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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Este é o governo de “maior desmando da história da República”.

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O Economia Nacional e Mundial consultou o pós-doutor em Direito, Alexandre Coutinho Pagliarini, sobre a corrupção do sistema político no país e o papel da imprensa e da sociedade civil na frente contra a impunidade.

Alexandre não acredita na “faxina ética” da presidente Dilma. Para ele, a realidade política atual é refletida pelo “governo com o maior desmando da história da República”.

O especialista apontou a necessidade de uma reforma constitucional para que a governabilidade não seja sustentada à base de troca de favores e interesses: “Na constituição de 1988, os nossos constituintes puseram elementos de presidencialismo e elementos de parlamentarismo na ordem política.

A decisão final foi pelo presidencialismo, entretanto, foram deixados alguns elementos parlamentaristas na Constituição. Isso faz com que o poder executivo tenha que resolver – em governos desonestos – questões políticas a base do troca-troca, ou seja, conseguir sustentabilidade nas votações parlamentares. Há esse defeito constitucional”, apontou.

Na conversa com o Imil, Pagliarini comentou as demissões ministeriais, a postura de Dilma Rousseff e o papel da imprensa e da sociedade civil. Leia:


DEMISSÕES MINISTERIAIS

Pagliarini nega que a corrupção no Brasil venha sendo combatida pela presidente já que, segundo ele, “as cinco demissões de ministros se deram por conchavos partidários”. Em crítica ao governo, disse: “Especificamente nos governos do PT, a corrupção se alastrou de modo assustador.

Prova disto é que em nove meses tivemos a queda de cinco ministros, algo inédito. Chegam a ser jocosas as razões que levam as quedas. Peguemos o exemplo do Pedro Novais: ele está cobrando da Câmara dos Deputados a devolução de R$ 2.156 reais que gastou em um motel no Maranhão, além de ter posto o motorista da Câmara pra ser motorista particular da mulher dele.

Como se não bastasse, o secretario executivo dele foi preso pela Operação Voucher da Polícia Federal por repasses ilegais que eram feitos a ONG”.


A POSTURA DA PRESIDENTE

Questionado sobre qual seria a postura ideal de um presidente frente à corrupção, o especialista do Instituto Millenium apontou o ex-presidente Itamar Franco como exemplo. Pagliarini lembrou o caso do ex-ministro Henrique Agrives, afastado do cargo por denúncias durante o governo Itamar: “No governo dele fizeram denúncia contra o ministro Henrique Agrives, que foi imediatamente exonerado do cargo.

Após investigação a justiça apurou que não havia nada de errado com o ministro. Essa é a atitude que o presidente deve ter. Quando houver a mínima denúncia, deve haver o afastamento. O cargo de ministro não dá ao ocupante estabilidade trabalhista.

Ele pode ser demitido a qualquer momento, mesmo sem motivos. O presidente é absolutamente autorizado constitucionalmente a nomear e a exonerar seus ministros escolhidos”, afirmou.

Alexandre acredita que esta deveria ter sido a reação da presidente frente às inúmeras denúncias contra alguns de seus ministros, e a acusa de omissão: “Não faz sentindo – juridicamente falando – a omissão da presidente Dilma.

O sitema presidencialista abriga o princípio da responsabilidade dos chefes do poderes executivos, que respondem pessoalmente pelo ato de seus ministérios. Deveriam abrir uma CPI para apurar diretamente o crime de responsabilidade da presidente Dilma Rousseff, por permitir que no governo haja tanta corrupção.

Consequentemente, se houver um relatório decisivo da CPI, se ela for aberta, esse relatório deveria ficar a disposição de qualquer um da sociedade para que fosse apresentada denúncia contra ela ao Senado Federal. Sendo assim, o Senado teria o prévio juízo de admissibilidade da denúncia na câmara dos deputados.

Aceita a denúncia pela câmara, os senadores julgariam o caso sob a presidência do presidente do Supremo Tribunal Federal, como ocorreu com o presidente Collor. Eu creio que já existam provas que possibilitam a abertura da CPI. Este seria o primeiro passo”, acredita.


O PAPEL DA SOCIEDADE CIVIL E DA IMPRENSA

Pagliarini exaltou o papel da imprensa e da sociedade na luta contra a corrupção. De acordo com o advogado, a imprensa deve ter seu papel oficializado, não apenas divulgando as denúncias, mas apresentando-as com suas devidas provas de forma oficial ao Ministério Público. Esse ofícios sim, “para fechar o cerco”, deveriam ser divulgados.

