiva".

É realmente difícil saber o que é pior: a política protecionista em si ou o fato do governo nos tratar como exímios idiotas, achando que ao adotar novos eufemismos seremos mais passivamente ludibriados. Mas governo é isso mesmo: mentiras, desrespeito à nossa inteligência, deturpação da linguagem e, claro, confisco de riqueza em prol de seus protegidos (nesse caso específico, empresas cujos sindicatos são poderosos e que representam uma mina de votos).

Para se proteger os interesses e a renda desse oligopólio, a solução é blindá-lo de todo e qualquer tipo de concorrência estrangeira, seja de carros chineses e indianos, seja de carros alemães, japoneses, italianos e ingleses. Para que se submeter às exigências do mercado quando se pode simplesmente proibir os consumidores de exercerem livremente seus direitos?

Montadoras nacionais e seus sindicatos têm um direito natural a uma renda garantida, ao mesmo tempo em que oferecem produtos que, na mais benevolente das hipóteses, podem ser considerados apenas satisfatórios. Para que se estressar e se esforçar muito para agradar aos consumidores? Muito mais eficaz é apenas fechar os portos.

Nada de dar aos pobres a chance de comprar um Tata indiano ou um QQ chinês. Se pobre quiser andar de carro, que compre um Gol, um Uno ou um Palio. Nada de dar aos ricos o prazer de comprar facilmente um Maserati. Eles que se contentem com um Vectra. Se quiserem o Maserati, até pode. Mas vão ter de deixar uma contribuição para a caixinha do governo, pois há uma enormidade de funcionários públicos em greve querendo aumentos -- e essa é uma base eleitoral que não pode ser desapontada.

Assim, o governo resolve dois problemas de uma só vez. Agrada a base sindical e as montadoras, e ainda consegue uma grana extra pra tentar apaziguar os ânimos dos funcionários públicos. Consumidores que se estrepem. Afinal, eles estão aí é pra isso mesmo: sustentar a mordomia da patota.

A desculpa oficial é que o câmbio está sobrevalorizado e as importações aumentaram, sendo necessário barrá-las para proteger a indústria nacional. Em primeiro lugar, não existe isso de câmbio sobrevalorizado. É impossível um câmbio ficar sobrevalorizado em um regime de câmbio flexível. Câmbio sobrevalorizado só ocorre quando há um regime de paridade cambial, como quando um país adota uma âncora cambial.

Em segundo lugar, as pessoas estão preferindo importar simplesmente porque a inflação de preços no Brasil -- por obra e graça do próprio governo -- está assustando. Seres racionais não querem pagar por carros ruins cujos preços aumentaram a uma taxa maior do que a taxa de aumento da renda. Não é difícil de entender.

Em terceiro lugar, indústria que só se sustenta com protecionismo não merece existir. Na prática, comporta-se como uma estatal. E estatais devem ser vendidas e submetidas à concorrência do livre mercado.

Mas assim como milicianos de favela, o governo só deixa você comprar os produtos que ele autoriza. "Você tem toda a liberdade para comprar carros. Desde que sejam aqueles fabricados por nossos amigos."

E o pior é ver a imprensa tratando tudo isso como uma mera "política industrial". Em um país genuinamente livre, o termo 'política industrial' ficaria restrito exclusivamente ao Manifesto Comunista. Perguntar qual é a política industrial de um governo seria equivalente a perguntar qual é a política de distribuição de celulares, computadores e TVs. A política industrial de um país livre é aquela decidida exclusivamente pelo mercado.

E quem é esse tal mercado? Somos nós. Você, eu e todos os cidadãos. Nós é que decidimos, por meio de nossas decisões de comprar e de se abster de comprar, qual indústria sobrevive, qual deve ser extinta e qual deve trocar de gerência. Não é nada complicado. Se houver alguma política mais eficaz e mais ética do que essa, estou muito interessado em saber dessa revolucionária descoberta.

Até quando vamos tolerar esse Politburo nos dando ordens, ditando e especificando nosso estilo de vida? O senhor Mantega ainda não foi informado de que a parte oriental da Europa é muito mais próspera e rica hoje, com seus habitantes agora munidos de liberdade de escolha, do que era naquela época do muro protecionista cuja ausência -- ao que tudo indica -- lhe provoca tanta nostalgia?


Greve dos Correios causam transtornos a economia brasileira e seus consumidores.

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Após mais de seis horas de reunião com a diretoria dos Correios, os funcionários da estatal decidiram continuar a greve iniciada há duas semanas.

Enquanto o encontro para negociar o fim da paralisação começava na sede dos Correios, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou estar confiante que o fim do movimento chegaria ao fim ainda hoje.

Não foi o que ocorreu.

A nova proposta dos Correios garantiria um aumento real dos salários em R$ 80 a partir de janeiro e o pagamento imediato de um abono de R$ 500.

De acordo com Bernardo, a questão financeira já havia sido aceita pelos funcionários paralisados, mas o desconto dos dias não trabalhados ainda era o maior entrave na negociação.

Após intermediação por parte do Ministério Público do Trabalho, o governo ofereceu o parcelamento dos dias a serem descontados, mas os grevistas não aceitaram o corte do ponto.

"A proposta diz respeito ao desconto dos dias que já temos lançados, que são os seis primeiros.

Os demais dias poderiam ser compensados neste e no próximo fim de semana, por meio de mutirões para colocar o trabalho em dia", disse Bernardo.

Segundo o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, a estatal contabiliza 3,4 dias de atraso na entrega de encomendas, cujo fluxo poderia ser restabelecido com as horas extras desses dois fins de semana.

"Estamos negociando agora e a expectativa é de que a greve se encerre o quanto antes", disse Pinheiro ainda no começo da tarde.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Selecionamos orientações de economistas, astrólogos e psicólogos para dar dicas para cuidar do seu dinheiro na crise.

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Acertar nas decisões financeiras em época de turbulência econômica exige mais cuidado por parte do investidor.

O Economia Nacional e Mundial ouviu uma série de especialistas que serão palestrantes na Expomoney, evento sobre educação financeira e investimentos que começa nesta quinta-feira (29) e vai até sábado (01) em São Paulo.

E pedimos que cada um deles respondesse à pergunta: o que o pequeno investidor precisa saber para não perder dinheiro durante a crise? Confira as respostas.

Pedro Carrilho, autor português do livro 'Descubra o milionário que há em você'. (Foto: Divulgação)
O escritor português Pedro Queiroga Carrilho.
(Foto: Divulgação)

1) Pedro Carrilho, autor português do livro 'Descubra o milionário que há em você'

"As pessoas no Brasil devem buscar proteção financeira, que é a diversificação do dinheiro e procurar produtos que protejam seu dinheiro. Uma pessoa que tenha 10%, 20% do dinheiro em ações não se deve preocupar (com a volatilidade do mercado).

Proteção financeira em Portugal, que está em forte crise nesse momento, é quase tirar o dinheiro do país, para mercados que estão mais estáveis. Para o brasileiro é mais simples, é não se expor demasiado aos riscos do mercado neste momento, mas viver com calma o dia a dia porque há bom dinheiro para se ganhar, inclusive em ações. (...) Renda fixa e matérias-primas são boas opções para esperar passar a turbulência. Neste momento, quando há incerteza, deve-se ter três a seis meses de despesas mensais poupadas. Se você gasta R$ 2.500 com casa transporte e estudos, tem que ter R$ 7.500 em uma conta só para emergências, que dê para sacar de uma hora para outra".


2) Márcia Tolotti, psicanalista e autora do livro 'As armadilhas do consumo'


"É importante as pessoas encararem que este é um momento em que, no mínimo, eu tenho que me prevenir e ser moderno o suficiente para rever minhas escolhas quando a situação exige. Seria racionalmente importante que a gente pudesse rever e conter o hábito do consumo exacerbado, exagerado, o que é difícil das pessoas fazerem. Se eu preciso agora ter um compasso mais lento porque a economia está mais lenta, como vou querer impor o meu ritmo?

