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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Economia: Conheça a história do Dragão Adormecido que virou Potência Mundial.

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Ao longo da história da humanidade a China vez por outra sobe o pódio como potência.

Não é pra menos, a civilização chinesa é uma das mais antigas do mundo e a China tem dimensão continental, recursos naturais, climas variados e uma população de aproximadamente 1,34 bilhão de habitantes.

No século passado a China passou por um período conturbado até que a revolução comunista instalou em 1949 a República popular da China.

Enquanto a China seguiu a cartilha do comunismo sobreviveu com dificuldades internas como fome e miséria crônicos.

Em 1978, com a morte de Mao Tse-tung, Deng Xiaoping promoveu uma grande reforma na China transformando-a em economia mista, denominada socialismo de mercado.

Junto com as reformas econômicas foi implantada uma revolução no ensino com o objetivo de formar mão de obra especializada para alavancar o desenvolvimento e lançar a China na disputa pelo mercado internacional.

Atualmente a China é uma potencia nuclear e a segunda economia do mundo com um PIB de US$ 6,47 trilhão.

Com sua política de preços a China conquistou o mercado internacional e sem que ocidente se dê conta vai estrangular a economia global levando a uma crise de desfecho incerto.

É difícil prever este futuro, mas é certo que estamos diante de uma equação que não converge. Mais cedo ou mais tarde a crise virá.

O fato da China ter de alimentar 1,34 bilhão de indivíduos talvez seja um dos problemas mais graves. Se houver escassez de alimentos não há como evitar uma revolução e o caos. Para a China, segurança alimentar é questão de sobrevivência.

Tanto é verdade, que recentemente a China iniciou um programa de compra de terras no Brasil e na África para formar colônias agrícolas. A novidade é que na África usariam mão de obra de prisoneiros que trabalhariam literalmente por um prato de comida.

Na África a China já vinha impondo sua estrutura de trabalho semi escravo aos africanos, na exploração de recursos minerais.

Outro gargalo da China é a questão energética, pois o país não tem reservas de petróleo. Existe carvão mineral abundante, mas sua queima em termoelétricas é altamente poluente.

Para fechar um ciclo nefasto e baratear mais ainda a produção, a legislação ambiental na China praticamente inexiste.

O fato é que por razões diversas a China está alavancando sua indústria e seu desenvolvimento com base numa política altamente lesiva ao mundo.

Ao reduzir custos de produção sacrificando o meio ambiente e aviltando a mão de obra permitindo que trabalhadores trabalhem por pouco mais do que uma ração diária de alimentos, a China resolveu um problema interno, ganhou competitividade, mas desequilibra a economia global. Seus produtos se tornam muito baratos por concorrência desleal.

Onde quer que exista concorrência de produtos chineses, a indústria local quebra ou se rende e transfere-se para a China. A população global aplaude e consome cada vez mais. Nunca na história da humanidade ter e consumir foi tão barato.

Até este ponto não existe grande novidade.

A questão é que pelas razões descritas, aos poucos e em busca de competitividade ou aumento do lucro, a indústria ocidental está se transferindo voluntariamente para China. O ocidente está alimentando o dragão e parece não ter se dado conta.

A transferência de indústrias com todo seu ciclo produtivo e respectivas tecnologias para a China tem sido um caminho trilhado por grandes empresas e multinacionais.

Mas poucos se deram conta que estão matando a galinha dos ovos de ouro. A transferência do ciclo produtivo para a China tem diversas consequências lesivas aos países de origem.

A cada linha de produção que fecha num país e se muda para a China, pessoas ficam desempregadas numa ponta e mais chineses são empregados na outra.

Com isso as economias onde a produção se retrai entram num processo de estagnação. Se não há emprego, não há consumo e a economia não gira.

Mas existe uma questão mais grave. A transferência de linhas de produção fatalmente leva consigo tecnologia de ponta e conhecimento cujo desenvolvimento custou tempo de pesquisa e consumiu recursos, via de regra bancados por governos, universidades e pela própria indústria.