Em relação à população, o especialista defendeu a institucionalização do “recall” no país: ”Devemos exigir uma reforma constitucional para que tenhamos um instituto democrático que se chama “recall”, já existente na Suíça e na Alemanha.

No Brasil, os nossos mandatários só perdem o cargo em 4 hipóteses: morte, renúncia, condenação por crime comum e condenação por crime de responsabilidade. O “recall” permite a perda do mandato por falta de preparo político, não cumprimento de promessas eleitorais e ineficiência no cargo”, explicou.

O advogado defendeu outras mudanças: “Os ministros do STF e o Procurador Geral da República devem ser eleitos por juízes membros do Ministério Público, defensores públicos e advogados, que formariam um colégio eleitoral qualificado.

Feito isso, o mais votado seria submetido a uma investigação pelo Senado e pela Câmara, aí sim, poderia receber o cargo, mas com um mandato limitado. O minitro do STF tem cargo vitalício, isso é absurdo.

Para concluir, Alexandre lembrou que a reforma política, parada no Congresso Nacional, deveria ser aprovada e submetida a referendo popular, para que o povo se responsabilize e tenha mais consciência de democracia e de cidadania.

“O povo brasileiro, mal educado num dos piores sistemas educacionais do mundo, não tem participado da política. Existem problemas históricos de falta de investimento governamental em educação, além do povo sempre ter sido deixado a parte do processo decisório. Poucos foram os momentos de democracia no nosso país”, concluiu.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Procuradoria Regional da República da 1ª Região tenta derrubar super salários da Câmara dos Deputados.

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A Procuradoria Regional da República da 1ª Região (PRR1) entrou com um recurso na Justiça Federal para tentar derrubar decisão que liberou o pagamento de salários acima do teto constitucional na Câmara dos Deputados.

Na semana passada, decisão do presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), Olindo Menezes, derrubou entendimento anterior que suspendia o pagamento.

De acordo com o procurador Marcus da Penha Souza Lima, o desembargador distorceu o conceito de ordem pública e “enveredou por trilhas que não parecem as mais adequadas”.

No entendimento de Menezes, a suspensão do pagamento poderia gerar danos à ordem pública e a paralisação do trabalho na Casa legislativa, o que foi contestado pelo procurador, para quem não há indícios de que isso ocorreria.

“O que se observa, portanto, é que o debate sobre eventuais danos pelo corte de horas extras é impossível, à míngua de elementos que atestem o prejuízo à continuidade do serviço público”, afirmou o procurador.

Ele acredita que, para impedir a realização de horas extras, basta fazer o remanejamento de funcionários.

O procurador também lembra que a incidência do limite constitucional, de R$ 26,7 mil, não impede horas extras, apenas coloca um limite de pagamento.

Ele alega ainda que o juiz de primeiro grau que suspendeu o pagamento embasou seu entendimento em diretrizes firmadas pelo Supremo Tribunal Federal.

“Também é importante registrar o paradoxo que advém de considerar que o cumprimento do teto remuneratório pelos servidores atenta contra a ordem administrativa, uma vez que o preceito normativo que impõe o limite remuneratório partiu justamente do Poder Legislativo”.

No final de agosto, a PRR1 também entrou com recurso contra decisão semelhante que liberou pagamento de supersalários no Senado Federal.

Aumentar os investimentos para atender com qualidade é obrigatório para as empresas que oferecem serviços de internet.

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Aumentar os investimentos para atender com qualidade é obrigatório para as empresas que oferecem serviços de internet fixa e móvel no país.

A avaliação é do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, para quem a questão da qualidade da internet virou um “problema nacional”.

“Todo mundo acha que tem que melhorar a qualidade, está cobrando e zangado com a internet, precisamos melhorar”, disse à Economia Nacional e Mundial.

Ele lembrou que, até outubro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deverá aprovar as novas regras de qualidade para o setor, que devem começar a vigorar no início do ano que vem. O regulamento estabelece que as empresas com mais de 50 mil assinantes deverão entregar aos consumidores pelo menos 60% da velocidade de internet que foi contratada, em uma média mensal.