É como um voo livre: se está chovendo e ventando eu não tenho muito o que fazer diante disso. Agora no meu microcosmos eu tenho o que fazer: naquele dia, decido não voar. Diante da macroeconomia a gente não tem muito poder, mas dentro da minha conta bancária eu tenho. Hoje eu vou decidir não consumir aquilo que não seja estritamente necessário, de verdade. Eu tenho que saber que estou diante de uma turbulência. Deixa eu exercer a liberdade que me cabe".

Luiz Carlos Ewald. (Foto: Divulgação)
Luiz Carlos Ewald. (Foto: Divulgação)


3) Luiz Carlos Ewald, o 'Sr. Dinheiro', do 'Fantástico'

"É um momento em que a pessoa tem que parar para pensar. E principalmente não se endividar e nem deixar dívidas pendentes. Adiar compras e qualquer compra de compromisso. Tome muito cuidado que os imóveis estão muito caros.

Viver de aluguel é muito mais barato do que comprar. Se aluguel é jogar dinheiro fora, juro é muito mais dinheiro fora, porque é mais de duas vezes o valor do aluguel. O esforço para fazer sobrar dinheiro tem que ser maior. Tomar cuidado com compras por impulso, ver ofertas e pesquisar bastante".

Maurício Bernis, astrólogo e consultor empresarial. (Foto: Divulgação)
Maurício Bernis, astrólogo financeiro.


4) Maurício Bernis, astrólogo e consultor empresarial


"Do ponto de vista astrológico, existe uma configuração do céu que determina que até 2015 estejamos com uma instabilidade econômica forte. O pequeno investidor tem que navegar por mares seguros, investir em coisas de menor risco, tesouro direto, coisas com ganho menor.

Para as pessoas que têm perfil e traquejo para bolsa, o day trade (compra e venda de ações em um mesmo dia) é o lado positivo".

O consultor Gustavo Cerbasi. (Foto: Divulgação.)
O consultor Gustavo Cerbasi. (Foto: Divulgação.)

5) Gustavo Cerbasi, consultor e autor do livro 'Casais inteligentes enriquecem juntos'


"A melhor estratégia para lidar com a crise é a tradicional: pequena parcela (das economias) alocada no mercado de ações e predominando em renda fixa. Sempre uma postura consciente, bem informada. Por mais que queira manter 20% em renda variável, no momento em que se abre uma janela de oportunidade em renda variável, como um imóvel ou uma ação muito barata, é importante ter o dinheiro em renda fixa para poder aproveitar.

Quem tem alguma parcela em renda variável se sente incomodada e vai atrás de informação. Ter o dinheiro na bolsa é importante para que a pessoa se mantenha informada. E nesse caso jamais colocar todo o dinheiro da renda fixa na bolsa, mas uma parcela. A crise vai impactar o preço do pãozinho e dos importados, mas também vai trazer um bom cardápio de oportunidades para os investidores".


6) Leandro Martins, analista de investimentos

"Todo investidor que começa a investir na bolsa comete erros repetitivos, também na crise. Somos acostumados a usar o emocional nas operações financeiras, mas podemos reformular nosso cérebro com informação e aprender a usar o racional. Um erro comum é esperar o preço da ação ficar mais caro para comprar, e aí assim que a pessoa compra ela já começa a cair. Outro erro é, quando o preço da ação começa a cair, esperar o máximo de tempo e vender quando o prejuízo já está grande.

O certo é vender assim que ela começa a cair e já comprar outra com potencial de alta. Ter pressa para decidir e investir ou ter ganância e fazer operações arriscadas com mais dinheiro que você tem também é um risco. Comprar ou vender ações cada vez por um motivo ou dica diferente também é errado: a falta de metodologia de compra e venda é um grande erro. A falta de humildade, de achar que só porque acertou uma compra o mercado de ações já é fácil, também pode levar a muitas perdas".


7) Henrique Kleine, analista da corretora Magliano

"Mesmo em épocas de crise é possível comprar papéis no mercado de ações nos quais o investidor consiga ter algum tipo de rentabilidade ou não ter perdas muito grandes.

É importante analisar características da empresa: os múltiplos da companhia, preço em relação ao valor patrimonial da companhia, o retorno sobre patrimônio, que mostra a taxa de retorno da companhia. Buscar informações, relatórios de analistas em corretoras e bancos de investimentos de confiança.

Em época de crise global há empresas que são mais expostas e outras menos; selecionar empresas que não tenham tanta exposição ao risco externo, como empresas voltadas para o mercado interno, brasileiro. Dá para ganhar dinheiro mesmo em época de crise.

Há casos de ganhos consideráveis em alguns papéis de 2008 até hoje, como a Hering, que subiu cerca de 1.100%. Quem olha para índices como o Ibovespa, que é um composto de ações, pensa que a bolsa está ruim. Mas se você sai do índice e analisa papéis cuidadosamente, encontra rentabilidade".

Funcionários dos Correios e bancários estão em greve e Procon pede que consumidores não fiquem parados.

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Funcionários dos Correios e bancários estão em greve sem data de término.

Sem banco e com correspondências demorando mais tempo para chegar, cabe ao consumidor procurar formas alternativas de pagar as contas.

Internet, caixa eletrônico, telefone, lotérica e até lojas e supermercados são opções.

O Procon-SP diz que não é recomendável ficar esperando as contas. A Fundação ProTeste diz que nenhum consumidor pode se valer da greve para simplesmente deixar de cumprir com suas obrigações.

Então, a saída é procurar lojas, bancos e outros credores para negociar o pagamento.

A greve da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) começou no dia 14 e, duas semanas depois, ainda não há previsão de término. Por dia, a empresa movimenta 35 milhões de correspondências e, nas últimas duas semanas, praticamente 35% de todas as cartas que deveriam ter sido entregues neste período continuam atrasadas.

Os trabalhadores pedem melhorias dos benefícios e aumento do piso salarial para a categoria, de cerca de R$ 800 para mais de R$ 1.600.

Já os bancários entraram em greve nesta terça-feira (27) em quase todo o país – somente os trabalhadores de Roraima ainda negociam com as empresas sem cruzar os braços.

A greve interrompeu as atividades em 4.191 agências, segundo balanço final da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).

Somente na região metropolitana de São Paulo, estima-se que 21,1 mil trabalhadores tenham se juntado à paralisação, de acordo com o balanço parcial feito pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Apenas os serviços essenciais como compensação bancária de cheques e outras transferências estão garantidos. O atendimento telefônico também continua disponível.

Para driblar as paralisações e conseguir pagar contas, o cliente tem como primeira opção o site das instituições.

Quem tem dívidas para pagar e não possui cartão para uso em caixa eletrônico, as lotéricas, lojas e supermercados podem ajudar, já que são correspondentes bancários e aceitam a quitação de diversas contas.

As empresas que enviam as cobranças por correspondência postal são obrigadas a oferecer outra forma de pagamento que seja viável ao consumidor, seja ela um boleto pela internet, por fax, por depósito bancário, entre outras. As credoras devem, inclusive, divulgar amplamente as alternativas disponíveis.

A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) diz que há 179 mil caixas eletrônicos espalhados pelo país e mais de 165 mil correspondentes. Para localizar agências de qualquer banco em qualquer cidade, a Febraban oferece serviço de busca em seu site www.febraban.org.br/buscabanco.

No caso das contas de tarifas públicas como água, telefone, e energia, a orientação é para que o cliente procure as empresas que fornecem esses serviços para negociar uma saída.

