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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Soluções de um franqueado que virou franqueador, um pasteleiro que se tornou consultor e um "nerd" que foi surpreendido – e depois ajudado.

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O empresário Mário Kaphan lembra-se de ter ficado “surpreso e emocionado” ao entrar no prédio da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo para visitar um amigo, em meados de 1994.

Dono da empresa líder em softwares para comunicação de dados, que tinha 47% do mercado na época, ele viu ali uma tela de computador que conseguia transportá-lo para os corredores do Museu do Louvre.

Naquele instante, frente a frente com uma novidade chamada “internet”, Kaphan percebeu que o futuro seria cheio de possibilidades – mas que seu negócio tinha acabado de virar parte do passado.

A empresa vendia “algo equivalente ao browser de hoje”, explica, referindo-se à janela virtual que é aberta quando você acessa a rede. Tornada obsoleta pela própria internet, não demorou para que a Humana Informativa passasse a ser inviável.

Mas o empresário decidiu tentar novamente e fundar outro negócio.

Criou a Vagas, voltada para a parte tecnológica do recrutamento de funcionários – um processo que acabaria turbinado pela própria internet, algoz do empreendimento anterior.

A empresa deve terminar o ano com 130 empregados, faturamento de R$ 19,5 milhões – e acaba de ocupar um novo andar num prédio do centro empresarial do Brooklin, área nobre da capital paulista.

Kaphan faz parte de uma classe de empresários que usou o aprendizado de um negócio fracassado em outro posterior, no qual acabou sendo bem sucedido. De acordo com uma pesquisa do SEBRAE-SP, entre os donos de empresas que fecharam as portas nos últimos anos na capital paulista, 16% tornaram-se novamente empresários.

“Quando a gente abre o primeiro negócio, é comum termos características perigosas, como pressa ou falta de planejamento”, explica Reinaldo Messias, consultor do SEBRAE-SP. “A chance de acertar no segundo é maior”, diz.

O especialista acredita que seguir na mesma área de atuação – como fez Kaphan, permanecendo no campo da tecnologia da informação – é uma boa ideia. “Tem gente que fica mudando de ramo, pensando ‘o que será que está dando dinheiro agora?’”, diz.

“Mas, se você pode levar a experiência da primeira tentativa, fica mais fácil – não precisa ser o mesmo tipo de negócio, mas o mesmo ramo de atividade”, diz. Foi também o que fez o próprio consultor do SEBRAE, quando viu que sua pastelaria estava fritando suas economias pessoais.

No início dos anos 1980, Messias decidiu apostar num produto que considerava revolucionário: os primeiros pastéis de frango com Catupiry da capital paulista. “Abri uma pastelaria na Penha, onde todo mundo estava acostumado a comer pastel de carne, queijo e palmito”, diz. “É muito difícil mudar os hábitos das pessoas”.

Mas, além de esbarrar na questão cultural, houve um sério erro de planejamento.

O aluguel era muito caro, para um comércio que vendia um produto tão barato. “Tinha de vender muitos pasteis só pra pagar o aluguel. Percebi que o local ideial para se ter uma pastelaria é um trailer”, diz. Esse ponto – o planejamento financeiro – é outro no qual um negócio fracassado pode ajudar uma tentativa seguinte a dar certo.

“A própria experiência do primeiro negócio é um planejamento para o segundo – e as pessoas quebram, principalmente, por falta de planejamento”, diz. Segundo o SEBRAE-SP, entre as empresas que chegam vivas ao quinto ano, 73% haviam planejado antes de abrir as portas, e 52% não.

Assim, após dois anos acumulando dívidas, Messias decidiu fechar a pastelaria e abrir um novo negócio, no qual poderia aproveitar a experiência do primeiro. Criou uma consultoria para o setor de serviços – e foi bem-sucedido.


Tempo para sacudir a poeira


Detectar rapidamente que um negócio está condenado é um fator importante. Quanto antes for decretado o fechamento das portas, menos dívidas serão acumuladas, explica o consultor do SEBREAE-SP. Mas, pisar no acelerador e “emendar” o segundo negócio no primeiro, é uma questão mais complexa.

No caso de Kaphan, que passou a se definir como "um nerd mais maduro", funcionou. Ao perceber que a Humana Informática não teria futuro, ele começou a planejar a próxima empreitada já nas salas da empresa antiga.

Após três meses de “brainstorm”, o novo negócio estava quase pronto para nascer – inclusive com o aproveitamento de pessoas da equipe. Para não deixar que o passivo da primeira empresa atrapalhasse o investimento na segunda, ele manteve a Humana formalmente aberta e fez um plano para equacionar as dívidas, numa espécie de parcelamento – a empresa existe, no papel, até hoje.

Hipólito: após decepção com Subway, "intervalo" como empregado custeou novo empreendimento

Já o empresário Artur Hipólito não pode fazer o mesmo. Após apostar na chegada da rede de alimentação Subway ao Brasil, em 1995, ele quebrou e precisou voltar a ser funcionário de carteira assinada – ainda que temporariamente.

“Foram três anos de investimento e dedicação a um projeto que vimos naufragar da noite para o dia. Os recursos se esvaíram, pois arcamos com o prejuízo dos valores investidos e com o fechamento da empresa”, conta. “Voltei para o mercado de trabalho e ingressei na área comercial do Grupo Wizard”, lembra o empresário.

Após reerguer as finanças, Artur e a esposa Léa decidiram tentar outra vez. Fizeram, também, a opção de continuar numa área na qual tinham acumulado experiência: a de franquias. Abriu – e passou a franquear – uma marca voltada ao reforço escolar, chamada Tutores. Deu certo. Em pouco tempo, o negócio se transformou em uma rede de microfranquias – que, em 2009, fez nascer o Grupo Zaion, que já conta com 500 franqueados no Brasil.

Ao passar de franqueado para franqueador, o empresário levou experiências importantes do primeiro para o segundo negócio. “Aprendi, com a primeira e triste experiência no franchising, que precisamos ter muita atenção com nossos franqueados, pois o sucesso deles será o sucesso da nossa operação”, conta.


Churchill explica

Nos EUA, principalmente entre os empreendedores digitais do Vale do Silício, tem força a ideia de que não se deve lamentar – ou condenar o empresário – em caso de fracasso, e sim tirar proveito da situação.

Vários exemplos de sucesso, por lá, surgiram após tentativas malsucedidas – como o Lisa, computador da Apple, lançado em 1983, que naufragou rapidamente, mas foi o antecessor do Macintosh.

Não a toa, foi uma americana, chamada Cass Phillips, a criadora do FailCon, uma conferência inteira para discutir a importância de fracassar nos negócios. A edição deste ano acontece no próximo dia 24. Também foi numa faculdade americana, a de Harvard, que J. K. Rowling, autora da série Harry Potter, fez um emblemático discurso sobre os benefícios do fracasso.

Mas, quando o assunto é esse, talvez nenhum nome seja mais lembrado que o do legendário político e escritor inglês Winston Churchill. No começo de sua trajetória, ele foi apontado como o principal responsável pelo fracasso do exército inglês na Campanha dos Dardanelos. Depois, é quase desnecessário dizer, teve papel fundamental na vitória aliada sobre os nazistas, durante a Segunda Guerra.

Diversas frases são infinitamente citadas como se fossem de Churchill na internet – “o sucesso não é o final, o fracasso não é fatal: o que conta é a coragem para continuar”, ou “sucesso é ir de fracasso em fracasso sem nunca perder o entusiasmo”.

Elas nunca foram ditas por ele, segundo informa a Fundação Winston Churchill ao Economia Nacional e Mundial. Mas a experiência pessoal fez, sim, com que Chirchill eternizasse algumas palavras sobre derrotas e vitórias – que, com certeza, cabem ao mundo dos negócios. Um exemplo? ”Ninguém pode garantir o sucesso na guerra, mas apenas merecê-lo”.


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dilma diz que equilíbrio fiscal brasileiro é possível em encerramento de fórum em Bruxelas.

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No encerramento do Fórum Empresarial Brasil-União Europeia, em Bruxelas, na Bélgica, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o equilíbrio macroeconômico e fiscal não é incompatível com o “desenvolvimento humano” e a geração de emprego e oportunidades.

O evento terminou nessa terça-feira, 4, e reuniu os presidentes do Conselho Europeu, Herman van Roumpuy, e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, além de empresários europeus e brasileiros.

