sábado, 1 de outubro de 2011

Dia das crianças não deve ser influenciado pela alta do dólar.

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LinkNas semanas que antecedem o Dia das Crianças, consumidores correm para as lojas para garantirem os presentes.
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Apesar da alta do dólar ser uma das dúvidas dos consumidores em relação aos preços dos brinquedos, eletroeletrônicos e telefonia, custos com presentes não devem aumentar nos próximos dias.

De acordo com a assessora econômica da Fecomercio (Federação do Comércio do estado de São Paulo), Julia Ximenes, os brinquedos podem sofrer impacto da alta do dólar, mas não será para o Dia das Crianças, apesar de 60% do mercado de brinquedos ser importado.

Segundo o economista da FGV (Fundação Getúlio Vargas), André Braz, a alta do dólar aconteceu em um período em que os empresários já estavam preparados para a data.

“O comércio já estava preparado para a data, pois as encomendas já tinham sido feitas. Itens como celular e videogame não devem apresentar aumento”, explica.

Julia explica que o consumidor não deve sentir aumento nos preços em outubro, por conta do aumento do II (Imposto sobre Importação) para brinquedos importados.

Segundo ela, o imposto passou de 20% para 35%, e foi utilizado para fortalecer o mercado nacional.

Desde abril, o preço dos brinquedos importados sofreu altas sucessivas, passando por um realinhamento de preços nos meses de julho e agosto, uma preparação para o Dia das Crianças.

No quarto mês do ano, o brasileiro encontrou os brinquedos 0,80% mais caros, no mês seguinte, a alta foi de 0,35%, seguido por junho, com elevação de 1,03%.

Em julho, quando começou o realinhamento de preço, o consumidor encontrou os brinquedos importados com preço 0,25% menor e, no mês passado, a queda foi de 0,44%.

“Esse cenário mostra que os preços não devem ser reajustados no mês de outubro”, completa Julia.


Outros presentes

Os eletroeletrônicos e telefonia também são opções de presentes para o Dia das Crianças, porém, como parte dos insumos são importados, o consumidor também ficará receoso quanto aos preços.

Neste caso, Julia afirma que pode haver uma recomposição de preço, pois o setor tem apresentado baixas desde 2005.

Mesmo com um possível aumento de preços, não será preocupante. “Até recuperar as baixas, os preços não devem subir de forma cavalar, mesmo com uma pressão mais forte no dólar”, explica.

Em 2005, o setor apresentou queda de 15%; no ano seguinte, a baixa foi de 16%.

Em 2007 e 2008, as quedas foram aproximadas, sendo 12% e 10%, respectivamente. Já em 2009, a queda foi de 4,5% e, no ano seguinte, voltou aos patamares apresentados nos anos anteriores, com queda de 11,05%. Neste ano, a baixa acumulada é de 5,41%.

“Mesmo com esse cenário, não dá para repassar tudo para o consumidor, senão ele não compra. Como não são bens essenciais, o consumidor espera para comprar quando estiver mais barato”, finaliza.

Saiba como investir na bolsa de valores com segurança e sem risco total de perdas.

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Que o investimento em ações é sempre considerado de risco ninguém discute.

Entretanto, mesmo dentro do universo de renda variável, é possível procurar por ações que sejam mais “seguras” e que sofrem menos com as quedas do mercado, de acordo com especialistas.

O analista da Futura Investimentos, Adriano Moreno, ressalta que uma das maneiras de se “proteger” um pouco em momentos de crise é adquirir ações de empresas que pagam bons dividendos.

Desta maneira, o investidor garante um rendimento por meio dos proventos, mesmo que o papel não tenha um desempenho tão significativo.

Além disso, de maneira geral, as ações de empresas pagadoras de dividendos costumam oscilar menos, tanto quando a tendência da bolsa é recuar, quanto quando a tendência é subir.

Para se ter uma ideia, desde a sua criação pela BM&FBovespa, no dia 2 de maio deste ano, o IDIV (índice de dividendos) registrou desvalorização de 2,06% (até fechamento desta quinta-feira – 29).

No mesmo período, o Ibovespa (principal índice da bolsa brasileira) acumula queda de 19,28%.