Além dos correspondentes, há o débito direto autorizado (que depois é liberado na conta-corrente pelo caixa eletrônico) e o débito automático que permitem o pagamento.

Se as contas estiverem atrasadas, o cálculo de taxas de multas é feito pelas próprias empresas e o valor extra vem na fatura do mês seguinte.

O cliente que precisar sacar dinheiro na boca do caixa deve entrar em contato por telefone com o banco e solicitar uma alternativa.

A ProTeste diz que a greve é um direito social garantido aos trabalhadores pela Constituição, mas as empresas nunca devem deixar de garantir aos consumidores a prestação dos serviços essenciais, como a compensação bancária de cheques e outras transferências.

Ainda entram nas categorias de serviços essenciais tratamento e abastecimento de água; produção e distribuição de energia elétrica, gás e combustíveis; assistência médica e hospitalar; distribuição e comercialização de medicamentos e alimentos; funerários; transporte coletivo; captação e tratamento de esgoto e lixo; telecomunicações; e controle de tráfego aéreo.

Os serviços de entregas de correspondências não estão incluídos nesta categoria.

Conheça o Custo do agravamento da crise internacional.

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O Banco Central pode dizer, como fez ontem o presidente Alexandre Tombini, que previu o agravamento da crise internacional.

Mas ele ainda não pode garantir que isso vai provocar “pressão deflacionista” na economia brasileira.

Na apresentação feita por Tombini no Senado um número chamou a atenção: a destruição de riqueza foi de quase US$ 10 trilhões no mundo.

Esse é o tamanho da desvalorização das ações listadas em bolsa nos últimos quatro meses. É mais do que dois terços do PIB americano.

Em qualquer medida é muito maior a perda que houve desde que a crise começou, em 2008.

O PIB dos Estados Unidos saiu de um crescimento médio de 2,6% entre 2000 e 2007 para uma média de -0,3% no período 2008-2010; a Zona do Euro foi de 2,2% para -0,7%.

Os emergentes perderam, mas bem menos: de 6,6% para 5,4%. O Brasil, apesar de emergente, ficou com crescimento menor do que o do seu grupo.

Impressionante é o custo social desta crise, que levou o desemprego de menos de 5% nos Estados Unidos para 11% e aos atuais 9%. Na Zona do Euro, o desemprego é hoje de 10%.

A crise elevou o endividamento de todos os países que Tombini definiu como “de economias maduras” e que alguns definem como “economias avançadas”. Hoje essa classificação fica estranha.

Na Zona do Euro há países como Grécia, Portugal, Eslovênia, Eslováquia, que não são exatamente maduras ou avançadas. Mas na falta de melhor nome, fica este.

O mais importante é que na apresentação de Tombini ele explicou que a dívida desses países continuará crescendo, com raras exceções, nos próximos anos.

Isso pelo efeito do déficit que os governos acumularam.

Essas economias estão prisioneiras de um círculo vicioso porque a alta da dívida aumenta o risco soberano, isso reduz o valor dos títulos emitidos pelos governos, e a baixa perspectiva de crescimento econômico eleva a relação dívida/PIB.

Essa percepção de risco elevada não afetou apenas as economias menores da Europa.

A falta de uma solução rápida para a crise está fazendo com que piore até a avaliação sobre as duas maiores economias da região, principalmente da França, que se descolou da Alemanha, como se pode ver no gráfico abaixo.

Como os bancos da Europa são os que carregam os títulos dos países da região, a percepção de risco dos bancos também subiu fortemente, principalmente dos italianos. Resultado: mais um círculo vicioso.

Com a desconfiança em alta, os empresários investem menos, os consumidores consomem menos. Nada disso é novo, tudo vem acontecendo desde 2008.

O que Tombini pôde dizer é que o agravamento recente da crise não o pegou de surpresa, porque a ata da última reunião veio repleta de alertas.

O que continua destoando é sua conclusão sobre a economia brasileira. Ele garante que tudo isso levará a inflação a cair, ficar dentro do intervalo de flutuação no fim do ano e convergir para o centro da meta no ano que vem.

Não há qualquer garantia disso. E o problema é que o Banco Central tem como principal tarefa no regime de metas de inflação garantir que as taxas ficam na meta.

Ele está apostando que a inflação cairá um pouco a cada mês até maio do ano que vem. Hoje, ela está em 7,3%. Cairia dois pontos percentuais nesse período.

Não considera que a alta do dólar — ainda que tenha parado — anulou o efeito da queda das commodities. Que alguns alimentos não cairão por problemas de safra.

Que o salário mínimo elevará custos de serviços e demanda.

De fato, o acumulado em 12 meses tem chance de cair a partir de outubro. Mas quanto ao ano que vem não há ainda qualquer garantia de que a queda continuará e será dessa dimensão.

Tombini garantiu aos senadores que apesar de toda a confusão do mundo está tudo dominado: hoje o BC tem R$ 186 bilhões a mais de compulsório do que em 2008, tem US$ 147 bilhões de reservas a mais, e tomou medidas que impediram o superendividamento das empresas.

Disse que o BC tomou medidas que moderaram o ritmo de crescimento do PIB de 7,8% em 12 meses, em janeiro, para 4,4%.

Tudo isso para explicar por que derrubou — e pelo visto continuará derrubando — os juros mesmo com a inflação acima do teto da meta.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A Vale Fertilizantes quer ser a quinta maior produtora de potássio do mundo até 2020.

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A Vale Fertilizantes quer ser a quinta maior produtora de potássio do mundo até 2020 e, para isso, está investindo US$ 15 bilhões.

A afirmação foi feita hoje pelo diretor executivo de Fertilizantes da Vale, Mário Alves Barbosa Neto, que reiterou o foco da empresa na área de fertilizantes.

Presente no 14º Congresso Brasileiro de Mineração, que acontece em Belo Horizonte até quinta-feira, o executivo afirmou ainda que o acordo com a Petrobrás no segmento “deve sair no curto prazo”.

A Vale e a Petrobras estão discutindo um acordo para explorar uma mina de carnalita – minério do qual se extrai o cloreto de potássio.

Está em discussão, como antecipamos aqui no Economia Nacional e Mundial, o arrendamento ou cessão à Vale de uma jazida que a Petrobras tem em Maruim (SE), o que destravaria um megaprojeto da mineradora para a produção anual de até 2,4 milhões de toneladas de potássio.

O empreendimento é estimado em US$ 4 bilhões, com início da operação em 2015, e prevê também uma unidade química de processamento de adubos.


Energia elétrica no país aumentou 4,1% em agosto.

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Os brasileiros consumiram 4,1% mais energia elétrica em agosto deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado.

De acordo com a Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgada nesta segunda-feira, 26, pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o volume energético consumido no país passou dos 34,6 mil gigawatts-hora (GWh) para 36,1 mil GWh.

A EPE aponta que os consumidores comerciais foram os grandes impulsionadores desse incremento.

Eles respondem por pouco mais de 16% do volume total de energia consumida no Brasil.

A demanda energética do setor cresceu 8% em agosto deste ano na comparação com o mesmo mês de 2010.

Os consumidores comerciais passaram a consumir 5,88 mil GWh.

“A expansão significativa do volume de vendas do comércio ao longo de 2011 tem alimentado as estatísticas do setor.

O volume de vendas do comércio ampliado, que inclui segmento de veículos e material de construção cresceu 9% face o mesmo período de 2010”, destaca o documento.

O reflexo do ritmo dessa relação, entre vendas e consumo de energia, teve destaque principalmente no Centro-Oeste do país. Em Mato Grosso, por exemplo, a demanda por energia elétrica entre agosto de 2010 e agosto de 2011 cresceu 21,2%.

