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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

FGTS - Saiba como poder usar para aquisição da Casa Própria.

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Os recursos do FGTS podem ser utilizados na compra de imóveis urbanos, novos ou usados, de até R$ 500 mil, em transações à vista, com financiamento ou consórcio.

Respeitado o mesmo limite, também é possível sacar o dinheiro do fundo para construção, financiada ou não.

Nos financiamentos, o saldo do FGTS serve tanto como entrada como na amortização ou quitação da dívida.

Nos consórcios imobiliários, pode ser utilizado em lances ou na complementação do valor da carta de crédito.

Em todos os casos, é necessário se enquadrar nas seguintes condições:



- Não ser proprietário de imóveis no município, cidades vizinhas ou região metropolitana onde se viva ou trabalhe.


- Não ter outro imóvel financiado pelo SFH em qualquer parte do Brasil


- Ter trabalhado sob o regime do FGTS por pelo menos três anos, consecutivos ou não


- Utilizar o imóvel comprado ou construído como residência


- No caso de compra, adquirir casa ou apartamento registrado no cartório de imóveis da região


- Adquirir imóvel que não tenha sido objeto de transações com o FGTS nos últimos três anos

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Educação Financeira em um País que desconhece o ensinamento de Juros e financiamento.

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Já comentamso muitas vezes aqui no Economia Nacional e Mundial que não é de hoje que a questão da educação me incomoda.

Falo da educação formal, aquela do dia a dia na escola, das aulas, tarefas e convívio com professores e orientadores, mas também da educação do cidadão, a do respeito aos direitos dos outros, do tratamento educado e do exemplo familiar.

Convido o leitor a olhar para as escolas, professores e crianças de seu convívio.

Os professores são devidamente valorizados, preparados e motivados? Como as crianças se comportam quando na presença de outras crianças e adultos? Como vem sendo seu desempenho em disciplinas importantes como matemática, ciências e história? Como anda a gramática, seu vocabulário e capacidade de criar uma boa redação?

A relação entre professores, pais e alunos também requer reflexões profundas.

Quantas dessas crianças têm o hábito de ler, de gibis a livros? Quais são os exemplos dados pela família e tutores no sentido da construção do cidadão? O material didático e o programa pedagógico são adequados?

Suas respostas serão, provavelmente, as mesmas que já ouvi inúmeras vezes por ai: “A escola particular oferece boa educação, mas é cara.

A escola pública é acessível, mas também ineficiente, mal administrada e de péssima qualidade”. Pois é, como formar adultos mais conscientes em um cenário assim?

Prova ABC
O nosso sentimento ganhou um apoio estatístico. O grupo formado pelo Todos pela Educação, Instituto Paulo Montenegro/Ibope, Inep/MEC e Cesgranrio aplicou uma avaliação em 250 escolas, escolhidas por sorteio, durante o primeiro semestre deste ano.

A Prova ABC, como foi chamada, continha 20 questões de matemática e português e uma redação.

No total, 6.000 alunos que concluíram o 3º ano do ensino fundamental (antiga 2ª série), de escolas públicas e privadas, realizaram o teste. Para medir o desempenho dos alunos, os organizadores definiram 175 pontos como a pontuação mínima esperada para matemática e português e 75 pontos para a redação.

Os resultados assustam:

  • Na média, 56,1% dos alunos atingiram o desempenho esperado em português, 53,4% em redação e 42,8% em matemática;
  • Os resultados apenas da rede pública são lamentáveis. Apenas 48,6% dos alunos atingiram nota mínima em português. Os números então desabam: 43,9% dos alunos da rede pública atingiram a nota mínima na redação e 32,6% o fizeram no teste de matemática;
  • A rede particular atingiu 79% de alunos com pontuação mínima em português, 82,4% em redação e 74,3% em matemática;
  • As diferenças entre os acertos dos alunos de rede pública e privada se acentuam quando comparadas regiões diferentes do Brasil. No Sudeste, 81% dos alunos da rede particular atingiram o mínimo exigido em matemática. Na rede pública, o número caiu para 37%.

Abro espaço para um trecho do editorial da Folha de S. Paulo de domingo, 28 de agosto:

Confirma-se, é claro, a constatação de que o Brasil tarda a enfrentar o desafio que se segue ao processo, bem-sucedido, de universalização do ensino básico.

Garantido o acesso ao ensino fundamental, falta fazer com que se torne, de fato, ensino – Editorial “Tempo Perdido”, Folha de S. Paulo - 28/08/2011.


O que isso tem a ver com educação financeira?


Ora, pense como é grande o desafio de trabalhar conceitos importantes de negociação, cálculo de taxas de juros, comparação de preços e interpretação de contratos quando nossas crianças e jovens sequer são preparados para lidar com o troco do café e com a interpretação de um texto simples.

Como cidadãos, não adianta justificar a situação e simplesmente cruzar os braços. Podemos e devemos agir:

  • Não delegar apenas à escola as ações e exemplos de formação do cidadão permitirá a você criar laços duradouros com seus filhos e familiares. Mais do que citar e valorizar bons modelos, é preciso ser e agir como modelo ;
  • Agir mediante princípios e valores éticos absolutamente transparentes e sinceros deve ser a conduta básica do cidadão no dia a dia – e não um diferencial ou uma qualidade presente apenas em poucas pessoas;
  • Preocupar-se com a formação continuada e melhorada significa preparar-se para melhores oportunidades de trabalho, mantendo a empregabilidade em níveis elevados – atitude que traz aumento de renda, mais qualidade de vida e ascensão profissional.