“As ações de empresas que são boas pagadoras de dividendos oscilam menos. Geralmente são empresas com um fluxo de caixa mais estável e com menos necessidade de investimentos”, afirma Moreno.


Setores

O sócio-diretor da AZ Investimentos, Ricardo Zeno, concorda e acrescenta que as empresas de setores como o de energia e de telecomunicações são as que mais costumam pagar proventos para os seus acionistas e cujas ações possuem menor volatilidade.

“Se olharmos o índice de volatilidade, vemos Cesp (Companhia Energética de São Paulo), Cemig (Companhia Elétrica de Minas Gerais) com muito menos volatilidade do que companhias como GOL e Lojas Renner, por exemplo”, diz Zeno.

Ele ressalta que estes setores são conhecidos por serem inelásticos, ou seja, por mais que a economia enfrente problemas, a demanda por energia e outros serviços públicos não é tão afetada como acontece com outros setores.

“Tanto em momentos de retração quanto de expansão econômicas, as pessoas continuam necessitando de serviços essenciais”, ressalta Zeno.

Segundo Zeno, em momentos como agora, com muita instabilidade internacional, as ações de empresas com atividades ligadas às commodities também costumam sofrer mais, por conta das oscilações das matérias-primas no mercado internacional.

Prova disso é o desempenho dos papéis da Vale. No acumulado do ano, as ações ordinárias da mineradora (VALE3) acumulam queda de 17,87%, enquanto os preferenciais classe “A” (VALE5) perderam 13,69%.

Com a Petrobras a desvalorização é ainda maior: 29,18% das ordinárias (PETR3) e 26,92% das preferenciais (PETR4).


Small Caps

O sócio diretor da AZ lembra que, se mesmo em tempos de calmaria nos mercados, investir em ações de segunda linha é mais arriscado, em momentos de crise e incertezas, os riscos são ainda maiores.

Isto porque estas ações possuem liquidez menor e costumam ter uma volatilidade bastante acentuada. “Se os papéis considerados de 1ª linha já estão oscilando bastante, imagina o dessas empresas.

O risco é muito maior”, afirma.

Ao mesmo tempo, quanto maior o risco, maior também pode ser o retorno.

“O beta dessas ações tende a ser ainda mais agressivo”, diz Zeno.


O beta da ação

Beta é o coeficiente que mede a sensibilidade de um ativo em relação ao comportamento do mercado.

No Brasil, o beta tem como referência o Ibovespa e a relação de paridade entre a ação e o benchmark (índice de referência) se dá com beta igual a 1.

Se o beta da ação for 2, por exemplo, ele é considerado “agressivo” e a tendência é que aquele ativo reaja duas vezes mais forte do que o mercado.

Por exemplo: se o Ibovespa cair 1% e o beta da ação for 2, a tendência é que aquela ação recue 2%.

O mesmo vale se o índice de referencia subir: neste caso, espera-se que a alta seja em dobro.

“O cálculo do beta é feito por meio de algoritmos complexos, mas a maioria das corretoras disponibiliza este coeficiente para os clientes”, ressalta Moreno, da Futura Investimentos.


Saiba como receber mais créditos com a Nota Fiscal Paulista.

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A partir do próximo sábado (1º), consumidores inscritos na Nota Fiscal Paulista poderão solicitar a transferência dos créditos para uma conta-corrente ou poupança de sua titularidade.

Quando este momento chegar, contudo, muitos consumidores podem ter seguinte dúvida: seria possível ganhar mais?

De acordo com o diretor tributário da Confirp Contabilidade, Welinton Motta, não é possível afirmar em que tipo de empresa se deve comprar para ter mais crédito, embora, apesar de não ser regra, os estabelecimentos que geram mais créditos são grandes empresas, que vendem mais.

Como é calculado?

Ainda conforme Motta, o programa da Nota Fiscal Paulista distribui até 30% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) efetivamente recolhido pelo estabelecimento comercial aos consumidores que solicitam o documento fiscal e informam o CPF ou CNPJ, proporcional ao valor da nota.

O cálculo do crédito é feito mensalmente e não no momento de cada operação, o que faz com que o valor a ser recebido leve algumas semanas para ser calculado e disponibilizado para consulta na internet.

