terça-feira, 27 de setembro de 2011

Energia elétrica no país aumentou 4,1% em agosto.

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Os brasileiros consumiram 4,1% mais energia elétrica em agosto deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado.

De acordo com a Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgada nesta segunda-feira, 26, pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o volume energético consumido no país passou dos 34,6 mil gigawatts-hora (GWh) para 36,1 mil GWh.

A EPE aponta que os consumidores comerciais foram os grandes impulsionadores desse incremento.

Eles respondem por pouco mais de 16% do volume total de energia consumida no Brasil.

A demanda energética do setor cresceu 8% em agosto deste ano na comparação com o mesmo mês de 2010.

Os consumidores comerciais passaram a consumir 5,88 mil GWh.

“A expansão significativa do volume de vendas do comércio ao longo de 2011 tem alimentado as estatísticas do setor.

O volume de vendas do comércio ampliado, que inclui segmento de veículos e material de construção cresceu 9% face o mesmo período de 2010”, destaca o documento.

O reflexo do ritmo dessa relação, entre vendas e consumo de energia, teve destaque principalmente no Centro-Oeste do país. Em Mato Grosso, por exemplo, a demanda por energia elétrica entre agosto de 2010 e agosto de 2011 cresceu 21,2%.

A EPE associa o incremento ao fato de o comércio no estado ter revelado grande expansão, registrando, por exemplo, incremento de 40% no volume de empregos criados este ano.

Já os consumidores residenciais aumentaram o consumo de energia elétrica em 4,8%, o que representa uma demanda total de 9,23 mil GWh.

Para esses consumidores, a EPE relaciona o aumento do consumo à maior intensidade de uso por residência e à migração de consumidores de baixa renda para a categoria convencional, que tradicionalmente revela um consumo superior de energia elétrica.

De acordo com a empresa, a Região Nordeste teve um grande destaque no consumo, neste período de comparação, apresentando um aumento de 8,3%, principalmente em função do maior uso de aparelhos eletrônicos e iluminação.

No Sudeste, a expansão da demanda dos clientes residenciais foi calculada em 3,6%.

Apesar de o Rio de Janeiro contribuir com a maior parcela, o Espírito Santo apresentou o maior incremento, equivalente a 15,7% mais de consumo.

O consumo industrial, que responde pela maior parcela do consumo de energia elétrica total no país, cresceu 2,5% no período.

Apesar de ter atingido uma demanda de 15,8 mil GWh, pouco maior que o volume registrado em agosto de 2010, que ficou em 15,45 mil GWh, a empresa destaca que “a combinação dos resultados regionais revela uma desaceleração no ritmo de crescimento do consumo em nível nacional, em conformidade com a trajetória de evolução da atividade industrial”.

No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento do consumo de energia elétrica no país ficou em 4,3%, equivalente a 425,55 mil GWh.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Balança comercial tem déficit de US$584 mi na 4a semana do mês.

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A balança comercial brasileira teve superávit de 1,948 bilhão de dólares nas quatro primeiras semanas de setembro, informou nesta segunda-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

N quarta semana do mês, no entanto, o saldo foi negativo em 584 milhões de dólares.

Na terceira semana, o saldo havia ficado positivo em 1,213 bilhão de dólares, enquanto que na segunda, em 1,003 bilhão de dólares. Na primeira, o superávit foi de 316 milhões de dólares.

As exportações no mês somam 17,897 bilhões de dólares, enquanto as importações somam 15,949 bilhões de dólares.

No ano, o saldo comercial acumulado está positivo em 21,908bilhões de dólares, com vendas externas de 184,611 bilhões de dólares e importações de 162,703 bilhões de dólares.


Importação de gasolina deve quadruplicar em 2011, diz Petrobras.

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A Petrobras deve encerrar 2011 com uma média diária de 30 mil barris de gasolina importados para suprir a expansão da demanda interna, afirmou nesta segunda-feira o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa.

No ano passado, a média diária foi de apenas 7 mil barris, de acordo com o executivo.

Contribuem para a expansão das compras externas de gasolina o crescimento do consumo de aproximadamente 10 por cento frente ao ano anterior e a redução na mistura de álcool anidro na gasolina (de 25 por cento para 20 por cento) que começa a valer a partir de outubro.

Costa revelou que a companhia já encomendou uma segunda carga de 600 mil barris de gasolina neste semestre para atender a demanda interna. No primeiro semestre, a Petrobras já tinha importado 2,5 milhões de barris, ante 3 milhões de barris em todo o ano passado.

"Além destas duas cargas, acredito que vamos precisar importar bem mais", disse Costa a jornalistas durante evento em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro.


VENEZUELANA PDVSA

Apesar do prolongamento do prazo para a definição sobre a entrada da estatal venezuelana PDVSA no capital da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, a petroleira venezuelana tem prazo até 30 de setembro para ter aprovado junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) suas garantias financeiras.

A Petrobras já levantou 10 bilhões de reais em empréstimos no BNDES e cobra da PDVSA o pagamento da parte relativa à sua participação societária de 40 por cento no projeto para que seja dado prosseguimento ao empreendimento.

"Agora é para valer", disse Costa. "Sei que adiamos os prazos mais de uma vez, mas agora estamos acordados. Se não houver a aprovação por parte do BNDES, não tem mais conversa e a PDVSA está fora", acrescentou o executivo.

O diretor ressaltou que se houver a confirmação e validação das garantias apresentadas pela PDVSA ao BNDES, a petroleira da Venezuela terá até o dia 30 de novembro para fazer o aporte. "Isso é impreterivelmente", frisou Costa.

A Petrobras vem tocando sozinha a refinaria que já tem 40 por cento das obras concluídas.