“As empresas estão reclamando porque vão ter que fazer mais investimentos para atender com essa qualidade. Acho que isso é obrigatório, as empresas estão vendendo muito, em alguns casos vendem e depois não conseguem nem sequer atender o serviço com a qualidade que é exigida hoje”, reclamou o ministro.

Para incentivar a qualidade dos serviços de banda larga, o governo deve lançar em breve o Regime Especial de Tributação do Programa Nacional de Banda Larga, que deve resultar em uma renúncia fiscal de R$ 4 bilhões até 2016. A expectativa é que as desonerações gerem um aumento de R$ 20 bilhões nos investimentos em redes de alta velocidade nos próximos quatro anos.

Segundo o ministro, a proposta deve ser encaminhada ao Congresso Nacional por meio de uma medida provisória. Os ajustes técnicos entre os ministérios das Comunicações e da Fazenda já foram feitos, agora só falta a última palavra da presidenta Dilma Rousseff, que deverá revisar o projeto assim que chegar da viagem à Nova York.

Paulo Bernardo também comentou a nova legislação para TV por assinatura, que foi sancionada na semana passada pela presidenta Dilma Rousseff. Para ele, as novas regras vão possibilitar o aumento no número de licenças, especialmente de pequenas empresas interessadas em oferecer o serviço.

Segundo o ministro, a Anatel recebeu cerca de 700 pedidos de licença e a tendência é de que mais de 300 novas pequenas empresas entrem no negócio, além das empresas de telecomunicações. “Vai aumentar a oferta de serviços, acirrar a concorrência e o consumidor vai ter muito mais opções para escolher, além da diminuição de preços”.

Presidenta Dilma relata em NY que crise afeta mais mulheres.

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Pobreza, analfabetismo, falhas do sistema de saúde, conflitos e violência sexual atingem mais as mulheres, que também têm salários mais baixos e presença reduzida nas instâncias de poder.

E a situação pode se agravar com a crise, disse Dilma em Nova York, durante evento promovido pela ONU Mulher.

"Apesar de alguns avanços notáveis, a desigualdade permanece em pleno século 21. São as mulheres que mais sofrem com a pobreza extrema, com o analfabetismo, com as falhas do sistema de saúde, com os conflitos e com a violência sexual.

Em geral, as mulheres recebem salários menores pela mesma atividade profissional e têm presença reduzida nas principais instâncias decisórias", disse Dilma durante o Colóquio de Alto Nível sobre a Participação Política de Mulheres, diálogo promovido pela ONU Mulher, agência das Nações Unidas dedicada à mulher.

"A crise econômica e as respostas equivocadas a ela podem agravar esse cenário, intensificando a feminização de pobreza", destacou a presidenta. Por isso, combater as consequências e também as causas da crise é essencial para o empoderamento das mulheres", ressaltou a presidenta.

Dilma enfatizou que seu governo tem se esforçado para mudar o cenário de desvantagem da mulher no Brasil. "Tenho me esforçado para ampliar a participação feminina nos espaços decisórios. Dez ministérios do meu governo são comandados por mulheres.

Em especial, quero enfatizar que o núcleo central do meu governo é constituído por mulheres ministras.

O Brasil criou, em nível ministerial, a Secretaria de Políticas para Mulheres, cujo objetivo é incorporar a perspectiva de gênero em todas as políticas públicas", destacou a presidenta.

Ela reconheceu, no entanto, que ainda há muito o que fazer para o país chegar a uma situação igualitária entre homens e mulheres nas instâncias de poder.

"Fui eleita presidenta do Brasil 121 anos depois da proclamação da República e 78 anos depois da conquista do voto feminino. Somos 52% dos eleitores, mas apenas 10% do Congresso Nacional", disse a presidenta.

domingo, 18 de setembro de 2011

Saiba como a economia pode acarretar o colapso na Web.

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O mundo está diante de um novo risco de colapso. Agora, de suas comunicações de banda larga e, em especial, da internet.

Esse apocalipse pode ser resultado da convergência de mídias e do crescimento explosivo e desordenado dos diversos tipos de conteúdos, em especial de vídeo.

Vejam estes fatos: a cada minuto são postadas 36 horas de vídeo apenas no YouTube.

O que mais preocupa os especialistas é o crescimento exponencial dos dispositivos de comunicação móvel, cujo total poderá chegar a 55 bilhões em 2020, ou seja, quase 6 vezes a população do planeta, no final da década, aí incluídos aqueles utilizados para conexão entre pessoas, bem como entre máquinas.

