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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Investimentos Rentaveis e Seguros, saiba como adquirir e investir de uma forma facil e segura.

Botão compacto
A dúvida sobre o melhor investimento conservador é comum e merece atenção.

A questão principal que deve ser analisada é a rentabilidade líquida das alternativas disponíveis, ou seja, qual o retorno real que cada aplicação oferece quando comparados prazos iguais no investimento.

Por retorno real compreende-se o percentual de ganhos depois de descontados impostos, taxas de administração e inflação no período.

Por que o medo da inflação?


A inflação é realmente tema recorrente na mídia especializada. Não por acaso. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ajustado) acumula 7,31% no período de 12 meses encerrado em setembro passado.

No ano, o mesmo IPCA já atinge 4,9%, valor acima do centro da meta estipulada pelo governo para o ano todo, de 4,5%.

A previsão oficial do BC (Banco Central) para este ano é de 6,4%.

O mercado acredita em pelo menos 6,5%, valor que configura o teto da meta. Se desejar, leia mais sobre o regime de metas de inflação em um artigo do Ricardo Pereira.

A variação de preços já é sentida em diversos estabelecimentos. Em termos práticos, a inflação significa a perda do poder de compra da moeda frente aos preços praticados no mercado em geral.

O valor de um produto daqui alguns meses/anos será diferente daquele praticado hoje. Logo, a decisão de investir de forma a multiplicar seu patrimônio precisa considerar escolhas capazes de sustentar (aumentar) seu poder de compra ao longo do tempo.


Opções conservadoras de investimentos


Neste texto, apresento uma análise simples e objetiva dos principais tipos conservadores de aplicação e suas características diante do cenário de alta inflação.


Caderneta de poupança


Isenta de taxas e impostos, é recomendada como colchão financeiro para emergências (fundo de reserva) e objetivos de curtíssimo prazo (até seis meses). Com liquidez imediata e facilidade/comodidade na operação, é muitas vezes a “porta de entrada” de muitos brasileiros no mundo dos investimentos.

Rentabilidade: mínimo de 0,5% ao mês mais TR (Taxa Referencial), que varia de acordo com a taxa média dos CDBs dos 30 maiores bancos.


Rentabilidade dos últimos 12 meses: 7,31%.


Fundos de Renda Fixa


Opção administrada por bancos/gestores, que permitem ao investidor[bb] participar mediante negociação de cotas e pagamento de uma taxa de administração. As decisões de investimentos do patrimônio do fundo são responsabilidade dos administradores e se concentram em títulos diversos, tanto pós-fixados (Fundos DI), quanto prefixados (Fundos de Renda Fixa).

Rentabilidade: o retorno está normalmente atrelado à variação da taxa básica de juros da economia (Taxa Selic), atualmente em 12% a.a., que baliza as operações e empréstimos entre as instituições financeiras e o CDI (Certificado de Depósitos Interbancários).

Rentabilidade média (12 meses) dos Fundos DI: 8,96%.


Rentabilidade média (12 meses) dos Fundos de Renda Fixa: 9,48%.


Os valores acima expressos já tem descontada a taxa de administração, mas não o IR (Imposto de Renda), que será detalhado ao final do artigo. Os dados foram retirados do site da ANDIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).


CDB (Certificado de Depósito Bancário)


São títulos de dívida emitidos pelos bancos que normalmente possuem prazo de vencimento que variam de 30 dias a dois anos. Por oferecerem os títulos em troca de dinheiro para se capitalizar (e emprestar mais caro), os bancos não cobram taxas de administração.

O risco de um investimento em CDB está diretamente relacionado à saúde financeira da instituição que vende o título. Problemas financeiros podem significar falta de liquidez e de capital para honrar os compromissos com os clientes. Caso o banco quebre, o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) garante até R$ 70 mil de volta por CPF.

Rentabilidade: as taxas pagas ao cliente variam bastante, o que significa rentabilidade diferente de acordo com o banco escolhido. Bancos menores, e por consequência com maiores chances de calote, oferecem maior rentabilidade. No entanto, bancos maiores tendem a oferecer maiores facilidades (aporte menor, resgate automático etc.).

O retorno do CDB deve perseguir o CDI ou a Taxa Selic. Procure títulos que paguem, pelo menos, 95% do CDI. Conseguir 100% ou mais é desejável, mas nem sempre é fácil para aportes iniciais mais baixos ou prazos mais curtos. Bancos pequenos e médios já oferecem essa opção por aqui, com qualquer aporte mínimo e pagamento de 100% do CDI para CDB sem carência e até 110% do CDI para CDB com carência de três anos.

Rentabilidade média (12 meses) do CDB para pequenas quantias: 9,41%. Esse valor não contempla incidência do IR (Imposto de Renda), que será detalhado ao final do artigo. Os dados são da Agência Estado.


Títulos Públicos (Tesouro Direto)


Títulos públicos são ativos de renda fixa cujo objetivo é viabilizar a captação de recursos para: a) financiar o déficit orçamentário; b) refinanciar a dívida pública; e c) realizar operações para fins específicos, definidos em lei. São quatro as modalidades de título disponíveis e seus tipos variam de acordo com o perfil do investidor e tempo de investimento (curto e médio prazo).

Para aplicações de curto prazo, estão disponíveis as Letras do Tesouro, nas opções LFT (Letra Fiananceira do Tesouro) e LTN (Letra do Tesouro Nacional). Para o médio prazo estão disponíveis a NTN-B (Nota do Tesouro Nacional série B) e NTN-F (Nota do Tesouro Nacional série F).

Rentabilidade: a rentabilidade varia de acordo com o tipo de título e o preço de aquisição, podendo ser prefixada (LTN), indexada à taxa SELIC (LFT), indexada ao IGP-M (NTN-C) ou indexada ao IPCA (NTN-B). Para detalhes e dicas sobre cada opção e como investir, leia o artigo “Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e características”.

Rentabilidade (12 meses) de uma LFT com vencimento em 01/2013: 12,8%.


Rentabilidade (12 meses) de uma NTN-B com vencimento em 08/2012: 14,4%.


Os valores acima expressos já têm descontadas a taxa de custódia da CBLC (0,4% a.a.) e a taxa média dos agentes de custódia (0,3% a.a.), mas não o IR (Imposto de Renda), que será detalhado ao final do artigo. Os dados foram retirados do site do Tesouro Direto.


Recolhimento de Imposto de Renda para Renda Fixa


À exceção da caderneta de poupança, todos os demais investimentos[bb] em renda fixa determinam que o investidor deva recolher Imposto de Renda sobre os ganhos mediante tabela de alíquotas estabelecida pela Receita Federal:

  • Investimentos com prazo inferior a seis meses, alíquota de 22,5%;
  • Prazo superior a seis meses, mas inferior a 12 meses, alíquota de 20%;
  • Prazo superior a doze meses, mas inferior a 24 meses, alíquota de 17,5%;
  • Prazo superior a 24 meses, alíquota de 15%;
  • Fundos tem ainda a cobrança semestral do IR na figura do come-cotas.
    Acesse e leia o artigo “Imposto de Renda nos fundos de investimento em renda fixa: o famoso come-cotas” e entenda como ele funciona. Eventuais diferenças são pagas no momento do resgate.

Comparativo das rentabilidades


Com o objetivo de apresentar uma análise mais prática, decidi levantar os possíveis retornos dessas alternativas consultando os sites dos bancos, órgãos reguladores, ANBIMA e Tesouro Direto para montar um quadro comparativo entre as rentabilidades mínimas e máximas encontradas.

Cabe ressaltar que as taxas exibidas contemplam desconto das taxas de administração, custódia e IR correspondente a 20% dos ganhos (prazo entre um e dois anos). Por isso os valores diferem um pouco dos apresentados nos resumos de cada aplicação publicados alguns parágrafos acima.

Ao observar o comparativo abaixo, tenha em mente que as rentabilidades mínimas apresentadas foram encontradas buscando histórico recente das alternativas indicadas: para os fundos, este grupo representa os produtos com taxas de administração altas, de 2% a 4,5%; no caso dos CDBs, estão com rentabilidades menores aqueles de bancos grandes, que normalmente pagam entre 75% e 85% do CDI.

Para a rentabilidade máxima foram pesquisados produtos mais interessantes (tanto fundos quanto títulos) em bancos menores e menos famosos.

Para todas as opções foi respeitado o prazo de doze meses. Logo, a distorção entre o retorno mínimo e o máximo se dá por conta das muitas opções disponíveis no varejo, o que mostra a importância de pesquisar muito antes de aceitar a primeira oferta de seu gerente de contas.