A EPE associa o incremento ao fato de o comércio no estado ter revelado grande expansão, registrando, por exemplo, incremento de 40% no volume de empregos criados este ano.

Já os consumidores residenciais aumentaram o consumo de energia elétrica em 4,8%, o que representa uma demanda total de 9,23 mil GWh.

Para esses consumidores, a EPE relaciona o aumento do consumo à maior intensidade de uso por residência e à migração de consumidores de baixa renda para a categoria convencional, que tradicionalmente revela um consumo superior de energia elétrica.

De acordo com a empresa, a Região Nordeste teve um grande destaque no consumo, neste período de comparação, apresentando um aumento de 8,3%, principalmente em função do maior uso de aparelhos eletrônicos e iluminação.

No Sudeste, a expansão da demanda dos clientes residenciais foi calculada em 3,6%.

Apesar de o Rio de Janeiro contribuir com a maior parcela, o Espírito Santo apresentou o maior incremento, equivalente a 15,7% mais de consumo.

O consumo industrial, que responde pela maior parcela do consumo de energia elétrica total no país, cresceu 2,5% no período.

Apesar de ter atingido uma demanda de 15,8 mil GWh, pouco maior que o volume registrado em agosto de 2010, que ficou em 15,45 mil GWh, a empresa destaca que “a combinação dos resultados regionais revela uma desaceleração no ritmo de crescimento do consumo em nível nacional, em conformidade com a trajetória de evolução da atividade industrial”.

No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento do consumo de energia elétrica no país ficou em 4,3%, equivalente a 425,55 mil GWh.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Balança comercial tem déficit de US$584 mi na 4a semana do mês.

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A balança comercial brasileira teve superávit de 1,948 bilhão de dólares nas quatro primeiras semanas de setembro, informou nesta segunda-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

N quarta semana do mês, no entanto, o saldo foi negativo em 584 milhões de dólares.

Na terceira semana, o saldo havia ficado positivo em 1,213 bilhão de dólares, enquanto que na segunda, em 1,003 bilhão de dólares. Na primeira, o superávit foi de 316 milhões de dólares.

As exportações no mês somam 17,897 bilhões de dólares, enquanto as importações somam 15,949 bilhões de dólares.

No ano, o saldo comercial acumulado está positivo em 21,908bilhões de dólares, com vendas externas de 184,611 bilhões de dólares e importações de 162,703 bilhões de dólares.


Importação de gasolina deve quadruplicar em 2011, diz Petrobras.

Botão compacto
A Petrobras deve encerrar 2011 com uma média diária de 30 mil barris de gasolina importados para suprir a expansão da demanda interna, afirmou nesta segunda-feira o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa.

No ano passado, a média diária foi de apenas 7 mil barris, de acordo com o executivo.

Contribuem para a expansão das compras externas de gasolina o crescimento do consumo de aproximadamente 10 por cento frente ao ano anterior e a redução na mistura de álcool anidro na gasolina (de 25 por cento para 20 por cento) que começa a valer a partir de outubro.

Costa revelou que a companhia já encomendou uma segunda carga de 600 mil barris de gasolina neste semestre para atender a demanda interna. No primeiro semestre, a Petrobras já tinha importado 2,5 milhões de barris, ante 3 milhões de barris em todo o ano passado.

"Além destas duas cargas, acredito que vamos precisar importar bem mais", disse Costa a jornalistas durante evento em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro.


VENEZUELANA PDVSA

Apesar do prolongamento do prazo para a definição sobre a entrada da estatal venezuelana PDVSA no capital da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, a petroleira venezuelana tem prazo até 30 de setembro para ter aprovado junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) suas garantias financeiras.

A Petrobras já levantou 10 bilhões de reais em empréstimos no BNDES e cobra da PDVSA o pagamento da parte relativa à sua participação societária de 40 por cento no projeto para que seja dado prosseguimento ao empreendimento.

"Agora é para valer", disse Costa. "Sei que adiamos os prazos mais de uma vez, mas agora estamos acordados. Se não houver a aprovação por parte do BNDES, não tem mais conversa e a PDVSA está fora", acrescentou o executivo.

O diretor ressaltou que se houver a confirmação e validação das garantias apresentadas pela PDVSA ao BNDES, a petroleira da Venezuela terá até o dia 30 de novembro para fazer o aporte. "Isso é impreterivelmente", frisou Costa.

A Petrobras vem tocando sozinha a refinaria que já tem 40 por cento das obras concluídas.

A primeira fase da unidade deve entrar em operação em 2013.


Dólar cai 0,9% com melhora externa e atento ao Banco Central.

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O dólar fechou em queda ante o real nesta segunda-feira, reagindo à melhora nos mercados internacionais pelo otimismo com uma resolução para a crise de dívida na zona do euro.

Houve uma maior volatilidade pela manhã, com a moeda abrindo em queda de mais de 1 por cento e depois passando a subir na mesma intensidade.

À tarde, o reforço na alta das bolsas de valores e a recuperação do euro deram combustível para que o dólar firmasse baixa nas operações locais.

A taxa de câmbio caiu 0,90 por cento, para 1,8220 real na venda, ampliando a 4,11 por cento a desvalorização desde sexta-feira. Ainda assim, o dólar acumula forte apreciação de 14,41 por cento em setembro.

"Se compararmos com os outros dias, hoje foi até mais tranquilo. O dólar seguiu o padrão de sempre: caiu enquanto as bolsas subiram", disse o operador de câmbio de uma corretora paulista, que pediu anonimato.

Ante uma cesta de moedas, o dólar caía 0,5 por cento, enquanto as bolsas de valores em Nova York cravaram altas acima de 2 por cento, sinalizando o maior apetite por risco oriundo do alívio nas tensões na zona do euro.

Investidores repercutiram declarações de autoridades do bloco de que estariam estudando planos para reduzir a dívida da Grécia e recapitalizar bancos.

Além disso, há expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) possa promover um corte de juros maior que o esperado na reunião de política monetária do próximo mês.

Para o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, o dólar deve continuar oscilando ao sabor dos desdobramentos da crise na zona do euro.

O profissional, contudo, ponderou que o Banco Central (BC) seguirá combatendo movimentos bruscos, como o que fez o dólar disparar nas últimas semanas.

"A impressão que deu é que o BC não vai permitir um dólar acima de 1,90 (real), mas também não quer uma cotação menor que 1,70 (real), justamente o patamar em que ele parou de comprar no (mercado) à vista", afirmou.

Na quinta-feira, o BC interveio pesadamente no mercado ao utilizar contratos de swap cambial tradicional para conter a disparada do dólar.

A medida conseguiu reduzir a alta a 2,26 por cento naquele dia, após a cotação ter superado 1,95 real, maior patamar desde julho de 2009.

Nesta segunda-feira, a autoridade não atuou no mercado cambial, repetindo a estratégia da sessão anterior.


Economia Brasileira - Decifra-a e conheça como Dilma tenta negociar Mundialmente.

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O Brasil tem um mercado livre e uma economia exportadora. Medido por paridade de poder de compra, seu produto interno bruto ultrapassa 1.6 trilhão de dólares, fazendo-lhe a oitava maior economia do mundo e a maior da América Latina em 2006. [1]

O Brasil possui uma economia sólida, construída nos últimos anos, após a crise de confiança que o país sofreu em 2002, a inflação é controlada, as exportações sobem e a economia cresce em ritmo moderado. Em 2007, o PIB brasileiro demonstrou um crescimento superior ao que se pensava, mostrando uma economia muito mais saudável e pronta para estrelar junto às outras economias BRICs.

O Brasil é considerado uma das futuras potências do mundo junto à Rússia, Índia e China.

Desde a crise em 2002 os fundamentos macro-econômicos do país melhoraram. O real vem se valorizando fortemente frente ao dólar desde 2004, o risco país também vem renovando suas mínimas históricas desde o começo de 2007, e a Bovespa bate recordes de pontos a cada dia.