O especialista lembra ainda que existem empresas que não emitem esse crédito, como as pequenas empresas optantes do Simples Nacional.

O mesmo ocorre em caso de compra de produtos que não geram créditos, como itens que fazem parte da cesta básica, livros e alguns tipos de materiais de construção e produtos sob regime de substituição tributária, cujo imposto incide sobre o distribuidor, a exemplo do que ocorre com combustíveis, sorvete e cigarros, dentre outros.

Além disso, lembra, “há empresas que antecipam compras e não têm impostos para pagar no mês, o que acaba não gerando crédito para quem compra naquele período”.

Resgate

Além de transferir os créditos para a conta-corrente ou poupança, a partir do próximo dia 1º de outubro, o consumidor poderá reservá-los para abatimento do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores).

De acordo com a Secretaria da Fazenda, do total de créditos a serem distribuídos, R$ 523,8 milhões são dos 34 sorteios de prêmios realizados, enquanto R$ 4,1 bilhões foram liberados em créditos.

Para fazer a transferência dos valores, o consumidor deve acessar a página da Nota Fiscal Paulista, acionar a opção “utilizar créditos” e seguir as instruções.

A transferência só é possível quando os créditos atingirem um valor mínimo de R$ 25.


Aprenda a transformar empresas em Empreendedor Individual..

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Ola e sejam bem vindos ao site Economia Nacional e Mundial e desta vez iremos ensinar sobre empreendorismo e ensinaremos com perguntas frequentes de empreendedores com visão de um excelentente bom investimento.

“O homem através da execução de algum trabalho, torna-se útil a seus semelhantes (humanidade) e ao mesmo tempo, encontra uma oportunidade de polir a sua alma.” (Taniguchi)

“Eu tenho uma empresa já aberta, posso me transformar em empreendedor individual”?

Essa pergunta tem sido feita freqüentemente por pessoas que hoje são empresários legalizados com sócios ou até mesmo por empresários sem sócios – a antiga firma individual. A resposta é sim, pode.

Mas antes de migrar para o EI – que também é um uma figura jurídica empresarial, alguns detalhes terão que ser analisados. E para isso é importante a ajuda de um contabilista para saber a real situação da empresa perante aos fiscos municipal, estadual e federal.

Algumas dessas “parcerias” foram feitas somente porque era necessário compor uma sociedade para exercer determinada atividade econômica.

Aí entrava a esposa (ou o esposo) como sócio de 1% das cotas - e o empreendedor, quem realmente trabalhava na atividade, ficava com 99% da sociedade.

Várias dessas empresas por qualquer motivo ficaram inativas – sem faturamento e sem empregados mas não fecharam oficialmente.

A gama de empresas que não regularizaram a situação empresarial – dar baixa nos registros de CNPJ, alvarás etc – é enorme. E agora muitos empreendedores já legalizados querem saber se podem migrar para essa nova situação legal.

Com o advento da Lei Complementar 128/08 foi criado o EI - Empreendedor Individual, que é o empresário com faturamento anual de até 36 mil reais, sem sócios, podendo ter até um empregado e que pagará menos de R$ 60,00 de impostos e contribuição à Previdência Social para garantir benefícios como auxílio-doença e aposentadoria por idade, com regras a vigorar a partir de julho de 2009.

Qualquer pessoa pode obter informações detalhadas no Portal do Empreendedor na internet: www.portaldoempreendedor.gov.br

Mas, o que o empreendedor precisa saber para transformar uma empresa já registrada em empreendedor individual?

1) A migração de empresas já constituídas antes de julho de 2009 só poderá ocorrer em janeiro de 2010. Até lá aproveite para fazer as regularizações conforme os próximos a sguir.

2) Este ano – 2009 – a empresa não pode ter faturamento superior a 36 mil reais; Se a empresa já constituída faturou mais de 36 mil anuais, só fechando a empresa – dando as baixas devidas em todos os entes federativos (município, estado e governo federal) e abrindo um novo registro como Empreendedor Individual.

3) A atividade econômica da empresa deve estar relacionada no Anexo Único da Resolução 58 do Comitê Gestor do Simples Nacional; Até pode ser feita a alteração para a atividade antes da migração e depois fazer o enquadramento como Empreendedor Individual.