A relação entre a qualidade do ensino e o potencial de uma nação, apesar de não ser clara para todos, existe e tem peso enorme no desenvolvimento e crescimento nacionais.

Como país, fomos corajosos e persistentes ao realizar importantes mudanças econômicas e políticas na nossa jovem democracia.

Que a educação receba a atenção que merece para que tudo o que conquistamos não seja apenas história, mas uma história de sucesso. Porque, lembre-se, queiramos ou não, somos parte dela; melhor que ela seja boa e que possamos contribuir.


Educação Financeira em um País que desconhece o ensinamento de Juros e financiamento.

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Já comentamso muitas vezes aqui no Economia Nacional e Mundial que não é de hoje que a questão da educação me incomoda.

Falo da educação formal, aquela do dia a dia na escola, das aulas, tarefas e convívio com professores e orientadores, mas também da educação do cidadão, a do respeito aos direitos dos outros, do tratamento educado e do exemplo familiar.

Convido o leitor a olhar para as escolas, professores e crianças de seu convívio.

Os professores são devidamente valorizados, preparados e motivados? Como as crianças se comportam quando na presença de outras crianças e adultos? Como vem sendo seu desempenho em disciplinas importantes como matemática, ciências e história? Como anda a gramática, seu vocabulário e capacidade de criar uma boa redação?

A relação entre professores, pais e alunos também requer reflexões profundas.

Quantas dessas crianças têm o hábito de ler, de gibis a livros? Quais são os exemplos dados pela família e tutores no sentido da construção do cidadão? O material didático e o programa pedagógico são adequados?

Suas respostas serão, provavelmente, as mesmas que já ouvi inúmeras vezes por ai: “A escola particular oferece boa educação, mas é cara.

A escola pública é acessível, mas também ineficiente, mal administrada e de péssima qualidade”. Pois é, como formar adultos mais conscientes em um cenário assim?

Prova ABC
O nosso sentimento ganhou um apoio estatístico. O grupo formado pelo Todos pela Educação, Instituto Paulo Montenegro/Ibope, Inep/MEC e Cesgranrio aplicou uma avaliação em 250 escolas, escolhidas por sorteio, durante o primeiro semestre deste ano.

A Prova ABC, como foi chamada, continha 20 questões de matemática e português e uma redação.

No total, 6.000 alunos que concluíram o 3º ano do ensino fundamental (antiga 2ª série), de escolas públicas e privadas, realizaram o teste. Para medir o desempenho dos alunos, os organizadores definiram 175 pontos como a pontuação mínima esperada para matemática e português e 75 pontos para a redação.

Os resultados assustam:

  • Na média, 56,1% dos alunos atingiram o desempenho esperado em português, 53,4% em redação e 42,8% em matemática;
  • Os resultados apenas da rede pública são lamentáveis. Apenas 48,6% dos alunos atingiram nota mínima em português. Os números então desabam: 43,9% dos alunos da rede pública atingiram a nota mínima na redação e 32,6% o fizeram no teste de matemática;
  • A rede particular atingiu 79% de alunos com pontuação mínima em português, 82,4% em redação e 74,3% em matemática;
  • As diferenças entre os acertos dos alunos de rede pública e privada se acentuam quando comparadas regiões diferentes do Brasil. No Sudeste, 81% dos alunos da rede particular atingiram o mínimo exigido em matemática. Na rede pública, o número caiu para 37%.

Abro espaço para um trecho do editorial da Folha de S. Paulo de domingo, 28 de agosto:

Confirma-se, é claro, a constatação de que o Brasil tarda a enfrentar o desafio que se segue ao processo, bem-sucedido, de universalização do ensino básico.

Garantido o acesso ao ensino fundamental, falta fazer com que se torne, de fato, ensino – Editorial “Tempo Perdido”, Folha de S. Paulo - 28/08/2011.


O que isso tem a ver com educação financeira?


Ora, pense como é grande o desafio de trabalhar conceitos importantes de negociação, cálculo de taxas de juros, comparação de preços e interpretação de contratos quando nossas crianças e jovens sequer são preparados para lidar com o troco do café e com a interpretação de um texto simples.

Como cidadãos, não adianta justificar a situação e simplesmente cruzar os braços. Podemos e devemos agir:

  • Não delegar apenas à escola as ações e exemplos de formação do cidadão permitirá a você criar laços duradouros com seus filhos e familiares. Mais do que citar e valorizar bons modelos, é preciso ser e agir como modelo ;
  • Agir mediante princípios e valores éticos absolutamente transparentes e sinceros deve ser a conduta básica do cidadão no dia a dia – e não um diferencial ou uma qualidade presente apenas em poucas pessoas;
  • Preocupar-se com a formação continuada e melhorada significa preparar-se para melhores oportunidades de trabalho, mantendo a empregabilidade em níveis elevados – atitude que traz aumento de renda, mais qualidade de vida e ascensão profissional.

A relação entre a qualidade do ensino e o potencial de uma nação, apesar de não ser clara para todos, existe e tem peso enorme no desenvolvimento e crescimento nacionais.

Como país, fomos corajosos e persistentes ao realizar importantes mudanças econômicas e políticas na nossa jovem democracia.

Que a educação receba a atenção que merece para que tudo o que conquistamos não seja apenas história, mas uma história de sucesso. Porque, lembre-se, queiramos ou não, somos parte dela; melhor que ela seja boa e que possamos contribuir.