Apesar de sua estabilidade macro-econômica que reduziu as taxas de inflação e de juros e aumentou a renda per capita, diferenças remanescem ainda entre a população urbana e rural, os estados do norte e do sul, os pobres e os ricos. [2] Alguns dos desafios dos governos incluem a necessidade de promover melhor infra-estrutura, modernizar o sistema de impostos, as leis de trabalho e reduzir a desigualdade de renda.

A economia contém uma indústria e agricultura mista, que são cada vez mais dominadas pelo setor de serviços. As recentes administrações expandiram a competição em portos marítimos, estradas de ferro, em telecomunicações, em geração de eletricidade, em distribuição do gás natural e em aeroportos (embora a crise área tenha atormentado o país) com o alvo de promover o melhoramento da infra-estrutura.

O Brasil começou à voltar-se para as exportações em 2004, atingindo em 2006 exportações de US$ 137.5 bilhões, importações de US$ 91.4 bilhões e um saldo comercial de quase US$ 46 bilhões.

História

A economia brasileira viveu vários ciclos ao longo da História do Brasil. Em cada ciclo, um setor foi privilegiado em detrimento de outros, e provocou sucessivas mudanças sociais, populacionais, políticas e culturais dentro da sociedade brasileira.

O primeiro ciclo econômico do Brasil foi a extração do pau-brasil, madeira avermelhada utilizada na tinturaria de tecidos na Europa, e abundante em grande parte do litoral brasileiro na época do descobrimento (do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Norte). Os portugueses instalaram feitorias e sesmarias e contratavam o trabalho de índios para o corte e carregamento da madeira por meio de um sistema de trocas conhecido como escambo. Além do pau-brasil, outras atividades de modelo extrativista predominaram nessa época, como a coleta de drogas do sertão na Amazônia.

O segundo ciclo econômico brasileiro foi o plantio de cana-de-açúcar, utilizada na Europa para a manufatura de açúcar em substituição à beterraba. O processo era centrado em torno do engenho, composto por uma moenda de tração animal (bois, jumentos) ou humana. O plantio de cana adotou o latifúndio como estrutura fundiária e a monocultura como método agrícola. A agricultura da cana introduziu a modo de produção escravista, baseado na importação e escravização de africanos. Esta atividade gerou todo um setor paralelo chamado de tráfico negreiro. A pecuária extensiva ajudou a expandir a ocupação do Brasil pelos portugueses, levando o povoamento do litoral para o interior.

Durante todo o século XVII, expedições chamadas entradas e bandeiras vasculharam o interior do território em busca de metais valiosos (ouro, prata, cobre) e pedras preciosas (diamantes, esmeraldas). Afinal, já no início do século XVIII (entre 1709 e 1720) estas foram achadas no interior da Capitania de São Paulo (Planato Central e Montanhas Alterosas), nas áreas que depois foram desmembradas como Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, dando início ao ciclo do ouro. Outra importante atividade impulsionada pela mineração foi o comércio interno entre as diferentes vilas e cidades da colônia, propicionada pelos tropeiros.

O café foi o produto que impulsionou a economia brasileira desde o início do século XIX até a década de 1930. Concentrado a princípio no Vale do Paraíba (entre Rio de Janeiro e São Paulo) e depois nas zonas de terra roxa do interior de São Paulo e do Paraná, o grão foi o principal produto de exportação do país durante quase 100 anos. Foi introduzida por Francisco de Melo Palheta ainda no século XVIII, a partir de sementes contrabandeadas da Guiana Francesa.

Em meados do século XIX, foi descoberta que a seiva da seringueira, uma árvore nativa da Amazônia, servia para a fabricação de borracha, material que começava então a ser utilizado industrialmente na Europa e na América do Norte. Com isso, teve início o ciclo da borracha no Amazonas (então Província do Rio Negro) e na região que viria a ser o Acre brasileiro (então parte da Bolívia e do Peru).

O chamado desenvolvimentismo (ou nacional-desenvolvimentismo) foi a corrente econômica que prevaleceu nos anos 1950, do segundo governo de Getúlio Vargas até o Regime Militar, com especial ênfase na gestão de Juscelino Kubitschek.

Valendo-se de políticas econômicas desenvolvimentista desde a Era Vargas, na década de 1930, o Brasil desenvolveu grande parte de sua infra-estrutura em pouco tempo e alcançou elevadas taxas de crescimento econômico. Todavia, o governo muitas vezes manteve suas contas em desequilíbrio, multiplicando a dívida externa e desencadeando uma grande onda inflacionária. O modelo de transporte adotado foi o rodoviário, em detrimento de todos os demais (ferroviário, hidroviário, naval, aéreo).

Desde a década de 1970, o novo produto que impulsionou a economia de exportação foi a soja, introduzida a partir de sementes trazidas da Ásia e dos Estados Unidos. O modelo adotado para o plantio de soja foi a monocultura extensiva e mecanizada, provocando desemprego no campo e alta lucratividade para um novo setor chamado de "agro-negócio". O crescimento da cultura da soja se deu às custas da "expansão da fronteira agrícola" na direção da Amazônia, o que por sua vez vem provocando desmatamentos em larga escala. A crise da agricultura familiar e o desalojamento em massa de lavradores e o surgimento dos movimentos de sem-terra (MST, Via Campesina).

Entre 1969 e 1973, o Brasil viveu o chamado Milagre Econômico, quando um crescimento acelerado da indústria gerou empregos não-qualificados e ampliou a concentração de renda. Em paralelo, na política, o regime militar endureceu e a repressão à oposição (tanto institucional quanto revolucionária/subversiva) viveu o seu auge. A industrialização, no entanto, continuou concentrada no eixo Rio de Janeiro-São Paulo e atraiu para esta região uma imigração em massa das regiões mais pobres do país, principalmente o Nordeste.

Da Crise do Petróleo até o início dos anos 1990, o Brasil viveu um período prolongado de instabilidade monetária e de recessão, com altíssimos índices de inflação (hiperinflação) combinados com arrocho salarial, crescimento da dívida externa e crescimento pífio.

Já na década de 80, o governo brasileiro desenvolveu vários planos econômicos que visavam o controle da inflação, sem nenhum sucesso. O resultado foi o não pagamento de dívidas com credores internacionais (moratória), o que resultou em graves problemas econômicos que perdurariam por anos. Não foi por acaso que os anos 80, na economia brasileira, ganharam o apelido de "década perdida".

No governo Itamar Franco o cenário começa a mudar. Com um plano que ganhou o nome de Plano Real a economia começa a se recuperar. Pelas mãos do então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, que elegeria-se presidente nas eleições seguintes por causa disso, alija o crescimento econômico do país em nome do fortalecimento das instituições nacionais com o propósito de controlar a inflação e atrair investidores internacionais.

Reconhecendo os ganhos dessa estratégia, o governo do presidente Lula, que tanto o havia criticado quando na oposição, mantém suas linhas gerais, adaptando apenas alguns conceitos ao raciocínio esquerdista moderado do Partido dos Trabalhadores.

Indicadores macro-econômicos e financeiros

Principais indicadores

O Produto interno bruto (PIB) do Brasil (GDP) medido por Paridade de poder de compra (PPC) foi estimado em 1.616 trilhões de doláres em 2006, e em 943.6 bilhões em termos nominais. [1] Seu padrão de vida, medido no PIB per capita (PPC) era de 8.600 doláres. O Banco Mundial relatou que renda nacional bruta do país era a segunda maior da América Latina e renda per capita em termos nominais de mercado era a oitava maior, sendo US$ 644.133 bilhões [4] e US$ 3.460 [5] respectivamente, com isso, o Brasil é estabelecido como um país de classe média. Depois da desaceleração de 2002 o país se recuperou e cresceu 5.7, 2.9 e 3.7 por cento em 2004, em 2005 e em 2006, [6] mesmo que se considere estar bem abaixo do crescimento potencial do Brasil.