Aqueles que hoje desenvolvem pesquisa e depois instalam suas empresas na China estão doando conhecimento e alimentando o dragão. Estão poupando à China até do custo da espionagem industrial.

A China está se apropriando deste conhecimento sem pagar um único centavo e com este está se tornando uma economia cada vez mais forte a sufocar o mundo.

O capitalismo ocidental representado por empresários dirigentes de grande empresas e multinacionais, neste momento parece não perceber como a história vai terminar.

Governos obtusos tem tolerado a concorrência desleal da China e nada tem sido feito para impedir a evasão do conhecimento e de linhas de produção.

Não se pode esperar da massa popular global que nunca teve acesso ao consumo, que entenda as consequencias de comprar produtos chineses manufaturados a custo de dumping social e ambiental. Pedir a pobres que boicotem produtos chineses e deixem de consumir chega a ser desumano.

Cabe aos Estados soberanos zelar pelo futuro do bem estar social de seus cidadãos e em instância superior à Organização das Nações Unidas com seus diversos mecanismos, atuar com medidas mais severas, não permitindo que a China pratique concorrência tão desleal e lesiva ao mundo.

Cada produto vendido barato tem um custo adicional não repassado ao consumidor diretamente, que no futuro será cobrado com juros e correção. A conta será paga com sangue, suor, lágrimas e vidas, principalmente das populações mais pobres.

Quando todos acordarem do sonho de consumo e do lucro fácil, talvez seja tarde.

A China já é uma potência a deterior a sociedade global e acelerar a destruição do planeta.

O mundo precisa parar de consumir produtos chineses compulsivamente ou num futuro não muito distante, por questão de sobrevivência, todos terão que se igualar às condições de produção da China o que representaria um gigantesco retrocesso no conforto e bem estar social já conquistados.


Economia: Conheça a história do Dragão Adormecido que virou Potência Mundial.

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Ao longo da história da humanidade a China vez por outra sobe o pódio como potência.

Não é pra menos, a civilização chinesa é uma das mais antigas do mundo e a China tem dimensão continental, recursos naturais, climas variados e uma população de aproximadamente 1,34 bilhão de habitantes.

No século passado a China passou por um período conturbado até que a revolução comunista instalou em 1949 a República popular da China.

Enquanto a China seguiu a cartilha do comunismo sobreviveu com dificuldades internas como fome e miséria crônicos.

Em 1978, com a morte de Mao Tse-tung, Deng Xiaoping promoveu uma grande reforma na China transformando-a em economia mista, denominada socialismo de mercado.

Junto com as reformas econômicas foi implantada uma revolução no ensino com o objetivo de formar mão de obra especializada para alavancar o desenvolvimento e lançar a China na disputa pelo mercado internacional.

Atualmente a China é uma potencia nuclear e a segunda economia do mundo com um PIB de US$ 6,47 trilhão.

Com sua política de preços a China conquistou o mercado internacional e sem que ocidente se dê conta vai estrangular a economia global levando a uma crise de desfecho incerto.

É difícil prever este futuro, mas é certo que estamos diante de uma equação que não converge. Mais cedo ou mais tarde a crise virá.

O fato da China ter de alimentar 1,34 bilhão de indivíduos talvez seja um dos problemas mais graves. Se houver escassez de alimentos não há como evitar uma revolução e o caos. Para a China, segurança alimentar é questão de sobrevivência.

Tanto é verdade, que recentemente a China iniciou um programa de compra de terras no Brasil e na África para formar colônias agrícolas. A novidade é que na África usariam mão de obra de prisoneiros que trabalhariam literalmente por um prato de comida.

Na África a China já vinha impondo sua estrutura de trabalho semi escravo aos africanos, na exploração de recursos minerais.

Outro gargalo da China é a questão energética, pois o país não tem reservas de petróleo. Existe carvão mineral abundante, mas sua queima em termoelétricas é altamente poluente.

Para fechar um ciclo nefasto e baratear mais ainda a produção, a legislação ambiental na China praticamente inexiste.