No final de 2011, o mundo quebrará a barreira dos 6 bilhões de usuários de celular. A expansão dos smartphones e tablets cresce a mais de 20% ao ano.

Não se trata de sensacionalismo. A advertência é de ninguém menos que o secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações (UIT), Hamadoun Touré. Na semana passada, durante o evento Futurecom, em São Paulo, ele declarou que “as redes mundiais de banda larga poderão entrar em congestionamento incontrolável e até em colapso, até 2015, se governos, agências reguladoras, operadoras de telecomunicações, provedores de serviço e produtores de conteúdo não estabelecerem novos padrões de regulamentação”.


Apelo aos surdos

Touré diz que seu apelo até aqui não tem sensibilizado os responsáveis pelas soluções. Ele recorda, também, que, no passado, todas as formas de telecomunicações eram fortemente reguladas – do ponto de vista puramente técnico.

E exemplifica: “Imaginem o caos que o mundo enfrentaria hoje se o espectro de frequências radioelétricas fosse utilizado sem os cuidados impostos pelos regulamentos nacionais e internacionais”.

Mesmo na atualidade, raros são os serviços de telecomunicações não licenciados ou livres de fiscalização, como Wi-Fi ou Bluetooth. Não se trata de nenhum controle político ou ideológico sobre a internet ou sobre os meios de comunicação de massa em geral.

“A questão – explica Hamadoun Touré – se assemelha à do congestionamento de uma estrada que, a cada dia, recebe milhares de novos veículos sem ser ampliada para dar vazão ao tráfego. Não é difícil prever que, sem o devido alargamento, a velocidade dos veículos tenderá a zero.”


O grande acordo

É claro a solução não se resume na simples ampliação das redes de banda larga, mas, também, em formas de regulação do próprio processo de convergência de serviços. Para o secretário-geral da UIT “é preciso que as empresas de telecomunicações, de um lado, e os produtores de conteúdo, de outro – incluindo aí os grandes provedores de internet, as grandes redes sociais e as empresas de comunicação de massa – cheguem a um acordo sobre o uso da infraestrutura comum”.

Que fazer diante desse risco? Touré diz que sua esperança está numa reunião mundial que será realizada em Dubai, em novembro de 2012: “Desejo intensamente que nessa reunião mundial dos 193 países associados da UIT consigamos convencer a todos ou, pelo menos, à maioria, da gravidade dos riscos que nos ameaçam a todos e das providências que devem ser tomadas”.

O último regulamento internacional do uso de redes é de 1988 e já se tornou totalmente obsoleto, com a chegada da internet, a digitalização da telefonia, a explosão da comunicação sem fio e da mobilidade e, em especial, da expansão da banda larga.

Como agência especializada das Nações Unidas, responsável pelas regras do uso das telecomunicações, regulação de frequências e de serviços para todos os países, a UIT não tem poder impositivo ou mandatório sobre os países-membros. Sua atuação tem que buscar adesão puramente consensual e atuar com recomendações essencialmente técnicas.

O risco de colapso das redes e as dificuldades de convencer o mundo da gravidade desse perigo se parecem de alguma forma com as previsões de líderes como Al Gore, que há anos vêm pregando sobre os problemas do aquecimento global, de mudanças climáticas, da poluição e da escassez de recursos naturais como a água doce.

A UIT tem tido a mesma dificuldade em sensibilizar os muitos atores envolvidos nesse processo de convergência tecnológica e de serviços.


Bug do milênio?

Lembram-se do “bug do milênio” – anunciado aos quatro ventos como o risco de colapso de todos os computadores do planeta exatamente na passagem do último dia de 1999 para o primeiro do ano 2000? É provável que o risco fosse verdadeiro, mas a maioria das empresas investiu na atualização de seus programas de segurança e nada aconteceu, praticamente.

Isso levou muita gente a supor que as previsões catastróficas fossem um grande trote ou golpe para vender soluções, sistemas e equipamentos de segurança. O que surpreende agora é a reação de muitas pessoas que se irritam com a simples advertência dos líderes.

E, para contestá-los, criam teorias conspiratórias, como se as advertências sobre o risco do colapso escondessem apenas interesses em provocar intencionalmente o pânico entre empresas e pessoas, para vender soluções ou mudar as relações de poder.