4) A empresa não pode ter mais de um empregado registrado;

5) Se há sócios, terá que ainda em 2009 desfazer a sociedade, transformando a sociedade empresária em registro de empresário, situação agora permitida também com a LC 128/08;

6) Se a empresa está inativa, com dívidas e deixou de entregar alguma declaração aos fiscos, terá que regularizar isso antes, sob o risco de ter a solicitação para Empreendedor Individual indeferida.

Algumas pessoas acham que podem fazer o registro de empreendedor individual como uma nova inscrição e deixar a situação da empresa anterior como está, mas isso não será possível, já que o CPF está vinculado a outra empresa como sócio, titular ou administrador.

Ao empreendedor individual não é permitido ter sociedade, ser dono ded outra empresa registrada ou ser administrador.

Roteiro para o Microempreendedor Individual (MEI)

(atualizado em 01/10/2011)

1. O que é Microempreendedor Individual ?

Considera-se MEI o empresário individual a que se refere o art. 966 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil, que tenha auferido receita bruta, no ano-calendário anterior, de até R$ 36.000,00 e que seja optante pelo Simples Nacional.

2. Qual a lei que instituiu o Microempreendedor individual ?

Lei complementar nº 128 de 19 de dezembro de 2008.

3. A legislação do Microempreendedor Individual já está em vigor?

Os artigos 18-A a 18-C da Lei Complementar nº 123, de 14/12/2006, na redação dada pela Lei Complementar nº 128, de 19/12/2008, relativos ao Microempreendedor Individual, produzem efeitos desde 01/07/2009.

4. Como e onde posso me formalizar?

A formalização será feita pela internet no endereço no endereço www.portaldoempreendedor.gov.br.

Há um considerável número de empresas contábeis espalhadas pelo Brasil que poderão realizar esse trabalho de graça. Para saber quem são essas empresas consulte a relação, por município, no endereço eletrônico http://www.fenacon.org.br/esc-simples.php. Lembre-se de que toda atividade a ser exercida, mesmo na residência, necessita de autorização prévia da Prefeitura que, nesse caso, será também de graça. O SEBRAE é outro parceiro que oferecerá orientação de graça sobre a formalização.

5. Quanto tempo demora para me formalizar?

Como a formalização é feita pela Internet, o CNPJ, o número de inscrição na Junta Comercial, no INSS e um documento de alvará que equivale ao alvará de funcionamento são obtidos imediatamente, gerando um documento que deve ser impresso, assinado e encaminhado à Junta Comercial acompanhado de cópia da Identidade e do CPF. Lembre-se, também, de que é necessário conhecer as normas da Prefeitura para desenvolver o seu negócio, seja ele qual for. Não se registre se não estiver dentro dos requisitos municipais, principalmente em relação à possibilidade de atuar naquele endereço e ao exercício de sua atividade no município.

6. Tenho dúvidas sobre os procedimentos de inscrição, registro e enquadramento do MEI, aonde buscar orientações?

O atendimento dar-se-á:

· pela internet - www.portaldoempreendedor.gov.br;

· por telefone – 0800 570 0800 do Sebrae e 135 da Previdência;

· pessoalmente, nos escritórios de serviços contábeis optantes pelo Simples Nacional. A relação, por município, está no portal acima. A relação também encontra-se disponível no site da FENACON (http://www.fenacon.org.br/esc-simples.php)

7. Se algum escritório de serviços contábeis recusar-se a prestar o atendimento, aonde reclamar?

Deverá ser formulada denúncia, por escrito, com as provas cabíveis. Protocolar em um dos seguintes órgãos: Receita Federal do Brasil, Secretaria de Fazenda do Estado ou Secretaria de Finanças do Município.

Reclamações também poderão ser dirigidas pelo cidadão ao CRC ou ao SESCON/SESCAP local.

A Reclamação/Denúncia também poderá ser via Ouvidoria da MF (0800 702 1111 ou http://portal.ouvidoria.fazenda.gov.br).

8. Posso me formalizar a qualquer tempo?

Para o empreendedor que está obtendo o CNPJ a partir de 1º de julho de 2009, a opção será simultânea e instantânea, efetuada no endereço eletrônico www.portaldoempreendedor.gov.br.