Comparativo de rentabilidades das alternativas conservadoras


Análises e conclusões


O texto de hoje tem como objetivo servir de referência para suas decisões de investimento reforçando a importância de conhecer bem as aplicações conservadoras disponíveis atualmente. Cabe destacar algumas conclusões a partir das informações aqui publicadas:

  • Por sua característica simples e acessível, a caderneta de poupança oferece boa rentabilidade para quem deseja começar a criar o hábito de poupar e pretende usar o dinheiro[bb] em um prazo inferior a seis meses (período em que a alíquota de IR das demais alternativas bate em 22,5%);
  • Escolher um fundo DI ou fundo de renda fixa sem pesquisar muito bem pode significar rentabilidade líquida menor que a da caderneta de poupança. Neste sentido, o alerta é em relação à taxa de administração cobrada, que deve ser inferior a 1,5%, e à estratégia de investimento do fundo, claramente detalhada em seu prospecto. Fundos com taxas mais altas dificilmente renderão mais que a poupança no curto prazo;
  • CDBs e Títulos Públicos tem uma rentabilidade líquida semelhante para os piores casos, mas a opção pelo Tesouro Direto é mais inteligente porque oferece liquidez maior e maior segurança. Alguns bancos maiores só chegam a 85% ou mais do CDI exigindo carência no investimento (prazo mínimo). Os títulos tem leilões semanais e um mercado secundário bastante ativo;
  • CDBs de bancos médios e menores tendem a oferecer rentabilidades muito interessantes, bem acima dos concorrentes mais famosos. Neste caso, em que a solidez da instituição não é tão reconhecida, a dica é investir montantes que não ultrapassem o limite garantido pelo FGC, ou seja, R$ 70 mil;
  • Os títulos públicos (Tesouro Direto) oferecem excelentes rentabilidades no médio prazo, especialmente se consideradas as opções pós-fixadas e atreladas à inflação. Particularmente, gosto e recomendo a NTN-B por sua característica de preservar o poder de compra aliada a uma taxa de retorno bastante atrativa;
  • No geral, são boas as perspectivas para quem deseja garantir bons retornos através de aplicações conservadores. Tomar essa decisão diante do desejo explícito do governo e do BC em continuar baixando os juros e optar por investir diretamente em títulos privados (CDBs) e públicos (Tesouro Direto) tende a trazer retornos mais interessantes que produtos bancários tradicionais (fundos e caderneta de poupança).

Por fim, cabe lembrar que as alternativas não são excludentes, isto é, você pode (e deve) investir de forma a diversificar sua cesta de investimentos.

Você deve criar sua estratégia de acordo com seus objetivos de curto, médio e longo prazo, além de certificar-se de que suas decisões sejam coerentes com seu grau de aversão ao risco.

Eu, por exemplo, gosto de manter o fundo de emergência com muita liquidez (poupança) e então aproveitar os CDBs de bancos pequenos para capitalização de curto prazo (até R$ 70 mil) e títulos públicos atrelados à inflação para sustentar metas de médio prazo (assim garanto o poder de compra sempre).

Para o longo prazo prefiro o investimento em renda variável (ações e fundos de ações de gestores independentes).

Espero ter contribuído de forma a enriquecer o debate que cerca as decisões mais conservadoras de investimentos.

Para mais detalhes das alternativas disponíveis e informações sobre as rentabilidades, leia também o excelente texto “Reavalie seus investimentos com a nova etapa da crise mundial”, do blog “Ganhar, Gastar, Guardar” editado pela jornalista Denyse Godoy no portal Folha.com.

sábado, 8 de outubro de 2011

Pais que ensinaram seus filhos a lidar com responsabilidades financeiras relatam que seus filhos estão com futuro garantido.

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Como contador e economista, tenho a satisfação de afirmar que o sucesso financeiro de seu filho(a) virá do conhecimento.

O sucesso a qual me refiro está relacionado ao uso consciente do recurso “dinheiro” e suas implicações/consequências.

A aprendizagem é o caminho mais eficaz para que seu pequeno se transforme em um adulto capaz de lidar com o dinheiro de uma forma inteligente.

O primeiro e inesgotável local de aprendizagem é o lar.

Os primeiros e mais importantes mestres são e serão sempre os pais.

Sabemos que o cotidiano familiar é extraordinário e complexo: muitas demandas, muitas surpresas e vários desafios. Os exemplos dados em casa são tão importantes quanto o ensino formal encontrado nas escolas.

Esse artigo é um lembrete carregado de reflexões para quem tem criança ou adolescente em casa.

Em meio a tantas coisas e demandas, os pais ou responsáveis precisam estar atentos também às questões financeiras relacionadas ao universo infanto-juvenil. Sem essa de “dinheiro é assunto de gente grande”.

Para iniciar essa reflexão, é preciso voltar a uma conhecida afirmação de base: nossas crianças aprendem pelo exemplo. Assim, o primeiro passo é analisar como você e seu parceiro(a) lidam com as questões relacionadas a esse universo:

  • O clima costuma ficar pesado na hora de pagar as contas?
  • Estranham-se dentro da loja na hora da compra de algum produto?
  • Como anda a consciência ecológica da família?
  • Costumam fazer planejamento mensal ou das próximas férias?
  • Envolvem as crianças nesse planejamento?
  • Qual foi a última vez que levou seu filho ao supermercado e ele te ajudou na pesquisa de preços ou na escolha do melhor produto?
  • Seu filho(a) sabe usar o dinheiro da mesada? O que você faz quando a quantia acaba logo e ele pede mais?
  • A última festinha de aniversário deixou a sua conta corrente no vermelho?

Sempre as mesmas questões, não é mesmo? Ora, sem essa análise fica mais difícil traçar metas sustentáveis e manter uma boa qualidade de vida!

Depois de relembrar que seus filhos estão muito atentos a cada atitude sua, procure desenvolver a inteligência financeira deles através de conversas informais sobre conceitos como pagamento à vista, a prazo, descontos, renda, mensalidade e etc.

Compare valores mostrando a relação custo-benefício, fale da importância de poupar e dos perigos do consumismo.

Faça isso dentro de um clima agradável e respeitando a idade de cada um.

As explicações devem ser passadas para os menores de forma simples e. À medida que vão crescendo, os mesmos conceitos serão aprofundados gradativamente, por vocês (pais) e pela escola.

O estímulo aos conhecimentos financeiros provoca muitas surpresas agradáveis.

Lembro-me que quando minha sobrinha tinha 10 anos ela apareceu com uma planilha de produtos, e os respectivos preços, feita especialmente para seu pai, que iria fazer uma viagem ao exterior. Ela não só fez a lista de pedidos como aproveitou a Internet para cotar os valores. Superdotada? Não. Esse comportamento é fruto do aprendizado obtido por ela desde pequena junto a seus pais!

Não adianta exigir atitudes maduras de seu filho, por exemplo, quando ele vai morar sozinho na época da faculdade. Não adianta ficar nervoso(a) quando a fatura do cartão de crédito dele é alta.

Inútil pedir para que ele cuide bem do tênis novo, da mochila nova e que não desperdice comida.

Eu pergunto para você: qual foi o modelo que ele assimilou nos primeiros anos da infância? Quais os valores que foram absorvidos a cada dia? Quais os ensinamentos financeiros e ecológicos que você transmitiu?

Somos falíveis. “Não foi possível ou não sabíamos da importância de cuidar da inteligência financeira de nossos jovens e crianças”.

Ainda assim, com o tempo ele acabará aprendendo as melhores condutas e os comportamentos financeiros adequados, mas o caminho será mais difícil. Os erros, é claro, sempre ensinam.

O mundo cada vez mais exigente está aí e a vida precisa ser vivida com sabedoria.

Nós, adultos, temos a grata responsabilidade de cuidar e formar o adulto de amanhã. Um adulto consciente e responsável formado sobre as bases sólidas do amor, carinho, compreensão e conhecimentos adquiridos em casa, na escola, nos livros e em sites qualificados. Enfim, um adulto inteligente e criado dentro do universo de saberes disponíveis.

E você, o que pensa sobre isso? Compartilhe conosco sua opinião.


Aprenda a ter o verdadeiro Feliz Ano Novo com o bolso muito bem renovado e conhecimento financeiro. Aprenda!

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Nós do Economia Nacional e Mundial estamos muito felizes em poder terminar este 2011 com muita alegria e poder ter colaborado com a situação economica dos brasileiros e do mundialmente e desta vez ensinaremos como começar um 2012 repleto de felicidades.

Já repararam que o ano está “acabando” cada vez mais cedo?

Mal chegou outubro e já temos Panetone nos supermercados, carros 2012 nas lojas (esses, então, começam a trocar de ano cada vez mais cedo), decoração natalina para vender no comércio, lojas começando mais uma “queima total, ficamos malucos, descontos nunca vistos antes” e muitas outras ocorrências típicas de final de ano.