Dilma afirmou ainda que o Brasil trilhou o “caminho correto” para enfrentar a atual crise a adotar como “ingrediente central” a inclusão social que possibilitou a ascensão de 40 milhões de pessoas à classe média, como “consumidores, produtores, empresários”.

“O país, hoje, reúne as condições para um longo período de expansão”, disse.

Sobre o sistema financeiro, Dilma afirmou que um “marco regulador adequado” protegeu os bancos públicos e privados brasileiros de ativos tóxicos.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sindicalistas afirmam que greve não tem previsão de término e saiba como usufruir de seus direitos.

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Não houve acordo e a greve dos bancários deve continuar nesta terça-feira (4), dizem os representantes dos trabalhadores. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), ficaram fechadas nesta segunda-feira (3) 7.900 agências.

O balanço foi divulgado após reunião do Comando Nacional dos Bancários, quando foi aprovada a orientação para que os sindicatos regionais se mobilizem para ampliar o movimento.

A federação dos bancos, que representa as empresas, não está fazendo avaliação da adesão ao movimento.

Segundo a Contraf, desde o início da greve, na terça-feira da semana passada (27), a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) não apresentou nova proposta além da que prevê reajuste salarial de 8%, rejeitada pela categoria.

Os bancários argumentam que o percentual é baixo e significa apenas 0,56% de aumento real.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8%, um aumento de 5% sobre a inflação.

A categoria também quer maior participação nos lucros e resultados e elevação do piso salarial.

“O salario inicial dos bancários brasileiros é menor que o piso dos trabalhadores argentinos e uruguaios.

Isso é um absurdo, uma vez que os bancos brasileiros estão entre os maiores e mais lucrativos do continente”, reclamou o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro.


Filas em casas lotéricas e caixas eletrônicos.

A greve dos bancários, que completa uma semana nesta terça-feira (4), aumentou a procura pelas casas lotéricas e pelos caixas eletrônicos --alternativas para o pagamento de contas de telefone, água e luz, por exemplo.

Em Brasília, clientes de bancos reclamam das filas que têm de enfrentar para quitar as contas.

“Quando cheguei à lotérica enfrentei uma fila grande e na hora de pagar não consegui, pois não tinha a fatura, pensei que sem a fatura conseguiria pagar só com o cartão de crédito.

Espero que os bancos resolvam terminar a greve o mais rápido possível”, disse o aposentado Osmar Bezerra.

Para ele, a greve é prejudicial à população. “Não consigo pagar todas as minhas contas porque na lotérica só é permitido pagar até R$ 800 e por isso vou pagar multas. Isso é um absurdo, a sociedade é que sofre mesmo com essas greves”, acrescentou.

O contador aposentado Sebastião do Vale reclamou do fato de todo ano ter greve dos bancários. “Já esperava greve esse ano, isso virou rotina. A greve só prejudica a população.”

Os bancários reivindicam reajuste de 12,8%. Esse percentual representa, de acordo com a categoria, 5% de aumento real mais a inflação do período.

Além disso, os trabalhadores querem valorização do piso, maior participação nos lucros e resultados (PLR), abertura de contratações, fim da rotatividade, combate ao assédio moral, extinção de metas que consideram abusivas, mais segurança, igualdade de oportunidades e melhoria do atendimento aos clientes.


Brasil Foods se associou a um grupo argentino e passou a deter participação acionária na Avex.

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Empresa passa a controlar Grupo Dánica e deter participação na Avex. Negócio também prevê a incorporação das atividades da Sadia Argentina.

A Brasil Foods se associou a um grupo argentino e passou a deter participação acionária na Avex, uma das principais produtoras e exportadoras de frango da Argentina, além de adquirir o controle do Grupo Dánica.

O negócio, avaliado em cerca de US$ 150 milhões, também prevê a incorporação das atividades da Sadia Argentina, segundo comunicado divulgado pela empresa nesta segunda-feira (3).

O grupo argentino é liderado pela família Miguens.

O Grupo Dánica, formado pelas empresas Flora Dánica, Flora San Luis e GB Dan, opera no mercado de consumo de massa com uma linha de produtos que engloba margarinas, maioneses e molhos, entre outros.

De acordo com a nota da BRF, o plano de investimentos prevê o aumento da capacidade de produção da Avex e da Dánica.

O objetivo é ampliar a presença de ambas as empresas no mercado local, além de incrementar seu potencial de exportações.

Para alcançar esses objetivos, também está previsto o aumento da capacidade de distribuição.

“Essa decisão representa uma oportunidade única para cooperar, somar esforços e criar uma grande base exportadora de alimentos na Argentina”, afirmou, em nota, o presidente da BRF, José Antonio Fay.

A expectativa da empresa é que o incremento da produção amplie o número de empregos diretos e indiretos gerados pelas duas companhias.

Atualmente, a Avex e a Dánica contam com cerca de 1.100 funcionários no total.

“Todos sabemos que a demanda global de alimentos seguirá crescendo e que a América Latina tem vantagens competitivas cruciais para atendê-la.

Integrar plataformas de produção e exportação é o nosso desafio”, afirmou Fay.

Banco Central intervêm e dólar ainda continua em alta.

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Depois de fechar setembro com valorização de 18%, o dólar comercial voltou a subir no primeiro pregão de outubro, engatando a quarta alta seguida, num dia em que o Banco Central (BC) ofereceu contratos de swap cambial para frear a valorização da moeda.

Depois de um pregão de extrema volatilidade, a moeda norte-americana fechou vendida a R$ 1,892 nesta segunda-feira (3), alta de 0,56%.

No acumulado do ano, a divisa dos EUA tem alta de 13,57%.


Swap cambial

O dólar chegou a cair ante o real nesta segunda, após o Banco Central (BC) anunciar um leilão de swap cambial (que equivale a uma venda de dólares no mercado futuro), contendo assim o ímpeto da moeda norte-americana.

Mas, pouco antes do fechamento, já subia novamente.

Mais cedo, o BC ofereceu até 106.975 contratos em quatro vencimentos diferentes.

Tal operação equivale a uma oferta de US$ 5,348 bilhões.

Dos 106.975 contratos ofertados, 34.150 foram tomados. Com isso, a operação movimentou US$ 1,695 bilhão.

A operação teve forte impacto na formação de preço do câmbio.

O dólar, que avançou cerca de 2%, rapidamente zerou os ganhos, com a cotação à vista passando para o terreno negativo.

Mas, após o anúncio do resultado, os preços voltaram a subir.

Há dez dias, o BC voltou a ofertar esses swaps tentando conter a volatilidade extremada do mercado de câmbio.

Essas operações não ocorriam desde meados de 2009 e denotam uma reversão na estratégia do BC, que até então vinha comprando dólares no mercado à vista e no futuro (via swap cambial reverso).


domingo, 2 de outubro de 2011

Veja porque brasileiro gasta tanto para comer fora de casa.

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Fomos às ruas para descobrir por que comer fora ficou mais caro e realizou a blitz do prato feito.

Nas grandes cidades a cena se repete. “É difícil por causa do horário. Você tem que acordar cedo, correr, embarcar em um trem, ônibus ou metrô”, comenta a locutora Sandra de Jesus.

Com uma rotina dessas, a única alternativa é comer fora de casa. “Absoluta falta de tempo, não por outro motivo”, disse o marceneiro Arivaldo Soares da Silva.

“Todas as refeições do dia eu faço fora de casa”, contou o adovogado Antônio Fonseca Hotmann.

Mas comer na rua está cada vez mais caro. Esta semana, o IBGE divulgou o IPCA-15, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Nos últimos doze meses, sair de casa para comer subiu em média 11%. É o índice mais alto dos últimos três anos.

“Não é só por conta dos alimentos. Outros fatores também vêm contribuindo para que isso aconteça. Fazer uma manutenção no restaurante, um conserto: isso também implica em aumento de preços”, explica Eulina Nunes, coordenadora de índices de preços do IBGE.

Qual foi a cidade do Brasil onde o preço subiu mais nos últimos 12 meses? A capital Curitiba foi a campeã. Lá, comer fora de casa está 16,24% mais caro. Em seguida, vem Fortaleza (12,93%), Recife (12,92%), Salvador (11,97%) e Porto Alegre (11,97%).