A moeda corrente brasileira é o real (ISO 4217: BRL; símbolo: R$). Um real é dividido em 100 centavos. O real substituiu o cruzeiro real em 1994 em uma taxa de 2.750 cruzeiros por 1 real. A taxa trocada remanesceu estável, oscilando entre 1 e 2.50 R$ por US$. As taxas de juros em 2007 situam-se em torno 13%, [7]. As taxas de inflação estão em baixos níveis também, a registrada em 2006 foi de 3.1%] e as taxas de desemprego de 9.6 por cento. [1] O Índice de desenvolvimento humano (IDH) do país foi relatado em 0.792, considerado médio, mas bem próximo do nível elevado.

Economias regionais

As disparidades e as desigualdades regionais continuam a ser um problema no Brasil. Retirando a região Nordeste, todos os estados do Brasil possuem um índice de desenvolvimento humano (IDH) superior a 0.80 (elevado), lembrado que os dados são relativos ao ano 2000. As desigualdades regionais do Brasil se dividem simplesmente em: sul rico e norte pobre. A região Sul sempre se destaca quando o assunto é qualidade de vida, os padrões da região são similares aos europeus, enquanto o nordeste possui qualidade de vida muito inferior, similar à países como Índia e África do Sul. [22]

Em nível municipal, as disparidades são maiores: Campinas em São Paulo tem um IDH similar ao da Alemanha, enquanto, Manari em Pernambuco, teria um IDH similar ao do Haiti. A maioria das unidades federais com desenvolvimento elevado (superior a 0.80) está situada na região sul. Os estados menos desenvolvidos (com desenvolvimento médio nos termos de IDH) são situados no nordeste.

Comércio exterior

Os maiores parceiros do Brasil no comércio exterior são a União Européia, os Estados Unidos da América, o Mercosul e a República Popular da China.

O Brasil é a 10° maior economia mundial, de acordo com os critérios de Produto Interno Bruto diretamente convertido a dólares estadunidenses, e está entre as 10 maiores economias mundiais em critérios de "purchasing power parity", sendo a maior da América Latina, e está na 63° posição no ranking do IDH (Índice de desenvolvimento humano).

O primeiro produto que moveu a economia do Brasil foi o açúcar, durante o período de colônia, seguindo pelo ouro na região de Minas Gerais. Já independente, um novo ciclo econômico surgiu, agora com o café. Esse momento foi fundamental para o desenvolvimento do Estado de São Paulo, que acabou por tornar-se o mais rico do país.

Apesar de ter, ao longo da década de 90, um salto qualitativo na produção de bens agrícolas, alcançando a liderança mundial em diversos insumos, com reformas comandadas pelo governo federal, a pauta de exportação brasileira foi diversificada, com uma enorme inclusão de bens de alto valor agregado como jóias, aviões, automóveis e peças de vestuário.

Atualmente o país está entre os 20 maiores exportadores do mundo, com US$ 137,6 bilhões (em 2006) vendidos entre produtos e serviços a outros países. Mas com um crescimento vegetativo de dois dígitos ao ano desde o governo Fernando Henrique, em poucos anos a expectativa é que o Brasil esteja entre as principais plataformas de exportação do mundo.

Em 2004 o Brasil começou a crescer, acompanhando a economia mundial. O governo diz que isto se deve a política adotada pelo presidente Lula, grande parte da imprensa reclama das altas taxas de juros adotadas pelo governo. No final de 2004 o PIB cresceu 5,7%, a industria cresceu na faixa de 8% e as exportações superaram todas as expectativas.

O Brasil é visto pelo mundo como um país com muito potencial assim como a Índia, Rússia e China. A política externa adotada pelo Brasil prioriza a aliança entre países sub-desenvolvidos para negociar com os países ricos. O Brasil, assim como a Argentina e a Venezuela vêm mantendo o projeto da ALCA em discussão, apesar das pressões dos EUA. Existem também iniciativas de integração na América do Sul, cooperação na economia e nas áreas sociais.

Setores

No Brasil, o setor primário (agricultura, exploração mineral e vegetal) ainda é muito importante, mas se observa um lento crescimento proporcional do setor secundário (indústria) em relação aos demais. Cabe observar, no entanto, que a desvalorização da moeda nacional, ocorrida em 1999, estimulou bastante as exportações e, consequentemente, o setor agrícola.

Mercado financeiro

Na base do sistema financeiro basileiro está o Conselho Monetário Nacional, que é controlado pelo governo federal. O mais importante agente é o Banco Central do Brasil, que define a taxa de juros e pode influenciar o câmbio por ações de open market. A principal bolsa de valores do Brasil é a Bovespa que movimenta títulos e outros papéis das 316 empresas brasileiras de capital aberto. O maior banco do Brasil é o do governo federal Banco do Brasil. O maior banco privado é o Bradesco.

Economia por região

Centro-Oeste

Baseia-se principalmente na agroindústria.

Nordeste

Baseia-se normalmente em indústrias, petróleo e agronegócio. Políticas de incentivos fiscais levaram várias indústrias para a região. O turismo é bastante forte.

Norte

Baseia-se principalmente em extrativismo vegetal e mineral. Merece destaque também a Zona Franca de Manaus, pólo industrial.

Sudeste

Possui parque industrial diversificado e sofisticado com comércio e serviços bem desenvolvidos. Destacam-se as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte como os principais centros econômicos do Brasil.

Sul

A maior parte das riquezas provém do setor de serviços, mas possui também indústria e agropecuária bem desenvolvidas. Destacam-se as regiões metropolitanas de Curitiba e Porto Alegre.

Parceiros comerciais

Principais importadores de mercadorias brasileiras

Principais exportadores de produtos para o Brasil

Bancarios de todo o País vão entrar em greve geral a partir desta terça-feira (27) em defesa de reajuste salarial médio de 12,5%.

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Bancários de todo país vão entrar em greve geral a partir desta terça-feira (27) em defesa de reajuste salarial médio de 12,5% e mais uma série de reivindicações, como o cumprimento da jornada de seis horas e ampliação do sistema de segurança nas agências.

A paralisação, por tempo indeterminado, ocorre em todo território brasileiro.

Na última sexta-feira (23) aconteceu uma rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), mas sem acordo.

Segundo o Sindicato dos Empregados de Estabelecimento Bancários deSão Paulo e região, os bancos recusaram todas as reivindicações da categoria em relação à segurança, saúde, melhores condições de trabalho, mais contratações, fim do assédio moral e do martírio das metas.


Repasse proporcional

Milano Cardoso Cavalcante , secretario de comunicação do Seeb, adianta que não há previsão para a duração da greve. "Em 2006, a paralisação durou 24h. Ano passado, 15 dias. Queremos apenas o reconhecimento desse setor, que no primeiro semestre deste ano foi o que mais lucrou, passando o Petróleo e Gás", comenta Cavalcante.

A proposta apresentada pela Fenaban no dia 20 de setembro, de apenas 7,8% de reajuste, ou seja, somente 0,37% acima da inflação do período, foi rejeitada pelos 200 bancários presentes na assembléia.

O percentual proposto pelos bancos está longe dos 12,8% reivindicados pelos bancários e não é proporcional aos 27 bilhões de lucros no primeiro semestre, obtidos pelas instituições financeiras.

A nova assembléia para avaliar a proposta dos bancos será nesta segunda-feira, dia 26 de setembro, às 18 horas, novamente no Clube 12, Avenida Hercílio Luz, 626, Centro de Florianópolis. Se não houver proposta, a assembléia servirá para organizar a categoria para a greve.