Aliás, o décimo terceiro salário nem entrou na conta dos brasileiros e o comércio já está “seduzindo” o consumidor para que ele gaste-o antes mesmo de “ver sua cor”.

Temos que lembrar que depois de toda festa regada a muita bebida vem uma forte ressaca.

Estou falando de Janeiro, o mês dos “I”s. IPVA, IPTU, “ihhhhh faltou dinheiro para a matrícula dos filhos” e por aí vai. Lembrando que teremos um forte IGP-M (inflação também começa com “i”) em 2012, por mais que o governo prometa que será uma nova “marolinha”.

A verdade é que quem consegue passar de janeiro “no azul”, tem grandes chances de continuar na mesma situação no decorrer do ano.

Vamos a algumas dicas de como podemos alcançar 2012 em paz e com a saúde física e financeira preservadas. Afinal, um bolso saudável ajuda até mesmo a cuidar melhor da nossa saúde e bem estar.

Até mesmo a OMS reconhece a importância da “saúde social” para o nosso bem estar.


1) Conheça a si mesmo antes de começar o Ano Novo. Saiba quanto gastou por mês com água, luz, combustível, supermercado, compras, lazer e prestações em 2010. Coloque essas despesas em uma planilha e veja o que pode ser reduzido. Despesas relacionadas ao consumo (despesas variáveis) são mais fáceis de abater.


O seu extrato bancário dos últimos 12 meses pode dizer maravilhas (ou não) a seu respeito.

Faça um mapa de todos os financiamentos e prestações adquiridas em 2010 e veja o quanto precisa de sua renda para tratar desses assuntos.

Procure não contrair dívidas que consumam mais do que 30-35% de sua renda.


2) Só pense em adquirir um novo bem se estiver bem financeiramente. Simples assim.


3) Aprenda a mágica dos juros compostos em aplicações financeiras e a tragédia nas compras a prazo. Não se iluda com o pensamento “essa parcela cabe no meu bolso tranquilamente”. Antes de fechar uma compra, entenda bem como funciona o mecanismo das prestações.


4) Dedique um pouco do seu tempo para pensar na sua carreira profissional. Será que na mesma empresa onde trabalha não existe uma oportunidade melhor? E nas outras empresas? Não vale a pena disparar alguns currículos aproveitando a tranquilidade de estar empregado?


5) Não seja acomodado. O mundo gira, e cada vez mais rápido, à medida que ficamos mais velhos.


6) Desenvolva seu network. Participe de grupos e fóruns relacionados à sua carreira e áreas de interesse pessoal.


7) Nem só de empréstimos e financiamentos vive o mundo. Se você já tem um carro e pode esperar um pouco, um consórcio pode ser uma boa pedida para comprar um novo. A poupança própria seria ainda melhor. Fuja do imediatismo.


8) Converse com sua esposa e filhos sobre planejamento doméstico. Um time que joga unido tem mais chances de ser campeão do que um time que tem um artilheiro que não passa a bola pra ninguém.


9) Quem deve cuidar da sua saúde financeira é VOCÊ! Para tal, conheça os planos que seu banco oferece e informe-se muito bem sobre as taxas que ele cobra. Por mais experiente que o seu gerente seja, quem sabe onde “aperta o calo” é você.


10) Seja realista! Não adianta querer ter uma casa na praia ou fazer “a viagem dos sonhos” devendo no cartão de crédito e no cheque especial. Concentre-se em quitar as dívidas e pense duas vezes antes de contrair uma nova.


11) Cheque especial não é "complemento do salário". Cheque especial, apesar de estar sempre disponível, só deve ser usado em situações REAIS de emergência e deve ser coberto o mais rápido possível.


Por fim, tenha em mente que o importante é "viver em paz" com o seu dinheiro.

Não adianta tratar o dinheiro a partir do comportamento bipolar, isto é, no início do mês ele é "do bem" (você tem dinheiro) e no fim do mês ele é "do mal" (o dinheiro se foi).

Dinheiro deve ser a nossa base sólida para a prosperidade, para o nosso futuro.

Não existem grandes lavouras sem pequenas sementes.

Não existem grandes fortunas sem pequenos investimentos.

Quem gasta mais do que ganha, não está só contraindo dívidas; está também deixando de plantar as sementes do seu futuro. Vamos começar?


Crescimento Profissional - Reportagem para quem tem medo de se arriscar e quer saber como iniciar sua vitória.

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A abordagem tradicional do crescimento pessoal, que objetiva ações baseadas no conceito de causa e efeito – “faço isso, estudo aquilo e passo a ganhar mais” –, não deve ser levada ao pé da letra por quem pretende viver uma verdadeira guinada financeira.

Enriquecer e atingir a independência financeira contando apenas com o salário é tarefa que poucos conseguem atingir, basta observar a realidade à sua volta.

Apresento com mais intensidade essa opinião no artigo “Sucesso, riqueza e bem-estar: só iniciativa não basta para vencer!”, publicado semana passada.

Hoje quero aprofundar o tema tratando de um aspecto pouco discutido nos papos sobre dinheiro: a importância de correr riscos! Convido-o a uma reflexão sincera sobre seus passos pessoais e profissionais.

Quando foi que você realmente se arriscou a fim de encarar uma mudança? Qual foi o resultado?

  • “Não deu certo!”. Fracassou? Ok, as saídas são: lamentar-se, encontrando culpados por todo lado, escondendo-se atrás de desculpas de toda ordem e abrindo mão de suas responsabilidades, ou investigar as causas do insucesso, fortalecer os pontos que contribuíram com a ruína e tentar de novo. Aceitar a frustração reduz a ansiedade e torna mais humana a tarefa de “digerir” as trombadas;

  • “Boas oportunidades surgiram”. Extraiu algo de positivo? Excelente. Assumir riscos então contribui para o amadurecimento e possibilita que exploremos melhor todas as nossas capacidades. Assusta, mas enriquece;

  • “Não mudou nada”. Tem certeza? A tentativa de mudar e o risco corrido também não fizeram mal algum, certo? Logo, correr riscos desejando e trabalhando por algo melhor certamente agrega valor, ainda que seja “apenas” como amadurecimento e experiência.

Riscos são oportunidades de alcançar resultados diferentes a partir de decisões igualmente diversas. Não há um manual que ensina quem e quando devemos arriscar.

Cada pessoa tem seus anseios e desejos e também seu grau de aversão ao risco, mas é importante que estes fatores sejam coerentes.

Afinal, o conflito entre o tamanho de nossos sonhos e nossa determinação de arriscar para conquistá-los está entre as razões principais de sérios problemas emocionais.


Encare o risco de forma prática!


Se jogar-se diante de oportunidades que exigem desprendimento ainda lhe parece uma decisão difícil, tente parametrizar sua abordagem de uma forma mais objetiva:

  • Ouça com atenção ao que os outros têm a dizer, mas decida-se sozinho. Participe ativamente dos círculos familiares e profissionais, mas faça-o de forma inteligente. Isto é, evite o ímpeto de avançar com suas verdades prontas e procure escutar mais que falar. Depois, filtre bem que informações são realmente relevantes para o que você pretende fazer e dê o passo por conta própria; você precisa ser capaz de arcar com as consequências de seus atos;

  • Informe-se sobre oportunidades de gerar renda extra. Comece a pensar “fora da caixa” e envolva-se com as chances de abrir seu próprio negócio, investir mais etc. Você já visitou o SEBRAE de sua cidade/região? Já leu algum livro ou material que detalha as alternativas de investimento disponíveis no Brasil hoje? Tenha certeza de que seu desejo de transformação não é apenas uma tentativa de distanciar-se da realidade, dos problemas cotidianos. Em outras palavras, conheça o mundo real relacionado com a atividade que pretende exercer e veja se você tem o perfil para ela;

  • Discorra e analise as possíveis consequências antes de arriscar. Gosto bastante de responder a três questões antes de dar um passo rumo ao novo: o que de bom pode acontecer? O que de ruim pode acontecer? Qual dos dois cenários é o mais provável? Funciona assim: eu reúno todas as informações possíveis e que julgo importantes para responder a essas perguntas e vou adiante só quando o quadro me traz confiança.

Se você interpretou adequadamente este pequeno artigo, percebeu que ele é um convite à mudança.

Quero que você leve em conta sua atual situação e questione-se: estou acomodado e contando mais com os outros que comigo mesmo para atingir minha independência financeira? Sou definido por minha luta e disciplina para correr atrás do meus objetivos ou pelo meu contracheque?

“Não há nada de errado em ter um contracheque estável, a não ser que ele interfira na capacidade que você possui de ganhar o que merece.

É neste ponto que está o problema: ele geralmente interfere. Nunca estabeleça um teto para os seus rendimentos” – T. Harv Eker


Faça, apesar do medo!