São Paulo ficou em nono lugar (10,02%), abaixo da média nacional. “Os comerciantes aumentam com mais frequência, o que não acontece nas cidades menores”, acrescenta Eulina Nunes, coordenadora de índices de preços do IBGE.

Com esse aumento, o Fantástico resolveu fazer o teste do prato feito para saber: quanto o brasileiro está gastando para comer fora de casa? Visitamos restaurantes de algumas cidades e escolhemos um prato tipicamente brasileiro: o prato feito, o popular “PF”: arroz, feijão, carne e uma salada.

Às vezes, os ingredientes podem mudar um pouquinho. Vale satisfazer o cliente.

Um macarrão, uma batata-frita e como não incluir o ovo? Cada região dá o seu toque no cardápio.

Nossa blitz do prato feito começa em Salvador. Lá o preço variou.

A equipe de reportagem do Fantástico encontrou prato feito de R$ 5,50 até R$ 8.

Para o consumidor, “a maior dificuldade é aliar a qualidade e sabor com o preço”, aponta um jovem.

Depois fomos até Recife, onde tem prato feito de R$ 9,50, mas também tem PF que custa R$ 6.

“Chega no final do mês já vai se embora a metade do salário”, diz a professora Rosária de Abreu.

“Se a gente for falar, um quilo de peixe é R$ 8,90. A gente come uma fatia de peixe, uma posta de peixe, e gasta R$ 9,50. Realmente, se torna caro se for pensar na economia”, conta a educadora Raquel Ramos do Nascimento.

Em Fortaleza, tem PF de R$ 5, mas também tem os que custam mais que o dobro: R$ 12.

No Sul do país, fomos para Curitiba, a cidade que teve o maior índice pela pesquisa do IBGE. O preço do prato feito variou de R$ 5,50 até R$ 13. Depois, chegamos até Porto Alegre, onde encontramos pratos de R$ 9 a R$ 12.

“Tive que aumentar. Eu aumentei 7%, porque realmente eu já não tinha mais para que lado correr”, justifica a dona de restaurante Valéria Bica Calderan.

Seguimos para a maior cidade do país. Mesmo ficando em nono lugar no ranking do IBGE, é em São Paulo que se gasta mais para comer fora de casa.

Na cidade do Brasil com o maior número de restaurantes, andar um pouco mais e pesquisar ainda são as melhores maneiras para pagar menos pela comida.

Em um restaurante, por exemplo, são oferecidos 27 tipos de pratos feitos que custam de R$ 13 a R$ 38.

Mas o que prato de R$ 38 tem de tão especial? “Tem picanha maturada, arroz à grega, feijão, fritas e uma salada de agrião”, afirma um funcionário do local.

Para quem mora na cidade que nunca para, difícil é evitar comer fora de casa.

IPI será isento para Montadoras de carros com fábricas no Brasil.

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O aumento de IPI (Imposto Sobre Produto Industrializado) sobre carros importados não será revogado pelo governo federal, mas as montadoras podem ser isentas da eleveção caso instalem unidades fabris no Brasil e se comprometam com um cronograma escalonado para atingir, no médio prazo, 65% de conteúdo local.

Assessores presidenciais disseram que já há negociações com a coreana Hyundai e a alemã BMW.

Elas vão apresentar proposta fixando o prazo em que atingiriam o percentual de conteúdo local para escaparem do aumento de 30 pontos percentuais no IPI.

Representantes da chinesa JAC Motors também estão interessados em participar das negociações e discutem uma proposta com a matriz.

Segundo um assessor, a ideia é que existam dois regimes: um para montadora sem fábrica no país, com IPI mais alto, e outro para empresas já presentes no Brasil ou em processo de instalação.

A presidente encarregou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, de comandar as negociações com as montadoras estrangeiras.

Poderio Financeiro em investimento virtual para produtos destinados aos baby's.

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Dois jovens pais norte-americanos, empreendedores desde os tempos da faculdade, resolveram apostar no Brasil para dar início ao segundo negócio próprio da dupla.

Há pouco mais de dois meses, Davis Smith, de 33 anos, e Kimball Thomas, de 32, desembarcaram no país com uma meta ambiciosa: criar a maior loja virtual do Brasil de produtos para bebês e crianças.

Os sócios - e primos - Davis Smith (à esquerda na foto) e Kimball Thomas chegaram ao Brasil há pouco mais de dois meses para fundar a empresa (Foto: Divulgação)
Os sócios - e primos - Davis Smith (à esquerda na foto) e Kimball Thomas chegaram ao Brasil há pouco mais de dois meses para fundar a empresa (Foto: Divulgação)

A escolha do Brasil teve fundamentos objetivos, mas também uma vertente emocional. “Eu morei 13 anos na América Latina. Quando tinha quatro anos, meus pais mudaram para a República Dominicana, depois fomos para Porto Rico, Equador, Peru e Bolívia.

Eu sempre tive um gosto muito grande pela América Latina, sempre quis regressar”, conta Davis Smith, que tem mestrado em Estudos Internacionais, com ênfase na América Latina, pela Universidade da Pensilvânia.

“Tenho duas filhas e queria que elas experimentassem essa experiência de morar em outro país, aprender outro idioma”, diz. “Temos muita esperança e fé no Brasil.

O Brasil é o país do futuro. Trouxe minha família para cá e estamos muito contentes de estar aqui.”

Mas os sócios também estudaram o mercado antes de tomar qualquer decisão. “Muitas países, como China e Índia, ainda não usam muito internet para fazer compras e as pessoas ainda não têm internet em casa. Aqui, muitos têm internet e fazem compras online”, fala Smith.

O projeto começou a nascer quando Smith e Thomas faziam MBA na Wharton School e em Harvard, respectivamente. “Um amigo brasileiro que estudava comigo na Wharton e cuja esposa estava grávida falou que os preços de produtos para bebês eram muito caros no Brasil. (...) As pessoas vão para Miami para fazer compras e trazer para o Brasil”, fala o empresário.

A Baby.com.br entrou no ar na tarde desta sexta-feira (30) com um sortimento inicial de 2 mil produtos, mas o objetivo é dobrar as ofertas em um mês e atingir entre 10 mil e 15 mil itens em pouco tempo.


Mesas de bilhar

Os sócios, que são primos, já tinham experiência com comércio virtual. Os dois criaram, em 2004, a PoolTables.com, empresa de mesas de bilhar que, segundo Smith, tornou-se a maior varejista do setor. No fim do ano passado, a dupla vendeu a empresa em uma aquisição estratégica, mas Smith não revela valores.

“Quando estávamos fazendo MBA, pensamos muito sobre que negócio começar de novo. Entre várias idéias, nossa favorita foi mudar para o Brasil e começar essa empresa”, revela.

Os sócios também não revelam valores para criar a Baby.com.br, dizem apenas que “foi um investimento muito grande”. Os recursos vieram, em parte, de investidores que apostaram na ideia da dupla, entre eles, Ron Conway, um dos primeiros investidores do Google.


Produtos exclusivos

Um dos objetivos da Baby.com.br é trabalhar com produtos exclusivos. “Ainda não posso citar marcas, mas estamos falando com companhias americanas, conhecemos muitos produtos que as pessoas vão para Miami para comprar e trazer para o Brasil e vamos começar a vender aqui”, fala Smith.

“Temos outra vantagem sobre as outras empresas porque temos relações diretas com P&G, Kimberly-Clark, Johnson & Johnson, Draco.” Segundo o sócio, essa relação direta ajuda a oferecer preços mais competitivos e também garante que haja produtos em estoque para pronta-entrega.


Estrutura

A Baby.com.br montou um centro de distribuição em Barueri. Para dar início à operação no Brasil, a empresa contratou cerca de 30 profissionais, muitos com grande experiência em varejo e vendas pela internet. “Temos profissionais que vieram do Walmart, do Google, Carrefour, Submarino, Etna”, revela Smith.

Para garantir que as entregas cheguem a qualquer lugar do país, a empresa fechou parceria com quase 10 companhias terceirizadas. “Não importa se os pais estão no Amazonas, em Foz do Iguaçu ou em São Paulo, podemos enviar para eles sem problemas.”

Animado com o projeto, Smith diz que o grande objetivo da Baby.com.br é “melhorar a vida das mães e pais do Brasil”. “Tenho duas filhas e sei que os bebês mudam muito nossa vida. Queremos que os pais passem mais tempo com eles, fazendo coisas gostosas, não dentro do carro, no trânsito.”

