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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Presidenta Dilma relata em NY que crise afeta mais mulheres.

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Pobreza, analfabetismo, falhas do sistema de saúde, conflitos e violência sexual atingem mais as mulheres, que também têm salários mais baixos e presença reduzida nas instâncias de poder.

E a situação pode se agravar com a crise, disse Dilma em Nova York, durante evento promovido pela ONU Mulher.

"Apesar de alguns avanços notáveis, a desigualdade permanece em pleno século 21. São as mulheres que mais sofrem com a pobreza extrema, com o analfabetismo, com as falhas do sistema de saúde, com os conflitos e com a violência sexual.

Em geral, as mulheres recebem salários menores pela mesma atividade profissional e têm presença reduzida nas principais instâncias decisórias", disse Dilma durante o Colóquio de Alto Nível sobre a Participação Política de Mulheres, diálogo promovido pela ONU Mulher, agência das Nações Unidas dedicada à mulher.

"A crise econômica e as respostas equivocadas a ela podem agravar esse cenário, intensificando a feminização de pobreza", destacou a presidenta. Por isso, combater as consequências e também as causas da crise é essencial para o empoderamento das mulheres", ressaltou a presidenta.

Dilma enfatizou que seu governo tem se esforçado para mudar o cenário de desvantagem da mulher no Brasil. "Tenho me esforçado para ampliar a participação feminina nos espaços decisórios. Dez ministérios do meu governo são comandados por mulheres.

Em especial, quero enfatizar que o núcleo central do meu governo é constituído por mulheres ministras.

O Brasil criou, em nível ministerial, a Secretaria de Políticas para Mulheres, cujo objetivo é incorporar a perspectiva de gênero em todas as políticas públicas", destacou a presidenta.

Ela reconheceu, no entanto, que ainda há muito o que fazer para o país chegar a uma situação igualitária entre homens e mulheres nas instâncias de poder.

"Fui eleita presidenta do Brasil 121 anos depois da proclamação da República e 78 anos depois da conquista do voto feminino. Somos 52% dos eleitores, mas apenas 10% do Congresso Nacional", disse a presidenta.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

BC reduzirá projeção de crescimento em 2011 a 3,5%.

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O Banco Central (BC) já trabalha com uma projeção de crescimento de cerca de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, afirmou uma fonte do governo à Reuters.

A nova estimativa está abaixo da expansão de 3,79% prevista por analistas do mercado, segundo a última sondagem Focus divulgada na semana passada.Esta semana o BC surpreendeu ao reduzir em 0,5 ponto a taxa básica de juros (Selic).

A maioria dos analistas esperava manutenção da taxa em 12,50%, com alguns investidores apostando em redução de 0,25 ponto.

O Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, justificou a decisão argumentando que o cenário externo deteriorado contribuirá para intensificar a desaceleração doméstica já observada no segundo trimestre.

Oficialmente, o prognóstico do BC ainda é de expansão de 4%, mas o dado será revisto no final de setembro na divulgação do relatório trimestral de inflação.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta sexta-feira que o PIB cresceu 0,8% no segundo trimestre na comparação com o primeiro.