A sensação de que as coisas podem dar muito erradas ou os conselhos dos mais chegados tentando dissuadi-lo da arriscada decisão pesam, mas refletem expectativas externas.

Em geral, a sociedade espera que você falhe - os que adoram apontar o dedo e dizer "Não falei?" são maioria, infelizmente.

Se você acredita no potencial do projeto/ideia e está preparado para, dando certo ou errado, insistir e assumir responsabilidades, agradeça as interferências e use-as como motivação.

Gosto da história de um pamonheiro aqui da cidade, que antes trabalhava como operador de máquinas na indústria.

O nascimento dos filhos aumentou o custo de vida e, ao lado de sua esposa, ele decidiu arriscar-se em um antigo hobby familiar: produzir pamonhas, mas dessa vez para vender.

Durante algum tempo, ele manteve os dois trabalhos.

Hoje o casal fatura quase cinco vezes mais que na época da indústria, ele tem mais tempo com a família e um padrão de vida melhor. Ele arriscou.

Então mãos à obra! É hora de tirar da gaveta aquele plano de negócios, fazer o tão falado curso de extensão, começar logo a graduação na nova carreira, investir naquela sociedade e por ai vai.


O que você quer fazer?


Precisa de autorização para isso?


Está esperando o quê?

Consenso de que os bancos europeus precisam de mais capital, bem acima de 100 bilhões de euros.

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Há um consenso de que os bancos europeus precisam de mais capital, bem acima de 100 bilhões de euros, e ele provavelmente virá de uma variedade de fontes, incluindo o fundo de resgate da zona do euro, disse o Ministro das Finanças da Irlanda, no sábado.

Alemanha e França estão divididas antes das conversações importantes de domingo, sobre como fortalecer os instáveis bancos europeus.

Paris está ansiosa para recorrer aos 400 bilhões do fundo de resgate da zona do euro, o EFSF, para recapitalizar seus próprios bancos e Berlim insiste que o fundo deve ser utilizado como último recurso.

O FMI já disse que os bancos europeus precisam de fundos adicionais de 200 bilhões de euros.

"Acho que há um consenso de que ele será bem acima de 100 bilhões de euros," disse aos repórteres, Michael Noonan, do lado de fora de um fórum econômico em Dublin.

"Sei que alguns dos grandes bancos alemães, com quem eu estava falando pessoalmente, pretendem levantar dinheiro no mercado, portanto serão financiamentos privados.

Outros bancos gostariam de se beneficiar do fundo EFSF. Outros bancos vão contar com seus governos, para fornecer o capital, portanto vai haver uma série da maneiras de fazê-lo."

"Acho que o princípio deveria ser que os governos são responsáveis pelo seu sistema bancário, de acordo com o Conselho do Banco Central Europeu."

"Se os bancos não conseguem se capitalizar, seja emitindo recursos financeiros para o mercado ou obtendo fundos do tesouro nacional, então, obviamente, eles teriam a opção de requisitar o financiamento do EFSF.

Quando nós recapitalizamos os nossos bancos, escolhemos o EFSF."

Noonan disse que os recentes rebaixamentos de crédito da Espanha e Itália refletiam a frustração no fracasso da Europa em resolver a longa crise da divida soberana.

"Certamente há uma certa impaciência para que a Europa resolva os problemas da zona do euro e para que ela o faça muito rapidamente", disse ele.

Os bancos da Irlanda estavam no pior momento da sua crise financeira e socorros subsequentes da UE e do FMI e mais cedo esse ano Dublin apresentou uma conta de 70 bilhões de euros para recapitalizar seus credores.

No momento, Noonan está procurando meios para tentar reestruturar quase 31 bilhões de euros em notas promissórias, uma forma de vale ou acordo escrito, usadas para recapitalizar os credores do Anglo Irish Bank e Irish Nationwide Building Society.

Os vales têm juros de 17 bilhões de euros, divididos ao longo de um período de 20 anos e Noonam gostaria de recorrer ao EFSF para pagar o restante da dívida, quase 44 bilhões de euros e depois pagar o dinheiro ao EFSF em um período mais longo, com taxas de juros mais baixas.


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em forte queda nesta sexta-feira, com perspectivas negativas em relação à zona do euro.

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A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em forte queda nesta sexta-feira, com perspectivas negativas em relação à zona do euro depois que as notas das dívidas soberanas da Itália e da Espanha foram rebaixadas.

Notícias positivas em relação ao mercado de trabalho americano não sustentaram uma alta dos mercados.

As Bolsas dos Estados Unidos também apresentam retração.

O índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, recuou 2,00% no fechamento, aos 51.243 pontos.

O giro financeiro foi de R$ 5,518 bilhões. Na semana, a queda foi de 2,07%.

O dólar comercial foi negociado por R$ 1,771, em queda de 0,83%, a menor cotação nas últimas três semanas e a quarta retração seguida. Na semana, o recuo foi de 5,9%.

Para turistas e viajantes, o dólar foi vendido por R$ 1,90, estável em relação ao valor anterior, e comprado por R$ 1,710 nas casas de câmbio paulistas.

Para Glauber Romano, analista da Intercam Corretora, apesar da queda de hoje ainda não é possível definir uma tendência para a moeda americana.

"O dólar ainda está muito volátil e não há como prever o comportamento dele".

As Bolsas europeias encerraram os negócios tendo ganhos de 0,22% (Londres), 0,65% (Paris) e 0,53% (Frankfurt). Esses mercados não foram influenciados pelo rebaixamento da Espanha e Itália porque já tinha fechado os pregões quando foi feita a divulgação.

Nos EUA, a Bolsa de Nova York recuou 0,18%.

"Os mercados europeus devem reagir à notícia do rebaixamento, com retração, na segunda-feira", afirma Mitsuko Kaduoka, analista da Indusval Corretora.

"Além disso, há a perspectiva de mais notícias negativas em relação à Grécia, o que deverá afetar o mercado em geral", explica.

O ministro de Finanças grego, Vangelis Venizelos, reconheceu ontem (06), em reunião com os membros do ministério, que a Grécia está "no fio da navalha".

O ministro confirmou que "agora está sobre a mesa a conversa sobre a ampliação de como tramitar a dívida soberana dos sócios europeus" e acrescentou que "ou o país quebrará ou se levantará".


REBAIXAMENTO

A agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota da dívida da Itália, de AA- para A+, com perspectiva negativa.

É a terceira agência que reduz a nota do país -- a Moody's já tinha feito a alteração nesta semana e a Standard and Poor's em 19 de setembro.

O motivo do rebaixamento foi um impacto significativo da crise do euro, que debilitou o perfil do risco soberano do país.

Já a nota da Espanha caiu de AA+ para AA-. A agência informou que deixou a classificação espanhola em perspectiva negativa, o que pode acarretar novos rebaixamentos, por temores relativos à intensificação da crise na zona do euro.

A agência Moody's também advertiu hoje sobre um possível rebaixamento da nota da Bélgica.


EMPREGO NOS EUA

O Departamento de Trabalho do país informou a criação de 103 mil postos no mês, bem acima dos 60 mil projetados pelos economistas.

A taxa de desemprego, no entanto, ficou estável em 9,1%.

Além disso, revisões apontam a criação de 99 mil empregos a mais do que o estimado inicialmente para julho e agosto.

No front doméstico, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou hoje que o IPCA (Índice Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial, subiu 7,31% em 12 meses, maior índice desde 2005 (8,05%).

Mais uma vez, o índice ficou acima do teto da meta do governo --de 6,5% para 2011.

Em setembro, a alta foi de 0,53%, ante os 0,37% de agosto.

A alta de 0,16 ponto percentual eleva o indicador para 4,97% no acumulado do ano -- taxa bem acima da taxa de 3,60% relativa a igual período de 2010.

Presidencia da Volkswagen anuncia que esta com dificuldades para se adaptar à queda de vendas dos últimos meses.

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O presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall, disse nesta sexta-feira que a montadora está com dificuldades para se adaptar à queda de vendas dos últimos meses.

Segundo ele, a empresa já eliminou as horas extras e prevê uma situação complicada até o fim do ano.

"Estamos no limite das ferramentas de flexibilidade de jornada de trabalho, para sermos bem claros.

Se o mercado não se recuperar, vai ser muito difícil", afirmou, em entrevista coletiva, durante a apresentação no novo Design Center da fábrica de São Bernardo do Campo (SP).

Por enquanto, ele descarta a necessidade de demissões nas unidades da companhia no País.

"Demissão é uma medida muito drástica, mas suspender ainda mais a produção pode ser complicado", disse.

A empresa ainda não definiu, mas prevê a adoção de férias coletivas no fim do ano para ajustar a produção e os estoques.