Davis Smith tem duas filhas, com 5 e 8 anos de idade. Kimball Thomas é pai de um menino de 3 anos.

sábado, 1 de outubro de 2011

Dia das crianças não deve ser influenciado pela alta do dólar.

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LinkNas semanas que antecedem o Dia das Crianças, consumidores correm para as lojas para garantirem os presentes.
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Apesar da alta do dólar ser uma das dúvidas dos consumidores em relação aos preços dos brinquedos, eletroeletrônicos e telefonia, custos com presentes não devem aumentar nos próximos dias.

De acordo com a assessora econômica da Fecomercio (Federação do Comércio do estado de São Paulo), Julia Ximenes, os brinquedos podem sofrer impacto da alta do dólar, mas não será para o Dia das Crianças, apesar de 60% do mercado de brinquedos ser importado.

Segundo o economista da FGV (Fundação Getúlio Vargas), André Braz, a alta do dólar aconteceu em um período em que os empresários já estavam preparados para a data.

“O comércio já estava preparado para a data, pois as encomendas já tinham sido feitas. Itens como celular e videogame não devem apresentar aumento”, explica.

Julia explica que o consumidor não deve sentir aumento nos preços em outubro, por conta do aumento do II (Imposto sobre Importação) para brinquedos importados.

Segundo ela, o imposto passou de 20% para 35%, e foi utilizado para fortalecer o mercado nacional.

Desde abril, o preço dos brinquedos importados sofreu altas sucessivas, passando por um realinhamento de preços nos meses de julho e agosto, uma preparação para o Dia das Crianças.

No quarto mês do ano, o brasileiro encontrou os brinquedos 0,80% mais caros, no mês seguinte, a alta foi de 0,35%, seguido por junho, com elevação de 1,03%.

Em julho, quando começou o realinhamento de preço, o consumidor encontrou os brinquedos importados com preço 0,25% menor e, no mês passado, a queda foi de 0,44%.

“Esse cenário mostra que os preços não devem ser reajustados no mês de outubro”, completa Julia.


Outros presentes

Os eletroeletrônicos e telefonia também são opções de presentes para o Dia das Crianças, porém, como parte dos insumos são importados, o consumidor também ficará receoso quanto aos preços.

Neste caso, Julia afirma que pode haver uma recomposição de preço, pois o setor tem apresentado baixas desde 2005.

Mesmo com um possível aumento de preços, não será preocupante. “Até recuperar as baixas, os preços não devem subir de forma cavalar, mesmo com uma pressão mais forte no dólar”, explica.

Em 2005, o setor apresentou queda de 15%; no ano seguinte, a baixa foi de 16%.

Em 2007 e 2008, as quedas foram aproximadas, sendo 12% e 10%, respectivamente. Já em 2009, a queda foi de 4,5% e, no ano seguinte, voltou aos patamares apresentados nos anos anteriores, com queda de 11,05%. Neste ano, a baixa acumulada é de 5,41%.

“Mesmo com esse cenário, não dá para repassar tudo para o consumidor, senão ele não compra. Como não são bens essenciais, o consumidor espera para comprar quando estiver mais barato”, finaliza.

Saiba como investir na bolsa de valores com segurança e sem risco total de perdas.

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Que o investimento em ações é sempre considerado de risco ninguém discute.

Entretanto, mesmo dentro do universo de renda variável, é possível procurar por ações que sejam mais “seguras” e que sofrem menos com as quedas do mercado, de acordo com especialistas.

O analista da Futura Investimentos, Adriano Moreno, ressalta que uma das maneiras de se “proteger” um pouco em momentos de crise é adquirir ações de empresas que pagam bons dividendos.

Desta maneira, o investidor garante um rendimento por meio dos proventos, mesmo que o papel não tenha um desempenho tão significativo.

Além disso, de maneira geral, as ações de empresas pagadoras de dividendos costumam oscilar menos, tanto quando a tendência da bolsa é recuar, quanto quando a tendência é subir.

Para se ter uma ideia, desde a sua criação pela BM&FBovespa, no dia 2 de maio deste ano, o IDIV (índice de dividendos) registrou desvalorização de 2,06% (até fechamento desta quinta-feira – 29).

No mesmo período, o Ibovespa (principal índice da bolsa brasileira) acumula queda de 19,28%.

“As ações de empresas que são boas pagadoras de dividendos oscilam menos. Geralmente são empresas com um fluxo de caixa mais estável e com menos necessidade de investimentos”, afirma Moreno.


Setores

O sócio-diretor da AZ Investimentos, Ricardo Zeno, concorda e acrescenta que as empresas de setores como o de energia e de telecomunicações são as que mais costumam pagar proventos para os seus acionistas e cujas ações possuem menor volatilidade.

“Se olharmos o índice de volatilidade, vemos Cesp (Companhia Energética de São Paulo), Cemig (Companhia Elétrica de Minas Gerais) com muito menos volatilidade do que companhias como GOL e Lojas Renner, por exemplo”, diz Zeno.

Ele ressalta que estes setores são conhecidos por serem inelásticos, ou seja, por mais que a economia enfrente problemas, a demanda por energia e outros serviços públicos não é tão afetada como acontece com outros setores.

“Tanto em momentos de retração quanto de expansão econômicas, as pessoas continuam necessitando de serviços essenciais”, ressalta Zeno.

Segundo Zeno, em momentos como agora, com muita instabilidade internacional, as ações de empresas com atividades ligadas às commodities também costumam sofrer mais, por conta das oscilações das matérias-primas no mercado internacional.

Prova disso é o desempenho dos papéis da Vale. No acumulado do ano, as ações ordinárias da mineradora (VALE3) acumulam queda de 17,87%, enquanto os preferenciais classe “A” (VALE5) perderam 13,69%.

Com a Petrobras a desvalorização é ainda maior: 29,18% das ordinárias (PETR3) e 26,92% das preferenciais (PETR4).


Small Caps

O sócio diretor da AZ lembra que, se mesmo em tempos de calmaria nos mercados, investir em ações de segunda linha é mais arriscado, em momentos de crise e incertezas, os riscos são ainda maiores.

Isto porque estas ações possuem liquidez menor e costumam ter uma volatilidade bastante acentuada. “Se os papéis considerados de 1ª linha já estão oscilando bastante, imagina o dessas empresas.

O risco é muito maior”, afirma.

Ao mesmo tempo, quanto maior o risco, maior também pode ser o retorno.

“O beta dessas ações tende a ser ainda mais agressivo”, diz Zeno.


O beta da ação

Beta é o coeficiente que mede a sensibilidade de um ativo em relação ao comportamento do mercado.

No Brasil, o beta tem como referência o Ibovespa e a relação de paridade entre a ação e o benchmark (índice de referência) se dá com beta igual a 1.

Se o beta da ação for 2, por exemplo, ele é considerado “agressivo” e a tendência é que aquele ativo reaja duas vezes mais forte do que o mercado.

Por exemplo: se o Ibovespa cair 1% e o beta da ação for 2, a tendência é que aquela ação recue 2%.

O mesmo vale se o índice de referencia subir: neste caso, espera-se que a alta seja em dobro.

“O cálculo do beta é feito por meio de algoritmos complexos, mas a maioria das corretoras disponibiliza este coeficiente para os clientes”, ressalta Moreno, da Futura Investimentos.


Saiba como receber mais créditos com a Nota Fiscal Paulista.

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A partir do próximo sábado (1º), consumidores inscritos na Nota Fiscal Paulista poderão solicitar a transferência dos créditos para uma conta-corrente ou poupança de sua titularidade.

Quando este momento chegar, contudo, muitos consumidores podem ter seguinte dúvida: seria possível ganhar mais?

De acordo com o diretor tributário da Confirp Contabilidade, Welinton Motta, não é possível afirmar em que tipo de empresa se deve comprar para ter mais crédito, embora, apesar de não ser regra, os estabelecimentos que geram mais créditos são grandes empresas, que vendem mais.

Como é calculado?

Ainda conforme Motta, o programa da Nota Fiscal Paulista distribui até 30% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) efetivamente recolhido pelo estabelecimento comercial aos consumidores que solicitam o documento fiscal e informam o CPF ou CNPJ, proporcional ao valor da nota.