A primeira fase da unidade deve entrar em operação em 2013.


Dólar cai 0,9% com melhora externa e atento ao Banco Central.

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O dólar fechou em queda ante o real nesta segunda-feira, reagindo à melhora nos mercados internacionais pelo otimismo com uma resolução para a crise de dívida na zona do euro.

Houve uma maior volatilidade pela manhã, com a moeda abrindo em queda de mais de 1 por cento e depois passando a subir na mesma intensidade.

À tarde, o reforço na alta das bolsas de valores e a recuperação do euro deram combustível para que o dólar firmasse baixa nas operações locais.

A taxa de câmbio caiu 0,90 por cento, para 1,8220 real na venda, ampliando a 4,11 por cento a desvalorização desde sexta-feira. Ainda assim, o dólar acumula forte apreciação de 14,41 por cento em setembro.

"Se compararmos com os outros dias, hoje foi até mais tranquilo. O dólar seguiu o padrão de sempre: caiu enquanto as bolsas subiram", disse o operador de câmbio de uma corretora paulista, que pediu anonimato.

Ante uma cesta de moedas, o dólar caía 0,5 por cento, enquanto as bolsas de valores em Nova York cravaram altas acima de 2 por cento, sinalizando o maior apetite por risco oriundo do alívio nas tensões na zona do euro.

Investidores repercutiram declarações de autoridades do bloco de que estariam estudando planos para reduzir a dívida da Grécia e recapitalizar bancos.

Além disso, há expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) possa promover um corte de juros maior que o esperado na reunião de política monetária do próximo mês.

Para o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, o dólar deve continuar oscilando ao sabor dos desdobramentos da crise na zona do euro.

O profissional, contudo, ponderou que o Banco Central (BC) seguirá combatendo movimentos bruscos, como o que fez o dólar disparar nas últimas semanas.

"A impressão que deu é que o BC não vai permitir um dólar acima de 1,90 (real), mas também não quer uma cotação menor que 1,70 (real), justamente o patamar em que ele parou de comprar no (mercado) à vista", afirmou.

Na quinta-feira, o BC interveio pesadamente no mercado ao utilizar contratos de swap cambial tradicional para conter a disparada do dólar.

A medida conseguiu reduzir a alta a 2,26 por cento naquele dia, após a cotação ter superado 1,95 real, maior patamar desde julho de 2009.

Nesta segunda-feira, a autoridade não atuou no mercado cambial, repetindo a estratégia da sessão anterior.


Governo ainda não tem pressa para votar IOF sobre derivativos.

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O governo ainda não tem pressa e, por isso, não deve pressionar pela votação nesta semana da medida provisória que autoriza a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre os derivativos cambiais.

A MP, que permite que o governo cobre até 25 por cento do imposto e determina que o Conselho Monetário Nacional (CMN) passa a ser o responsável pela coordenação da supervisão do mercado de derivativos, é o primeiro item da pauta da Câmara dos Deputados.

Mas segundo o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), líder do governo na Casa, a MP não será votada nesta semana. Ele argumenta que o tema merece mais debates e que, por já ter votado várias matérias nas últimas semanas, não haveria motivos para apressar a pauta agora.

"Não vamos votar nesta semana. Será discutida na semana que vem", disse Vaccarezza à Reuters. "Precisamos de mais tempo de discussão."

Após a votação da matéria na Câmara, a MP tem de passar pelo Senado. O líder do governo na Casa, senador Romero Jucá (PMDB-RR), disse ainda que tratará do tema apenas quando chegar ao Senado, mas adiantou que a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, ainda não tocou no assunto com ele.

No final de julho, o governo anunciou que passaria cobrar alíquota de 1 por cento, por meio do IOF, nas posições vendidas líquidas de câmbio no mercado futuro. Essas apostas indicam que o mercado espera valorizações do real. A alíquota, no entanto, pode ser elevada para até 25 por cento. Naquele momento, o objetivo era evitar mais altas do real frente ao dólar, que já estava no patamar de 1,50 real, o menor em 12 anos.

Agora, com a crise internacional mais aguda, o inverso está acontecendo e o real vem mostrando fortes desvalorizações frente à moeda norte-americana, que já chegou a bater no patamar de 1,90 real. Diante disso, até mesmo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já deu sinais de que poderia retirar o IOF dos derivativos.

Uma fonte do Planalto que preferiu o anonimato afirmou à Reuters que o governo não pressiona pela votação por acreditar que ainda há tempo hábil antes do vencimento da matéria para votação no Congresso, no fim de novembro. A medida, como qualquer MP, entra em vigor a partir de sua publicação, mas perde a eficácia se não for votada em 120 dias.

A oposição, por sua vez, já tem sua estratégia preparada para lidar com a MP na Câmara. O líder do DEM, deputado ACM Neto (BA), tem duas críticas à medida. Para ele, o texto enviado pelo Executivo não diferencia os movimentos especulativos das operações de hedge de exportadores, além de concentrar o poder sobre o mercado no Executivo. Por esse motivo, Neto deve apresentar duas emendas à MP para alterar essas duas questões.

A ideia do líder é conversar com o governo para incorporar as sugestões. "Se avançar nas negociações, podemos votar. Se não, vamos obstruir", adiantou.

Já o líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP), disse que irá apresentar requerimentos em comissões da Casa para que o ministro Mantega explique as recentes medidas cambiais tomadas pelo governo.

"Acredito que o próprio governo está em compasso de espera", disse Nogueira. "A taxação do IOF foi um tiro no pé do governo", completou.

Neto e Nogueira devem levar o tema para a mesa de negociações na terça-feira, quando o colégio de líderes da Câmara se reúne para definir a pauta de votações da semana.