De acordo com Schmall, a queda na produção e nas vendas de veículos no País é consequência das medidas macroprudenciais adotadas pelo governo em dezembro de 2010.

"A liquidez do mercado já não é a mesma. Foi uma medida necessária e acertada do governo para combater a inflação, mas, com menos liquidez, os bancos avaliam cada vez mais para quem vão emprestar o dinheiro e isso traz dificuldades para o cliente financiar o carro", disse.

A esperança, segundo Schmall, é uma recuperação de vendas em dezembro, quando o mercado costuma acelerar. "Esperamos que esse movimento continue no ano que vem", afirmou.

Para este ano, ele espera que o mercado de automóveis e comerciais leves no País cresça entre 4% e 5%.

Para 2012, a expectativa é de uma elevação de 3% a 4%.

A previsão de 2011, porém, se baseia no desempenho do mercado no primeiro semestre do ano.

"É certo que vamos passar agora por uma fase de ajuste mais pesado do que pensávamos. Na realidade, o mercado não está andando. A situação está muito difícil e todo mundo está tendo que ajustar estoques e produção", afirmou.

"A previsão para as próximas semanas, meses, é negativa."

Apesar da previsão, o presidente da Volkswagen do Brasil mantém o otimismo e acredita que, em 2014, o mercado de venda de veículos no País atingirá 4 milhões de carros e comerciais leves.

Baseado nessa previsão, a empresa pretende aumentar sua capacidade de produção de 3,5 mil carros por dia para 4,5 mil carros por dia ao longo dos próximos dois ou três anos.

A Volkswagen ainda não definiu se esse aumento de produção se dará pela ampliação das fábricas já existentes - São Bernardo do Campo, Taubaté (SP) e São José dos Pinhais (PR) - ou com a construção de uma nova fábrica.

De acordo com Schmall, a montadora negocia o investimento com quatro Estados (incluindo a Região Nordeste, embora ele não tenha revelado qual Estado), além de São Paulo e Paraná.

Entre os aspectos que estão sendo analisados, estão a cadeia de fornecedores, a logística, incentivos e o potencial de crescimento de mercado em cada Estado.

"Nós acreditamos no mercado brasileiro e é por isso que vamos investir aqui.

São investimentos de longo prazo e que não estão linkados com o desempenho das vendas atuais e nem com a taxa de câmbio", afirmou.

Os investimentos são a forma encontrada para que a empresa mantenha sua participação nas vendas de veículos no País, diante dos anúncios de novas fábricas de montadoras asiáticas no Brasil.

"Somos fortes e vamos nos manter fortes no Brasil.

É por isso que estamos investindo. Mas cada vez mais o ambiente fica mais difícil", disse.

Dólar fechou em queda pelo quarto dia seguido nesta sexta-feira e vale R$ 1,771.

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O dólar fechou em queda pelo quarto dia seguido nesta sexta-feira, prosseguindo com o recente ajuste em meio à menor apreensão de investidores com uma nova disparada da moeda.

A taxa de câmbio caiu 0,81%, para R$ 1,7710 na venda.

A cotação acumulou nas últimas quatro sessões baixa de 6,40% e, na semana, a desvalorização foi de 5,87%.

Em setembro, o dólar havia disparado 18%, maior alta mensal em nove anos.

De modo geral, operadores relataram que o nervosismo que provocou o salto da moeda no mês passado tem diminuído, em meio às discussões para uma solução na crise de dívida na zona do euro e à atuação do Banco Central (BC) no mercado.

"O mercado entendeu que o BC vai agir para conter mais volatilidade, e aí se sente mais tranquilo", disse o operador de câmbio da corretora Renascença José Carlos Amado.

No final de setembro, quando o dólar chegou a ser negociado acima de R$ 1,95 na venda, a autoridade monetária retomou os leilões de swap cambial tradicional, com o intuito de evitar o aumento da volatilidade.

O BC já fez três operações desse tipo, que equivalem a uma venda de dólares no mercado futuro.

O presidente do BC, Alexandre Tombini, vem reiterando que a instituição atuará sempre que identificar uma disfuncionalidade no mercado de câmbio.

Investidores se vêem ainda às voltas com especulações sobre uma eventual redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre derivativos cambiais.

Mas em nota divulgada nesta sexta-feira, o Ministério da Fazenda informou que não cogita retirar ou fazer qualquer redução nas alíquotas de IOF sobre operações com derivativos no mercado financeiro ou sobre outro ativo gravado pelo tributo.

Uma fonte da equipe econômica havia afirmado recentemente à Reuters que o governo avaliava retirar o IOF apenas se o mercado voltasse a mostrar estresse intenso e contínuo.

A despeito dos fatores internos, o mercado segue atento ao noticiário internacional, afirmou Amado, da Renascença.

Mais cedo, o dólar chegou a cair 1,82%, após dados positivos sobre o mercado de trabalho norte-americano aliviarem temores de uma recessão nos Estados Unidos.

No início da tarde, contudo, a moeda praticamente zerou as perdas, depois que a agência de classificação de risco Fitch rebaixou os ratings soberanos de Itália e Espanha, num golpe aos esforços de líderes da zona do euro para combater a crise de dívida que assola a região.


Greve nos Correios continua e audiência no TST fracassa.

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Terminou sem acordo a última tentativa de conciliação perante o Tribunal Superior do Trabalho (TST) para tentar por fim à greve dos funcionários dos Correios, que já dura 24 dias.

Assim, o movimento grevista deve continuar pelo menos até a próxima terça-feira, quando será julgado o dissídio coletivo da categoria.

A única alternativa de o dissídio não ir ao julgamento é se a maioria das assembleias dos 35 sindicatos aprovarem a proposta apresenta pelo presidente do TST, João Orestes Dalazen, de concessão de abono de R$ 800 imediatamente para os trabalhadores e aumento real de R$ 60 a partir de janeiro.

A compensação dos dias parados, da forma proposta pelo presidente do TST, ocorrerá da seguinte forma: devolução até terça-feira do valor referente aos seis dias descontados da folha de pagamento de setembro.

O desconto será realizado a partir de janeiro de 2012, na proporção de meio dia por mês. Os outros dias parados - 18 até hoje - serão compensados nos fins de semana, até maio de 2012.

Caso contrário, o julgamento ocorrerá às 16h do dia 11.

O relator designado para o processo é o ministro Maurício Godinho Delgado.

Durante a audiência, o presidente do TST fez um apelo às partes e sobretudo aos trabalhadores para que fosse obtido um acordo.

Dalazen ressaltou aos grevistas que, no dissídio, provavelmente todos os dias de paralisação seriam descontados de seus salários. "Provavelmente, todos os dias serão descontados, inclusive sem parcelamento", avisou.

Segundo Dalazen, a única situação em que não ocorre desconto dos dias parados, conforme a jurisprudência do TST, é se a greve ocorrer por atraso no pagamento dos salários dos funcionários.

"É preciso ter consciência disso. Daí a conveniência de fazer um acordo", ressaltou.

"A qualquer momento é possível que haja um acordo antes do julgamento", frisou.

De acordo com o vice-presidente de gestão de pessoas dos Correios, Larry de Almeida, o número de correspondências em atraso é de cerca de 160 milhões de objetos.

Para reduzir o transtorno à população, 35 mil servidores dos Correios trabalharão no final de semana, dentro do plano de contingência da estatal.


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Lei de terras a estrangeiros afeta crédito agrícola.

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A restrição legal instituída no Brasil contra a compra de terras por estrangeiros está afetando grandes operações de crédito agrícola de bancos com controle no exterior nos casos em que os contratos envolvem o registro de fazendas como garantia.

Empréstimos de centenas de milhões de reais em negociação entre bancos estrangeiros e agroindústrias brasileiras esbarraram na recusa de cartórios de registro de imóveis de aceitar alterar matrículas de terras que seriam colocadas como garantia do pagamento, afirmou o sócio de um grande escritório de advocacia brasileiro que assessora vários bancos estrangeiros.

"Talvez esse aspecto não tenha sido notado pelos órgãos do governo, pela AGU (Advocacia Geral da União), quando realizaram as mudanças na lei sobre compras de terras por estrangeiros", disse nesta quinta-feira Cesar Amendolara, sócio do Velloza & Girotto Advogados Associados.

Entre os clientes do escritório que estão tendo problemas para viabilizar operações deste tipo no Brasil estão o holandês Rabobank, o australiano Macquarie, o português Banif, o Banco Cargill, controlado pela gigante agrícola norte-americana, e até mesmo bancos tradicionais no Brasil, como o HSBC e o Santander, esse último que herdou a enorme carteira de crédito do Banespa quando o adquiriu.