No caso de empreendedores que já possuem CNPJ a opção somente poderá ser feita durante o mês de janeiro de cada ano.

9. Qual o custo da formalização?

O ato de formalização está isento de todas as tarifas. Para a formalização e para a primeira declaração anual existe uma rede de empresas de contabilidade que são optantes pelo SIMPLES NACIONAL que irão realizar essas tarefas sem cobrar nada no primeiro ano. Após a formalização o empreendedor terá o seguinte custo:

Para a Previdência: R$ 51,15 por mês (representa 11% do salário mínimo que é reajustado no início de cada ano);

Para o Estado: R$ 1,00 fixo por mês se a atividade for comércio ou indústria;

Para o Município: R$ 5,00 fixos por mês se a atividade for prestação de serviço.

10. Como faço o pagamento destes valores?

Por meio de um documento chamado DAS que é gerado pela Internet no endereço www.portaldoempreendedor.gov.br. Esse documento pode ser gerado por qualquer pessoa em qualquer computador ligado à Internet. É possível gerar, de uma só vez, os DAS do ano inteiro e ir pagando mês a mês. O pagamento será feito na rede bancária e casas lotéricas, até o dia 20 de cada mês.

11. Qual será o procedimento em caso de atraso nos pagamentos dos impostos?

Caso haja esquecido o pagamento na data certa haverá cobrança de juros e multa. A multa será de 0,33% por dia de atraso limitado a 20% e os juros serão calculados com base na taxa SELIC, sendo que para o primeiro mês de atraso os juros serão de 1%.

Após o vencimento deverá ser gerado novo DAS, acessando-se novamente o endereço www.portaldoempreendedor.gov.br. A emissão do novo DAS (que é de graça) já conterá os valores da multa e dos juros, sem precisar fazer cálculos por fora.

12. Como farei se quiser ter direito a aposentadoria por tempo de contribuição?

Nesse caso deverá complementar o pagamento em favor do INSS à alíquota complementar de 9%, calculada sobre o salário-mínimo. O pagamento deverá ser feito em GPS, com o código de pagamento 1295, na rede bancária, até o dia 15 do mês seguinte a que se referir o pagamento ou no primeiro dia útil subseqüente se o dia 15 for feriado.

Exemplo: Com o valor atual do salário- mínimo a conta será a seguinte:

R$ 465,00 x 9% = R$ 41,85. Esse valor deverá ser recolhido em GPS com o código de pagamento 1295. Com esse pagamento, o valor correspondente ao salário-mínimo (atualmente R$ 465,00) passa a contar para todos os efeitos para o cálculo de qualquer benefício previdenciário, inclusive aposentadoria por tempo de contribuição.

Caso o trabalhador já recolha carnê mensal pelo exercício de outra atividade, poderá continuar a fazê-lo, sob os códigos normais.

Exemplo: o trabalhador já recolhe carnê mensal sobre o valor de R$ 600,00, à alíquota de 20%, representando R$ 120,00, em GPS, com o código 1007.

Caso recolha o DAS, efetue a contribuição complementar de 9% (código 1295) e mantenha a contribuição que vinha fazendo (código 1007), seu salário-de-contribuição para fins de benefício passará a ser de R$ 1.065,00 resultado da soma de R$ 465,00 com R$ 600,00.

MEI QUE TRABALHE TAMBÉM PARA EMPRESA, COMO EMPREGADO OU CONTRIBUINTE INDIVIDUAL

Pode haver ainda trabalhador que, além de Microempreendedor Individual, tenha vínculo de trabalho com outra empresa, como empregado ou autônomo.
Nesse caso, a remuneração que receber da empresa contará para todos os efeitos para os benefícios previdenciários essas informações provêm da GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e de informações à Previdência Social) , preenchida pela empresa.

Da mesma forma, se esse trabalhador quiser que o valor recolhido em DAS passe a contar para a média no cálculo de todos os benefícios, deverá recolher a GPS (Guia da Previdência Social) com código de pagamento 1295, até o dia 15 de cada mês, com valor correspondente a 9% do salário-mínimo.

13. Que outras obrigações terei com a Receita Federal, Secretaria da Fazenda do estado e Secretaria de Finanças do município?