A questão não é prever o colapso, mas conscientizar o mundo de que, se as medidas certas não forem adotadas, o colapso pode ocorrer.

Presidente da JAC Motors no Brasil, Sérgio Habib, diz que não tera investimento no Brasil devido IPI.

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Devido ao anuncio do governo Brasileiro, o presidente da JAC Motors no Brasil, Sérgio Habib, disse nesta sexta-feira que o decreto que aumentou o IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) para veículos importados inviabiliza a construção da fábrica da montadora chinesa no país.

O investimento previsto pela JAC nesta fábrica é de US$ 600 milhões.

"Do jeito que está hoje, fica inviável [a construção]", disse.

Habib ponderou que pretende negociar com o governo e que, por ora, o projeto não está suspenso.

"Só começaremos a produção no início do ano que vem, e até lá, as coisas podem mudar. E acho que vão mudar."

O executivo ressaltou, no entanto, que só poderá começar o projeto se houver "segurança jurídica de que seu investimento é viável economicamente".

Antonio Scorza/France Presse

Veículo da chinesa JAC Motors em concessionária no Rio

Ele garantiu que, por enquanto, a JAC tem estoque superior a 30 dias, e que até lá, a empresa não irá aumentar o preço dos carros. "Não vamos repassar isso integralmente. Por enquanto nossos preços continuam os mesmos."

Segundo ele, a JAC pretende cortar custos em propaganda e margem de lucro das concessionárias e do importador.

Mais cedo, a Abeiva (associação dos importadores de veículos) afirmou que a medida é lobby da indústria automotiva brasileira contra o crescimento do comércio de carros importados no país.

O presidente da entidade, José Luiz Gandini, disse que a concorrência com os importados impede que as montadoras elevem os preços do veículos no mercado interno.

De acordo com a Abeiva, o consumidor deverá sentir o impacto do aumento do imposto maior no preço dos carros importados em cerca de um mês.

O ministro Guido Mantega afirmou ontem que a mudança pode representar reajuste de 25% a 28% nos preços para carros que não atenderem às exigências.


PREÇO E PRAZOS

O decreto 7.567, que regulamenta o aumento do IPI para veículos importados ou que não atendam a novos requisitos de conteúdo nacional, foi publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial da União e começou a valer.

Entre as determinações exigidas pelo governo, está a utilização de 65% de componentes fabricadas no país nos carros, realização de investimentos em inovação, pesquisa de desenvolvimento tecnológico no país, correspondente a 0,5% da receita bruta total de vendas de bens e serviços.

As empresas também terão que atender, em 45 dias, pelo menos seis de 11 etapas de produção definidas pelo governo. Entre elas, fabricação de motores e montagem de chassis.




Durante os 45 dias, todas as montadoras estão habilitadas provisoriamente ao novo regime automotivo e o imposto continua nos níveis atuais, mesmo para as importadoras.

O decreto também determina que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior será o responsável por fazer a habilitação definitiva dessas fábricas.

Caso seja constatado que elas não cumprem as exigências determinadas pelo governo elas terão de recolher posteriormente a diferença de IPI referente a esses 45 dias.

A associação também irá publicar, amanhã, uma carta aberta endereçada à presidente Dilma Rousseff afirmando que a medida é inconstitucional e que fere o bolso do consumidor brasileiro.

sábado, 17 de setembro de 2011

Voz do Povo: Saiba o que a população brasileira pensa e relata sobre a economia e a diversidade de crescimento brasileiro.

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Após o anuncio do Governo sobre o IPI, entrevistamos muitos populares e estreamos a reportagem Voz do Povo.

Ao qual veja se você tem a mesma opinião e se concorda com o descrito sobre essa guerra que tomou conta da Economia Mundial.

Pura conversa política. Os políticos e muitos poderosos querem controlar a população e estão desesperados porque cada vez mais pessoas estão acordando e combatendo esse sistema pérfido, e a internet é uma ferramenta muito poderosa do povo.

A própria Hillary Clinton admitiu que eles estão perdendo a guerra da informação. O povo é quem vai ganhar.

A web é o maior exemplo de como o livre mercado é o meio mais eficiente e justo de um ser humano contribuir com o outro e desenvolver a sociedade. Fosse ela regulada pelo estado, não seria nem 5% do que é hoje.