"A operação não sai, porque o banco não poderá executar a garantia (assumir a fazenda) em caso de não pagamento", acrescentou Amendolara.

O tema já foi levado ao governo pela ABBI (Associação Brasileira de Bancos Internacionais).

Como consequência do problema, bancos totalmente brasileiros, como os estatais, podem elevar suas fatias no mercado de crédito rural.

Para viabilizar os negócios, os bancos estrangeiros teriam que optar por outras modalidades, mais complexas, de financiamentos.

A barreira aos estrangeiros veio em 2010, após membros do governo anterior, incluindo o presidente Lula, terem manifestado preocupação com o crescimento das aquisições de áreas agrícolas por empresas de outros países, em um momento de alta nos preços dos alimentos e de aumento da demanda global por commodities.

Um parecer da AGU que deu uma nova interpretação para uma lei antiga limitou as compras de terras por estrangeiros. As companhias com controle estrangeiro, se querem realizar uma aquisição de terra, são obrigadas a obedecer um rito, repleto de etapas e sem garantia de sucesso, uma vez que as regras não são claras, até para os órgãos públicos encarregados do processo.

"Esse parecer acabou jogando a pressão toda pra cima dos cartórios de registros de imóveis, que com medo de fazer algo errado não estão registrando nada", afirmou o advogado.

O reflexo indireto da legislação, diz ele, é que o governo acaba prejudicando o financiamento de setores que buscava justamente estimular, como o de etanol.

Produtores de grãos e de algodão também estão entre os grandes tomadores de empréstimos junto a bancos estrangeiros.

O governo, de certa forma, está ciente dos vários problemas criados pela mudança legal e prepara mudanças, como informou uma fonte à Reuters recentemente.

Mas alguns temem que, se as alterações forem muito amplas, e tiverem que passar pelo Congresso, será bastante demorado.


VENDA DE ATIVOS


Outro aspecto que está preocupando investidores estrangeiros que controlam empresas no Brasil donas de áreas agrícolas é a aparente incapacidade de venderem esses ativos para outras empresas estrangeiras, se assim desejarem.

"Às vezes a empresa não consegue desinvestir. Você não pode proibir alguém de vender um ativo, isso fere a Constituição", disse Amendolara.

O Brasil é um dos poucos países no mundo com capacidade de expandir sua área de cultivo de alimentos, fator que tem atraído a atenção de países preocupados com a segurança alimentar e a garantia de suprimento.


Manifestação "Stop the machine" (Parem as máquinas) reuniu mais de 5.000 pessoas em protesto de anti-Wall Street.

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Os protestos contra o poder empresarial nos Estados Unidos se estenderam também à cidade de Washington nesta quinta-feira, com centenas de pessoas ocupando o Freedom Plaza (Praça da Liberdade) para pedir reformas progressistas.

A manifestação "Stop the machine" (Parem as máquinas) reuniu mais de 5.000 pessoas, assim como o apoio dos sindicatos.

"Os pobres já não tem mais paciência", disse uma das pessoas que tomou a palavra, Ben Manski, um ativista do Partido Verde de Wisconsin.

Na quarta-feira, milhares de manifestantes anti-Wall Street marcharam em Nova York pela primeira vez apoiados por sindicatos, o que ampliou o protesto contra o corporativismo e a cobiça do mundo das finanças nos Estados Unidos, que já ocorre há mais de duas semanas.

Mais de 5.000 pessoas segundo fontes policiais, e até 12.000 segundo os sindicatos, reuniram-se em Foley Square, no sul de Manhattan e em meio aos edifícios governamentais de Nova York, onde realizaram um ato político antes de iniciar o protesto.

A manifestação, que obrigou a mobilização de um importante dispositivo policial, terminou com uma verdadeira festa em Liberty Plaza, perto da Bolsa de Nova York e onde os "anti-Wall Street" instalaram seu acampamento em 17 de setembro.

"Somos os indignados de Nova York, os indignados dos Estados Unidos, os indignados do mundo", disse um dos oradores, Héctor Figueroa, secretário do sindicato de funcionários do setor de serviços, ao resumir o sentimento dos manifestantes.

Com efeito, o protesto, que se encaminha para completar três semanas no próximo sábado, parece com a revolta dos "indignados" na Espanha e está se ampliando também para outras cidades dos Estados Unidos, como Boston, Chicago e Los Angeles.

Centenas de manifestantes do movimento "Occupy Wall Street" (ou "Ocupem Wall Street") seguem acampados num parque próximo ao maior centro financeiro dos EUA, nesta quinta-feira.

O protesto, que vem ganhando volume nas últimas duas semanas, não é comandado por lideranças políticas ou sindicais, nem tem agenda específica de reivindicações – mas une-se ao redor de temas como a rejeição à ajuda governamental a bancos e corporações.

No fim de semana, as manifestações se espalharão para outras cidades dos EUA e cerca de 700 pessoas foram presas por bloquear o tráfego na ponte do Brooklin.

O protesto, iniciado em Zuccotti Park (NY), em 17 de setembro, ganhou diversas cidades americanas no domingo. Mais de uma centena de pessoas está acampada nas escadarias da prefeitura de Los Angeles, Califórnia.

Manifestações brotaram em cidades como Raleigh (Carolina do Norte) e Albuquerque (Novo México), onde na sexta-feira houve um ato com cerca de 500 pessoas.

Em Chicago, mais de cem pessoas se reuniram em frente ao edifício do Federal Reserve (Fed, banco central americano), no fim de semana, para protestar.

Uma demanda comum que os organizadores dos protestos apresentam em suas convocações, especialmente na internet, é que "se escute a voz de 99% do país, e não a de 1% que continua enriquecendo".



Infidelidade Financeira é a causa de maiores indices de divórcio entre casais.

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Um em cada quatro brasileiros não contaria nada à esposa ou marido se estivesse passando por dificuldades financeiras, revela pesquisa realizada pela instituição norte-americana National Foundation for Credit Counseling (NFCC),que entrevistou 1,4 mil pessoas em setembro.

O temor de que a notícia preocupe desnecessariamente o (a) parceiro (a) e a possibilidade de prejudicar o relacionamento são duas das principais razões que levam os americanos a esconder dívidas e problemas envolvendo dinheiro.

A falta de conhecimento do cônjuge sobre as dívidas também é apontada como uma das razões para não tocar no assunto em casa.

“Mesmo que a intenção seja boa, esconder informações financeiras do marido ou esposa é um sinal de que o relacionamento não é saudável nem emocional, nem financeiramente.

E os registros comprovam que o estresse financeiro é uma das principais causas de divórcio no Brasil, disse Gail Cunningham, porta-voz do NFCC, em entrevista ao Economia Nacional e Mundial.


Desentendimentos aumentam quando a renda cai


Ainda que seja complicado falar sobre o tema, avalia Gail, conversar de maneira aberta e honesta sobre dinheiro é algo que deve ser feito o quanto antes entre um casal, sobretudo se o relacionamento ainda não foi oficializado.

”As pessoas costumam trazer uma bagagem financeira para seus relacionamentos que não entram em pauta até que algum problema mais grave apareça.

Se os dois não têm o mesmo nível de informação sobre as finanças do casal, é certo que haverá desentendimentos.

Principalmente se a renda, por alguma razão, diminuir”, afirma Gail.

Veja algumas dicas do NFCC para abordar questões financeiras com seu/sua parceiro(a):

- Não discuta problemas financeiros durante uma briga. Escolha o momento mais adequado e, com tranqüilidade, aborde a questão

- Procure conversar de maneira informal para compensar a seriedade do tema. Lembre-se de que as opiniões e preocupações de seu marido ou esposa são válidas

- Seja honesto (a) sobre sua situação financeira. Se você tem dívidas ou tem uma renda menor, é preciso admitir o fato de que manter o estilo de vida anterior não é possível

- Esteja aberto (a) para ajustar seu padrão de vida. Se for preciso, corte despesas, trabalhe mais ou encontre uma fonte de renda extra

- Não esconda dívidas ou receitas. Isso é o que se chama de infidelidade financeira. Ao invés de adotar essa postura, compartilhe documentos como extratos bancários, faturas de cartões de crédito e carnês de prestações a serem pagas

- Não jogue a culpa no outro. Isso não vai ajudar em nada

- Assuma que as pessoas lidam com dinheiro de maneiras diferentes. Entenda o seu perfil e o de seu parceiro e aprenda o que ele/ela faz melhor que você, como economizar ou investir melhor o dinheiro

E você? Já escondeu problemas com dinheiro? Comente!

Investimento com imóveis na planta cresce demasiadamente e exige atenção conforme dicas do Procon.

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Quer evitar dor de cabeça na compra de imóveis na planta? Confira as dicas do Procon e do presidente da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, Marco Aurélio Luz.