O fato é que por razões diversas a China está alavancando sua indústria e seu desenvolvimento com base numa política altamente lesiva ao mundo.

Ao reduzir custos de produção sacrificando o meio ambiente e aviltando a mão de obra permitindo que trabalhadores trabalhem por pouco mais do que uma ração diária de alimentos, a China resolveu um problema interno, ganhou competitividade, mas desequilibra a economia global. Seus produtos se tornam muito baratos por concorrência desleal.

Onde quer que exista concorrência de produtos chineses, a indústria local quebra ou se rende e transfere-se para a China. A população global aplaude e consome cada vez mais. Nunca na história da humanidade ter e consumir foi tão barato.

Até este ponto não existe grande novidade.

A questão é que pelas razões descritas, aos poucos e em busca de competitividade ou aumento do lucro, a indústria ocidental está se transferindo voluntariamente para China. O ocidente está alimentando o dragão e parece não ter se dado conta.

A transferência de indústrias com todo seu ciclo produtivo e respectivas tecnologias para a China tem sido um caminho trilhado por grandes empresas e multinacionais.

Mas poucos se deram conta que estão matando a galinha dos ovos de ouro. A transferência do ciclo produtivo para a China tem diversas consequências lesivas aos países de origem.

A cada linha de produção que fecha num país e se muda para a China, pessoas ficam desempregadas numa ponta e mais chineses são empregados na outra.

Com isso as economias onde a produção se retrai entram num processo de estagnação. Se não há emprego, não há consumo e a economia não gira.

Mas existe uma questão mais grave. A transferência de linhas de produção fatalmente leva consigo tecnologia de ponta e conhecimento cujo desenvolvimento custou tempo de pesquisa e consumiu recursos, via de regra bancados por governos, universidades e pela própria indústria.

Aqueles que hoje desenvolvem pesquisa e depois instalam suas empresas na China estão doando conhecimento e alimentando o dragão. Estão poupando à China até do custo da espionagem industrial.

A China está se apropriando deste conhecimento sem pagar um único centavo e com este está se tornando uma economia cada vez mais forte a sufocar o mundo.

O capitalismo ocidental representado por empresários dirigentes de grande empresas e multinacionais, neste momento parece não perceber como a história vai terminar.

Governos obtusos tem tolerado a concorrência desleal da China e nada tem sido feito para impedir a evasão do conhecimento e de linhas de produção.

Não se pode esperar da massa popular global que nunca teve acesso ao consumo, que entenda as consequencias de comprar produtos chineses manufaturados a custo de dumping social e ambiental. Pedir a pobres que boicotem produtos chineses e deixem de consumir chega a ser desumano.

Cabe aos Estados soberanos zelar pelo futuro do bem estar social de seus cidadãos e em instância superior à Organização das Nações Unidas com seus diversos mecanismos, atuar com medidas mais severas, não permitindo que a China pratique concorrência tão desleal e lesiva ao mundo.

Cada produto vendido barato tem um custo adicional não repassado ao consumidor diretamente, que no futuro será cobrado com juros e correção. A conta será paga com sangue, suor, lágrimas e vidas, principalmente das populações mais pobres.

Quando todos acordarem do sonho de consumo e do lucro fácil, talvez seja tarde.

A China já é uma potência a deterior a sociedade global e acelerar a destruição do planeta.

O mundo precisa parar de consumir produtos chineses compulsivamente ou num futuro não muito distante, por questão de sobrevivência, todos terão que se igualar às condições de produção da China o que representaria um gigantesco retrocesso no conforto e bem estar social já conquistados.


Miriam Leitão da Globo comenta no Blob Economia Nacional e Mundial sua visão sobre exonomia.

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Miriam Leitão diz: é um prazer estar aqui com você Gilmar e fico feliz e honrada em saber que jovens estão interessados em saber de economia e digo que em todos os debates que participei nos últimos meses, com as mais diversas plateias, em regiões diferentes do país, alguém sempre me perguntou se há risco de o Brasil voltar ao tempo da inflação fora de controle.