Anualmente deverá fazer uma Declaração do faturamento, também pela Internet e nada mais. Essa declaração deverá ser feita até o último dia do mês de Janeiro de cada ano. Mensalmente deverá fazer uma declaração correspondente, basicamente , à informação de quanto o empreendimento faturou, com emissão de notas fiscais e sem a emissão de notas fiscais. Pode ser de próprio punho e não precisa ser enviada a lugar algum. Basta guardá-la. O modelo dessa declaração está no Anexo à Resolução CGSN nº 10.

Além disso, o empreendedor deverá guardar as notas fiscais de suas compras.

14. Que atividades podem ser enquadradas como Microempreendedor Individual?

A Resolução 58 regulamentou na parte tributária o capítulo da Lei Complementar nº 128/08 que criou o microempreendedor Individual e suas atividades, figura jurídica que entra em vigor dia 1º de julho de 2009.

Em resumo, quase todas as atividades que podem optar pelo Simples Nacional podem também optar pela nova modalidade (MEI).

A lista que pode ser acessada pelo link abaixo procurou facilitar o enquadramento, em uma linguagem que o próprio empreendedor entenda, de acordo com sua ocupação. Procurou-se elencar praticamente todas as atividades abrangidas pelo público-alvo pretendido para o MEI, ou seja, aquelas oriundas de atividade por conta própria, urbana, e de baixa renda.

15. Qual a receita bruta anual do Microempreendedor Individual?

O limite é de R$ 36.000,00 anuais. Mas, caso constitua uma empresa no decorrer do ano, a receita bruta de R$ 36.000,00 será proporcional aos meses em que a empresa foi constituída até o final do ano. Por exemplo: 36.000,00 / por 12 meses = 3.000,00 por mês, logo, se uma empresa for registrada em abril, a receita bruta não poderá ultrapassar R$ 27.000,00 (3.000,00 * 9 meses = 27.000,00).

16. Se a pessoa estiver enquadrada na lei do Microempreendedor Individual e estourar a cota de 36 mil anual o que ocorre?

Nesse caso temos duas situações.

A Primeira: o faturamento foi maior que 36.000,00, porém não ultrapassou R$ 43.200,00. Nesse caso o seu empreendimento é incluído no sistema do SIMPLES NACIONAL, na categoria de microempresa, a partir de janeiro do ano seguinte ao ano em que o faturamento excedeu os R$ 36.000,00. A partir daí o seu pagamento passará a ser de um percentual do faturamento por mês, 4% se for comércio, 4,5% se for indústria e 6% se for prestador de serviço. O valor do excesso deverá ser acrescentado ao faturamento do mês de janeiro e os tributos serão pagos juntamente com o DAS referente àquele mês.

A Segunda: o faturamento foi superior a R$ 43.200,00. Nesse caso o enquadramento no SIMPLES NACIONAL é retroativo e o recolhimento sobre o faturamento, conforme explicado na Primeira Situação passa a ser feito no mesmo ano em que ocorreu o excesso no faturamento, COM acréscimos de juros e multa.
Por isso, recomenda-se que o empreendedor, ao perceber que seu faturamento no ano será maior que R$ 43.200,00, inicie imediatamente o cálculo e o pagamento dos tributos acessando diretamente o Portal do SIMPLES NACIONAL, no endereço www.receita.fazenda.gov.br .

17. Poderá o Microempreendedor Individual trabalhar em sua residência?

Ele deve, antes de proceder ao registro, consultar o município para saber se naquele endereço residencial pode ser instalado um negócio, lembrando que o bem estar coletivo se sobrepõe ao interesse individual. Isso quer dizer que atividades barulhentas ou com grande circulação de pessoas dificilmente poderão ser exercidas em residências.

No ato de inscrição será gerado alvará provisório. O município poderá, no prazo de 180 dias após a inscrição, caso verifique que requisitos legais não foram obedecidos, cancelar todas as inscrições e opções do Microempreendedor Individual.

18. O Empreendedor Individual é obrigado a emitir nota fiscal?

O Empreendedor Individual estará dispensado de emitir nota fiscal para consumidor pessoa física, mas estará obrigado à emissão quando vender para destinatário cadastrado no CNPJ.