Principais reivindicações dos bancários:

Remuneração

- Reajuste de 12,8%
- PLR
- Plano de Cargos e Salários em todos os bancos.
- Vale-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio creche/babá iguais ao
salário mínimo (R$ 545).
- Auxílio-educação para todos os bancários.
- Previdência complementar para todos os bancários.

Emprego

- Contratação de mais bancários;
- Fim das terceirizações.
- Ampliação do horário de atendimento para das 9h às 17h com dois turnos de
trabalho;
- Tempo de até 15 minutos de espera nas filas nos dias normais;
- Proteção contra a dispensa imotivada, combatendo a rotatividade

Igualdade de oportunidades

- Igualdade na contratação, remuneração e ascensão profissional.
- Realização de um novo censo para avaliar os resultados dos programas
implantados pelos bancos para combater a discriminação.
- Prorrogação automática da licença-maternidade de quatro para seis meses, sem
necessidade de solicitação por parte da bancária.
- Condições de acessibilidade nas agências tanto para bancários como para
clientes com deficiências.

Saúde do trabalhador

- Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral.
- Participação dos trabalhadores na fixação das metas, que devem levar em
consideração o tamanho, a localização e o perfil econômico das dependências, e
não podem ser individuais.
- Fim da divulgação de rankings individuais sobre cumprimentos de metas.
- Suspensão do trabalho em espaços físicos em reforma.
- Manutenção do salário e demais direitos no período de afastamento por
problemas de saúde.

Segurança bancária

- Assistência médica e psicológica às vítimas de assaltos, sequestros e
extorsões.
- Emissão da CAT para quem esteve no local de assaltos e sequestros.
- Fechamento das agências após assaltos, consumados ou não.
- Porta de segurança, câmeras com monitoramento em tempo real e vidros blindados
em todas as agências e postos.
- Biombos entre a fila de espera e os caixas e divisórias individualizadas entre
os caixas internos e os eletrônicos para combater "saidinha de banco".
- Proibição ao transporte de valores e à guarda das chaves das unidades pelos
bancários.

Se começou a investir, este é o momento ideal para aprender e nós ensinamos economicamente.

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Hoje eu mesmo, Gilmar Andrade, fundador e diretor do site Economia Nacional e Mundial venho relatar e explicar de modo facil e de linguajar fácil sobre o mercado financeiro após o susto do início de agosto, com a crise americana e europeia.

Venho explicar uma análise do que vai acontecer a curto prazo, e como o Brasil vai passar pela turbulência.

Economia Nacional e Mundial: No início de agosto, as Bolsas de todo o mundo sofreram grandes quedas.

Quais são as expectativas agora? Elas devem voltar a subir? Qual a avaliação do cenário a curto prazo?

Gilmar Andrade: O cenário é de grande volatilidade, no entanto, quem está disposto a investir visando o longo prazo pode começar a ir às compras aos poucos, nunca tentando adivinhar o "fundo do poço".

Muitos papéis de empresas sólidas já estão sendo negociados a preços atrativos, mas não podemos esquecer que em momentos de crise prevalece a irracionalidade no mercado. Já está barato, sim, mas ainda pode ficar mais.

Perguntas do Site: Por que a Bovespa apresentava quedas mais acentuadas que o índice Dow Jones ou o Nasdaq?

Gilmar Andrade: Nossa bolsa ainda depende muito do capital estrangeiro. Quando vivemos momentos de incerteza, como agora, os investidores estrangeiros necessitam do capital investido aqui e em outras economias emergentes para honrarem seus compromissos lá fora. Mesmo que não estejamos no epicentro do furacão, acabamos sofrendo mais que os países desenvolvidos diante de cenários desfavoráveis.

É por isso que papéis ligados ao consumo interno são boas opções nestas horas, já que dependem muito menos do cenário internacional. Como exemplo, podemos citar as empresas de energia elétrica, que em momentos de crise não têm sua demanda afetada consideravelmente, pois não deixamos de acender as luzes de casa diante de momentos adversos.

Perguntas do Site: A Bovespa acumula prejuízo de mais de 20% em 2011. Com as ações em baixa, é o momento de comprar?

Gilmar Andrade: Enxergamos este momento como uma grande oportunidade. Os investidores que estão bem assessorados e têm uma estratégia definida podem aproveitar momentos como este para fazer grandes negócios. Quando a tempestade passa vem a bonança.

Perguntas do Site: Sobre a crise nos EUA e na Europa. O Brasil é o 4º maior detentor de títulos do Tesouro americano, com US$217 bilhões. É viável continuar comprando títulos dos EUA? O risco de calote foi afastado por enquanto, mas existem outros riscos para o Brasil?

Gilmar Andrade: Quanto à possibilidade de calote por parte dos EUA, a chance é remota e o mercado não cogita esta possibilidade. Porém, neste momento a atenção dos investidores está voltada a crise fiscal na Zona do Euro. Este fato repercute diretamente no Brasil e no resto do mundo.

Perguntas do Site: Com a crise internacional, a possibilidade dos países emergentes se desenvolverem é maior ou eles não conseguirão se proteger?

Gilmar Andrade: Em momentos de crise internacional, com a economia globalizada, não conseguimos estar imunes, pois muitos de nossos parceiros comerciais vivem situações preocupantes e, consequentemente, alguns negócios são prejudicados. No entanto, aqueles que estão mais bem preparados, como é o caso do Brasil, com uma boa reserva internacional e a economia interna aquecida, tendem a sair destes momentos muito mais fortes do que eram anteriormente.

Perguntas do Site: O Ministro Guido Mantega afirmou que por causa da recessão global será necessário estimular a economia, para isso, a reação deverá ser mais monetária (redução dos juros) do que fiscal (expansão do gasto). Qual a avaliação do senhor sobre essa posição?

Gilmar Andrade: É comum nestas horas o governo optar por uma política monetária expansionista, que consiste na redução das taxas de juros e o conseqüente aumento de circulação de moeda na economia.

Esta medida estimula o investimento no setor privado. Além disso, nossa taxa de juros ainda tem muito espaço para cair, estamos ainda destoando em relação ao resto do mundo. É difícil investir no setor produtivo enquanto é possível remunerar o capital no mercado financeiro a uma taxa de 12,5% ao ano.

Perguntas do Site: E em Santa Catarina? Como a crise tem influenciado empresas catarinenses com ações na Bolsa? O senhor poderia dar exemplos?

Gilmar Andrade: A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) tem manifestado grande preocupação quanto à desindustrialização, por conta, sobretudo da valorização do Real. Esse status favorece a importação de produtos. As empresas catarinenses voltadas à exportação são as que mais têm sofrido.

Perguntas do Site: Para quem não quer arriscar, quais são as outras opções de investimentos? É aconselhável investir no Tesouro Direto, por exemplo?

Gilmar Andrade: Temos excelentes alternativas no Brasil devido a nossa taxa básica de juros, hoje em 12,5% a.a.. Portanto para investidores com um perfil mais conservador, ou aqueles que continuam a espera de uma melhora no cenário externo, existem alternativas muito atrativas, como as aplicações via Tesouro Direto, onde é possível aplicar em títulos públicos a partir de 100,00 reais.

Os investimentos têm como finalidade captar recursos para financiar a dívida pública e outras atividades do governo. É um investimento seguro com boa rentabilidade. Além dos títulos do governo existem outras aplicações no mercado de Renda Fixa que podem ser uma boa opção para diversificar a carteira, como as Letras de Crédito Imobiliário e Agrícola, Debêntures, CRIs. São aplicações que envolvem mais risco, mas geralmente apresentam melhor rentabilidade.