Foi assim de novo no último sábado, durante a Bienal, no Rio. Digo sempre que não temo esse risco e que a pergunta, em si, já é tranquilizadora.

A insistência com que a pergunta surge nos debates diz muito do país. A conversa com o público é sempre sobre o tema que me mobiliza, tanto que me levou a escrever um livro sobre a hiperinflação brasileira e a luta do país para vencê-la.

Normalmente, a pergunta vem em tom de dúvida sobre se essa vitória é realmente definitiva. Essa dúvida mostra que o Brasil está atento aos riscos que representa uma inflação de 7%. Mais precisamente 7,23% em 12 meses, com o IPCA de agosto divulgado ontem.

Nunca há vitória definitiva sobre inflação, mas a hiperinflação que vivemos foi construída com uma sucessão de erros que dificilmente o Brasil repetirá. Não confio em governos; mas sei que o país viveu um processo tão traumático que tem horror de que aquele ambiente se repita.

Ai do governo que permitir a volta do mesmo fantasma. Engana-se quem pensa que o brasileiro não se lembra porque a maioria da população é jovem ou o Brasil teria uma suposta propensão a ignorar o passado.

— Posso contar minha história? — pergunta uma senhorinha de cabelo todo branco, que se sentou na primeira fileira da Bienal, no espaço Mulher e Ponto, onde estive no último sábado.

Contou que seu marido faleceu quando as filhas eram menores, e ela só teria acesso a uma poupança quando elas completassem 18 anos. O tempo de espera corroeu o valor do dinheiro deixado pelo pai para as meninas. Sempre ouço histórias marcantes do impacto da inflação na vida das pessoas. Sempre o Plano Collor é descrito como uma violência que ficou como cicatriz na história familiar.

Em plateias mais jovens, as lembranças são herdadas dos pais ou dos avós, que relatam fatos que os deixaram convencidos de que o país viveu uma barbaridade. Na Bienal, quando eu já estava saindo da sala, um adolescente, de talvez 13 anos, falou baixinho que tivera vergonha de fazer uma pergunta. Eu o encorajei, e ele quis saber por que se trocava tanto de moeda.

Expliquei como era difícil desmontar o mecanismo que reproduzia a inflação velha na moeda nova. Numa fila em Brasília, dois outros superjovens — de 12 anos — com o livro na mão me surpreenderam com perguntas sobre hiperinflação. Tenho recebido e-mails de pessoas de 90 anos a jovens que nada viveram daquela época: todos com o mesmo tipo de preocupação sobre a atual elevação dos preços.

Eu os tranquilizo. Nada parecido com aquilo está, nem de longe, na linha do horizonte, mas eles é que me acalmam, por serem assim insistentes. A inflação tem estado acima da meta e com os 0,37% de agosto saiu de 6,9% para 7,2%. Nesse mundo novo que vivemos há 17 anos, é uma taxa alta, acima do limite máximo tolerado pelo regime de metas.

Mas a linha atravessada não é uma arbitrariedade dos técnicos. Os consumidores sentem o desconforto com a alta dos preços. Os brasileiros ficaram muito mais sensíveis a essas oscilações e por isso demonstram, em todas as pesquisas, que estão preocupados.

É outro tempo, é outro patamar, mas o inimigo é o mesmo: ele corrói a capacidade de compra. Tem batido em alimentos desde o começo do ano, dando pouco refresco na safra, e em agosto já está de novo em alta. Desta vez é a carne que subiu porque a produção de soja e milho no mundo foi afetada por problemas climáticos e isso encarece a ração do gado.

O Texas está pegando fogo. Literalmente. Em Brasília, da janela do apartamento da Asa Norte, vejo fogo no horizonte. Depois, a fumaça tornou ainda mais irrespirável o árido ar de Brasília. Aqui, essa é a estação da seca mesmo. Está ficando pior pelas liberações desenfreadas de construções em áreas antes cobertas pelo pouco verde da cidade.

Nos EUA, a seca foi para outros estados produtores. Rigores climáticos, como enchentes, frios extremos, furacões, estão reduzindo a oferta de alimentos mesmo num momento em que a desaceleração mundial permitiria prever uma redução dos preços das commodities.