Colapso..??!! Oh, não, mais uma reportagem(?) querendo faturar em cima do medo das pessoas..!! Que argumentos técnicos são esses? Repare que simplesmente não há..!! Esses novos profetas do apocalipse só estão querendo colocar um bode na sala, prá depois tirá-lo, com a idéia “brilhante” (e simples) de cobrar mais dos usuários finais..!!!

Acompanho o crescimento do backbone internet desde 1993, e quem passou pela explosão da bolha entre 2000 e 2001, passou pela explosão da demanda, e está muito bem preparado para futuras demandas. Quem não está são os acionistas de algumas empresas, como a Comcast, nos EUA, que degradou a performance de sua rede, para vender tráfego “rápido” para quem pagasse mais.

Ou seja, os proponentes da pretensa “regulação” da internet estão apenas querendo se aproveitar da ubiquidade da internet para multiplicar seus lucros, com o “efeito manada”, semelhante ao que ocorre na bolsa de valores. Isto remete DIRETAMENTE ao debate da “Net Neutrality”, e parece que ainda ecoa na cabeça de alguns jornalistas. Se não sabe, é ingênuo, e se sabe, é mal intencionado.

Essa pretensa entidade UIT, com “credibilidade e respeito mundial” é o resultado do laboratório de criação do mal, e mexe profundamente com a ideologia de liberdade existente na internet. Em outras palavras, eles querem que gente como eu e você que lê apenas pague mais prá eles financiarem suas expansões de rede. Isso seria claramente o fim da internet, nos moldes que se vê hoje.

Em 1993, algumas empresas investiram *bilhões* de dólares, para criar a chamada superestrada da informação. No final, quem venceu foi a internet, pois seu modelo de liberdade é insuperável, e quem apostou que iria submeter a todos com uma rede paga, simplesmente perdeu seus bilhões de dólares. Houve uma conferência em Lisboa em 2010, na Anacom, patrocinada por essa “respeitada” UIT, que foi uma palhaçada, um mero lobby na cabeça de gestores de TI, onde, ao invés de argumentos técnicos a favor da regulação, parecia mais um exercício de bolsa de valores, onde somente se falou em livre concorrência, que o usuário final tinha o “direito” de escolha.

Tá, eu também quero o direito de escolha, Ethevaldo Siqueira, crie uma empresa onde posso baixar meus videos mais rápido, e tudo bem. Mas não obrigue a todos os demais a ter uma rede mais lenta só porque eu estou te pagando mais.

Você devia ter passado lá, prá pegar seu cheque, prá defender uma idéia absurda destas. Deixe eu apenas lhe informar que isso mexe profundamente com a ideologia de militantes da liberdade da internet como eu, que estão prontos prá lançar uma Jihad, prá esclarecer as pessoas sobre absurdos como esse.

E tenha a certeza de que não estou sozinho.

Crise grave na Europa é fácil segundo a manchete do Paulo Henrique Amorim no seu blog:

“O Brasil vai salvar a Europa. FHC-PiG (*)-Cerra corta os pulsos !”

Paulo Henrique Amorim está trombeteando , como a oitava do Apocalipes, que o Brasil vai salvar a Europa.

Seu leitor, babando por causa da manchete produzida,abriu o coração e quase aos prantos, cívicos, diga-se, tremulou:

“nádja rocha
disse:
13 de setembro de 2011 às 16:57Se eu não estivesse viva, eu não acreditaria…rsrsrs

Os tupiniquins? Emprestando aos loiros de olhos azuis?

Isso com certeza é o final dos tempos…Não o bíblico, mas a mudança geopolítica do novo século.Bin Laden ganhou, os EUA estão saindo do páreo. ”

O Brasil tem dívida externa de US$ 380 bilhões, entre particulares e a União. Da nossa Dívida Pública Bruta devemos US$ 250 bilhões a residentes no exterior, o que é claramente dívida externa.

Pode-se dizer, e aceito ajuda de quem se oferecer para melhorar a questão, que temos Dívida Externa Pública e Privada é de mais de US$ 500 bilhões.

Segundo o site do BC temos um passivo com o mundo de US$ 700 bilhões(todos negócios entre residentes no Brasil e estrangeiros)!

Isso está no site do Banco Central. Mas a mídia vendida não quer nem saber e só quer enrolar o vulgo.