O cálculo do crédito é feito mensalmente e não no momento de cada operação, o que faz com que o valor a ser recebido leve algumas semanas para ser calculado e disponibilizado para consulta na internet.

O especialista lembra ainda que existem empresas que não emitem esse crédito, como as pequenas empresas optantes do Simples Nacional.

O mesmo ocorre em caso de compra de produtos que não geram créditos, como itens que fazem parte da cesta básica, livros e alguns tipos de materiais de construção e produtos sob regime de substituição tributária, cujo imposto incide sobre o distribuidor, a exemplo do que ocorre com combustíveis, sorvete e cigarros, dentre outros.

Além disso, lembra, “há empresas que antecipam compras e não têm impostos para pagar no mês, o que acaba não gerando crédito para quem compra naquele período”.

Resgate

Além de transferir os créditos para a conta-corrente ou poupança, a partir do próximo dia 1º de outubro, o consumidor poderá reservá-los para abatimento do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores).

De acordo com a Secretaria da Fazenda, do total de créditos a serem distribuídos, R$ 523,8 milhões são dos 34 sorteios de prêmios realizados, enquanto R$ 4,1 bilhões foram liberados em créditos.

Para fazer a transferência dos valores, o consumidor deve acessar a página da Nota Fiscal Paulista, acionar a opção “utilizar créditos” e seguir as instruções.

A transferência só é possível quando os créditos atingirem um valor mínimo de R$ 25.


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Greve dos Bancarios ja atinge 8.000 agencias e ja somam 39,18% do total do país.

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Subiu para 7.865 o número de agências fechadas no quarto dia da greve nacional dos bancos públicos e privados, segundo balanço da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) divulgado nesta sexta-feira (30).

Com isso, 39,18% das 20.073 agências bancárias instaladas no país foram afetadas pela mobilização dos trabalhadores.

A paralisação atinge 25 estados e o Distrito Federal. O único estado sem greve continua sendo Roraima, porém os bancários já decidiram aderir ao movimento a partir da próxima segunda-feira (3).

O dia foi marcado por novas passeatas e manifestações dos bancários em conjunto com os trabalhadores dos Correios.

“A unidade dos bancários e dos trabalhadores dos Correios é uma resposta ao silêncio dos bancos e do governo.

O melhor caminho é o da negociação com proposta decente para que possa ser apresentada aos trabalhadores”, disse, em nota, Carlos Cordeiro, presidente da entidade.

Segundo a Contraf-CUT, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ainda não entrou em contato com a entidade, que coordena o Comando Nacional dos Bancários, para retomar as negociações.

“Enquanto os bancos não apresentarem uma proposta decente, a greve seguirá crescendo em todo o país.

Permanecemos à disposição para dialogar com o objetivo de construir um acordo que atenda às reivindicações da categoria.

A retomada das negociações depende dos bancos e do governo", sustenta Cordeiro.


Reivindicações

Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado, após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, ocorrida no dia 23. A proposta patronal contemplava reajuste de 8% sobre os salários, o que representa aumento real de 0,56%, segundo a Contraf. A reivindicação da categoria é de 12,8% de reajuste, sendo 5% de aumento real.

Os bancários pedem, ainda, valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Esta pagando suas contas adiantadas, saiba que você tem direito a descontos conforme a lei.

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Benefício vale tanto para pagamento integral como para parcial, segundo Procon-SP.

O consumidor que decidir antecipar o pagamento de parcelas do crediário ou financiamento tem direito ao abatimento proporcional dos juros, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor.

Apesar desse direito existir, muitas empresas e financiadoras não dão o desconto quando o consumidor decide quitar dívidas antes do prazo.

Fábio Godoi, técnico em eletrônica, financiou um carro e, quando recebeu o pagamento referente às férias, tentou conseguir um desconto para adiantar o pagamento, mas a empresa que financiou o bem não diminuiu o valor que ele teria que pagar.

Como não teria ganho com o pagamento do restante do débito de uma só vez, Godoi preferiu continuar a saldar as parcelas todo mês.

- Eu sabia que não era certo, mas preferi não ir atrás.

A especialista em direito do consumidor do Procon de São Paulo, Renata Reis, explica que toda vez que o consumidor antecipar uma parcela, ele tem direito a desconto proporcional dos juros.

Caso ele pague diversas ao mesmo tempo, o abatimento será maior a cada nova mensalidade.

Em situações como a de Fábio, ela aconselha o consumidor a procurar o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) da empresa ou loja para exigir seu direito.

Se mesmo assim a empresa se recusar, o cliente deve pagar a conta e procura o Banco Central ou o Procon.

- Muita gente se recusa a pagar e nos procura, mas o melhor é quitar a parcela e depois buscar o seu direito.

O quanto antes pagar, mais cedo se provará que a empresa não deu desconto.

Segundo Renata, isso será usado como prova contra a estabelecimento. Para recorrer no órgão de defesa do consumidor, além do comprovante de pagamento da parcela adiantada, o cliente deve apresentar uma cópia do contrato e os recibos das demais prestações.


- Quando o caso é comunicado ao Procon, ele entrará em contato com a empresa por carta que terá dez dias para responder.

Depois do registro da reclamação, o prazo máximo para empresa e consumidor se entenderem é de 120 dias corridos.

A Justiça Federal determinou que a ANTT suspenda o leilão do trem bala no Brasil.

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A Justiça Federal determinou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) suspenda todos os procedimentos administrativos para realizar o leilão do trem-bala, que vai fazer a ligação entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, até que seja regularizado o sistema de transporte rodoviário interestadual de passageiros em todo o país.


A ANTT informou que já tem conhecimento da decisão e que vai recorrer.

Enquanto isso, a agência disse que vai cumprir a determinação da Justiça e paralisou os preparativos para o leilão do trem-bala.

A decisão da Justiça Federal é de 13 de setembro e atendeu a um pedido do Ministério Público Federal no Distrito Federal.

Ela estabeleceu ainda multa diária de R$ 5 mil caso a ANTT atrase o cronograma da licitação do transporte rodoviário de passageiro.

O leilão de 1.967 linhas rodoviárias interestaduais do país - aquelas que cruzam estados e têm mais de 75 km de extensão - está previsto para acontecer em janeiro de 2012.

O novo modelo de concessão foi anunciado em agosto e deve ir a consulta pública em outubro.

As 1.967 linhas correspondem a 95% do total do país. Esta será a primeira vez que elas serão licitadas - as linhas sempre foram operadas em regime de permissão.

Um decreto de 1993 determinou o leilão dessas linhas e estabeleceu que as permissões deveriam expirar em 2008.

Mas como na época o governo ainda não tinha pronto o modelo de licitação, as empresas de ônibus passaram a atuar sob autorização especial.

O Ministério Público Federal alegou em seu pedido que a necessidade de licitação no setor está prevista na Constituição de 1988 e que a ANTT vem descumprindo sucessivamente cronogramas para regularizar o problema.


Trem-bala

O leilão da primeira etapa do trem-bala, que vai ligar as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, está previsto para fevereiro.

Em julho, o governo decidiu mudar o modelo de concessão depois de ser obrigado a adiar pela terceira vez o leilão, agora por não haver empresa interessada no projeto.

Na época, a previsão da ANTT era que o edital do trem-bala fosse publicado até outubro e que as obras começassem em 2013, com prazo de seis anos para conclusão.

O novo modelo prevê duas concessões: na primeira, será contratada a empresa que vai fornecer a tecnologia e que vai operar o veículo (é esta que está prevista para fevereiro); na segunda, será contratada a infraestrutura do projeto.

O custo do projeto do trem de alta velocidade (TAV) está estimado em R$ 33,1 bilhões, sendo R$ 10 bilhões em trens e sistemas operacionais e o restante em obra civil.

O Banco do Brasil e a Visa lançam cartão pré-pago de olho em mesadas e conveniência.

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O Banco do Brasil e a Visa anunciaram nesta quinta-feira (29) o lançamento de um cartão pré-pago.

O Ourocard Pré-Pago Visa permitirá cargas e recargas.

O BB colocou dois modelos à disposição dos clientes: o "Mesada", para quem dar aos filhos um meio de pagamento para pequenas despesas, e o "Conveniência", que poderá ser solicitado em nome de qualquer pessoa definida pelo correntista.

O BB estima vender 1 milhão de unidades no primeiro ano de atuação.

O cartão não terá anuidade nem preço de aquisição, segundo nota divulgada pelo BB.