As cotações cederam um pouco mas permanecem em nível muito alto. Mesmo assim, há previsões otimistas sobre a inflação, numa espécie de otimismo pelo avesso: dado que o mundo vai crescer menos, consumir menos e pode entrar em recessão, então os preços vão cair.

Outros economistas acham que apesar da desaceleração há fatores que manterão pressões inflacionárias.

Por enquanto, todos concordam que as taxas mensais vão subir, mas o acumulado em 12 meses vai cair porque as taxas do ano passado foram altas demais no fim do ano. Isso reduzirá a inflação acumulada.

O Brasil tem dois problemas neste momento: o governo não fez ajuste fiscal, apesar de garantir que fez; e há dúvidas sobre a autonomia do Banco Central para evitar a alta dos preços. A melhor âncora continua sendo o país que não quer viver de novo a sensação de preços em descontrole.

Miriam Leitão da Globo comenta no Blob Economia Nacional e Mundial sua visão sobre exonomia.

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Miriam Leitão diz: é um prazer estar aqui com você Gilmar e fico feliz e honrada em saber que jovens estão interessados em saber de economia e digo que em todos os debates que participei nos últimos meses, com as mais diversas plateias, em regiões diferentes do país, alguém sempre me perguntou se há risco de o Brasil voltar ao tempo da inflação fora de controle.

Foi assim de novo no último sábado, durante a Bienal, no Rio. Digo sempre que não temo esse risco e que a pergunta, em si, já é tranquilizadora.

A insistência com que a pergunta surge nos debates diz muito do país. A conversa com o público é sempre sobre o tema que me mobiliza, tanto que me levou a escrever um livro sobre a hiperinflação brasileira e a luta do país para vencê-la.

Normalmente, a pergunta vem em tom de dúvida sobre se essa vitória é realmente definitiva. Essa dúvida mostra que o Brasil está atento aos riscos que representa uma inflação de 7%. Mais precisamente 7,23% em 12 meses, com o IPCA de agosto divulgado ontem.

Nunca há vitória definitiva sobre inflação, mas a hiperinflação que vivemos foi construída com uma sucessão de erros que dificilmente o Brasil repetirá. Não confio em governos; mas sei que o país viveu um processo tão traumático que tem horror de que aquele ambiente se repita.

Ai do governo que permitir a volta do mesmo fantasma. Engana-se quem pensa que o brasileiro não se lembra porque a maioria da população é jovem ou o Brasil teria uma suposta propensão a ignorar o passado.

— Posso contar minha história? — pergunta uma senhorinha de cabelo todo branco, que se sentou na primeira fileira da Bienal, no espaço Mulher e Ponto, onde estive no último sábado.

Contou que seu marido faleceu quando as filhas eram menores, e ela só teria acesso a uma poupança quando elas completassem 18 anos. O tempo de espera corroeu o valor do dinheiro deixado pelo pai para as meninas. Sempre ouço histórias marcantes do impacto da inflação na vida das pessoas. Sempre o Plano Collor é descrito como uma violência que ficou como cicatriz na história familiar.

Em plateias mais jovens, as lembranças são herdadas dos pais ou dos avós, que relatam fatos que os deixaram convencidos de que o país viveu uma barbaridade. Na Bienal, quando eu já estava saindo da sala, um adolescente, de talvez 13 anos, falou baixinho que tivera vergonha de fazer uma pergunta. Eu o encorajei, e ele quis saber por que se trocava tanto de moeda.

Expliquei como era difícil desmontar o mecanismo que reproduzia a inflação velha na moeda nova. Numa fila em Brasília, dois outros superjovens — de 12 anos — com o livro na mão me surpreenderam com perguntas sobre hiperinflação. Tenho recebido e-mails de pessoas de 90 anos a jovens que nada viveram daquela época: todos com o mesmo tipo de preocupação sobre a atual elevação dos preços.