- Verifique a qualidade da construção de outros imóveis da construtora com visitas a prédios já entregues.

Aproveite a oportunidade para conversar com os moradores ou síndico sobre eventuais problemas na edificação.

- Assegure-se de que o contrato especifica a localização exata da unidade pretendida.

Na escolha, observe na planta se o apartamento fica nos fundos ou na frente do prédio, qual a incidência do sol, como é a vista e o que mais achar relevante.

- Certifique-se de que o memorial descritivo da obra identifique a marca e modelo dos materiais e equipamentos utilizados, como, por exemplo, azulejos, piso, metais e elevador.

Vale a pena procurar um engenheiro ou arquiteto para pedir informações sobre a qualidade dos produtos.

- Guarde o material publicitário do empreendimento, como folhetos e anúncios em jornais, para ter provas de eventual propaganda enganosa.

- Certifique-se de que o contrato menciona todas as condições oferecidas, como valor da entrada e prestações intermediárias, índices e periodicidade de reajustes, data da entrega das chaves e projeção do valor da prestação.

Não deixe de confirmar o prazo para início e término da obra e a existência de multa contratual por atraso na entrega. Também risque os espaços em branco.

Em caso de dúvidas, consulte um advogado.

- Pergunte se o empreendimento tem uma comissão de representantes dos compradores, responsável pela fiscalização da obra.

Se não tiver, você pode formar um grupo com a adesão de pelo menos três compradores.

- Verifique se o projeto de incorporação, com número registrado nos informes publicitários, foi aprovado pela prefeitura e registrado no cartório de imóveis da região.

- Procure a Associação dos Mutuários local e o Procon para verificar se existem queixas conta a construtora ou incorporadora.

- Fuja da tentação de fechar o negócio por impulso em feiras de construção sem visitar o local do imóvel.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

FGTS - Saiba como poder usar para aquisição da Casa Própria.

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Os recursos do FGTS podem ser utilizados na compra de imóveis urbanos, novos ou usados, de até R$ 500 mil, em transações à vista, com financiamento ou consórcio.

Respeitado o mesmo limite, também é possível sacar o dinheiro do fundo para construção, financiada ou não.

Nos financiamentos, o saldo do FGTS serve tanto como entrada como na amortização ou quitação da dívida.

Nos consórcios imobiliários, pode ser utilizado em lances ou na complementação do valor da carta de crédito.

Em todos os casos, é necessário se enquadrar nas seguintes condições:



- Não ser proprietário de imóveis no município, cidades vizinhas ou região metropolitana onde se viva ou trabalhe.


- Não ter outro imóvel financiado pelo SFH em qualquer parte do Brasil


- Ter trabalhado sob o regime do FGTS por pelo menos três anos, consecutivos ou não


- Utilizar o imóvel comprado ou construído como residência


- No caso de compra, adquirir casa ou apartamento registrado no cartório de imóveis da região


- Adquirir imóvel que não tenha sido objeto de transações com o FGTS nos últimos três anos

Conheça porque a divida publica do Brasil não é um bicho de sete cabeças e facil de compreende-la.

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Gráfico abaixo mostra evolução da dívida pública brasileira, dívida bruta, desde 2001:


Vemos que houve uma tendência consistente de queda até 2008, queda gerada pelos superavits fiscais primários acumulados no período. Em 2008 esta tendência se reverteu.

De 2008 até meados de 2010 a dívida cresceu bastante, puxada pela desaceleração do PIB e pela forte expansão da carteira de empréstimos do BNDES, expansão esta que é explicada no gráfico abaixo que mostra a expansão dos créditos direcionados no sistema:



Esta expansão da carteira do BNDES demandou injeções maiores de capital no BNDES via empréstimos de longo prazo por parte do Tesouro, o que forçou o Tesouro Nacional a emitir mais dívida para financiar tais injeções de capital, elevando assim a dívida bruta do governo.

Além disto a forte acumulação de reservas cambiais exige que BC esterilize o volume de R$ gerados em tais compras, o que acaba levando a um aumento da dívida pública para financiar tais aquisições de divisas.

Nossas reservas internacionais são financiadas através de dívida emitida pelo governo e não por superavits fiscais. Isto também eleva o endividamento geral do governo. Veja gráfico do crescimento de nossas reservas:



Veja que desde 2006 nossas reservas subiram bastante, o que exigiu emissão de dívida pública para financiar tais compras de dólares. É como se você fosse ao banco tomar dinheiro emprestado para comprar dólares e guardá-los em casa.

Notamos também que mesmo em momentos de crise a queda no volume de nossas reservas é pequena ( em vermelho acima) . Logo não é realista assumir que poderemos vender tais reservas ou reduzi-las de forma significativa a médio prazo.

Teremos que manter tais reservas ou até mesmo subi-las ainda mais se desejarmos evitar uma super valorização do Real. Além disto o BC não gosta de vendê-las: prefere vender dólares usando derivativos e não através de venda a vista nos mercados. Vá entender a razão.

Porém, desde 2010 a dívida retomou tendência de queda apesar do crescimento da carteira de crédito do BNDES e do aumento das reservas. Isto ocorreu pela forte aceleração do crescimento do PIB, que reduziu a razão Dívida / PIB, ao subir o denominador mais rapidamente.

Com a desaceleração da economia que teremos nos próximos meses, que deve ser bastante forte segundo expectativa do BC, tal tendência de queda nesta relação deve ser interrompida, porém não espero um crescimento explosivo da mesma.

Enfim, apesar das reservas e do BNDES, o endividamento público e privado ainda não são o nosso calcanhar de Aquiles.

A inflação alta, baixa taxa de investimento e de poupança e baixa produtividade são nossos problemas reais.

Se :

> reduzirmos inflação , precisaremos de juros menores que irão reduzir taxa de crescimento da dívida

> aumentarmos taxa de investimento, poderemos crescer mais com menos inflação o que ajuda a reduzir relação dívida / PIB

> se aumentarmos produtividade, aumentamos a oferta de produtos e serviços com menor usos de recursos, o que também aumenta crescimento sem inflação e com juros menores

> com maior produtividade, seremos mais competitivos lá fora mesmo com dólar baixo, o que reduziria necessidade do BC acumular tantos dólares para evitar apreciação do Real

> se aumentarmos nossa poupança interna não precisaremos que BNDES se endivide para poder emprestar. Teremos poupança para financiar a produção diretamente

Enfim, se encaminharmos as questões fundamentais de nossa economia, não precisamos nos preocupar com problemas fiscais similares ao que ocorreram na Europa.

O endividamento público e privado excessivo na periferia da Europa foi resultado de uma baixíssima produtividade e da queda na poupança interna.

Se eles tivessem aumentado a produtividade e elevado a taxa de poupança e, consequentemente, o investimento autofinanciado, não teriam chegado a esta situação.

Soluções de um franqueado que virou franqueador, um pasteleiro que se tornou consultor e um "nerd" que foi surpreendido – e depois ajudado.

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O empresário Mário Kaphan lembra-se de ter ficado “surpreso e emocionado” ao entrar no prédio da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo para visitar um amigo, em meados de 1994.

Dono da empresa líder em softwares para comunicação de dados, que tinha 47% do mercado na época, ele viu ali uma tela de computador que conseguia transportá-lo para os corredores do Museu do Louvre.

Naquele instante, frente a frente com uma novidade chamada “internet”, Kaphan percebeu que o futuro seria cheio de possibilidades – mas que seu negócio tinha acabado de virar parte do passado.

A empresa vendia “algo equivalente ao browser de hoje”, explica, referindo-se à janela virtual que é aberta quando você acessa a rede. Tornada obsoleta pela própria internet, não demorou para que a Humana Informativa passasse a ser inviável.

Mas o empresário decidiu tentar novamente e fundar outro negócio.

Criou a Vagas, voltada para a parte tecnológica do recrutamento de funcionários – um processo que acabaria turbinado pela própria internet, algoz do empreendimento anterior.

A empresa deve terminar o ano com 130 empregados, faturamento de R$ 19,5 milhões – e acaba de ocupar um novo andar num prédio do centro empresarial do Brooklin, área nobre da capital paulista.

Kaphan faz parte de uma classe de empresários que usou o aprendizado de um negócio fracassado em outro posterior, no qual acabou sendo bem sucedido. De acordo com uma pesquisa do SEBRAE-SP, entre os donos de empresas que fecharam as portas nos últimos anos na capital paulista, 16% tornaram-se novamente empresários.

“Quando a gente abre o primeiro negócio, é comum termos características perigosas, como pressa ou falta de planejamento”, explica Reinaldo Messias, consultor do SEBRAE-SP. “A chance de acertar no segundo é maior”, diz.