O diretor de Cartões do BB, Raul Moreira, afirmou que o produto será uma ferramenta de inclusão financeira.

"É um produto inovador que chega como mais uma alternativa ao uso do dinheiro", disse o executivo.

"O segmento de pré-pago faz parte da estratégia de longo prazo da Visa e é uma de nossas prioridades", afirmou o diretor executivo de Produtos da Visa, Jose Maria Ayuso.

Conheça a evolução do pensamento econômico em uma dinâmica apresentação

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Quer aprender de modo dinâmico e envolvente como o pensamento econômico evoluiu (e regrediu) desde o ano 1.000 d.C até o surgimento da Escola Austríaca, bem como as principais vicissitudes por que passou a economia mundial durante esse período?

Pois veja essa incrível apresentação elaborada pelo presidente do IMB, Helio Beltrão, para a sua palestra proferida em Belo Horizonte, na ocasião do I Seminário de Escola Austríaca realizado na cidade.

Clique no link abaixo e, uma vez na página, leve o cursor do mouse até a opção "More" no canto inferior direito do quadro.

Clique na opção "Fullscreen" para melhor visualizar os detalhes.

Utilize o mouse para navegar pela tela, para aplicar o zoom e para passar os slides (botão play).

É extremamente fácil e cativante.

http://www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=124


Guido Mantega e sua Gosplan! Até quando sera figura carimbada em nosso governo.

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Qualquer cidadão que utilize unicamente a mídia para se informar poderia jurar que a era das economias centralmente planejadas por burocratas é algo do passado, e que a simples ideia de planejamento central é algo já universalmente desacreditado.

Isso pode ser verdade para vários países do mundo, principalmente para os do Leste Europeu, que vivenciaram a plenitude desta magnífica ideia. Aqui no Brasil, no entanto, a lógica funciona de maneira peculiar.

Aliás, funciona de maneira inversa. Ideias que comprovadamente deram errado onde quer que foram aplicadas exercem um fascínio quase erótico sobre os burocratas que vivem na Candangolândia. Parodiando Roberto Campos, tais ideias são como as damas balzaquianas, de vida airada: rejuvenescem à medida que se esquecem as experiências passadas.

Em Brasília, trabalha-se em postura dinâmica e extenuante. Os burocratas têm duas preocupações que lhes atormentam continuamente, e eles passam seus dias fazendo a si próprios as duas seguintes perguntas:

1) O que vou inventar hoje para atrapalhar ainda mais a vida daqueles idiotas que me puseram aqui e que me sustentam?

2) O que devo fazer para mostrar aos lobistas que financiam minhas mordomias que sou muito ativo (e que os brasileiros são os passivos)?

Estou me referindo, obviamente, à mais recente e asinina ideia do governo: a elevação de 30 pontos porcentuais do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de automóveis e caminhões para as montadores que não cumprirem os seguintes requisitos:

1) Utilizar no mínimo 65% de conteúdo nacional ou regional (Mercosul);

2) investirem em pesquisa e desenvolvimento, e (acha que são só três requisitos?)

3) preencherem pelo menos 6 dentre outros 11 outros requisitos de investimentos.

E quais seriam alguns desses outros 11 requisitos?

De acordo com o inexaurível Guido Mantega -- cuja fisiologia, cor da tez e corte de cabelo cada vez mais se assemelham às de um apparatchik do terceiro escalão soviético da era Brejnev --, dentre estes outros requisitos há a exigência de que os veículos sejam montados e estampados no Brasil, bem como seus motores, embreagens e câmbio.

Ou seja: temos agora um burocrata determinando especificidades sobre como se deve fabricar carros no Brasil. Se isso não é um exemplo explícito de planejamento central, então o conceito deve ser urgentemente reinventado.

O mais incrível é ver um sujeito como Mantega, que não saberia gerir uma concessionária de Yugo na Mongólia, pontificando sobre questões automotivas, falando com pretensa desenvoltura e segurança sobre embreagens, motores e câmbio. Mais um pouquinho e ele começaria a determinar especificações para relações de marcha, diferencial, injeção eletrônica e comando de válvulas.

Após apresentar essa sua lista de exigências, que seriam consideradas retrógradas até mesmo pelo Goplan, nosso Nikolai Baibakov tranquilizou a todos, com seu sorriso triunfante: "Para as empresas que já preenchem esses requisitos, não muda nada." Muito fofo! Vai me dizer que, após essa impecável lógica de jardim de infância, você também não ficou com vontade de comprar pra ele um Chicabon?

E o intrépido prosseguiu: "É uma medida que garante a expansão dos investimentos no Brasil, o desenvolvimento tecnológico e a expansão da capacidade produtiva no Brasil".

Entendeu a lógica? Impedir que as montadoras possam escolher a origem e a qualidade das peças a serem colocadas em seus produtos -- algo que afeta diretamente suas planilhas de custos -- é uma medida que miraculosamente vai "garantir a expansão dos investimentos no Brasil, o desenvolvimento tecnológico e a expansão da capacidade produtiva no Brasil".

Realmente, empreendedores ficam ávidos para ampliar seus investimentos em uma economia em que é o governo, e não os consumidores, quem determina as peças que ele deve utilizar. Da mesma forma, o desenvolvimento tecnológico dá um salto olímpico quando se impede a concorrência.

É assim que um país prospera, como bem mostram os exemplos auspiciosos da Coréia do Norte, de Cuba, da Venezuela e do próprio Brasil na década de 1980, com nossos potentes computadores fabricados sob a vigência da Lei da Informática.

Faça o leitor um esforço mental para tentar raciocinar como Guido Mantega (mas faça isso só uma vez, para evitar danos irreversíveis). Qual a consequência lógica do cumprimento destes requisitos? Como eles funcionariam caso realmente fossem levados a sério? É simples. Quer vender uma BMW M3 no Brasil? Sem problema, mas troque a embreagem original por outra gentilmente fornecida pela indústria nacional.

É simples e seguro. Experimente essa embreagem do Gol, ficará ótima no seu carango! Não quer trocar a embreagem? Sem problemas, você tem liberdade. Basta então trocar o motor. Recomendo este 1.0 da Fiat. A sua BMW será uma parada!

Pode parecer uma piada sem graça, mas o que foi dito acima é exatamente o que ocorreria caso os requisitos do ministro fossem de fato levados a sério por algumas montadoras.

Logo, é claro que a intenção principal do governo não é realmente impor tais restrições às montadoras (não pode ser; não é possível tamanha ignorância, mesmo para os padrões do governo). O objetivo único é o velho e imortal protecionismo a favor das montadoras, só que apenas daquelas montadoras que são politicamente mais convenientes defender.

A novidade, no entanto, é que agora a medida vem travestida com uma novilíngua, um exemplo típico do duplipensar orwelliano. 'Protecionismo' agora tem um novo rótulo: protecionismo significa "garantir a expansão dos investimentos, do desenvolvimento tecnológico e da expansão da capacidade produtiva".

É realmente difícil saber o que é pior: a política protecionista em si ou o fato do governo nos tratar como exímios idiotas, achando que ao adotar novos eufemismos seremos mais passivamente ludibriados. Mas governo é isso mesmo: mentiras, desrespeito à nossa inteligência, deturpação da linguagem e, claro, confisco de riqueza em prol de seus protegidos (nesse caso específico, empresas cujos sindicatos são poderosos e que representam uma mina de votos).

Para se proteger os interesses e a renda desse oligopólio, a solução é blindá-lo de todo e qualquer tipo de concorrência estrangeira, seja de carros chineses e indianos, seja de carros alemães, japoneses, italianos e ingleses. Para que se submeter às exigências do mercado quando se pode simplesmente proibir os consumidores de exercerem livremente seus direitos?

Montadoras nacionais e seus sindicatos têm um direito natural a uma renda garantida, ao mesmo tempo em que oferecem produtos que, na mais benevolente das hipóteses, podem ser considerados apenas satisfatórios. Para que se estressar e se esforçar muito para agradar aos consumidores? Muito mais eficaz é apenas fechar os portos.

Nada de dar aos pobres a chance de comprar um Tata indiano ou um QQ chinês. Se pobre quiser andar de carro, que compre um Gol, um Uno ou um Palio. Nada de dar aos ricos o prazer de comprar facilmente um Maserati. Eles que se contentem com um Vectra. Se quiserem o Maserati, até pode. Mas vão ter de deixar uma contribuição para a caixinha do governo, pois há uma enormidade de funcionários públicos em greve querendo aumentos -- e essa é uma base eleitoral que não pode ser desapontada.