Eu os tranquilizo. Nada parecido com aquilo está, nem de longe, na linha do horizonte, mas eles é que me acalmam, por serem assim insistentes. A inflação tem estado acima da meta e com os 0,37% de agosto saiu de 6,9% para 7,2%. Nesse mundo novo que vivemos há 17 anos, é uma taxa alta, acima do limite máximo tolerado pelo regime de metas.

Mas a linha atravessada não é uma arbitrariedade dos técnicos. Os consumidores sentem o desconforto com a alta dos preços. Os brasileiros ficaram muito mais sensíveis a essas oscilações e por isso demonstram, em todas as pesquisas, que estão preocupados.

É outro tempo, é outro patamar, mas o inimigo é o mesmo: ele corrói a capacidade de compra. Tem batido em alimentos desde o começo do ano, dando pouco refresco na safra, e em agosto já está de novo em alta. Desta vez é a carne que subiu porque a produção de soja e milho no mundo foi afetada por problemas climáticos e isso encarece a ração do gado.

O Texas está pegando fogo. Literalmente. Em Brasília, da janela do apartamento da Asa Norte, vejo fogo no horizonte. Depois, a fumaça tornou ainda mais irrespirável o árido ar de Brasília. Aqui, essa é a estação da seca mesmo. Está ficando pior pelas liberações desenfreadas de construções em áreas antes cobertas pelo pouco verde da cidade.

Nos EUA, a seca foi para outros estados produtores. Rigores climáticos, como enchentes, frios extremos, furacões, estão reduzindo a oferta de alimentos mesmo num momento em que a desaceleração mundial permitiria prever uma redução dos preços das commodities.

As cotações cederam um pouco mas permanecem em nível muito alto. Mesmo assim, há previsões otimistas sobre a inflação, numa espécie de otimismo pelo avesso: dado que o mundo vai crescer menos, consumir menos e pode entrar em recessão, então os preços vão cair.

Outros economistas acham que apesar da desaceleração há fatores que manterão pressões inflacionárias.

Por enquanto, todos concordam que as taxas mensais vão subir, mas o acumulado em 12 meses vai cair porque as taxas do ano passado foram altas demais no fim do ano. Isso reduzirá a inflação acumulada.

O Brasil tem dois problemas neste momento: o governo não fez ajuste fiscal, apesar de garantir que fez; e há dúvidas sobre a autonomia do Banco Central para evitar a alta dos preços. A melhor âncora continua sendo o país que não quer viver de novo a sensação de preços em descontrole.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Banco Mundial alterou a estimativa para o desempenho da economia da China novamente.

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Novamente o Banco Mundial reviu outra vez a estimativa para o crescimento da economia chinesa em 2009, de 7,5% para 6,5%.



Foi a segunda vez que a entidade alterou a estimativa para o desempenho da economia da China. No fim do ano passado, previa expansão de 9,2% para o Produto Interno Bruto (PIB) chinês.



Apesar de a economia chinesa ter sido afetada pela crise financeira internacional, está conseguindo resistir, notou o Banco Mundial.



A notícia foi conhecida depois de a instituição reduziu sua projeção para a economia mundial em 2009, que deve declinar 1,5% agora.



Em novembro de 2008, a expectativa era de ampliação de 1% para a economia global neste exercício.



As informações são da agência de notícias Xinhua.





Banco Mundial alterou a estimativa para o desempenho da economia da China novamente.

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Novamente o Banco Mundial reviu outra vez a estimativa para o crescimento da economia chinesa em 2009, de 7,5% para 6,5%.



Foi a segunda vez que a entidade alterou a estimativa para o desempenho da economia da China. No fim do ano passado, previa expansão de 9,2% para o Produto Interno Bruto (PIB) chinês.



Apesar de a economia chinesa ter sido afetada pela crise financeira internacional, está conseguindo resistir, notou o Banco Mundial.



A notícia foi conhecida depois de a instituição reduziu sua projeção para a economia mundial em 2009, que deve declinar 1,5% agora.



Em novembro de 2008, a expectativa era de ampliação de 1% para a economia global neste exercício.



As informações são da agência de notícias Xinhua.