Perguntas do Site: Os investimentos Private Equity estão batendo recordes no Brasil. Eles são uma opção para a pessoa física? Como funcionam?

Gilmar Andrade: Os investimentos em Fundos de Private Equity são uma boa opção para quem quer apostar em empresas promissoras de capital fechado, ou seja, que não têm papéis negociados em bolsas de valores e principalmente aqueles que não têm pressa para colher os rendimentos. É importante ficar atento no tamanho da aplicação inicial neste tipo de investimento, que geralmente costuma ser alta.


Perguntas do Site: Quem está começando no mercado, como se preparar para começar a investir na Bolsa de Valores?

Gilmar Andrade: O investimento inicial deve ser em educação financeira. Quem está começando a investir deve aproveitar o momento atual para aprender muito. Entender o funcionamento do mercado antes de começar a atuar. Procurar cursos, simuladores e estar sempre atento aos acontecimentos ao redor do mundo.

Portal Economia SC: Qual a relevância em ter um apoio técnico, um consultor financeiro neste momento?

Gilmar Andrade: Recorrer ao auxílio de um profissional é importante não só em momentos de crise. Aqueles que estão bem assessorados transformam estes momentos em grandes oportunidades. O mais importante é que investidor entenda a relevância de planejar seu futuro financeiro e também a necessidade de cuidar do patrimônio que já adquiriu.

O papel do consultor é minimizar os riscos e maximizar os ganhos, diversificando a carteira dos clientes, de modo que as aplicações estejam sempre de acordo com o perfil de cada investidor.

Depois de toda esta entrevista sobre economia, gostaria de indicar aos interessados em fazer um Planejamento Financeiro!

O Planejamento Financeiro é o grande aliado da construção de grandes fortunas e quem entender a sua importância vai estar sempre à frente.

Nunca é tarde para começar a planejar as finanças. Tomo a liberdade de citar uma frase do grande investidor Warren Buffet que mostra a essência do Planejamento Financeiro: "Se alguém está sentado na sombra hoje, é porque alguém plantou uma árvore há muito tempo".

A greve dos funcionários dos Correios dura mais de 10 dias e consumidor começa a ter prejuizos financeiros.

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A greve dos funcionários dos Correios, iniciada há mais de dez dias, pode ocasionar atrasos nas entregas de boletos e contas de água, luz e telefone.

Para evitar transtornos e a cobrança de multas por atrasos, os consumidores devem solicitar outra forma de pagamento antes da data do vencimento da conta.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) recomenda o contato com a empresa credora para solicitar a emissão de segunda via do boleto por meio de fax, e-mail, ou pelo site da empresa.

Também pode ser solicitada a prorrogação do vencimento, para evitar a cobrança de juros e multas ou a suspensão na prestação de serviços.

“Se o consumidor entra em contato com a empresa e ela não fornece meios alternativos de pagamento, ela não vai poder cobrar esse boleto depois com encargos”, explica Flávio Siqueira Jr., advogado do Idec.

Segundo o instituto, o fornecimento de segunda via de boleto é um direito do consumidor e não pode ser cobrado.

No entanto, o consumidor não deve esperar o vencimento da conta e, depois, justificar a falta de pagamento com base na ocorrência de greve.

Se a conta emitida pela empresa chegar junto com a segunda via solicitada, somente a segunda via deve ser paga, porque a primeira já terá sido cancelada.

E se após o contato por parte do consumidor, a empresa não disponibilizar nenhuma outra forma de pagamento e ele receber a conta com a cobrança de encargos, os valores poderão ser questionados.

“O ideal é, primeiro, tentar resolver com a empresa. Se não der certo, deve procurar o Procon da sua cidade”, diz o advogado.

Quem teve prejuízos com atrasos de serviços de entrega, como o Sedex, por exemplo, também pode reclamar a algum órgão de defesa do consumidor, podendo exigir, inclusive, indenização para ressarcimento do prejuízo moral ou financeiro.

“Nesse caso, o consumidor tem um contrato de consumo com os Correios. Qualquer dano que decorrer do atraso da entrega de algum produto e o consumidor tiver um prejuízo, ele pode pleitear inclusive perdas morais”, explica Siqueira.

De acordo com os Correios, desde o início da greve, a média de atraso nas entregas chega a 35% das correspondências e encomendas. Todos os dias, os Correios entregam 35 milhões de objetos.

Os serviços de Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta foram suspensos, já que eles funcionam com horários marcados para a entrega.

Para quem precisa enviar encomendas ou correspondência com urgência, durante o período de paralisação dos Correios, a recomendação do Idec é procurar por serviços de entrega alternativos ou privados.

Absolvição de Roriz revela a grande distância entre a sociedade e a classe política.

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A recente absolvição de Jaqueline Roriz pelo plenário da Câmara dos Deputados indignou a opinião pública brasileira.

A deputada se livrou do processo que pedia a cassação de seu mandato, após a revelação de um vídeo em que Jaqueline aparecia recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM.

A decisão dos deputados mais uma vez colocou a questão da falta de ética no centro do debate.

Qual é o reflexo dessa decisão na sociedade? Á classe política brasileira se distancia cada vez mais dos eleitores? Qual é o papel do indivíduo na defesa de seu interesse?

O Economia Nacional e Mundial entrou em contato com Paulo Kramer, cientista político, que falou sobre corrupção, ética e o que chama de “as duas heranças malditas do governo Lula”.

Economia Nacional e Mundial: Como você analisa a decisão do plenário em absolver a deputada Jaqueline Roriz?

Paulo Kramer: A grande diferença de votos que a absolveu simboliza a magnitude da distância que existe entre a sociedade e a classe política no Brasil.

O país está avançando, está se modernizando em várias áreas, temos 90 milhões de novos membros da classe média, tentamos tirar o atraso em áreas tecnológicas, somos uma potência do agronegócio e mesmo assim, infelizmente, a nossa classe política e o nosso sistema eleitoral e partidário estão completamente obsoletos.

O que causa indignação social é tratado com deboche pelos políticos. Enquanto não houver uma reforma política que modernize o sistema, nós não vamos avançar.

O dilema da reforma é que quem as faz são os próprios políticos, que se beneficiam dos vícios atuais dos sistemas partidário e eleitoral.

Economia Nacional e Mundial: Qual é o efeito da impunidade sobre a população? Parece que no Brasil o crime compensa…

Kramer: O presidente Lula deixou duas heranças malditas. Ele não teve coragem de usar a grande popularidade que tinha para fazer reformas estruturais básicas, como a tributária, trabalhista, sindical e previdenciária, das quais o Brasil tanto precisa pra modernizar as instituições e reduzir o Custo Brasil.

A outra herança maldita é a desfaçatez que ele demonstrou diante do mal feito e da corrupção, passando a mão sobre a cabeça de seus amigos mensaleiros. Tudo isso mandou sinais muito ruins para o sistema ético da sociedade.

Lula, pela sua atitude, pelo deboche com que tratou a questão da ética, acendeu um sinal verde para todo tipo de malfeitoria que os políticos podem fazer contra a sociedade. Infelizmente vivemos as frequências dessa herança.

A sujeira que Lula deixou é tanta, que não vai ser uma faxina comum que vai limpar. Vai demorar muito tempo.

Economia Nacional e Mundial: O que a população pode fazer para combater a corrupção?

Kramer: A sociedade deve usar as redes sociais, um novo instrumento de mobilização da vontade coletiva, para consolidar as indignações comuns como um dado universal.

As pessoas precisam estabelecer ligações entre as malfeitorias políticas e a educação precária, a saúde ineficiente, toda a decadência das áreas sociais.

Precisamos acordar e perceber que a roubalheira de dinheiro público no Brasil não é como em outros países, onde isso é tratado como um acidente. Aqui a corrupção é constitutiva do sistema político.