Assim, o governo resolve dois problemas de uma só vez. Agrada a base sindical e as montadoras, e ainda consegue uma grana extra pra tentar apaziguar os ânimos dos funcionários públicos. Consumidores que se estrepem. Afinal, eles estão aí é pra isso mesmo: sustentar a mordomia da patota.

A desculpa oficial é que o câmbio está sobrevalorizado e as importações aumentaram, sendo necessário barrá-las para proteger a indústria nacional. Em primeiro lugar, não existe isso de câmbio sobrevalorizado. É impossível um câmbio ficar sobrevalorizado em um regime de câmbio flexível. Câmbio sobrevalorizado só ocorre quando há um regime de paridade cambial, como quando um país adota uma âncora cambial.

Em segundo lugar, as pessoas estão preferindo importar simplesmente porque a inflação de preços no Brasil -- por obra e graça do próprio governo -- está assustando. Seres racionais não querem pagar por carros ruins cujos preços aumentaram a uma taxa maior do que a taxa de aumento da renda. Não é difícil de entender.

Em terceiro lugar, indústria que só se sustenta com protecionismo não merece existir. Na prática, comporta-se como uma estatal. E estatais devem ser vendidas e submetidas à concorrência do livre mercado.

Mas assim como milicianos de favela, o governo só deixa você comprar os produtos que ele autoriza. "Você tem toda a liberdade para comprar carros. Desde que sejam aqueles fabricados por nossos amigos."

E o pior é ver a imprensa tratando tudo isso como uma mera "política industrial". Em um país genuinamente livre, o termo 'política industrial' ficaria restrito exclusivamente ao Manifesto Comunista. Perguntar qual é a política industrial de um governo seria equivalente a perguntar qual é a política de distribuição de celulares, computadores e TVs. A política industrial de um país livre é aquela decidida exclusivamente pelo mercado.

E quem é esse tal mercado? Somos nós. Você, eu e todos os cidadãos. Nós é que decidimos, por meio de nossas decisões de comprar e de se abster de comprar, qual indústria sobrevive, qual deve ser extinta e qual deve trocar de gerência. Não é nada complicado. Se houver alguma política mais eficaz e mais ética do que essa, estou muito interessado em saber dessa revolucionária descoberta.

Até quando vamos tolerar esse Politburo nos dando ordens, ditando e especificando nosso estilo de vida? O senhor Mantega ainda não foi informado de que a parte oriental da Europa é muito mais próspera e rica hoje, com seus habitantes agora munidos de liberdade de escolha, do que era naquela época do muro protecionista cuja ausência -- ao que tudo indica -- lhe provoca tanta nostalgia?


Greve dos Correios causam transtornos a economia brasileira e seus consumidores.

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Após mais de seis horas de reunião com a diretoria dos Correios, os funcionários da estatal decidiram continuar a greve iniciada há duas semanas.

Enquanto o encontro para negociar o fim da paralisação começava na sede dos Correios, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou estar confiante que o fim do movimento chegaria ao fim ainda hoje.

Não foi o que ocorreu.

A nova proposta dos Correios garantiria um aumento real dos salários em R$ 80 a partir de janeiro e o pagamento imediato de um abono de R$ 500.

De acordo com Bernardo, a questão financeira já havia sido aceita pelos funcionários paralisados, mas o desconto dos dias não trabalhados ainda era o maior entrave na negociação.

Após intermediação por parte do Ministério Público do Trabalho, o governo ofereceu o parcelamento dos dias a serem descontados, mas os grevistas não aceitaram o corte do ponto.

"A proposta diz respeito ao desconto dos dias que já temos lançados, que são os seis primeiros.

Os demais dias poderiam ser compensados neste e no próximo fim de semana, por meio de mutirões para colocar o trabalho em dia", disse Bernardo.

Segundo o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, a estatal contabiliza 3,4 dias de atraso na entrega de encomendas, cujo fluxo poderia ser restabelecido com as horas extras desses dois fins de semana.

"Estamos negociando agora e a expectativa é de que a greve se encerre o quanto antes", disse Pinheiro ainda no começo da tarde.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Receita Federal prorroga prazo para dedução do Imposto sobre empregado doméstico.

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A Receita Federal decidiu prorrogar o prazo para que pessoas físicas deduzam no Imposto de Renda a contribuição paga à Previdência Social referente à remuneração do empregado doméstico.

A decisão foi publicada nesta quarta-feira (28) no "Diário Oficial da União".

A medida foi publicada com uma alteração na Instrução Normativa RFB nº 1.131.

O texto muda o artigo 50 da instrução.

Agora, a pessoa física que é empregador doméstico poderá deduzir do imposto apurado até o exercício de 2015, ano calendário de 2014, a contribuição patronal paga à Previdência Social incidente sobre o valor da remuneração do empregado.

Pela regra anterior, os valores pagos neste ano Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a título de contribuição patronal, poderiam ser abatidos no IR de 2012, que se refere ao ano-base 2011, e não nos próximos anos.

A medida foi tomada após a Câmara dos Deputados aprovar o benefício em julho deste ano.

Para poder fazer a dedução do empregado doméstico, o contribuinte deve optar pela declaração completa do IR. A alíquota, de 12%, não foi alterada.


Renúncia fiscal

Para 2011, a estimativa é de que o Fisco tivesse uma renúncia de cerca de R$ 500 milhões com a dedução da contribuição patronal do empregado doméstico - em recursos que deverâo ser restituídos aos contribuintes, ou abatidos no imposto a pagar.

De acordo com as regras do IR 2011, ano-base 2010, os empregadores poderiam deduzir até R$ 810,60 a título de contribuição patronal do Imposto de Renda dos empregados domésticos. Segundo a Receita Federal, esse valor corresponde à alíquota de 12% aplicada sobre o salário mínimo de R$ 510 do ano passado.

Caso o empregador pague mais de um salário mínimo, ele não pode abater todo o valor gasto com a contribuição patronal do INSS. Para a declaração do IR de 2012, que tem por base o ano de 2011 (o último do benefício), o limite de abatimento da contribuição patronal do INSS deve subir para cerca de R$ 850.


Menos INSS e abatimento integral no IR

O Ministério do Trabalho informou recentemente que vai apresentar à presidente da República, Dilma Rousseff, para instituir o Simples das Domésticas. Por este sistema, segundo a proposta do titular da pasta, Carlos Lupi, haveria redução da alíquota do INSS, que atualmente é de 20%, sendo 12% para os patrões e 8% para as empregadas, para 7% para o empregador e outros 7% para o empregado doméstico (14% ao todo).

Além disso, o ministro também quer a manutenção do abatimento da contribuição patronal do INSS do empregado doméstico, cuja alíquota seria reduzida para 7%, no Imposto de Renda (IR).

Ele propõe, entretanto, que o abatimento possa ser feito de forma integral, e não mais limitado ao valor do salário mínimo como ocorre atualmente. Sem a prorrogação, este benefício acaba neste ano, com abatimento no IR de 2012 - relativo ao ano-base 2011.

Lupi afirmou, porém, que a alíquota do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) terá de ser mantida em 8% sobre o total dos rendimentos do empregado. Segundo ele, essa alteração dependeria de uma emenda constitucional. Sobre as horas extras, o ministro afirmou que isso deve ser estabelecido por "livre negociação". "A maior dificuldade é para as diaristas, que vão ter que negociar com vários empregadores", declarou recentemente.


Aumento da formalização

O objetivo da medida é aumentar o índice de formalização do setor. Atualmente, de acordo com dados do Ministério do Trabalho, há no Brasil cerca de sete milhões de empregados domésticos, dos quais somente de 700 mil a 800 mil têm carteira assinada.

A proposta do Simples das Domésticas surgiu por conta da decisão da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que aprovou, em Genebra, uma nova convenção dando às trabalhadoras domésticas o mesmo direito dos demais trabalhadores, inclusive com o voto do Brasil.


Tire dúvidas sobre deduções com empregados domésticos no IR 2011


A consultoria Declare Certo IOB respondeu questões dos internautas do Economia Nacional e Mundial sobre dedução de gastos com empregados domésticos na restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2011.