Caso venda para destinatário cadastrado no CNPJ, poderá emitir Nota Fiscal Avulsa (desde que prevista na legislação do Estado ou do Município). Além disso, caso venda mercadorias para pessoa jurídica contribuinte do ICMS, o comprador poderá emitir nota fiscal de entrada.

19. Para o ambulante que trabalha na rua como vai funcionar o sistema?

O ambulante ou quem trabalha em lugar fixo deverá consultar a Prefeitura antes de fazer o registro, com relação ao tipo de atividade e ao local onde irá trabalhar. Apesar do Portal do Empreendedor emitir documento que autoriza o funcionamento imediato do empreendimento, as declarações do empresário, de que observa as normas e posturas municipais, são fundamentais para que não haja prejuízo à coletividade e ao próprio empreendedor que, caso não seja fiel ao cumprimento das normas como declarou, estará sujeito a multas, apreensões e até mesmo fechamento do empreendimento e cancelamento dos seus registros.

O município poderá, no prazo de 180 dias após a inscrição, caso verifique que requisitos legais não foram obedecidos, cancelar todas as inscrições e opções do Microempreendedor Individual.

20. Preciso ter contabilidade?

A contabilidade formal como livro diário e razão está dispensada. Não é preciso também ter Livro Caixa. Contudo, o empreendedor deve zelar pela sua atividade e manter um mínimo de controle em relação ao que compra, ao que vende e quanto está ganhando. Essa organização mínima permite gerenciar melhor o negócio e a própria vida, além de ser importante para crescer e se desenvolver. O empreendedor deverá registrar, mensalmente, em formulário simplificado, o total das suas receitas. Deverá manter em seu poder, da mesma forma, as notas fiscais de compras de produtos e de serviços.

21. Quais os benefícios da formalização?

A) Cobertura Previdenciária para o Empreendedor e sua família, traduzida nos seguintes benefícios.


Para o Empreendedor:

1- Aposentadoria por idade : mulher aos 60 anos e homem aos 65. É necessário contribuir durante 15 anos pelo menos e a renda é de um salário mínimo;

2- Aposentadoria por invalidez : é necessário 1 ano de contribuição;

3- Auxílio doença: é necessário 1 ano de contribuição;

4- Salário maternidade (mulher): são necessários 10 meses de contribuição;


Para a família:

1- Pensão por morte: a partir do primeiro pagamento em dia;

2- Auxílio reclusão: a partir do primeiro pagamento em dia;

Obs. Se a contribuição do Empreendedor Individual se der como base em um salário mínimo, qualquer benefício a ele que vier a ter direito também se dará como base em um salário mínimo.

B) Acesso a serviços bancários, incluindo crédito.

C) Apoio técnico do SEBRAE sobre a atividade exercida;

D) Possibilidade de crescimento em um ambiente seguro;

E) Desempenhar a atividade de forma legal, sabendo que não sofrerá ações do Estado;

F) Formalização simplificada e sem maiores burocracias;

G) Baixo custo da formalização em valores mensais fixos

H) Simplificação no processo de baixa e ausência de pagamento de taxas.

22. Posso contratar alguém para me ajudar?

A lei prevê a possibilidade da contratação de até um empregado com remuneração de um salário mínimo ou piso da categoria

23. Qual o custo para contratação de um empregado?

O custo previdenciário, recolhido em GPS, é de R$ 51,15, sendo R$ 13,95 de responsabilidade do empregador e R$ 37,20 descontado de empregado. Esses valores se alteram caso o salário seja superior ao salário-mínimo e até o piso da categoria profissional.

A GPS é recolhida até o dia 20 de cada mês com o código 2003.

24. Em qualquer caso é preciso fazer a Guia do FGTS e Informação à Previdência?

Só deve ser feita se o Empreendedor Individual tiver empregado.

Havendo empregado, a GFIP deve ser entregue até o dia 7 do mês seguinte ao pagamento do salário através de um sistema chamado conectividade social da Caixa Econômica Federal.

Ao preencher e entregar a GFIP, deverá ser depositado o FGTS do empregado, calculado à base de 8% sobre o seu salário. Todas essas contas são feitas automaticamente pelo sistema GFIP, que deve ser baixado do site da Internet da Receita Federal, no endereço www.receita.fazenda.gov.br na parte de Download.