O especialista acredita que seguir na mesma área de atuação – como fez Kaphan, permanecendo no campo da tecnologia da informação – é uma boa ideia. “Tem gente que fica mudando de ramo, pensando ‘o que será que está dando dinheiro agora?’”, diz.

“Mas, se você pode levar a experiência da primeira tentativa, fica mais fácil – não precisa ser o mesmo tipo de negócio, mas o mesmo ramo de atividade”, diz. Foi também o que fez o próprio consultor do SEBRAE, quando viu que sua pastelaria estava fritando suas economias pessoais.

No início dos anos 1980, Messias decidiu apostar num produto que considerava revolucionário: os primeiros pastéis de frango com Catupiry da capital paulista. “Abri uma pastelaria na Penha, onde todo mundo estava acostumado a comer pastel de carne, queijo e palmito”, diz. “É muito difícil mudar os hábitos das pessoas”.

Mas, além de esbarrar na questão cultural, houve um sério erro de planejamento.

O aluguel era muito caro, para um comércio que vendia um produto tão barato. “Tinha de vender muitos pasteis só pra pagar o aluguel. Percebi que o local ideial para se ter uma pastelaria é um trailer”, diz. Esse ponto – o planejamento financeiro – é outro no qual um negócio fracassado pode ajudar uma tentativa seguinte a dar certo.

“A própria experiência do primeiro negócio é um planejamento para o segundo – e as pessoas quebram, principalmente, por falta de planejamento”, diz. Segundo o SEBRAE-SP, entre as empresas que chegam vivas ao quinto ano, 73% haviam planejado antes de abrir as portas, e 52% não.

Assim, após dois anos acumulando dívidas, Messias decidiu fechar a pastelaria e abrir um novo negócio, no qual poderia aproveitar a experiência do primeiro. Criou uma consultoria para o setor de serviços – e foi bem-sucedido.


Tempo para sacudir a poeira


Detectar rapidamente que um negócio está condenado é um fator importante. Quanto antes for decretado o fechamento das portas, menos dívidas serão acumuladas, explica o consultor do SEBREAE-SP. Mas, pisar no acelerador e “emendar” o segundo negócio no primeiro, é uma questão mais complexa.

No caso de Kaphan, que passou a se definir como "um nerd mais maduro", funcionou. Ao perceber que a Humana Informática não teria futuro, ele começou a planejar a próxima empreitada já nas salas da empresa antiga.

Após três meses de “brainstorm”, o novo negócio estava quase pronto para nascer – inclusive com o aproveitamento de pessoas da equipe. Para não deixar que o passivo da primeira empresa atrapalhasse o investimento na segunda, ele manteve a Humana formalmente aberta e fez um plano para equacionar as dívidas, numa espécie de parcelamento – a empresa existe, no papel, até hoje.

Hipólito: após decepção com Subway, "intervalo" como empregado custeou novo empreendimento

Já o empresário Artur Hipólito não pode fazer o mesmo. Após apostar na chegada da rede de alimentação Subway ao Brasil, em 1995, ele quebrou e precisou voltar a ser funcionário de carteira assinada – ainda que temporariamente.

“Foram três anos de investimento e dedicação a um projeto que vimos naufragar da noite para o dia. Os recursos se esvaíram, pois arcamos com o prejuízo dos valores investidos e com o fechamento da empresa”, conta. “Voltei para o mercado de trabalho e ingressei na área comercial do Grupo Wizard”, lembra o empresário.

Após reerguer as finanças, Artur e a esposa Léa decidiram tentar outra vez. Fizeram, também, a opção de continuar numa área na qual tinham acumulado experiência: a de franquias. Abriu – e passou a franquear – uma marca voltada ao reforço escolar, chamada Tutores. Deu certo. Em pouco tempo, o negócio se transformou em uma rede de microfranquias – que, em 2009, fez nascer o Grupo Zaion, que já conta com 500 franqueados no Brasil.

Ao passar de franqueado para franqueador, o empresário levou experiências importantes do primeiro para o segundo negócio. “Aprendi, com a primeira e triste experiência no franchising, que precisamos ter muita atenção com nossos franqueados, pois o sucesso deles será o sucesso da nossa operação”, conta.


Churchill explica

Nos EUA, principalmente entre os empreendedores digitais do Vale do Silício, tem força a ideia de que não se deve lamentar – ou condenar o empresário – em caso de fracasso, e sim tirar proveito da situação.

Vários exemplos de sucesso, por lá, surgiram após tentativas malsucedidas – como o Lisa, computador da Apple, lançado em 1983, que naufragou rapidamente, mas foi o antecessor do Macintosh.

Não a toa, foi uma americana, chamada Cass Phillips, a criadora do FailCon, uma conferência inteira para discutir a importância de fracassar nos negócios. A edição deste ano acontece no próximo dia 24. Também foi numa faculdade americana, a de Harvard, que J. K. Rowling, autora da série Harry Potter, fez um emblemático discurso sobre os benefícios do fracasso.

Mas, quando o assunto é esse, talvez nenhum nome seja mais lembrado que o do legendário político e escritor inglês Winston Churchill. No começo de sua trajetória, ele foi apontado como o principal responsável pelo fracasso do exército inglês na Campanha dos Dardanelos. Depois, é quase desnecessário dizer, teve papel fundamental na vitória aliada sobre os nazistas, durante a Segunda Guerra.

Diversas frases são infinitamente citadas como se fossem de Churchill na internet – “o sucesso não é o final, o fracasso não é fatal: o que conta é a coragem para continuar”, ou “sucesso é ir de fracasso em fracasso sem nunca perder o entusiasmo”.

Elas nunca foram ditas por ele, segundo informa a Fundação Winston Churchill ao Economia Nacional e Mundial. Mas a experiência pessoal fez, sim, com que Chirchill eternizasse algumas palavras sobre derrotas e vitórias – que, com certeza, cabem ao mundo dos negócios. Um exemplo? ”Ninguém pode garantir o sucesso na guerra, mas apenas merecê-lo”.


Sindicalistas rejeitam propostas e Correios e bancarios continuam em greve e sem previsão de término

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Os sindicatos que representam os trabalhadores dos Correios nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul rejeitaram a proposta acertada na última terça-feira, 4, entre a estatal e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect).

Com isso, a greve dos funcionários dos Correios deve continuar em todo o País.

Nesta tarde, ainda serão realizadas assembleias nos outros Estados, mas o próprio presidente da Fentect, José Rivaldo da Silva, reconheceu que, com a rejeição por parte desses sindicatos, que são os mais representativos do País, o movimento grevista deve continuar até que o dissídio da categoria seja julgado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Segundo Elias Cesáreo de Brito Júnior, presidente do Sintect de São Paulo, o principal ponto de insatisfação da categoria é o desconto de seis dias na folha de pagamento e a compensação dos outros 15 em finais de semana.

Ele explicou que atualmente um funcionário dos Correios que trabalha aos sábados tem direito a dois dias de folga por semana. Mas, na forma estipulada no acordo, cada sábado trabalhado compensará apenas um dia parado.

Outro ponto de insatisfação, segundo Brito Júnior, está no fato de os Correios não terem aceitado dar o aumento linear de R$ 80,00 a partir de 1º de agosto, data base da categoria.

Pelo acordo fechado ontem, esse acréscimo incidirá apenas a partir do salário de outubro.

Amanda Gomes Corcino, presidente do Sintect do Distrito Federal, admitiu que, com a rejeição da proposta, haverá o desconto automático de todos 21 dias da greve.

Mas, ela ponderou que os trabalhadores preferiram deixar a decisão para o TST ao invés de aceitar as condições até então acordadas.

Ela disse que espera que até segunda-feira, quando está marcada nova audiência no TST para discutir a questão, as negociações avancem com a empresa em relação à compensação dos dias parados e também em relação ao aumento real nos salários.

A greve nacional dos bancários de 2011 já é a mais forte dos últimos 20 anos, segundo comunicado divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Os bancários fecharam 8.556 agências de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal nesta quarta-feira, nono dia de paralisação, superando o pico da greve de 2010, quando os trabalhadores pararam 8.278 unidades em todo país.

O balanço foi feito pela Contraf-CUT a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 19h.

“A força da greve é fruto da insatisfação cada vez maior dos bancários com o silêncio da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que se mantém intransigente e não retoma o processo de negociações”, afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, em comunicado enviado à imprensa.

“Que os bancos não se enganem: a greve continuará crescendo ainda mais se eles teimarem em não dialogar e fazer uma proposta decente, que atenda as justas reivindicações dos bancários”, disse o sindicalista.

Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, após a rejeição da proposta de reajuste de 8% apresentada pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

A Contraf-CUT afirma não ter recebido até agora resposta para a carta enviada na terça-feira à Fenaban.