Veja os principais temas:

1) Temos uma empregada doméstica, com recibos das mensalidades, porém sem carteira assinada. Podemos informar o pagamento feito a ela em 2010? Em caso afirmativo, onde informamos estes pagamentos? (Valdeúdes Nóbrega de Araújo)
Resposta:
Não é permitida a dedução desses valores, não havendo campo para a informação.


2) Tenho uma empregada doméstica, mas ela não está com carteira assinada. Posso abater no Imposto de Renda? (Júnior)
Resposta:
Não.


3) Pago o INSS da minha empregada integralmente, não descontando a parte dela do salário. Como faço para calcular a dedução, qual percentual é a minha parte? (Marcos Villela)
Resposta:
A parcela dedutível do imposto de renda corresponde a 12% do salário mínimo. O teto permitido para dedução relativo ao ano-calendário de 2010 é de R$ 810,60.


4) Tenho empregada doméstica registrada e efetuo regularmente o recolhimento do INSS. Como posso declarar no Imposto de Renda 2011? (Elmar Luís Maidl)
Resposta:
Informe o pagamento da Contribuição Patronal Previdenciária na ficha “Pagamentos e Doações” código 50.

Selecionamos orientações de economistas, astrólogos e psicólogos para dar dicas para cuidar do seu dinheiro na crise.

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Acertar nas decisões financeiras em época de turbulência econômica exige mais cuidado por parte do investidor.

O Economia Nacional e Mundial ouviu uma série de especialistas que serão palestrantes na Expomoney, evento sobre educação financeira e investimentos que começa nesta quinta-feira (29) e vai até sábado (01) em São Paulo.

E pedimos que cada um deles respondesse à pergunta: o que o pequeno investidor precisa saber para não perder dinheiro durante a crise? Confira as respostas.

Pedro Carrilho, autor português do livro 'Descubra o milionário que há em você'. (Foto: Divulgação)
O escritor português Pedro Queiroga Carrilho.
(Foto: Divulgação)

1) Pedro Carrilho, autor português do livro 'Descubra o milionário que há em você'

"As pessoas no Brasil devem buscar proteção financeira, que é a diversificação do dinheiro e procurar produtos que protejam seu dinheiro. Uma pessoa que tenha 10%, 20% do dinheiro em ações não se deve preocupar (com a volatilidade do mercado).

Proteção financeira em Portugal, que está em forte crise nesse momento, é quase tirar o dinheiro do país, para mercados que estão mais estáveis. Para o brasileiro é mais simples, é não se expor demasiado aos riscos do mercado neste momento, mas viver com calma o dia a dia porque há bom dinheiro para se ganhar, inclusive em ações. (...) Renda fixa e matérias-primas são boas opções para esperar passar a turbulência. Neste momento, quando há incerteza, deve-se ter três a seis meses de despesas mensais poupadas. Se você gasta R$ 2.500 com casa transporte e estudos, tem que ter R$ 7.500 em uma conta só para emergências, que dê para sacar de uma hora para outra".


2) Márcia Tolotti, psicanalista e autora do livro 'As armadilhas do consumo'


"É importante as pessoas encararem que este é um momento em que, no mínimo, eu tenho que me prevenir e ser moderno o suficiente para rever minhas escolhas quando a situação exige. Seria racionalmente importante que a gente pudesse rever e conter o hábito do consumo exacerbado, exagerado, o que é difícil das pessoas fazerem. Se eu preciso agora ter um compasso mais lento porque a economia está mais lenta, como vou querer impor o meu ritmo?

É como um voo livre: se está chovendo e ventando eu não tenho muito o que fazer diante disso. Agora no meu microcosmos eu tenho o que fazer: naquele dia, decido não voar. Diante da macroeconomia a gente não tem muito poder, mas dentro da minha conta bancária eu tenho. Hoje eu vou decidir não consumir aquilo que não seja estritamente necessário, de verdade. Eu tenho que saber que estou diante de uma turbulência. Deixa eu exercer a liberdade que me cabe".

Luiz Carlos Ewald. (Foto: Divulgação)
Luiz Carlos Ewald. (Foto: Divulgação)


3) Luiz Carlos Ewald, o 'Sr. Dinheiro', do 'Fantástico'

"É um momento em que a pessoa tem que parar para pensar. E principalmente não se endividar e nem deixar dívidas pendentes. Adiar compras e qualquer compra de compromisso. Tome muito cuidado que os imóveis estão muito caros.

Viver de aluguel é muito mais barato do que comprar. Se aluguel é jogar dinheiro fora, juro é muito mais dinheiro fora, porque é mais de duas vezes o valor do aluguel. O esforço para fazer sobrar dinheiro tem que ser maior. Tomar cuidado com compras por impulso, ver ofertas e pesquisar bastante".

Maurício Bernis, astrólogo e consultor empresarial. (Foto: Divulgação)
Maurício Bernis, astrólogo financeiro.


4) Maurício Bernis, astrólogo e consultor empresarial


"Do ponto de vista astrológico, existe uma configuração do céu que determina que até 2015 estejamos com uma instabilidade econômica forte. O pequeno investidor tem que navegar por mares seguros, investir em coisas de menor risco, tesouro direto, coisas com ganho menor.

Para as pessoas que têm perfil e traquejo para bolsa, o day trade (compra e venda de ações em um mesmo dia) é o lado positivo".

O consultor Gustavo Cerbasi. (Foto: Divulgação.)
O consultor Gustavo Cerbasi. (Foto: Divulgação.)

5) Gustavo Cerbasi, consultor e autor do livro 'Casais inteligentes enriquecem juntos'


"A melhor estratégia para lidar com a crise é a tradicional: pequena parcela (das economias) alocada no mercado de ações e predominando em renda fixa. Sempre uma postura consciente, bem informada. Por mais que queira manter 20% em renda variável, no momento em que se abre uma janela de oportunidade em renda variável, como um imóvel ou uma ação muito barata, é importante ter o dinheiro em renda fixa para poder aproveitar.

Quem tem alguma parcela em renda variável se sente incomodada e vai atrás de informação. Ter o dinheiro na bolsa é importante para que a pessoa se mantenha informada. E nesse caso jamais colocar todo o dinheiro da renda fixa na bolsa, mas uma parcela. A crise vai impactar o preço do pãozinho e dos importados, mas também vai trazer um bom cardápio de oportunidades para os investidores".


6) Leandro Martins, analista de investimentos

"Todo investidor que começa a investir na bolsa comete erros repetitivos, também na crise. Somos acostumados a usar o emocional nas operações financeiras, mas podemos reformular nosso cérebro com informação e aprender a usar o racional. Um erro comum é esperar o preço da ação ficar mais caro para comprar, e aí assim que a pessoa compra ela já começa a cair. Outro erro é, quando o preço da ação começa a cair, esperar o máximo de tempo e vender quando o prejuízo já está grande.

O certo é vender assim que ela começa a cair e já comprar outra com potencial de alta. Ter pressa para decidir e investir ou ter ganância e fazer operações arriscadas com mais dinheiro que você tem também é um risco. Comprar ou vender ações cada vez por um motivo ou dica diferente também é errado: a falta de metodologia de compra e venda é um grande erro. A falta de humildade, de achar que só porque acertou uma compra o mercado de ações já é fácil, também pode levar a muitas perdas".


7) Henrique Kleine, analista da corretora Magliano

"Mesmo em épocas de crise é possível comprar papéis no mercado de ações nos quais o investidor consiga ter algum tipo de rentabilidade ou não ter perdas muito grandes.

É importante analisar características da empresa: os múltiplos da companhia, preço em relação ao valor patrimonial da companhia, o retorno sobre patrimônio, que mostra a taxa de retorno da companhia. Buscar informações, relatórios de analistas em corretoras e bancos de investimentos de confiança.

Em época de crise global há empresas que são mais expostas e outras menos; selecionar empresas que não tenham tanta exposição ao risco externo, como empresas voltadas para o mercado interno, brasileiro. Dá para ganhar dinheiro mesmo em época de crise.

Há casos de ganhos consideráveis em alguns papéis de 2008 até hoje, como a Hering, que subiu cerca de 1.100%. Quem olha para índices como o Ibovespa, que é um composto de ações, pensa que a bolsa está ruim. Mas se você sai do índice e analisa papéis cuidadosamente, encontra rentabilidade".