Em resumo, o custo total do empregado para o microempreendedor individual é 11% do respectivo salário mínimo ou piso da categoria, o que equivale a R$ 51,15 se o empregado ganhar o salário mínimo.

25. Posso prestar serviços a outras empresas?

O microempreendedor individual não poderá realizar cessão ou locação de mão-de-obra. O benefício fiscal criado pela LC 128/2008 é destinado ao empreendedor, e não à empresa que o contrata.

Significa, também, que a criação do SIMEI não tem a finalidade de fragilizar as relações de trabalho, não devendo o instituto ser utilizado por empresas para a transformação em microempreendedor individual de pessoas físicas que lhes prestam serviços.

Ocorre a cessão de mão-de-obra quando os serviços:

a) CONSTITUAM necessidade contínua da contratante, ligados ou não à sua atividade-fim; e

b) Sejam executados nas dependências da contratante ou de terceiros por ela indicados.

Com isso, o microempreendedor individual pode prestar serviços a pessoa jurídica, desde que:

c) Os serviços NÃO constituam necessidade contínua da contratante, ligados ou não à sua atividade-fim; ou

d) Os serviços CONSTITUAM necessidade contínua da contratante, ligados ou não à sua atividade-fim, MAS sejam executados nas dependências do microempreendedor individual.

Exemplos:

a. Uma fábrica de bolas de futebol poderá contratar microempreendedor individual para facção parcial, desde que os serviços sejam executados nas dependências do MEI.

b. Caso a mesma fábrica necessite de um cozinheiro para seu refeitório, não poderá contratar MEI, haja vista que a necessidade é permanente e executada nas dependências da contratante.

c. A mesma empresa poderá contratar MEI, também, para lavar os tapetes da recepção da fábrica, desde que tal atividade seja eventual e não periódica.

O microempreendedor individual que exercer as atividades de hidráulica, eletricidade, pintura, alvenaria, carpintaria e manutenção ou reparo de veículos pode prestar serviços a outra empresa. Nesse caso, a empresa contratante deverá considerá-lo como autônomo – contribuinte individual, devendo recolher a cota patronal previdenciária de (20% ou 22,5%) além de inserir as informações na GFIP.

26. Como fica a situação do Alvará de funcionamento e do cumprimento de posturas municipais?

A concessão do Alvará de localização depende da observância das normas contidas na legislação municipal. O empreendedor deve investigar se o local escolhido para estabelecer se a sua empresa está de acordo com as normas emanadas nesses Códigos.

Ressalte que, assim, antes de qualquer procedimento, o empreendedor deve consultar a Prefeitura para saber se existe ou não restrição para exercer a sua atividade no local escolhido, bem como outros requisitos a serem cumpridos, como sanitários, por exemplo, para quem manuseia alimentos.

Ciente de sua viabilidade em termos de local, o registro como Empreendedor Individual terá força de alvará provisório (também conhecido como autorização de funcionamento).

Ressaltar muito que, caso desconheça as regras de localização, não deve concluir o processo de registro pois isso poderá acarretar prejuízos futuros à coletividade e também ao próprio empreendedor, que estará sujeito a multas, apreensões e até mesmo o fechamento de seu negócio pela fiscalização. Essa ressalva deve ser feita de forma veemente.

No ato de inscrição será gerado alvará provisório. O município poderá, no prazo de 180 dias após a inscrição, caso verifique que requisitos legais não foram obedecidos, cancelar todas as inscrições e opções do Microempreendedor Individual.

27. Gostaria de impugnar a impossibilidade de adesão do SIMEI. O ato de indeferimento é da competência de qual ente?

Não haverá contencioso para a inscrição do MEI, nem pela opção pelo SIMEI. Não é emitido qualquer ato, seja de deferimento ou de indeferimento.

Caso o contribuinte, em 2010, faça o pedido SIMULTÂNEO para opção pelo Simples Nacional e pelo SIMEI, a opção pelo Simples Nacional poderá gerar termo de indeferimento, que seguirá os trâmites normais.


Boa sorte e sucesso!